Álvaro Vaz de Almada, 1º conde de Abranches

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Álvaro Vaz de Almada, 1º conde de Abranches

Birthdate:
Death: Died in Alverca do Ribatejo, Vila Franca de Xira, Portugal
Immediate Family:

Son of João Vaz de Almada and Joana Anes
Husband of Isabel da Cunha and Catarina de Castro
Father of João de Abranches; Isabel da Cunha; Violante da Cunha; Leonor da Cunha; Brites da Cunha and 1 other
Brother of Pedro Vaz de Almada
Half brother of João Vaz de Almada, senhor de Pereira and Brites de Almada

Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About Álvaro Vaz de Almada, 1º conde de Abranches

Álvaro Vaz de Almada Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Álvaro Vaz de Almada. Dom Álvaro Vaz de Almada ou Álvaro Vasques de Almada, (1390 - 20 de Maio de 1449), foi o primeiro conde de Abranches. (No original francês Avranches, mas, sempre dito Abranches em Portugal, nomeadamente na carta de reconhecimento do título. Ainda assim é possível encontrá-lo em escritos antigos como Davarans[1] ou Abranxes e até no estrangeiro como Branches, sem o A inicial.)

Foi dos únicos estrangeiros que não da realeza a ser agraciado cavaleiro da Ordem da Jarreteira, a mais nobre ordem da Inglaterra[2]. É considerado o último a usar o título medieval de Rico-Homem em Portugal e foi nomeado Capitão-mor do Reino e do Mar assim como, em 5 de Abril de 1440, exerceu o de Alcaide-mor da capital Lisboa[3].

Já antes, em 4 de Julho de 1436, o rei D. Duarte tinha enviado uma missiva a ele, D. Álvaro capitão-mor e enquanto Couteiro-mor do termo Lisboa, limitando-lhe o número de couteiros de perdizes em Lisboa em seis[4].

Em 23 de Julho de 1437 partiu na desastrosa expedição de Tânger e aí, juntamente com Vasco Coutinho, cobriu depois a retirada que os portugueses se viram forçados, para que todos que estavam com ele pudessem embarcar salvos[5].

Pela mão de Henrique IV da Inglaterra recebeu o título de conde de Avranches (Earl of Avranches), título que lhe foi oferecido por carta de 4 de Agosto de 1445, pelo seu nobre comportamento generalizado e pela sua actuação exemplar na corte do mesmo e na guerra contra França, na Guerra dos Cem Anos, que essa dinastia lutava pela posse das terras quais se achava no direito, nomeadamente da Normandia, das quais Avranches fazia parte[6]. Julga-se que já antes, em 1415, tinha participado na batalha de Azincourt desse lado[7].

Pode-se dizer que ele «encarnou» completamente o espírito de cavalaria medieval, que se ainda vivia na época no Ocidente e não só, e através da sua vida podemos ver o muito que ela continha. Isso na forma de pensar, pelo que se debateu e como agiu nas várias circunstâncias, e como os outros reagiram.

Segundo o mito, foi um dos Doze de Inglaterra que ganharam em torneio os cavaleiros britânicos que tinha ofendido as respectivas doze damas inglesas que tinham sido ultrajadas pelos segundos.

Brasão de D. Álvaro Vaz de Almada (nº162) no tecto do Galeria de St. George no Palácio de Windsor. É reconhecido, nas antigas descrições e pelos historiadores, que terá sido o maior amigo do Infante D. Pedro e que o acompanhou a várias cortes estrangeiras. Assim como, tudo faz indicar que terão lá combatido juntos, contra "os turcos", auxiliando o imperador Segismundo da Hungria[8], na defesa das fronteiras da Europa e contribuindo fortemente com para que se fizessem várias alianças com o seu país, o reino de Portugal.

Sempre fiel a ele, ao infante, já em Portugal e passados vários anos, em 1449, quando este já não pode mais suportar as afrontas que lhe eram dirigidas pela sua regência por parte dos seu rivais sediados na corte em Lisboa que o tinham difamada e posto o rei contra ele, e querendo demonstrar a retidão do seu procedimento, acompanhou-o quando decidiu sair de Coimbra para os confrontar. Depararam-se, no caminho, com as tropas de D. Afonso V, tendo se registrado a luta em Alfarrobeira, próximo de Vila Franca de Xira. Vindo ambos a perecer precisamente nessa Batalha de Alfarrobeira.

Segundo conta a crónica, morre heroicamente com um brado da sua boca sabendo da sua "sorte" e que não podia fugir a ela para não cair em desonra, por ter feito um pacto de sangue com o seu "príncipe" e maior amigo antes dela começar, que desde então ficou célebre: "é fartar ... fartar .. vilanagem".

in, http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_Vaz_de_Almada