Brás Garcia Mascarenhas (1596 - 1656)

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Birthdate:
Birthplace: Oliveira do Hospital, Coimbra District, Portugal
Death: Died in Oliveira do Hospital, Portugal
Managed by: Eduardo Cardoso Mascarenhas de Lemos
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About Brás Garcia Mascarenhas

Brás Garcia Mascarenhas nasceu na Vila de Avô junto à Serra da Estrela 3 de Fevereiro de 1596. Foi estudar para Coimbra mas teve de fugir para Madrid perseguido pela justiça por ter cometido um crime. Viajou por vários países da Europa e fixou-se algum tempo no Brasil. regressando a Portugal na altura em que D. João IV é aclamado rei. Participou activamente nas lutas pela independência contra os Espanhóis e, sendo acusado de alta traição, foi preso. Absolvido pelo rei devido à falsidade das acusações, termina os seus dias escrevendo a epopeia em vinte cantos e oitava rima Viriato Trágico. Morreu em Avô a 8 de Agosto de 1656.

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Durante a sua juventude, em ocasião de festas publicas em Coimbra foi preso, devido a correspondência amorosa, na Cadeia de Portagem de onde se evadiu com a ajuda dos seus irmãos. Exilou-se então um ano em Madrid. Viajou para o Brasil e percorreu parte da Europa (França, Itália e Espanha). No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, ao final do século XVII, organizou um batalhão de voluntários, a Companhia dos Leões da Beira, que se celebrizou em diversas acções durante a guerra. Como recompensa pelos seus serviços, recebeu o governo do Castelo de Alfaiates, situado na fronteira. Tendo desobedecido ao general-comandante da Beira, D. Sancho Manuel de Vilhena, futuro 1.º Conde de Vila Flor, foi detido na torre de menagem do Castelo do Sabugal. Sendo aqui inúteis as suas habilidades como espadachim, neste momento de dificuldade, o seu talento como poeta sugeriu-lhe uma ideia. A fim de implorar clemência ao soberano e para justificar os seus actos, escreveu a D. João IV de Portugal (1640-1656) uma missiva inteiramente em verso, com todas as letras recortadas de um livro de hagiografias: o poema épico Viriato Trágico. O rei, impressionado com o talento e a habilidade do cativo, devolveu-lhe a liberdade. A sua obra, inicialmente editada postumamente em 1699, mas que tinha caído no esquecimento, foi reeditada em 1846 por iniciativa de Albino de Abranches Freire de Figueiredo.

Terceiro de onze filhos e filhas de Marcos Garcia de Mascarenhas (bap. 17 de Novembro de 1564) e de sua mulher (19 de Agosto de 1591) Helena Madeira da Costa (26 de Setembro de 1568).

Os seus irmãos e irmãs foram: Feliciana Monteiro (bap. 11 de Junho de 1592), casada em Oliveira do Hospital, Avô, a 21 de Agosto de 1617 com Sebastião Gomes, filho de João Gomes e de sua mulher Filipa Barroso; Manuel Garcia de Mascarenhas (bap. 3 de Fevereiro de 1594 - 21 de Janeiro de 1662); Verónica Nunes (bap. 6 de Dezembro de 1597 - depois de 4 de Fevereiro de 1635); Maria Garcia (bap. 21 de Dezembro de 1599 - depois de 30 de Dezembro de 1659); Pantaleão Garcia (bap. 5 de Agosto de 1601 - 14 de Outubro de 1660), Cura de Santo Isidoro de Almassa (1631-1635), Pároco Encomendado de Travanca de Farinha Podre (até 1638), Prior da mesma Igreja; Ana Monteiro (bap. 15 de Setembro de 1603 - 10 de Fevereiro de 1663); Isabel Garcia (bap. 6 de Março de 1605 - 11 de Setembro de 1686); Matias Garcia de Mascarenhas (bap. 3 de Março de 1607 - 23 de Dezembro de 1664), com geração de Ana Duarte, de Oliveira do Hospital, Travanca de Lagos, filha de João Jorge e de sua mulher Maria Duarte; Antónia Garcia (bap. 2 de Novembro de 1608 - 11 de Setembro de 1686); Francisco Garcia de Mascarenhas (bap. 9 de Março de 1612 - ?), Religioso.[2][3]

Casou a 19 de Fevereiro de 1645 com Maria da Fonseca da Costa (Oliveira do Hospital, Avô, 18 de Novembro de 1618 - Oliveira do Hospital, Avô, 8 de Agosto de 1656), filha de João Manuel da Fonseca (Oliveira do Hospital, Avô, 11 de Setembro de 1595 - Oliveira do Hospital, Avô, 16 de Julho de 1664) e de sua mulher Maria Madeira da Costa (Oliveira do Hospital, Avô, bap. 11 de Setembro de 1595 - Oliveira do Hospital, Avô, 10 de Julho de 1664).

Teve seis filhos e filhas: António Garcia de Mascarenhas (bap. 14 de Dezembro de 1645)

Tomás de Aquino Garcia de Mascarenhas (bap. 7 de Março de 1647 - Oliveira do Hospital, Avô, 9 de Abril de 1675), casado em Coimbra em 1673 com Comba da Conceição, sem geração

Isabel da Fonseca de Mascarenhas (bap. 31 de Dezembro de 1641 - 8 de Janeiro de 1676)

Quitéria Garcia de Mascarenhas (bap. 29 de Junho de 1651), casada em Oliveira do Hospital, Galizes, a 11 de Fevereiro de 1677 com seu primo-irmão Manuel Garcia de Mascarenhas (Oliveira do Hospital, Bobadela, bap. 18 de Fevereiro de 1647), filho natural de Matias Garcia de Mascarenhas (bap. 3 de Março de 1607 - 23 de Dezembro de 1664) e de Ana Duarte (Oliveira do Hospital, Travanca de Lagos), de quem teve três filhos e uma filha:

José da Costa de Mascarenhas (bap. c. 1676), casado em Oliveira do Hospital, Avô, em Fevereiro de 1697 com Joana Gomes de Miranda (Miranda do Corvo, Miranda do Corvo, bap. 10 de Julho de 1660 - Oliveira do Hospital, Avô, 22 de Junho de 1751), filha de João Velho de Miranda e de sua mulher Antónia Gomes, de quem teve um filho:

Brás Garcia de Mascarenhas (bap. 9 de Maio de 1702 - 24 de Novembro de 1771), casado em Oliveira do Hospital, Avô, a 9 de Fevereiro de 1736 com Maria da Costa de Mesquita (bap. 27 de Abril de 1713 - 10 de Março de 1797), filha de José da Costa de Mesquita (bap. 24 de Março de 1672 - 10 de Setembro de 1732) e de sua mulher (Oliveira do Hospital, Santa Ovaia, 7 de Fevereiro de 1701) Isabel Madeira Arrais (? - 24 de Maio de 1752) e irmã de Manuel da Costa de Mesquita (3 de Setembro de 1703 - 22 de Maio de 1736), Sacerdote, de Filipe Madeira da Costa de Mesquita (bap. 30 de Outubro de 1706 - 10 de Dezembro de 1780), com geração feminina de Teodora Madeira, filha de Manuel Madeira e de sua mulher Maria Mendes, e de Pantaleão da Costa de Mesquita Arrais (bap. 22 de Julho de 1716 - ?), com geração de Perpétua Mendes (Oliveira do Hospital, Aldeia das Dez, bap. 16 de Fevereiro de 1732 - Oliveira do Hospital, Aldeia das Dez, 1798), filha de Matias Lopes (Oliveira do Hospital, Alvoco das Várzeas, bap. 3 de Março de 1701 - ?) e de sua mulher Catarina Mendes (Oliveira do Hospital, Aldeia das Dez, bap. 14 de Janeiro de 1708 - ?), de quem teve onze filhos e filhas

Manuel Garcia de Mascarenhas (bap. 8 de Setembro de 1678 - 2 de Novembro de 1741), Sacerdote

Brás Garcia de Mascarenhas (bap. 9 de Fevereiro de 1680 - Oliveira do Hospital, Oiã, 12 de Março de 1714), Sacerdote, Cura de Oiã

Maria Garcia de Mascarenhas (bap. 7 de Março de 1685)

Brás Garcia de Mascarenhas (bap. 22 de Março de 1653 - Oliveira do Hospital, Avô, 25 de Novembro de 1673) Maria Garcia de Mascarenhas (bap. 20 de Maio de 1655 - 20 de Julho de 1675)

Fontes:

António Garcia Ribeiro de Vasconcelos, Brás Garcia Mascarenhas; estudo de investigação histórica. Coimbra : Imprensa da Universidade. Us.archive.org (1922).
a b "Brás Garcia de Mascarenhas", António de Vasconcelos, Imprensa da Universidade, Coimbra, 1921, pp. 153, 154, 165, 170, 178 e 183
"Raízes da Beira - Genealogia e Património da Serra da Estrela ao Vale do Mondego", Eduardo Osório Gonçalves, Dislivro Histórica, 1.ª Edição, Lisboa, 2006, Vol. II, pp. 178 e 181
"Raízes da Beira - Genealogia e Património da Serra da Estrela ao Vale do Mondego", Eduardo Osório Gonçalves, Dislivro Histórica, 1.ª Edição, Lisboa, 2006, Vol. II, p. 181

in, http://pt.wikipedia.org/wiki/Br%C3%A1s_Garcia_de_Mascarenhas

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Brás Garcia Mascarenhas's Timeline

1596
February 3, 1596
Oliveira do Hospital, Coimbra District, Portugal
1641
1641
Age 44
1645
1645
Age 48
1647
1647
Age 50
1651
1651
Age 54
1653
1653
Age 56
1655
1655
Age 58
1656
August 8, 1656
Age 60
Oliveira do Hospital, Portugal
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