Andreas Assenheimer (1878 - 1930)

‹ Back to Assenheimer surname

View Andreas Assenheimer's complete profile:

  • See if you are related to Andreas Assenheimer
  • Request to view Andreas Assenheimer's family tree

Share

Birthplace: Volyns'ka, Ukraine
Death: Died in Ajuricaba, Rio Grande do Sul, Brasil
Cause of death: Natural, sem assistência médica
Occupation: Ferreiro
Managed by: Carla Assenheimer (C)
Last Updated:

About Andreas Assenheimer

     Viagem de alemães rumo a terras desconhecidas
     
     Já durante o reinado de Pedro, o Grande, muitos artesãos, médicos e arquitetos mudaram-se para a Rússia.
     Em 1762, quando a monarca russa Catarina II, que era de origem alemã, emitiu um manifesto no qual convidava estrangeiros para colonizar regiões da Rússia, a maioria dos que atenderam ao chamado foram alemães. 
     O governo russo assegurava importantes privilégios a esses imigrantes: autonomia política, liberdade religiosa, isenção do serviço militar e isenção de impostos. Os que deixaram sua terra natal eram principalmente agricultores, alguns em razão do medo da fome e guerras e outros por perseguições religiosas. 
     Eles partiram de Wuerttemberg, do Palatinado, Bavaria Setentrional, Baden Setentrional e Hesse. Aspiravam um futuro melhor para suas famílias. Lá receberam lotes rurais nas regiões do Volga e do Mar Negro. 
    Entretanto, os primeiros tempos foram extremamente difíceis para esses imigrantes. Muitos morreram de frio, fome ou de incursões de tribos nômades vindos das estepes. 
     Século XIX
     
     No início do século XIX, novamente multidões de alemães do sul da Alemanha emigraram para a Rússia. Devido a escassas proviões de viagem as pessoas enfraqueciam em razão da fome e doenças. Por isso, somente um pequeno número deles chegou ao seu destino. Os sobreviventes receberam colônias em áreas no Mar Negro, na Criméia, Cáucaso e Bessarabia. Adquiriram mais terras e alcançaram assim um nível de vida superior ao dos colonizadores da região do Volga, que tiveram de se submeter a uma divisão coletiva de terras.
      As vilas dos colonizadores recebiam nomes como Frankfurt, Rastatt, Hamburg, München, Speyer que faziam lembrar sua terra natal. Eram vilas coletivas alemãs num país estrangeiro. Essas comunidades eram administradas por um Schulze (prefeito) alemão, os jornais redigidos em alemão, seus filhos podiam freqüentar suas próprias escolas alemãs e aos domingos participavam dos cultos religiosos em suas igrejas.
     Em razão dos privilégios dos alemães, a população russa logo passou a encará-los com desconfiança e isto, conseqüentemente, afetou a "política germânica" dos czares russos.
     O início das dificuldades
     Os czares Alexandre II e Alexandre III promoveram inúmeras reformas que afetaram o modo de vida dos alemães na Rússia. Entre outras, a introdução do recrutamento militar e a suspensão da autonomia. Essas reformas e o crescente nacionalismo russo pioraram a situação dos alemães. 
     Especialmente sob Alexandre III houve uma russificação política intensiva, pelo receio de que as áreas de colonização alemã se tornassem germânicas ao invés de continuar russas. 
     Em 1887 a lei da russificação do sistema educacional alemão e outras medidas restritivas ocasionaram, no começo do século XX, a saída de mais de 100.000 russos alemães de sua terra natal. 
     Alguns poucos retornaram para a Alemanha. A maioria emigrou para os Estados Unidos e Canadá. Muitos, entretanto, preferiram não deixar suas terras, seus lares e lá permaneceram.
    No site www.wikipedia.org, encontramos as seguintes informações:
    Alemães-bessarábios

O termo alemães-bessarábios define os alemães que imigraram para a região da Bessarábia e seus descendentes. Em alguns casos também são chamados de "alemães-russos" já que a Bessarábia pertenceu à Rússia durante algumas épocas.

A história dos alemães na Rússia e regiões em volta desta começou em 1763, quando Catarina II tornou-se imperatriz da Rússia. Tendo posse de uma vasta região de terras virgens à volta do rio Volga, determinou que tornaria esta região produtiva para a agricultura e que habitaria a região para protegê-la de tribos asiáticas que moravam próximas.

Assim, em 22 de Julho de 1763, Catharina fez um manifesto chamando por imigrantes para colonizarem aquelas terras. Para encorajar a vinda de imigrantes, o manifesto ofereceu alguns dos seguintes privilégios para os que viessem:

Liberdade religiosa e o direito de construir suas próprias igrejas e escolas; Isenção de serviços militares; O direito de deixar a Rússia a qualquer hora; O direito de morar em colônias isoladas das outras; Os novos colonos teriam proteção e os mesmos direitos dos nativos; Não precisariam pagar impostos por 10 anos; As famílias muito pobres receberiam ajuda do governo para se estabilizarem; Os direitos e privilégios também eram garantidos aos descendentes dos imigrantes; Depois de passados 10 anos, ainda teriam mais 10 anos de prazo para devolver a ajuda que receberam do governo;

Esses direitos e privilégios ofereciam a chance de uma vida melhor e então milhares de pessoas de estados alemães e da Europa Central emigraram para a Rússia. Há várias razões para uma grande quantidade de alemães terem saído de sua terra natal. Muitas regiões na Alemanha estavam devastadas e a pobreza estava disseminada. Foi também nessa época que muitos alemães emigraram para a América, em maior parte para os Estados Unidos, para começarem uma nova vida.

Os primeiros colonos alemães (alemães = que falavam a língua alemã, podendo aí se incluir Áustria, Suíça, etc.) que se interessaram pelo manifesto de Catharina II foram levados nas terras ao longo do Rio Volga entre os anos de 1764 e 1767. Mais tarde, como a Rússia conseguiu tirar dos turcos terras na região do Mar Negro, os colonos foram convidados para habitar estas áreas também, além das regiões da Criméia e Bessarábia, quando estas foram anexadas ao Império Russo. Mas essa colonização posterior à do Rio Volga só foi acontecer por volta de 1803, quando o neto de Catharina, Alexandre I, fez um novo chamado. Como vieram muitos imigrantes, a corte Russa temia a vinda de imigrantes inconvenientes, então em 1804 fizeram um decreto restritivo que incorporava os termos de Catharina II, porém requeria que todos os futuros imigrantes possuíssem dinheiro ou bens de valor, fosse habituado em trabalhos de lavoura ou manuais e que tivessem família. Não queriam solteiros "caçadores" de fortunas.

Foram fundadas aproximadamente 300 colônias principais por terras russas durante os anos de colonização, e conforme a população crescia, eram necessárias mais áreas para os 'sem-terras'. A partir daí muitas outras "colônias-filhas" foram fundadas a partir das principais. As escolas ensinavam, e as igrejas pregavam na língua nativa dos colonos, no caso, o alemão. A vida era normalmente boa para os colonos e eles mantiveram os costumes, maneiras de se vestir, gostos musicais e dialetos de suas terras de origem.

Em 1871 o Czar Alexandre II anulou os privilégios dados aos colonos imigrantes, e como resultado, os colonos foram reduzidos à classe de lavradores russos e sob as mesmas leis e obrigações de todos. Em 1874 os filhos dos colonos foram recrutados pela primeira vez para os serviços militares.

Na década de 1870, diante da insatisfação dos colonos pela perda de privilégios, começou a surgir um movimento de emigração para os Estados Unidos, Canadá e América do Sul (Brasil e Argentina), que aumentou depois da Primeira Guerra Mundial.

O desenvolvimento da agricultura através de equipamentos e técnicas modernos amenizou o choque inicial das novas políticas que estavam sendo usadas. A vantagem dos serviços militares era aprender a língua oficial (russo) e a expansão do horizonte intelectual pelo vasto império. Já que os colonos estavam praticamente esquecidos pela Alemanha, a Rússia se tornou sua terra natal "adotiva", especialmente porque nunca houve nenhuma oposição ou ódio aos colonos alemães pelo povo russo.

Alexandre III ascendeu ao trono da Rússia em 1881, e a política oficial de seu governo era a "russificação", afetando em muito a vida dos colonos. As aulas das escolas tinham que ser ensinadas em Russo, e se tornou difícil para os colonos alemães adquirirem mais terras. Todos os direitos dados pela própria administração de suas vilas foram cancelados. Como muitos colonos hesitavam em fazer uma longa viagem pelo oceano, decidiram ficar na Rússia apesar da política de "russificação".

O término da Primeira Guerra Mundial causou muitas dificuldades para os alemães que estavam na Rússia. Apesar de terem lutado no exército russo e alguns morrido durante as batalhas ao lado da campanha russa, eles foram acusados de espionagem e sabotagem. O idioma alemão foi então proibido nas escolas e igrejas, além dos jornais em língua alemã. Inúmeros alemães-russos foram deportados para a Sibéria por "crime contra o estado".

Com a Revolução de 1917, prevaleceu um período sem leis por toda a Rússia por alguns anos. Grupos de bandidos atacavam as vilas alemãs, por vezes até assassinando colonos. A Revolução Russa causou muita miséria entre os alemães-russos, e muitas deportações para a Sibéria e Ásia.

Já os colonos alemães que estavam na região da Bessarábia foram poupados do caos que estava acontecendo na Rússia. Quando os soldados dos exércitos se revoltaram, a Bessarábia pediu ajuda à Romênia para a restauração das leis e ordem. A Romênia aceitou e mais tarde, por voto, foi decidido que a Bessarábia seria anexada à Romênia.

A Rússia nunca aceitou essa anexação e em 1940 (enquanto Hitler e Stalin eram aliados) Hitler concordou em devolver a Bessarábia à Rússia desde que Stalin concordasse em permitir a ida de todos os alemães de volta para a Alemanha. Acordo fechado. Milhares de alemães pegaram seus pertences, e deixando tudo para trás, voltaram para a Alemanha. Como faltou lugar para alojá-los na Alemanha, aqueles que não eram trabalhadores foram assentados em Warthegau, uma área ao longo do Rio Warthe, na Polônia ocidental.

Ao todo, por volta de 95 000 pessoas voltaram à Alemanha. Quando iniciou mais tarde a guerra entre a URSS e Alemanha, a grande maioria de alemães já tinha voltado para a Alemanha, porém os que não foram normalmente eram levados à prisões especiais (homens), e tratados como inimigos do Estado. As mulheres e crianças eram enviadas para residências próprias junto de pessoas de diversas nacionalidades. Todos os bens foram confiscados. Muitos eram deportados para regiões distantes como Sibéria e Ásia Central, proibidos de viver os costumes alemães. Alguns nunca mais viram sua família e morreram por lá.

Enquanto isso, os que conseguiram ir para a Alemanha tiveram a chance de reconstruir suas vidas e a grande maioria permanece por lá até os dias de hoje. Outros emigraram para as Américas, principalmente para os Estados Unidos.

Com a extinção da USSR em 1991, começou novamente uma onda de imigração da Rússia para a Alemanha, de alemães que ainda estavam lá. Estima-se que desde 1991 mais de 2 milhões de imigrantes foram para a Alemanha, e apesar de agora estar difícil ir para lá, a imigração continua.

    ANDREAS ASSENHEIMER, sua esposa PAULINE, e filha OLGA, eram alemães russos e migraram da antiga Rússia, atual Ucrânia para o Brasil.
view all 11

Andreas Assenheimer's Timeline

1878
October 10, 1878
Volyns'ka, Ukraine
1901
1901
- 1906
Age 22
Ukraine
1907
September 16, 1907
Age 28
Ukraine
1908
1908
- 1908
Age 29
1910
February 19, 1910
Age 31
Ajuricaba, Rio Grande do Sul, Brazil
1914
May 22, 1914
Age 35
Ajuricaba, Rio Grande do Sul, Brazil
1917
February 4, 1917
Age 38
Ajuricaba, Rio Grande do Sul, Brazil
1922
1922
- 1924
Age 43
Ijuí, Rio Grande do Sul, Brazil
1930
August 29, 1930
Age 51
Ajuricaba, Rio Grande do Sul, Brasil
August 30, 1930
Age 51
Ajuricaba, Rio Grande do Sul, Brazil