Dorival Caymmi (1914 - 2008) MP

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Birthplace: Salvador, Bahia, Brazil
Death: Died in Rio de Janeiro, Brazil
Cause of death: câncer renal
Occupation: cantor e compositor
Managed by: Patricia Canetti
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Immediate Family

About Dorival Caymmi

Dorival Caymmi (Salvador, 30 de abril de 1914 – Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2008) foi um cantor, compositor, violonista, pintor e ator brasileiro.

Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia 9 anos. Permanecia em internação domiciliar desde dezembro de 2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem, Rosa Morena.

Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

Iemanjá não negou a seu filho mais devotado um mar de bonança em sua vida. Deu-lhe a sorte de nascer no seio de uma família que estimulou o florescimento de seus múltiplos dons artísticos, não demorou a alcançar o merecido sucesso por seu talento, colecionou fiéis amigos e admiradores, foi correspondido no amor pela cantora Stella Maris, sua estrela-do-mar, com quem construiu uma verdadeira dinastia de músicos talentosos.

O fiscal da alfândega Durval Caymmi e a dona-de-casa Aurelina Cândida Soares Caymmi sempre tiveram a música muito presente em suas vidas: enquanto ele tocava piano, bandolim, violão e promovia saraus, ela cantava. Ainda criança, Dorival já pegava escondido o violão do pai para experimentar as cordas e tentar reproduzir os sons que ouvia nas festas e na vitrola. Durval não demorou a descobrir a travessura, e tentou corrigir o que o filho fazia de “errado” com o instrumento. Mas o menino resolveu insistir em alguns desses “erros”, como a inversão de acordes, que acabariam marcando seu estilo.

O companheiro de toda a vida, José Rodrigues de Oliveira, o Zezinho, embarcou na paixão do amigo. Foi com ele que Dorival descobriu os pescadores, quando veraneavam em Itapuã, e foi com ele também que entrou por curiosidade na Rádio Clube da Bahia, onde arriscou uma canção no ar pela primeira vez. “Sua voz é igual à do Francisco Alves”, estimulou Zezinho. Animados, os amigos resolveram formar um conjunto musical, o Três e Meio. Dorival, responsável pelo violão chamou o irmão Deraldo para tocar tambor, e Zezinho, que assumiu o cavaquinho, trouxe o irmão menor Luiz – o “meio” do grupo – para fazer o ritmo com o pandeiro. O conjunto cantava sucessos dos cantores que ouviam no rádio, como Noel Rosa e Carmem Miranda.

Caymmi chegou a compor algumas canções nesta época, ganhou alguns cachês para apresentar-se com o conjunto, mas não via a música como atividade profissional. Serviu o exército, prestou um concurso, mas não vendo muito futuro no mercado de trabalho baiano, o rapaz resolveu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Sua intenção era cursar Direito, e pretendia arrumar algum emprego na imprensa para bancar os estudos. Na bagagem que partiu com ele a bordo do navio Itapé, no dia 1º de abril de 1938, foi seu violão, bem disfarçado no embrulho.

Mas, tão logo tirado da mala, o instrumento provou que não seria coadjuvante nessa história. Já no seu primeiro ano no Rio de Janeiro, Dorival Caymmi começou a integrar a elite artística da então capital. Logo fez amizade com outro baiano, o escritor Jorge Amado, com quem chegou inclusive a compor algumas canções, como É doce morrer no mar. Caymmi apresentou suas composições nas rádios Tupi, Nacional e Transmissora, conheceu Assis Chateaubriand e foi apresentado a Carmem Miranda – que daria projeção internacional a suas canções, como O que é que a baiana tem?.

Foi no rádio também que Caymmi conheceu Adelaide Tostes, num programa de calouros. A bela moça loura e alta o cativou com sua interpretação do Último desejo, de Noel Rosa. Adelaide, que gostava de ser chamada de Stella, logo ganhou a alcunha de Stella Maris (do latim, estrela-do-mar) do radialista César Ladeira. E não demoraria para se tornar Stella Caymmi.

Em 1941 nascia a primeira filha do casal, batizada de Dinahir, em homenagem à irmã caçula do compositor, mas que ficaria conhecida como Nana. O sucesso estava só começando. Caymmi circulou à vontade por todo o cenário artístico e intelectual brasileiro. Além da música, chegou a aventurar-se pelas artes plásticas. “Dorival é um grande pintor, não é negócio de brincadeira, não”, elogia o amigo Carybé. Criou raízes no Rio de Janeiro, onde cresceram seus três filhos – além de Nana, Dorival e Stella tiveram Dori, em 1943, e Danilo, em 1948 – ambos músicos de talento também.

Certa vez o compositor declarou a um jornalista: “Sou o mesmo de quando me casei. Meus filhos são maiores de idade e já seguiram seus caminhos, mas eu continuo no mesmo ambiente de violão e livros”. Com seu jeito manso, Caymmi revolucionou a canção brasileira e influenciou as gerações seguintes de músicos, como João Gilberto, Caetano Veloso, Tom Zé e muitos outros, abrindo a porta para movimentos como a Bossa Nova e a Tropicália. Mas, a despeito de toda essa reverência, o baiano não deixou que o sucesso atrapalhasse sua vida familiar, seus hábitos do dia-a-dia, seu papo com os amigos.

Dorival Caymmi morreu em 2008, em decorrência de um câncer renal que já tratava havia nove anos. Sua Copacabana ostenta hoje uma estátua de bronze inspirada em uma famosa foto de Evandro Teixeira, com o compositor saindo da praia carregando seu violão, enquanto acena para algum conhecido. Da mesma forma que suas canções soam quase como repertório popular, tamanha a familiaridade dos brasileiros com seus ritmos e letras, sua própria imagem, cantando suas poesias do mar, também transita confortável pelo imaginário de sua gente.

Fonte: Site Biográfico de Dorival Caymmi

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Dorival Caymmi's Timeline

1914
April 30, 1914
Salvador, Bahia, Brazil
1940
April 30, 1940
Age 26
2008
August 16, 2008
Age 94
Rio de Janeiro, Brazil