Agostinho Ermelino de Leão (1871 - 1932) Transparent

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Birthdate:
Birthplace: Curitiba, Parana, Brazil
Death: Died in Curitiba, Parana, Brazil
Managed by: Carla Assenheimer
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Immediate Family

About Agostinho Ermelino de Leão

Nasceu em 14/01/1871, em Curitiba-PR. Filho de Agostinho Ermelino de Leão e dona Maria Barbara Correia de Leão. Iniciado na Loja Estrela nº 0.190, de Antonina-PR. em 1899. Filiado na Loja Fraternidade Paranaense nº 0555, dia 14/09/1.900 e um dos fundadores da Loja Luz Invisível nº 0.749. Grau 18 em 19/06/1906. Faleceu dia 27/02/1932.

Iniciou seus estudos com o provecto Prof. Nivaldo Teixeira Braga, director do Collegio Coritibano, onde prestou os exames de Português e História, cursando mais tarde, quando regressou da Bahia, as aulas do Instituto Paranaense, em 1888. Na Bahia, no Lyceu de Palmas, como alumno do Collegio Florencio, fez os exames de Francês, Geographia, Arthimetica, Algebra, Geometria, Trigonometria e Historia do Brazil, em 1887. Em S. Paulo, no Curso Annexo á Faculdade de Direito prestou exames de Latim, Rhetorica e Philosophia, concluindo alli o curso de preparatorios. Matriculou-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, em 1890, e concluiu o curso a 16 de Abril de 1893, tendo prestado brilhantes exames vagos de tres annos: do 2º, do 4º e do 5º. Casou-se, a 6 de Setembro de 1893, com D. Deocleciana Augusta da Rocha Leão, havendo do consorcio os seguintes filhos: senhorinha Maria Clara e Egberto (vivos), Ermelino e Aracy (fallecidos). A 25 de Maio de 1916 seu coração foi cruelmente ferido com a morte da idolatrada esposa, muito meiga e muito distincta. Em 1893 encetou sua carreira publica. E, Maio desse anno foi nomeado promotor publico da comarca da Palmeira, da qual pediu exoneração no periodo revolucionário. Mais tarde foi eleito deputado ao Congresso Legislativo do Estado. Afastando-se da vida publica, dedicou-se á carreira commercial. Em 1900 foi nomeado Membro da Commissão do Archivo Publico, exercendo depois os cargos de Director do Museu Paranaense; Agente doArchivo Publico Nacional; Director do Instituto Commercial de Antonina; Sub-Director do Internato do Gymnasio Paranaense e Director do Archivo de Caridade de Antonina. Foi 1º Provedor do Hospital de Caridade de Antonina. Como jornalista redigiu "A Opinião" e a "Verdade", em S. Paulo; o " Diario da Tarde" e "A Noticia", desta capital; "Antonina", de Antonina. É membro da Commissão Redactora do Dicionario Historico, Geographico e Ethnographico do Brazil; socio correspondente da Sociedade de Geographia de Lisboa, da Societé Academique de Histoire Leis do Paraná (em elaboração); Chronologia Paranaense; A Vila dos Pinhaes (historia); Relicario da Saudade (livro intimo); A Ilha das Sete Quedas (memoria offerecida ao Governo na questão de limites com Mato Grosso, extincta); Tardio arrependimento . . . (romance); Contos Academicos; O Trze de Maio; Colombo; Tiradentes; O pé (conferencias); Um espisodio da Historia Bahiana; S. Paulo em 1921; Reminiscencias; Das duas tribunas; A Historia do Paraná para a infancia; Noivos em penca (comedia, 1890); Ensaios juridicos; A Historia Politica do Paraná (memoria para o Dicionario Historico, Geographico, Ethnolographico Brazileiro);As revoluções nacionalistas de S. Paulo. Arredado, por assim dizer, da convivencia de seus amigos, devido á perda completa do sentido do ouvido, o Dr. Ermelino de Leão demora-se no gabinete de trabalho, de onde retira perolas inestimaveis, que concorrerão para immortalizar o seu nome bemquisto, merecidamente acatado na culta sociedade paranaense. Escriptor polymatho, historiographo valoroso de merecimento estremado. Triumphou por vezes em conferencias realizadas em Coritiba, Paranguá e Antonina. Em 1910 foi um dos nomeados pelo Presidente Dr. Xavier da Silva para representar o Paraná no Segundo Congresso Brazileiro de Geographia, reunido em S. Paulo naquelle anno, sendo os outros seus companheiros os Srs. Romario Martins, Dr. Jayme Reis, Dr. José Niepce da Silva e o autor deste livro. Não fatigado, mas desilludido, retirou-se infelizmente, das lides intellectivas, dedicando-se agora exclusivamente ao commercio. Seu ultimo artigo, magnifico panegyrico, foi publicado no Commercio do Paraná, por occasião do passamento inesperado e doloroso de Julio Pernetta a 23 de julho de 1921. Pediu exoneração do cargo de Director do Archivo Publico do Estado, em 1921. Franzinho, de compleição delicada, sobrio como os hellenicos, entretanto resiste a horas e horas de labor cotidiano, quer espiritual, quer material. Foi esposo exemplar, affetuosissimo. É pae dedicado ao extremo. Cultiva carinhosamente a amizade. Amigo de seus amigos, dá por estes o seu sangue, a sua vida, se preciso fôr. Em Outubro de 1921 transferiu sua residencia para Antonina. A Republica, de 17 daquelle mês, estampando o retrato do conterraneo distincto, notificou assim esse facto: "O illustrado e operoso paranaense vae dedicar-se ao commercio de Paris, dos Institutos Historicos e Geographicos Brazileiros, Paulista, Mineiro, Parahybano e Paranaense; do Centro de Sciencias e Letras de Campinas. socio Honorario do Clube Literario de Paranaguá e da Associação dos Empregadosno Commercio de Coritiba; Benemerito do Clube Republicano de Paranaguá, da Academia de Palermo (Italia); socio effectivo do Centro de Letras do Paraná, etc. Publicou as seguintes producções de seu espirito infatigavel e culto: O Contestado Norte; Noticia sobre a herva matte do Paraná; Folheto contra Folheto, com a collaboração dos Drs. Francisco Macedo e Emiliano Pernetta. O voto do Ministro Pedro Lessa; O litigio perante a Historia; Secular pendencia (3 opusculos de conferencias. Edição do Comité de Limites e das Camaras de Morretes e Antonina, e do autor); A Ouvidoria de Paranaguá; Subsidios para o estudo dos Kaingangues; Subsidios paranaenses para o Dicionario de Brazileirismo (revista de Sciencias e Artes do Dr. Clovis Bavilacqua); As Capitanias de Paranaguá e Itanhaen; Chronologia prehistorica; Um ponto de Historia; Antonina prehistorica; Memorias da Questão de Limites entre o Paraná e s. Paulo. Trabalhos publicados na imprensa: - Coritiba em 1920 (noticia); A Escola; Fundação de Ouro Preto (n´A Republica); A Conjura Separatista (no Commercio do Paraná); Noticia historica de Antonina (no Almanaque dos Municipios); O povoamento dos Campos Geraes (no referido Almanaque); Na Colonia (romance, no Boletim de Agricultura); O Direito Autoral (na revista A Exposição); Carta a Cinira (no Diario da Tarde); Os Poetas Esquecidos (n´O Itibere); A Villa de N. Sra. da Luz dos Pinhaes (parte no Diario da Tarde e nA Tribuna), Clube Literario de Paranaguá (conferencia); A Hulha Branca (no Diario da Tarde); Os Diamantes do Tibagy (no 260 ); alem de muitos outros trabalhos, taes como os seguintes ineditos: Contribuições Historicas e Geographicas para o Dicionario do Paraná (obra avultada que, impressa, dará uns 6 ou 8 grossos volumes); Antonina - Vultos e Factos (2 volumes manuscriptos, offerecidos á Camara Municipal; Memorias sobre a questão de Limites de Santa Catharina, 1904; sobre os limites inter-municipaes e dos districtos judiciarios do Estado; Quadro da creação das comarcas, termos, municipios e districtos do Paraná (Relatorios do Archivo Publico); O Codigo de Aguas (parecer); Indice Alphabetico das de despacho maritimo, occupação que está affeito por longa pratica a sua capa cissima actividade. "A colletividade coritibana vae perder assim o concurso de um elemento da mais alta distincção na personalidade eminentem,ente ellustre doDr. Ermelino e na de sua dignissima filha senhorita Clarita, ornamento da mais radiosa belleza moral da sociedade paranaense. "Despedimo-nos de Ermelino de Leão esperamos que as suas patrioticas e benemeritas preoccupações de escriptor, semprevoltadas para o interesse geral da terra paranaense, continuem a merecer do seu alto espírito o assiduo concurso da sua operosidade e da sua singular cultura, e fazemos votos, os mais profundamente sentidos, pela sua felicidade no novo campo onde proseguir a lucta pela vida." (Extraído do livro "Galeria Paranaense" - pág. 203 a 207)

Fonte: Museus Maçonico Paranaense

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