Domingos Luís, o Carvoeiro

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Domingos Luís, o Carvoeiro

Also Known As: "Domingos Luiz"
Birthdate:
Birthplace: Viana do Castelo, Portugal
Death: Died in Sao Paulo, São Paulo, Brazil
Immediate Family:

Son of Lourenço Luís and Leonor Domingues
Husband of Ana Camacho and Branca Cabral
Father of Antonio Lourenço; Domingas Luís; Miguel Luís; Bernarda Luís Camacho; Leonor Domingues and 3 others

Occupation: Carvoeiro de Alcunha
Managed by: Nivea Nunes Dias
Last Updated:

About Domingos Luís, o Carvoeiro

Luiz Gonzaga da Silva Leme, Genealogia Paulistana vol I págs48/49 (http://buratto.org/paulistana/Carv_1.htm)

Teve princípio esta família em Domingos Luiz (o Carvoeiro de alcunha) natural de Marinhota, freguesia de Santa Maria da Carvoeira, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, falecido em 1615 com testamento em S. Paulo, filho de Lourenço Luiz e de D. Leonôr Domingues, naturais de Portugal. Foi o fundador da capela de N. Senhora da Luz no sítio do Guarepe, que antes fora por eles ereta no sítio chamado Piranga e que em 1603 foi mudada para a mencionada paragem, onde hoje existe o recolhimento da Luz, sendo instituído seu administrador o f.º Antonio Lourenço com os encargos de beneficiar, conservar e celebrar as festividades e ofícios religiosos na mesma capela. Foi 1.º casado com Anna Camacho, que faleceu com testamento de mão comum em 1613 em S. Paulo, f.ª de Jeronimo Dias Cortes e de D... Camacho, por esta neta de Bartholomeu Camacho e de Catharina Ramalho, por esta bisneta de João Ramalho e de Izabel Dias, por esta terneta do regulo Tebiriçá(1); segunda vez casou-se Domingos Luiz com D. Branca Cabral, viúva de Simão da Costa, f.ª do governador Pedro Alvares Cabral, natural da Ilha de S. Miguel, e de sua mulher Suzana Moreira. Tit. Garcias Velhos, Cap. 2.º § 3.º n.º 2-3. Sem geração desta; porém, teve (C. O. S. Paulo) da 1.ª os seguintes f.ºs:

  1. Ignez Camacho
  2. Leonôr Domingues
  3. Domingas Luiz
  4. Bernarda Luiz
  5. Domingos Luiz, o moço
  6. Antonio Lourenço
  7. Miguel Luiz

"Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, e fundador da Capela de N. S. da Luz em São Paulo." Observação feita pelo Prof. Benedito de Souza Brito em sua obra Patriarcado de Romualdo de Souza Brito (1981)

"Domingos Luiz , o Carvoeiro , natural de Portugal , teve importância relevante na História da cidade de São Paulo .Junto com sua esposa edificou , no século XVI a Capela de Nossa Senhora da Luz , onde inicialmente ficou abrigada a imagem de Nossa Senhora do Carvoeiro , considerada esta o início da Arte Sacra do Brasil. A imagem está exposta hoje ,no Museu de Arte Sacra de São Paulo . Ele foi , provavelmente , o primeiro engenheiro da Capitania de São Vicente , o que vale dizer , do Brasil " Plinio Luiz Nunes Dias

A Igreja e Convento da Luz

O fundador dessa Igreja foi Domingos Luiz, o carvoeiro do século XVI. E ainda que sua tradição tenha sido ofuscada pela grandiosidade do Beato Frei Galvão, ainda resta, naquele convento, a imagem da Nossa Senhora da Luz, que assistiu à história daquela igreja desde o quinhentismo. A primitiva e extinta capela que houve nas bandas do atual bairro da Luz nasceu primeiramente no Ipiranga. Não se sabe quando. Meados do XVI. O certo é que foi logo em seguida trasladada ao Guarepe (ou Guaré) antigo nome indígena que seria substituído pelo de Nossa Senhora da Luz, para quem Domingos Luiz e sua mulher Ana Camacho construíram uma Igreja. Domingos Luiz aparece já nas atas quinhentistas. Capitão dos índios no ano de 1563 e almotacel em 1576 (Atas da Câmara da cidade de São Paulo, vol. I., pp. 19 e 89). Nasceu na Freguezia de Santa Maria da Carvoeira, em Portugal, como informa o autor de "Os paulistas e a Igreja" (Vol. 1, p.37). Quer o Monsenhor Paulo Florêncio Camargo (A igreja na história de São Paulo, Vol. I, p.163) que a Igreja da Luz no Ipiranga inaugurou-se em 1579, com escritura de 1580, transferindo-se em 1603 para o Guaré. Acontece que a escritura ou "carta de data de terra" pode ter sido posterior à existência da Igreja. De fato, Leonardo Arroyo (Igrejas de São Paulo, p.26) citou documentos que comprovam a existência da Igreja da Luz em Guaré já em fins dos quinhentos. Quanto ao termo Guaré (ou Guarepe), Monsenhor Camargo (op.cit., p.192) afirma que era sinônimo de Piratininga. Este topônimo só seria nome genérico de São Paulo a partir de 1600, salvo em alguns documentos. De fato, Pero Magalhães Gandavo, em texto anterior a 1573 (Tratado da Terra do Brasil, p.40) diz: "Pela terra dentro dez legoas edificarão os mesmos padres huma povoação entre os índios que se chama - o campo, na qual vivem muitos moradores, a maior parte deles são mamalucos filhos de portugueses e de indias da terra". Este "campo" é São Paulo do Campo, como aparece nas atas quinhentistas. Mas é preciso reconhecer que, embora este seja o termo mais usado, "São Paulo de Piratininga" aparece nas cartas dos jesuítas e até nas Atas (vol. I., p.57): "vylla de são paullo de piratininga". Mas a história da Igreja da Luz tem seu mais belo capítulo na época do Frei Antônio de Sant'ana Galvão, um paulista destinado à santidade, e da elevação do Convento da Luz. História que se inicia no século XVIII. Sabe-se que o Santo quis ser jesuíta. Estudou no seu colégio em Salvador. Mas em 1759 o Marquês de Pombal expulsou os seguidores de Santo Inácio. Fez ainda mais. Proibiu, em 1764, que as demais ordens religiosas recebessem noviços. Foi quase um decreto de morte para os franciscanos e os beneditinos paulistas, cuja restauração só se conheceu no início do século XX. Frei Galvão tornou-se, assim, um frade menor: um franciscano. Foi porteiro do Convento do Largo de São Francisco, em São Paulo. Sua bondade, seu caráter e a fama de sua santidade começaram a se alastrar. Mas foi do relacionamento espiritual com Helena Maria do Sacramento que surgiu a grande tarefa da vida de Frei Galvão. Esta irmã, residente no antigo Recolhimento de Santa Tereza, teve visões que a levaram a pedir ao Frei Galvão a construção do atual Convento da Luz. Apesar das dificuldades interpostas, devido à política pombalina, o Frei Galvão conseguiu autorização para construir o convento. Era então governador de São Paulo, o Morgado de Mateus, por acaso um irmão terceiro de São Francisco. Apesar da tentativa de fechamento do convento pelo seu sucessor, a obra do Frei Galvão foi reconhecida pelo Marquês de Lavradio, Vice-Rei no Brasil. O convento foi dedicado à Ordem da Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria (Concepcionistas). Esta ordem foi criada pela portuguesa Santa Beatriz da Silva, em Toledo (Espanha) em 1484. Visava honrar a conceição imaculada de Maria, cuja veracidade dogmática não era reconhecida por Roma. Somente o Papa Pio IX o fez em 1854 (Cf. Maristela, Vida do beato Frei Antônio de Sant'Ana Galvão, p.68). O Convento da Luz foi fundado em 1784. Foi sendo ampliado e reformado no decorrer de sua história. A mais importante ampliação deu-se sob os auspícios do Conde Prates, síndico do convento entre 1905 e 1923. Foi tombado em 1943. No ano de 1970, depois de nova reforma, reparos e adaptações, a maior parte do convento foi transformada no Museu de Arte Sacra. As irmãs concepcionistas dedicam-se com amor à causa da canonização de Frei Galvão. E também às suas famosas pílulas que ajudam aos doentes de corpo e alma. Tanta é a devoção, tanta é a esperança dos que caem, genuflexos, diante do túmulo do nosso beato Frei Galvão, que não será possível recusar-lhe a santidade.

Lincoln Secco

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Domingos Luís, o Carvoeiro's Timeline

1522
1522
Viana do Castelo, Portugal
1584
1584
Age 62
1615
1615
Age 93
Sao Paulo, São Paulo, Brazil
1615
Age 93
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Sao Paulo, São Paulo, Brazil
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