Emilio Luiz Mallet, barão de Itapevi

Is your surname Mallet?

Research the Mallet family

Emilio Luiz Mallet, barão de Itapevi's Geni Profile

Records for Emilio Luiz Mallet

111,302 Records

Share your family tree and photos with the people you know and love

  • Build your family tree online
  • Share photos and videos
  • Smart Matching™ technology
  • Free!

Share

Emilio Luiz Mallet, barão de Itapevi

Birthdate:
Birthplace: Dunkirk, Nord, Nord-Pas-de-Calais, France
Death: Died in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Immediate Family:

Son of Jean Antoine Mallet and Julie Marie Joseph Dénys De Montfort
Husband of Joaquina Castorina de Medeiros
Father of Emília de Medeiros Mallet; Pedro Félix de Medeiros Mallet; Antonio Júlio de Medeiros Mallet and João Nepomuceno de Medeiros Mallet

Managed by: Carla Assenheimer (C)
Last Updated:

About Emilio Luiz Mallet, barão de Itapevi

Émile Louis Mallet, mais conhecido como Marechal Emílio Mallet, o Barão de Itapevi (Dunquerque, 10 de junho de 1801 — Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 1886), foi um militar brasileiro nascido na França. Homem de grande porte físico, com 2,01 metros de altura e 120 quilogramas de peso. É Patrono da Artilharia do Brasil e na data de seu aniversário é comemorada o Dia da Artilharia.


Biografia


Mallet veio para o Brasil com a família aos 17 anos de idade, fixou-se na então capital do Império. No Rio de Janeiro, recebeu, do Imperador Dom Pedro I – que estava reorganizando o Exército após a proclamação da Independência do Brasil –, convite para iniciar a carreira das Armas, na qual iria se consagrar como um dos maiores heróis de história militar brasileira. Matriculou-se na Academia Real Militar do Império, assentando praça como primeiro cadete em 13 de novembro de 1822. Em breve, optaria pela formação no curso de Artilharia.


Como 2º tenente, Mallet comandou uma bateria de Artilharia a Cavalo na campanhas da Cisplatina, de 1825 a 1828. Recebeu seu batismo de fogo em Passo do Rosário pela bravura demonstrada, sendo promovido a Capitão. Ao término do conflito, em Bagé no Rio Grande do Sul casou-se com Joaquina Castorina de Medeiros Mallet, filha de um abastado estancieiro, parente próximo do mais tarde Marechal Manuel Luís Osório, seu amigo e companheiro por décadas no Exército.


Apesar de ter jurado a Constituição do Império em 1824, foi demitido do serviço ativo em 1831, por "não ser brasileiro nato". No entanto, em 1837, no decorrer da Revolução Farroupilha, foi convidado a servir sob as ordens do General Antônio Elisário de Miranda e Brito, na condição de comandante de uma bateria a Cavalo. Coube-lhe fortificar a vila de Rio Grande, objetivo estratégico dos farroupilhas, recebendo, por tal feito, o título de Major da Guarda Nacional, função privativa de brasileiros natos. Mais tarde, por decisão do Duque de Caxias, veio a ser Chefe de Estado-Maior de Bento Manuel Ribeiro. Após a assinatura da Paz de Ponche Verde, em 1 de março de 1845, Mallet retornou a atividades pastoris como oleiro em sua chácara no Quebracho, em Bagé.


A reintegração definitiva de Mallet ao Exército Imperial após longos anos afastado ocorreu em 1851, quando foi convocado por Caxias para participar da campanha contra Manuel Oribe e Juan Manuel Rosas, na chamada Guerra do Prata. Reiniciou-se, assim, sua brilhante trajetória profissional, durante a qual deu inúmeras mostras de ser um soldado de sangue frio, astuto e valente. Em todos os combates de que participou, fez-se respeitado pela tropa, pelos aliados e pelos inimigos.


Mallet combateu ainda na Guerra contra Aguirre e na Guerra do Paraguai. Nesta, à frente do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, teve participação fundamental na vitória no Passo da Pátria, no Estero Bellaco e em Tuiuti.


Em Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul, suas bocas-de-fogo foram batizadas "artilharia revólver", tal a precisão e a rapidez de seus fogos. Ainda nessa batalha, a previsão e a criatividade do chefe militar assegurou importante vitória do Exército Imperial. O profundo fosso que Mallet fez construir para proteção de suas peças constituiu-se em eficiente obstáculo que impediu o avanço da tropa inimiga. Esse fato passou para a História com a célebre frase do comandante da Artilharia brasileira: "Eles que venham. Por aqui não passam." Em 20 de agosto de 1866, por ato de bravura em Tuiuti, ocorreu sua promoção ao posto de coronel.


Mallet foi, posteriormente, alçado à função de comandante da 1ª Brigada de Artilharia e continuou apoiando as ações das forças aliadas nas batalhas de Humaitá, Piquiciri, Angustura, Lomas Valentinas, Ascurra e Campo Grande.


Durante a Campanha da Cordilheira, na fase final do conflito, foi Mallet o comandante-chefe do comando-geral de artilharia do exército. Finda a campanha, por merecimento, ascendeu ao posto de brigadeiro. Em janeiro de 1879, foi promovido a marechal-de-campo; em 11 de outubro de 1884, a tenente-general e, finalmente, em 15 de julho de 1885, a marechal-de-exército. Permaneceu no serviço ativo até então, vindo a falecer em 2 de janeiro de 1886, no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Sua invencível espada encontra-se no museu João Pedro Nunes, na cidade de São Gabriel. A espada de gala encontra-se no Museu Marechal Mallet, Santa Maria - RS. Hoje, seus restos mortais repousam em mausoléu, sob os cuidados do 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado – o Regimento Mallet – situado em Santa Maria. Há uma rua no bairro paulistano do Tatuapé que leva seu nome. No Rio de Janeiro, há um bairro com seu nome. Há, também, uma rua batizada Marechal Mallet. Em São Gabriel, cidade onde morou por longo periodo a principal via da cidade se chama General Mallet.

Fonte: Wikipédia

view all

Emilio Luiz Mallet, barão de Itapevi's Timeline

1801
June 10, 1801
Dunkirk, Nord, Nord-Pas-de-Calais, France
1831
August 5, 1831
Age 30
Bagé, Rio Grande do Sul, Brazil
1833
May 29, 1833
Age 31
Bagé, Bagé, Rio Grande do Sul, Brazil
1835
April 2, 1835
Age 33
Bagé, Rio Grande do Sul, Brazil
1840
May 16, 1840
Age 38
Bagé, Rio Grande do Sul, Brazil
1885
January 2, 1885
Age 83
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
????