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| Birthdate: | |
| Birthplace: | Piracicaba, São Paulo, Brazil |
| Death: | Died in São Carlos, São Paulo, Brazil |
| Occupation: | Conde do Pinhal |
| Managed by: | Lúcia Pilla |
| Last Updated: | |
Foi um político e empresário brasileiro. Herdeiro de terras na Sesmaria do Pinhal, formou várias fazendas nos municípios de São Carlos e Jaú, tendo prosperado como grande produtor de café, cujos rendimentos possibilitaram a ele investir em outros ramos de negócios. Teve importante participação política no Estado de São Paulo, principalmente no período do Segundo Império no Brasil. Casou-se duas vezes, tendo, ao todo, treze filhos. Sua residência familiar era a Fazenda Pinhal, localizada no município de São Carlos, onde o Conde do Pinhal faleceu, em 1901.
Antonio Carlos de Arruda Botelho e Anna Carolina de Mello Oliveira, Conde e Condessa do Pinhal. Antonio Carlos era neto de Carlos Bartholomeu de Arruda Botelho, que obteve entre os anos de 1785 e 1786 duas Sesmarias nos conhecidos “Campos” ou “Sertões de Araraquara”, uma por meio de doação da Coroa e outra mediante compra. Um dos filhos de Carlos Bartholomeu, Manoel Joaquim Pinto de Arruda, adquiriu mais uma Sesmaria nos mesmos “Campos”, em 1786, que juntas formaram a Sesmaria do Pinhal.
Porém, foi um dos filhos de Carlos Bartholomeu, o Carlos José Botelho, conhecido também como “Botelhão”, que requereu a demarcação dessas terras, em 1831. Ele foi o responsável por construir a Casa de Morada nas terras que herdou do pai, na Sesmaria do Pinhal, formando, assim, a Fazenda Pinhal.
Carlos José se casou em 1824 com Cândida Maria do Rosário, tendo com ela 9 filhos, além de uma filha natural. Dentre os filhos do casal está Antonio Carlos de Arruda Botelho, o futuro Conde do Pinhal, que nasceu em 23 de agosto de 1827.
Antonio Carlos se casou em primeiras núpcias, em 31 de maio de 1852, com Francisca Theodora Ferraz Coelho, natural de Piracicaba, nascida em 1834, filha de Frutuoso José Coelho e Antonia da Silva Ferraz. Do primeiro casamento, Antonio Carlos teve só um filho: o futuro senador Carlos José de Arruda Botelho, nascido em Piracicaba.
Com a morte do “Botelhão”, em 1854, as terras da Sesmaria do Pinhal foram divididas entre seus filhos e coube a Antonio Carlos a Fazenda Pinhal e terras ao seu redor. Por volta desse período, este último, sua mulher e o filho pequeno residiam naquela propriedade.
Contudo, em 10 de março de 1862, Francisca Theodora faleceu na Fazenda Pinhal. Aproximadamente um ano após a morte da primeira companheira, em 23 de abril de 1863, Antonio Carlos se casou novamente, agora com Anna Carolina de Mello Oliveira, a futura Condessa do Pinhal, natural de Rio Claro, nascida em 05 de novembro de 1841, e filha de José Estanislau de Oliveira e Elisa de Mello Franco. José Estanislau foi um grande fazendeiro e influente político na região de Rio Claro, tendo obtido em 1867 o título de Primeiro Barão de Araraquara e, em 1870, o título de Visconde do Rio Claro.
Antonio Carlos e Anna Carolina tiveram 12 filhos. O primeiro deles, José Estanislau de Arruda Botelho, casou-se com Ana Brandina de Queirós Aranha, de Campinas. Ela era filha de Manuel Carlos Aranha, Barão de Anhumas, e de Brandina Augusta de Queirós Aranha, a Baronesa consorte de Anhumas, da família Pereira de Queirós, de Jundiaí, sobrinha de Antônio de Queirós Teles, Barão de Jundiaí, tendo esta herdado de seus pais a Fazenda Pau d'Alho, em Campinas. Os outros filhos de Antonio Carlos e Anna Carolina, em ordem cronológica de nascimento, são:
Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde do Pinhal, faleceu na Fazenda Pinhal, após regressar de uma viagem de negócios que fez no Rio de Janeiro, em 11 de março de 1901. Após seu falecimento, a administração de seus negócios e bens passaram às mãos de sua esposa, auxiliada por filhos e netos. Anna Carolina de Mello Oliveira, a Condessa do Pinhal, faleceu em 05 de outubro de 1945, exatamente um mês antes de completar 104 anos de idade.
Carlos José, o “Botelhão”, pai do futuro Conde do Pinhal, idealizou em vida fundar uma povoação próxima às suas terras na Sesmaria do Pinhal. Porém, devido a sua morte, ele não pôde efetivamente pôr em prática tal projeto. Assim, seu filho Antonio Carlos, em companhia de alguns irmãos e de Jesuíno José Soares de Arruda, levaram a cabo esse objetivo. Houve a doação de terras por parte desses fazendeiros, tendo sido construída uma Capela, onde hoje se encontra a Catedral da cidade.
A Família Arruda Botelho fez a doação, para a mencionada Capela, de uma imagem de São Carlos Borromeu, santo padroeiro da Família e que passou a ser o padroeiro da cidade também, dando seu nome a ela. A 4 de novembro de 1857 foi oficialmente fundada São Carlos do Pinhal, a atual cidade de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo.
Antonio Carlos de Arruda Botelho herdou do pai as terras onde está localizada a Fazenda Pinhal. Essa propriedade lhe serviu de morada durante toda a sua vida, sendo o local em que criou seus filhos.
Ele promoveu o desenvolvimento dessas terras, inicialmente com cana-de-açúcar e gado e, posteriormente, com o cultivo do caf , que no último quartel do século XIX era o principal produto agrícola produzido na região do Oeste Paulista, configurando-se também como o principal produto nacional destinado à exportação. No caso da Fazenda Pinhal, a criação de gado sempre existiu, mesmo que em alguns momentos em pequena escala.
Ao mesmo tempo, o Conde do Pinhal abriu e formou várias fazendas na região, a grande maioria de café. Em Jaú, as fazendas: Maria Luísa, Carlota, Sant' Ana, Santo Antonio, Santa Sofia, São Carlos, São Joaquim e Salto do Jaú; e em São Carlos, as fazendas: Palmital, Serra, Santa Francisca do Lobo e Santo Antonio.
Em Ribeirão Preto, comprou de um grupo de capitalistas fluminenses, em 1892, uma Companhia Agrícola, conhecida como Companhia Agrícola de Ribeirão Preto, formada por nove fazendas para o cultivo de café.
Ao longo de todo esse período, e devido ao desenvolvimento e expansão de sua produção cafeeira, Antonio Carlos, tal como outros grandes fazendeiros da época, inverteu parte de seus recursos em outros ramos de atividades, mas todos ligados, de certa forma, aos negócios cafeeiros.
O transporte do café até o porto de Santos, por exemplo, sempre foi uma preocupação dos fazendeiros do interior. Nos municípios servidos por estradas de ferro (ferrovias), o transporte além de ser mais rápido, evitava perdas do produto pelo caminho. Até por volta de 1880, não havia nos municípios de São Carlos, Araraquara e Jaú ferrovias que fizessem o transporte em direção ao porto de Santos. Rio Claro estava ligado a Jundiaí por meio da estrada de ferro da Companhia Paulista de Estradas de Ferro; de Jundiaí a Santos, quem fazia o transporte ferroviário era a São Paulo Railway Company.
A Companhia Paulista manifestou interesse em ampliar seus trilhos além Rio Claro, mas o traçado proposto era contrário aos interesses de alguns fazendeiros da região. Depois de negociações com o Governo e diante das pressões desses fazendeiros, encabeçadas por Antonio Carlos de Arruda Botelho (que na época era Deputado Provincial e Barão do Pinhal), a Paulista abdicou da concessão de prolongamento da ferrovia.
Em 1882, Antonio Carlos comprou, com capital próprio e de outros fazendeiros, parte dessa concessão. Assim, elaborou-se um novo projeto e a estrada de ferro pôde ser concluída. Eles formaram, então, a Companhia do Rio Claro de Estradas de Ferro. Em 1884 foi inaugurado o trecho entre Rio Claro e São Carlos. Já o prolongamento até Araraquara foi finalizado em 1885, e em 1886 foi concluído o trecho até Jaú. Além de ter uma posição estratégica para o transporte do café, essa nova ferrovia propiciou, também, maior desenvolvimento aos municípios por ela servidos. Em 1889, a Companhia do Rio Claro de Estradas de Ferro foi comprada pela "São Paulo Railway Company", e posteriormente, em 1892, pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Outro investimento de Antonio Carlos de Arruda Botelho, diretamente ligado ao setor cafeeiro, foi a criação de uma casa comissária na cidade portuária de Santos, a Casa Comissária Arruda Botelho, que surgiu por volta de 1886/1887. As casas comissárias, nesse momento, recebiam comissões por comercializarem produtos agrícolas nacionais no exterior – nesse período principalmente o café – fornecendo aos fazendeiros tanto créditos em dinheiro, quanto bens de consumo e instrumentos a serem aplicados nas lavouras, tendo como garantia o produto enviado ou a ser enviado no futuro por esses mesmos fazendeiros.
Além desses grandes investimentos, Antonio Carlos fundou também três bancos. Em 1889 ele fundou na cidade de São Paulo o Banco de São Paulo (banco emissor). Já os outros dois foram fundados no interior do Estado, ambos em 1891: o Banco União de São Carlos e o Banco de Piracicaba. Estes últimos, porém, não tiveram a mesma prosperidade do primeiro, tendo sido liquidados em anos posteriores, talvez devido às crises cafeeiras surgidas em fins do século XIX.
Antonio Carlos de Arruda Botelho pertencia ao Partido Liberal (Brasil Império), formado no período regencial do Brasil (1831 – (1840). Ele foi um importante político, tendo ocupado diversos cargos influentes. Assim, de forma cronológica, algumas de suas principais participações/atuações "políticas":
Além dos cargos eletivos acima mencionados, Antonio Carlos teve participação na Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870. Ele ficou incumbido de abastecer as tropas, enviando carnes e açúcar; recrutar voluntários; além de promover a manutenção dos caminhos que levavam a Mato Grosso. Por sua participação na Guerra, recebeu os seguintes títulos:
Ao mesmo tempo, pelo empreendimento que realizou por ter criado a Companhia do Rio Claro de Estradas de Ferro, que ligou Rio Claro a Jaú, passando por São Carlos e Araraquara, Antonio Carlos, que já era o Barão do Pinhal, foi agraciado com mais dois títulos:
Em 1957, durante as comemorações do centenário da fundação de São Carlos, os Correios confeccionaram um selo em homenagem ao Conde do Pinhal.
Fonte: Wikipédia --------------------
Antônio Carlos de Arruda Botelho, primeiro e único barão, visconde e conde do Pinhal, (Piracicaba, 23 de agosto de 1827 – São Carlos, 11 de março de 1901) foi um militar, político e empresário brasileiro.
Levou a cabo o sonho de seu pai, Carlos José de Arruda Botelho, de fundar uma vila em suas terras. A 4 de novembro de 1857, fundou São Carlos do Pinhal (hoje São Carlos) em companhia do lavrador Jesuíno José Soares de Arruda.
Após se esforçar em prol da demarcação das terras da Sesmaria do Pinhal, adquirida por seu pai junto à Coroa portuguesa, e ali fundar São Carlos, Arruda Botelho tornou-se um importante líder da sociedade paulista durante o Segundo Império. Foi presidente da câmara de vereadores de Araraquara, chefe do Partido Liberal na região e na província, deputado e presidente da Assembléia Provincial, deputado geral e membro da lista tríplice de senador. Prestou, ainda, serviços ao Brasil na Guerra do Paraguai, cuidando da formação de corpos de voluntários e do abastecimento das tropas.
O conde também fundou a "Companhia Rio Claro" que construiu o prolongamento da ferrovia de Rio Claro para São Carlos, Jaú e Araraquara; posteriormente a ferrovia foi comprada pela "The Rio Claro São Paulo Railway Company", e finalmente a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que também adquiriu o direito de usar o brasão da família como símbolo para a Companhia Paulista.
A 31 de dezembro de 1887, Antônio Carlos de Arruda Botelho conseguiu que todos os escravos de São Carlos do Pinhal obtivessem alforria, o que na prática significou antecipação à Lei Áurea.
Por seus méritos, recebeu os títulos de nobreza do Império de barão, visconde e conde do Pinhal.
Arruda Botelho faleceu no Pinhal, ao regressar de uma viagem de negócios ao Rio de Janeiro, em 11 de março de 1901. Casou-se em primeira núpcias com Francisca Teodora Coelho, filha de Frutuoso José Coelho e Antônia da Silva Ferraz, falecida na Fazenda do Pinhal em 10 de março de 1862. Do primeiro casamento, Antônio Carlos teve só um filho: o senador Carlos José Botelho, nascido em Piracicaba em 14 de março de 1855. Em segundas núpcias, o conde do Pinhal casou-se com Ana Carolina de Melo Franco Oliveira, filha do visconde de Rio Claro, com quem teve doze filhos, o primeiro dos quais, José Estanislau de Arruda Botelho, se casou com Ana Brandina de Queirós Aranha, de Campinas, filha de Manuel Carlos Aranha, barão de Anhumas, e de Brandina Augusta de Queirós Aranha, a baronesa consorte de Anhumas, da família Pereira de Queirós, de Jundiaí, sobrinha de Antônio de Queirós Teles, barão de Jundiaí, tendo esta herdado de seus pais, a Fazenda Pau d'Alho, em Campinas.
Em 1957, durante as comemorações do centenário da fundação de São Carlos, os Correios confeccionaram um selo em homenagem ao conde do Pinhal.
O conde abriu e formou várias fazendas de café. Em Jaú, as fazendas; Maria Luísa, Carlota, Sant'Ana, Santo Antônio, Santa Sofia, São Carlos, São Joaquim e Salto do Jaú; em São Carlos, as fazendas; Palmital, Serra, Lobo e Santo Antonio. Adquiriu em Ribeirão Preto a Companhia Agrícola de Ribeirão Preto. Fonte: Wikipedia
coronel Antonio Carlos de Arruda Botelho, barão, visconde e conde do Pinhal, representou importante papel na política liberal no tempo da monarquia como chefe do partido em seu distrito; foi deputado geral e provincial. Homem inteligente e de grande força de vontade, empreendeu, com o auxílio de seu sogro o visconde de Rio Claro, e realizou a construção da estrada de ferro de Rio Claro a S. Carlos do Pinhal, organizando, depois de inaugurado esse trecho, a companhia anônima de estrada de fero denominada "Companhia Rio Claro". À frente dessa companhia fez construir o prolongamento de S. Carlos a Araraquara e o ramal de Dois Córregos e Jaú; em seguida vendeu, com grande lucro para os acionistas, a uma companhia inglesa, que mais tarde revendeu-a à Companhia Paulista. Isto, porém, não satisfazia a exigência de sua atividade; como agricultor modelo, formou importantes fazendas de cultura de café e de cana-de-açúcar, tais como a do Pinhal, a de Santo Antonio, a do Palmital e outras posteriormente. Ainda no tempo da escravidão, já ensaiava com grande sucesso o trabalho livre, pois em sua fazenda do Pinhal montou uma colônia alemã, que deu o nome à estação da Colônia na estrada de ferro mencionada que por ali passa. Criou em S. Paulo o - Banco de S. Paulo - cuja prosperidade é devida principalmente a seus esforços e fiscalização como diretor. Foi 1.º casado em 1853 com Francisca Theodora Coelho, f.ª de Fructuoso José Coelho e de Antonia da Silva Ferraz, esta f.ª de Antonio da Silva Leme e de Escholastica Paes de Oliveira, Tit. Hortas Cap. 2.º § 5.º n.º 2-4, 3-4, 4-2, 5-8; segunda vez casou-se com Anna Carolina de Oliveira, condessa do Pinhal, f.ª do visconde do Rio Claro José Estanislau de Oliveira e de Eliza de Mello Franco, viscondessa do mesmo título. Faleceu em 1901 em S. Paulo. Tit. Cordeiros Paivas § 1.º n.º 2-2, 3-5. 4-1, 5-8, 6-1. Fonte: Genealogia Paulistana/ Luiz Gonzaga da Silva Leme
| 1827 |
August 23, 1827
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Piracicaba, São Paulo, Brazil
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| 1852 |
May 31, 1852
Age 24
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| 1855 |
May 14, 1855
Age 27
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Piracicaba, São Paulo, Brazil
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| 1863 |
April 23, 1863
Age 35
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| 1887 |
1887
Age 59
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| 1901 |
March 11, 1901
Age 73
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São Carlos, São Paulo, Brazil
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