O QUE USAR?

Started by Carla Assenheimer (C) on Wednesday, May 22, 2013

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  • Marcelino
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5/22/2013 at 8:49 AM

Lúcia Pilla No caso da fonte informar o nome com a grafia antiga (Benecdita, etc.), devemos SEMPRE usar a grafia atual? O nome de batismo não deve ser respeitado, até porque posso batizar um filho como Waldisnei?

5/22/2013 at 9:21 AM

Acho que quem adicionar um registo novo pode optar pela grafia antiga ou moderna nas caixas principais dos nomes. Quando se opte por uma grafia antiga, seria bom, contudo, que se introduza também a forma moderna do nome na caixa «Também conhecido por». O ideal seria que nesta caixa fossem introduzidas todas as variações gráficas do nomes.

5/22/2013 at 9:34 AM

Acho que são duas questões bastante distintas.

1) Perfis privados ou públicos no âmbito das 5 gerações acima dos vivos (só para termos um parâmetro), cada família faz como quiser. Não é só a grafia que é livre. Tem quem use CAIXA ALTA, tem quem atribua nome de casada para todas as mulheres, mesmo quando isso não era usual, tem quem use numerações, códigos, etc. Podemos sugerir um padrão que facilite as buscas, mas a pessoa faz como quiser.

2) Outra coisa são os perfis públicos históricos, compartilhados. Aí precisamos adotar um padrão, por pelo menos 2 motivos: evitar que o perfil seja constantemente modificado ao gosto de uma ou outra pessoa, num vai-e-vem infinito; e facilitar a busca de coincidências.

A opção pela grafia atualizada me parece lógica porque:

a) ninguém saberá exatamente qual era a grafia da época em que a pessoa viveu, a não ser que faça pesquisas primárias inimagináveis; as grafias que encontramos nas fontes secundárias é a da época em que o genealogista escreveu sua obra.

b) a grafia atualizada é uma só; as antigas serão muitas, a depender da época; as muito antigas sequer conseguiríamos ler.

c) faz parte das regras da língua portuguesa, que indica que os nomes próprios devem ser atualizados para a grafia contemporânea quando as pessoas já não mais vivem.

d) é também a opção do site Geneall, que é sem dúvida o melhor instrumento de construção da árvore que dispomos hoje e, portanto, amplamente utilizado; insistir em adotar grafias antigas seria um contra-senso, já que todos os dias mais e mais perfis são inseridos com base no Geneall.

3) Há ainda uma terceira questão que é decorrente de uma limitação do Geni, que busca pela grafia exata e não aproximada, como muitos outros sistemas adotam. Aqui, se o perfil for grafado Martha, nunca encontrará seu duplicado Marta. É aqui que penso que poderíamos sugerir uma lista como esta, do projeto, para que os similares sejam incluídos, sem que tenhamos que listar em todos os perfis, no aka.

5/22/2013 at 9:35 AM

Desculpa Fernando, conflito de edições.

5/22/2013 at 10:10 AM

Uma coisa que esqueci de mencionar: existem vários casos de derivações de sobrenomes que eu não consideraria um problema gramatical (ex. de Utra -> Dutra, van der Lei -> Vanderlei, de Antas -> Dantas, São Paio -> Sampaio). Pelo contrário, acho que devemos tentar preservar ao máximo a possibilidade de perceber esta evolução, sempre que a fonte permitir.

Também acho que não há necessidade de distinguir, mas alguns casos que precisam também ser listados são simplesmente erros, agora ou antes, como me parece ser o caso de Felipe (amplamente utilizado no Brasil) cuja grafia correta seria Filipe.

5/22/2013 at 10:13 AM

Muito didática a explicação, Lúcia Pilla.
É interessante ter ela sempre à disposição no momento do cadastro ou revisão de um perfil, para podermos definir o que usar.
Obrigada.

5/22/2013 at 10:31 AM

Podemos transferir o que for consensuado para o corpo do projeto, depois de ouvir mais pessoas...

5/22/2013 at 1:55 PM

Também pensei nisso. Seria bem interessante.

Private User
5/23/2013 at 7:14 AM

Achei também muito pertinentes as observações de Lúcia e merecem ser seguidas. Concordo com ela que o registro de batismo, "não deve ser respeitado". Realmente, o registro civil, oficial, pelo menos nos Estados laicos, é que deve valer.
Tenho uma questão curiosa na minha família Pedrosa. Existem muitas pessoas cuja grafia é Pedroza. Meu pai, minha mãe (nome de casada) e os filhos sempre tiveram a grafia com s. Minha grande surpresa foi descobrir, no ano passado, que o registro de meu pai (Marcelino Gomes Pedrosa - Marcelino), no livro do Cartório de Registro Civil de Cruangi-Timbaúba-Pernambuco, tem Pedroza em vez de Pedrosa, conforme imagem que obtive no site www.familysearch.org e coloquei em Documentos.
Nesse caso, eu estou convencido de que não dá para considerar o registro de nascimento, pois é toda uma vida, dele e de seus descendentes que não consideraram essa grafia. Escrevi essa divergência em "Sobre mim", no perfil dele.

Private User
5/24/2013 at 11:14 AM

Entrando na discussao, minha modesta contribuicao e opiniao e de que os nomes nao sejam alterados da sua ortografia antiga e sim ate preservados. Com o tempo os netos e bisnetos que tiverem o mesmo nome irao adquirir ortografias novas e podem ver a evolucao das palavras. Afinal nome proprio e nome proprio e a maneira como se escreve faz parte da pessoa que o carrega a vida toda e nao deve-se modificar. Penso assim.

5/24/2013 at 12:40 PM

Private User, e qual seria esta «ortografia antiga»? Onde encontrá-la?

5/24/2013 at 1:38 PM

Explicando melhor, com um exemplo prático: http://pt.wikisource.org/wiki/Carta_a_El_Rei_D._Manuel_(ortografia_...

Na «carta a El Rei D. Manuel», que pode ser visualizada na ortografia DA ÉPOCA através do link acima, "Pero uaaz de camjnha" conta, logo na primeira página, que "Vaasco datayde" se perdeu da frota e em outro momento que "nicolaao coelho" foi mandado à terra. Cabral, a quem ele sempre chama de "capitam moor" era conhecido em sua época como: Pero alvares cabral, Pedr'alváres cabral, Pedrálvares cabral ou Pedraluarez cabral.

E isto logo ali, em 1500. Imaginem antes!

Private User
5/24/2013 at 9:00 PM

Imagino que muito se escrevia como falavam ate que se poliu o idioma.
O "j" muitas vezes se usa como "i" em varios idiomas usado ai sem regra mas possivel das duas formas nao se sabe. A dupla do "a" em Vaz e Para mostrar uma tonica, sem acento mas identifica o tom. Pero e Pedro eram os dois corretos na epoca mas acredito que o nome era Pedro. A maneira Portuguesa de falar influencia muito nesta troca de ortografia. Minha avo chamava-se Alyria e hoje seria Aliria. Eu jamais trocaria o nome dela da sua forma original.

5/25/2013 at 4:26 AM

Toda vez que eu levanto a bola deste tema alguém menciona a própria avó... :-))

5/25/2013 at 4:28 AM

Gilda, por favor, releia o ítem 1 da minha primeira intervenção, logo aí acima.

5/25/2013 at 4:15 PM

Muito boa essa discussão ! Devemos conversar bastante ...
Sempre fico com dúvida quando leio os registros de batismo.
Acho que Lucia tem razão , é sem dúvida necessário usar a grafia moderna. Embora em alguns casos pode ser discutível .
Falando do Item 3 , essa limitação do Geni acaba prejudicando as trocas de informações e pesquisas.
É uma questão de organização .

5/25/2013 at 4:43 PM

Quais casos, Nivea? Não compreendi.

5/25/2013 at 6:12 PM

Digo , quando a pessoa é muito conhecida , com o nome "antigo".
Vou tentar achar algum para exemplo.

5/25/2013 at 6:46 PM

Sim! Entendo o que você quer dizer. Costumamos fazer assim: (1) nos campos Nomes e Sobrenomes, o nome completo, na grafia adequada; (2) no campo Nome de Exibição, este nome "mais conhecido" (também incluído no motor de buscas) e (3) no campo "aka", todas as alternativas plausíveis, inclusive grafias antigas. Atende?

5/29/2013 at 5:45 AM

Lá venho eu com a minha colher torta, posso? É para ponderar que às vezes o que se considera um sobrenome não passa de uma abreviatura, por exemplo, Roiz, em lugar de Rodrigues. Vi muitas vezes Oliveira escrito assim pelos padrecos: "Olivª", acho que era para economizar tinta... mas tem gente que hoje se chama Oliva e Roiz por isso.

5/29/2013 at 6:21 AM

É verdade, Marcos. Documentos muito antigos são repletos destas abreviaturas. Coube e cabe aos genealogistas, nossas fontes secundárias, interpretarem o que elas significavam e significam. A depender da fonte primária e sua data, Roiz pode ser Rodrigues ou Roiz mesmo.

5/29/2013 at 7:51 PM

…digo só que se deveria respeitar os nomes originais dos países…isto é, João, não é juan…etc…mas nestes casos são quase sempre os Castelhanos, pois é óbvio porque qualquer português tem um parente espanhol e vice-versa…eu respeito o nome original e não traduzo…de quando em quando corrijo…:)

5/30/2013 at 8:53 AM

Concordo com Eduardo. Temos muitos perfis que foram cadastrados por falantes do espanhol. Percebo que eles fizeram um grande esforço para respeitar a língua dos países mas nem sempre isto é tarefa fácil. Corrijo também, sempre que encontro, seja para qual lado for.

5/30/2013 at 12:18 PM

Revirando uns livros do século XIX de igrejinhas do interior de Minas Gerais, descobri que as pessoas de sobrenome "Rodrigues" ou "Rodriguez" tinham esse sobrenome comumente abreviado para "Roiz". Os padres complicando nossas vidas.. Hehehe!

5/30/2013 at 12:35 PM

Os padres e muitos outros brasileiros. Quando ocupavam uma função de registro, até mesmo nos Inventários, costumavam usar abreviaturas, nomes incompletos ou incorretos, escrita indecifrável.
Na época mais atual, quando se tratou de imigrantes de países com língua muito diferenciada aí.....temos nomes e sobrenomes de todos os gostos, isto dentro da mesma família. Isto causou muitos problemas nos pedidos de dupla cidadania.

5/30/2013 at 1:09 PM

Ocorreu na minha. Os meus imigrantes italianos resolveram aportuguesar seus prenomes. Minha irmã teve que refazer inúmeras certidões para conseguir a cidadania.

5/31/2013 at 2:23 PM
7/12/2013 at 5:17 PM
7/19/2013 at 11:38 AM

Uma pequena dúvida.
Tenho visto um sobrenome grafado de duas formas e gostaria de esclarecer: é DORIA ou DÓRIA? E a pronúncia sem acento como fica?
Sei que é de origem italiana e remonta ao Brasil Colônia. Vejo os próprios membros da família escreverem DORIA (se acento). Aliás, cheguei a ler um livro de um deles nas férias.

7/19/2013 at 11:42 AM

Em português tem acento (paroxítona terminada em ditongo) e em italiano não.

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