Bento Fernandes Furtado de Mendonça (deceased)

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Death: (Date and location unknown)
Managed by: Nivea Nunes Dias
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About Bento Fernandes Furtado de Mendonça

1.4 cel. Bento Fernandes Furtado de Mendonça nascido pelos anos 1690 e casado em São Caetano 1729 ou 1730 com Bárbara Moreira de Castilho, filha do capitão Domingos Alves Ferreira Filho e Tomásia Pedroso da Silveira.

          Morava em Águas Claras.
          Procurou fortuna que não lhe sorriu em São Caetano, e foi descobri-la no ouro da Campanha do Rio Verde e Serro, adquirindo propriedades em ambos locais. Em seu testamento deixou algum cabedal. Um curioso episódio: o irmão Feliciano, acima, o deixou como tutor de suas filhas. Intimado a prestar contas e entrar com dinheiro para o cofre das órfãs (não pequena quantia, mas 3.864 oitavas de ouro), não o fez. Foi preso na cadeia da vila do Ribeirão do Carmo pelo juiz José Pereira de Moura. Como as tuteladas estavam contratadas para casar, deram quitação de suas legítimas e o tio pode ser solto (Wikipedia, verbete Salvador Fernandes Furtado de Mendonça).
          O testamento dele é de 1766 (LA3, 58º, 27v).
          Teve com certeza de 10 filhos. Havia em solteiro tido de uma Sebastiana Cubas um filho natural.
       

Bento Furtado Fernandes de Mendonça , Wikipedia

Relato clássico dos descobrimentos das Minas Gerais, a "Notícia dos primeiros descobridores das primeiras minas de ouro pertencentes a estas Minas Gerais, pessoas mais assinaladas nestas empresas e dos mais memoráveis casos acontecidos desde os seus princípios", escrita pelo "coronel das três vilas", Bento Furtado Fernandes de Mendonça, falecido em 1765, e filho de um dos mais notáveis bandeirantes dos primeiros anos das minas: Salvador Fernandes Furtado. Esse relato faz menção à Guerra dos Emboabas e permite inferir o estado de espírito daquela época: "Correndo os tempos em 1709 para 1710 houve o pernicioso levantamento de que em seu lugar daremos notícia dos ingratos filhos da Europa contra os famosos descobridores destes haveres, para remédito de tantos desválidos Europeus, e contra os Paulistas, não menos empregados nos mesmos descobrimentos e benefícios aos mesmos ingratos; nome este de paulistas odioso entre aqueles, que não os puderam imitar, nem deixar de receber destes favores, que os constituíram ingratos; próprias ações a que a arroja a inveja, em que não permanecem merecimentos e sobra a ambição de senhorear o alheio por meios violentos, ou mesmo razoáveis [...] Neste estado se achavam as Minas correspondendo o rendimento ao custoso trabalho dos mineiros com rendosas conveniências, aumentando, de cada vez mais, o concurso dos negócios e do povo, e do povo de várias partes, e maiormente filhos de Portugal, entre os quais vieram muitos que sendo mais ardiolosos para o negócio quiseram inventar contratos de vários gêneros para mais depressa, e com menos trabalho encherem as medidas, a que aspiravam da incansável ambição, como foi um religioso Trino, cujo nome não faltará quem diga com outro religioso, o chamado Frei Conrado, que atravessaram os negociantes antes de entrarem nas Minas [...] Defenderam os paulistas, e alguns dos mais bem intencionados Reinóis, que o não conseguissem; motivos estes, por que foram concebendo um ódio mortal aqueles ambiciosos a estes defensores do bem público, e geral de todos os habitantes, que queriam, fossem oprimidos com tão pernicioso enredo de ambição. Fomentou este ódio com mais rigor o poder, e respeito, que os paulistas lograriam como pessoas principais, e fundadoras as povoações e aumentadas em riquezas e venerações dos favorecidos: coisas que aumentam a inveja, e confirmam o mais fino, e inveterado ódio. Não há dúvida de que muitos Paulistas, observavam pacíficos, humanados ao bom trato, e favor dos Reinóis, recolhendo-os em suas companhias, favorecendo-os em tudo, e aumentado-os dos baixos princípios, com que às Minas chegavam. Havia contudo alguns Paulistas que levados da sua soberania de respeito queriam tributos de adorações, como era sobre todos Jerônimo Pedroso de Barros, como foi notório, e seu irmão Valentim Pedroso de Barros, suposto este por elevados brios, e caprichos do príncipe, que de maldade".

Um dos filhos de Salvador, Bento Fernandes Furtado, que ainda impúbere tinha acompanhado o pai pelas andanças nos sertões, forneceu a Claúdio Manoel da Costa os apontamentos (de memória) para o seu “Fundamento Histórico”, com que abre o poema “Vila Rica”, escrito em 1763. Bento escreveu ainda “Notícias dos primeiros descobridores das primeiras minas de ouro pertencentes a estas Minas Gerais – Pessoas mais assinaladas nestas empresas e dos mais memoráveis casos acontecidos desde os seus princípios”, documento considerado dos mais importantes para a historiografia mineira, versando sobre a fundação e povoamento de Minas Gerais.

 Bento casou-se com Bárbara Moreira de Castilhos, neta do mestre-de-campo Carlos Pedroso da Silveira, principal figura de todo o primeiro período do grande ciclo do ouro em Minas Gerais. Faleceu em 19 de outubro de 1765. Entre os seus filhos estava Maria Magdalena de Pazzi, batizada em 1739 na freguesia de São Caetano de Mariana (atual Monsenhor Horta), onde se casou, em 1757, com o Tenente-Coronel Francisco Martins Pereira, natural de Santo Amaro da Purificação, Bahia, com o qual se mudou para os sertões do São Francisco.