Domingos Custódio Guimarães, visconde de Rio Preto (1802 - 1868)

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Birthdate:
Birthplace: São João del Rei, Minas Gerais, Brazil
Death: Died in Valença, Rio de Janeiro, Brazil
Managed by: Antônio João CALDAS
Last Updated:

About Domingos Custódio Guimarães, visconde de Rio Preto

      Domingos Custódio Guimarães nasceu no ano de 1802, em Carrancas, Minas Gerais. Com notável aptidão comercial, ainda jovem associou-se a um dos homens mais ricos de seu tempo, João Francisco de Mesquita, barão, visconde, conde e, afinal, Marquês de Bonfim. Tratavam os dois sócios de abastecer o Rio de Janeiro de carne verde, fazendo descer de Minas Gerais grandes rebanhos. 
      Após a dissolução da firma Mesquita & Guimarães, Domingos resolveu investir grande parte de seu capital nos negócios da lavoura cafeeira, então principal produto de exportação do recém criado Império Brasileiro.
      Primeiro Barão, a 6/12/1854 e Visconde, com grandeza, a 14/3/1867, de RIO PRETO, não foi apenas mais um fazendeiro de café, foi um dos maiores progressistas de seu tempo. 
      Chegou à região, que hoje compreende o atual distrito de Manuel Duarte, por volta de 1836, quando adquiriu de João Pedro Maynard da Fonseca e Sá a fazenda Barra das Flores (hoje Loanda) nas margens do Rio Preto e, em 1843, a Fazenda Flores do Paraízo nas margens ribeirão Manoel Pereira, vizinha da anterior. A partir dessas duas propriedades, ergueu um grande império rural formado por diversas outras fazendas anexas, ou não, elaboradas por centenas de escravos. Da sua Flores do Paraíso, transformou-a na “fazenda Modelo” ou a “Jóia de Valença” como ficou conhecida no século XIX, devido a uma série de iniciativas inovadoras implantadas nesta propriedade.
      Rio Preto foi pioneiro na região ao implantar, na sua fazenda do Flores Paraízo, um moderno maquinismo de beneficiamento de café por força motriz importado do Estados Unidos, as máquinas Lidgewood. Quando o Império ainda desconhecia a iluminação a gás, instalou o sistema nas dependências do seu Solar. Abriu e financiou a construção de estradas, como a do ramal da União e Industria (a primeira rodovia pavimentada do Brasil) e a Valença -Taboas. No campo das artes também deixou sua marca ao mandar ensinar música para alguns dos seus escravos e constituir uma banda com oitenta componentes, que se apresentava em festividades da fazenda e de Valença, com rico repertório. 
      Não esqueceu da filantropia e prestigiava o progresso da região através de obras de benemerência como a ajuda financeira à importante Santa Casa da Misericórdia de Valença, além de obras de calçamento e abastecimento de água na mesma cidade. Em Santa Thereza, hoje Rio das Flores, foi o primeiro provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento que auxiliava na manutenção da matriz que ajudou a construir. Construiu às suas custas o primeiro cemitério público da Freguesia, onde inclusive possuía as melhores casas do povoado, uma ao lado da Matriz e outra, na rua São Domingos (ambas demolidas). 
      O visconde morreu em meio a glórias, aos bem vividos 67 anos de idade. Faleceu em plena festa que organizou em sua Fazenda Flores do Paraízo para comemorar seu aniversário natalício e seu maior feito, a inauguração do ramal União e Industria. Tamanha foi a repercussão que até um mês após a morte do visconde, os jornais das principais cidades do Vale e da Corte ainda noticiavam o ocorrido naquela fatídica tarde do dia 7 de setembro de 1868. 

Texto e Pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:

TJADER Rogério da Silva. Visconde do Rio Preto: O Esplendor de Valença. Gráfica PC Duboc LTDA., Valença, 204.

Anuário Genealógico Brasileiro, Ano III, 1941.

FERREIRA Luis Damasceno. História de Valença 1803-1924. Graphica Editora, Paulo Pongetti, Rio de Janeiro, 1925.

IÓRIO, Leoni. Valença de Ontem e de Hoje. 1ª edição, Cia Dias Cardoso S. A., Juiz de Fora, 1953. Pgs. 178 até 183.

MUNIZ, Célia Maria Loureiro. Os Donos da Terra: Um estudo sobre a estrutura fundiária do Vale do Paraíba Fluminense no século XIX. Dissertação de Mestrado. UFF. Niterói -1979. Pág 80.

-------------------- Domingos Custódio Guimarães, primeiro barão e visconde com grandeza do Rio Preto (São João del-Rei, 1802 — Valença, 7 de setembro de 1868).

Biografia

Foi um político e fazendeiro de café brasileiro.


Filho de Pedro Custódio Guimarães e Teresa Maria de Jesus. Casou-se com Faustina Xavier Pestana, depois com Maria das Dores de Carvalho, com que foi pai do segundo barão do Rio Preto, Domingos Custodio Guimarães Filho.


Sua fortuna tem origem na década de 1820, quando, em sociedade com José Francisco de Mesquita, fundou a companhia Mesquita & Guimarães, especializada no abastecimento de carne para a Corte Imperial e na venda de escravos serra acima.


Na década seguinte, investiu o lucro na compra de terras e no plantio de café na região do vale do Rio Preto. Suas atividades centravam-se na sesmaria das Flores, adquirida em 1843, onde levantou a sede da Flores do Paraíso, conhecida como a "jóia de Valença", notabilizada por inovações técnicas, como iluminação a gás, terreiros asfaltados e mecanização. Sua fazenda foi, em 1875, pintada pelo italiano Nicolau Facchinetti.


Agraciado com o baronato em 6 de dezembro de 1854, com o viscondado em 14 de março de 1867 e com a grandeza em 14 de março de 1867. Foi comendador da Imperial Ordem da Rosa.


Foi vereador em Valença, por dois mandatos sucessivos, ente 1861 e 1868.

Fonte: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Domingos_Cust%C3%B3dio_Guimar%C3%A3es)

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