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| Birthdate: | |
| Birthplace: | Penajóia, Lamego, Portugal |
| Death: | Died in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil |
| Managed by: | Lúcia Pilla |
| Last Updated: | |
Fernando Correia Dias (Penajóia, 10 de novembro de 1892 — Rio de Janeiro, 1935) foi um artista plástico português.
Ao lado de Cristiano Cruz, Correia Dias foi um dos introdutores de uma nova visão estética, que veio a se desenvolver no Modernismo português. Tem colaboração em publicações periódicas, como é o caso de A Sátira: revista humorística de caricaturas (1912).
Foi também o primeiro marido da célebre poetisa brasileira Cecília Meireles, para cujos livros ele fez belas ilustrações.
Nascido em um casarão à beira do rio Douro, em Moledo da Penajóia, no Lamego, Correia Dias bem cedo foi mandado para estudar gravura, pintura e desenho no Liceu de Coimbra, onde cofundou o jornal estudantil O Gorro, em 1909. Foi por esta época que iniciou a fazer suas caricaturas bastante irônicas. Segundo Virgílio Correia, este grupo de jovens artistas de Coimbra, do qual Correia Dias fez parte, "não gerou senão artistas equilibrados e sãos". Além disso, de acordo com Veiga Simões, "a graça e a malícia são peculiares na sua obra (caricaturista) em que o exagero consegue ter um sentido piedoso".
Após estudar em Coimbra, Correia Dias se mudou para o Brasil em abril de 1914, aos vinte e um anos. No cais em que ele desembarcou havia artistas e escritores à sua espera, entre eles Ronald de Carvalho. Correia Dias de imediato teve seu talento para as artes reconhecido no Rio de Janeiro. Em 1920, ele ilustrou a capa do livro "Últimas Cigarras", do escritor Olegário Mariano.
Em 24 de outubro de 1922, na Igreja de São João Batista em Botafogo, Correia Dias desposou a poetisa brasileira Cecília Meireles. Eles haviam se conhecido, provavelmente, na redação da Revista da Semana. Tiveram três filhas juntos: Maria Elvira, Maria Matilde e a atriz de teatro Maria Fernanda. Foi Correia Dias quem apresentou Cecília Meireles, durante a viagem deles a Portugal em 1934, aos intelectuais e artistas portugueses de sua época, tais como Manuel Mendes, Carlos Queiroz e Almada Negreiros. Embora não tenha conseguido conhecer pessoalmente Fernando Pessoa, em sua estada em Lisboa, Cecília Meireles recebeu deste um exemplar autografado de Mensagem.
Durante a década de 1920, Correia Dias se dedicou à produção de cerâmica, utilizando motivos que recuperaram a tradição artesanal dos povos nativos da Ilha de Marajó. Seus vasos e pratos fizeram tanto sucesso que chegaram a ser fabricados pela Companhia Cerâmica Brasileira a partir de 1928. Além disso, a revista O Cruzeiro, em 1930, escreveu um artigo a respeito de Correia Dias e de sua cerâmica de inspiração marajoara, sob o título "Cerâmica Brasileira, a Obra Nacionalista de Correia Dias".
Correia Dias sofria de crises de depressão, tendo jamais aceite se submeter a tratamentos, e cometeu suicídio. Poucos anos depois, Cecília Meireles se casou com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira.
| 1892 |
November 10, 1892
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Penajóia, Lamego, Portugal
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| 1922 |
1922
Age 29
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1923
Age 30
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| 1924 |
1924
Age 31
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| 1925 |
1925
Age 32
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| 1935 |
1935
Age 42
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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
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