João da Cruz e Souza, o Cisne Negro (1861 - 1898)

Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

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Place of Burial: Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
Birthdate:
Birthplace: Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis (atual), Santa Catarina, Brasil
Death: Died in Antonio Carlos, Minas Gerais, Brasil
Cause of death: Tuberculose
Occupation: Poeta
Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About João da Cruz e Souza, o Cisne Negro

João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), Santa Catarina, 24 de novembro de 1861 — Estação do Sítio, Antonio Carlos, Minas Gerais, 19 de março de 1898) foi um poeta brasileiro. Alcunhado Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.

Filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa - de quem adotou o nome de família, Sousa. A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885 lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com o jornal Folha Popular. Em fevereiro de 1893, publica Missal (prosa poética baudelairiana) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao Simbolismo no Brasil que se estende até 1922.

Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando-a à loucura. João da Cruz e Sousa, quarto e último filho de Cruz, nasce postumamente em 1898. Os outros três filhos morrem antes de atingir a adolescência. O próprio João Filho morre antes dos 20 anos. Mas deixa Francelina Maria da Conceição grávida.

Faleceu a 19 de março de 1898 no município mineiro de Antônio Carlos, num povoado chamado Estação do Sítio, para onde fora transportado às pressas vencido pela tuberculose. Teve o seu corpo transportado para o Rio de Janeiro em um vagão destinado ao transporte de cavalos. Ao chegar, foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier por seus amigos, dentre eles José do Patrocínio, onde permaneceu até 2007, quando seus restos mortais foram então acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis.

O político Nereu Ramos (Presidente da República e Governador do Estado de Santa Catarina) promoveu a construção do mausóleu do poeta, no Cemitério de São Francisco Xavier, Rio de Janeiro, em agosto de 1943, onde compareceu na solenidade comovente concretizando a acolhida das cinzas do poeta.

Cruz e Sousa é um dos patronos da Academia Catarinense de Letras, representando a cadeira número 15.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_e_Sousa e http://www1.an.com.br/cruz/index.html

História de Santa Catarina, Antonio Pichetti, Editora Grafipar, 1970.

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Cruz e Souza, o Cisne Negro's Timeline

1861
November 24, 1861
Florianópolis (atual), Santa Catarina, Brasil
1898
March 19, 1898
Age 36
Antonio Carlos, Minas Gerais, Brasil
1898
Age 36
2007
2007
Age 36
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