Fernando de Portugal, senhor de Eça

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About Fernando de Portugal, senhor de Eça

Fuente:

[2] Los Bayá Canaveris descienden, a través de los Cabral de Melo, de la casa real de Portugal (conf.: Raúl A. Molina, Diccionario Biográfico de Buenos Airezs, 1580-1720, Academia Nacional de la Historia, Buenos Aires, año 2000; Hugo Fernández de Burzaco, Aportes Biogenealógicos para un Padrón de habitantes del Rio de la Plata, Buenos Aires, año 1991; Hernán Carlos Lux Wurm Ascendencia de Doña Máxima Zorreguieta, Princesa de la Corona de los Países Bajos, en: http://www.genealogia.org/seccionabier.html del IACG -------------------- Eça.

O infante D. João, filho d'el-rei D. Pedro I e de D. Inês de Castro, foi casado com D. Maria Teles de Meneses, irmã da rainha D. Leonor Teles, nascendo deste consórcio D. Fernando de Eça, que se chamou assim por ser senhor da vila de Eça, em Galiza donde se derivou o apelido a seus descendentes. D. Fernando teve amplíssima geração, foi casado com muitas mulheres, recebendo umas, sendo vivas as outras, das quais, dizem, houve 42 filhos e filhas, entre legítimos e bastardos.

As suas armas são as quinas de Portugal, cercado o escudo com um cordão de S. Francisco; timbre uma águia azul aberta, estendidas as asas, armada de ouro, com cinco bezantes de prata nos peitos. Os de Galiza trazem por armas o escudo partido: no primeiro em campo de prata quatro flores de lis, e no segundo em campo vermelho um castelo de ouro..

In: http://www.arqnet.pt/dicionario/eca.html -------------------- "Criado ao desamparo, sem pai, nem mãe, nem quem por ele realmente se interessasse, saíu um devasso acabado. O seu fraco era casar e, com o maior desassombro o fazia, chegando ao ponto de ter às vezes três e quatro mulheres vivas. Então filhos, isso era um nunca mais acabar. Quarenta e dois lhe assinam os nobiliários!" (BSS-vol. I-pg. 87) Casou, pelo menos, seis vezes, mas apenas se conhece o nome de uma das mulheres: Isabel de Avalos. "...foi casado com m.tas mulheres todas vivas, devia ter boa Conciencia, ou seguir o Alcorão, em q se permitem m.tas mulheres..." (NFP-vol. V-pg. 35) ; Sobre as filhas que foram religiosas, Braamcamp Freire escreve: "foi característico o porte desregrado das senhoras das primeiras gerações dos Eças, e bem revelador do atavismo, ou melhor, da hereditariedade, a que se mostraram sujeitas". E continua: "D. Beatriz, abadessa de Celas, teve filhos do bispo D. João de Abreu; D. Catarina de Eça, irmã de D. Beatriz e famosa abadessa de Lorvão, foi amante de Pero Gomes de Abreu, senhor de Regalados e sobrinho neto do bispo; D. Joana de Eça, abadessa de Celas e filha de João Rodrigues de Azevedo e de D. Branca de Eça, irmã das outras duas abadessas, teve amores com Vasco Gomes de Abreu, poeta do Cancioneiro e sobrinho do bispo D. João e finalmente, D. Filipa de Eça, abadessa de Val de Madeiros e depois do Lorvão, filha de D. Pedro de Eça irmão das primeiras Abadessas, foi amante do irmão de Vasco, o nosso João Gomes de Abreu das trovas" (BSS-vol. I-pg. 98). A terminar, acrescenta que em carta do rei D. João III datada de 31-8-1543 para o embaixador de Portugal junto do Papa, o rei pede ajuda para combater o comportamento dissoluto das Eças no mosteiro de Lorvão. HGCRP refere o filho D. João casado com Leonor Xira. NFP refere um filho D. João cc Mécia de Antas. Como todas as fontes referem a existência de mais de quarenta filhos, é natural que se verificasse repetição de nomes.

  • Dom Fernando de Eça, que tomou este nome por ser senhor da vila de Eça, na Galiza, não herdou os vastos senhorios de seu pai, o infante Dom João, que os perdera quando foi para Castela. Levou uma vida aventureira, casando-se três vezes estando todas as mulheres vivas. Nos últimos anos de vida, «arrependido da (vida) escandalosa em que vivera, fizera devidas demonstrações de cristão e de penitência, e se vestira no hábito de S.Francisco, e no teor desta vida acabara; a que alude o Escudo das Armas que formou, em que poz o Cordão daquelle Santo com os Escudetes Reaes, de que usaram seus descendentes»(7). Faleceu no castelo de Eça, sendo transladado para o convento do Espírito Santo de Gouveia, de que era padroeiro, onde seu corpo chegou a 25.1.1479, sendo sepultado na capela-mor em túmulo com o seu brasão de armas e o seguinte epitáfio: «Aqui jaz D. Fernando de Eça filho do Infante D. João neto d'El-Rei D.Pedro de Portugal, & da Infante D.Inez de Castro sua mulher; & bisneto d'El-Rei D. Afonso, o que venceu a batalha do Salado. Este D. Fernando foi padre de D. Catarina, abadessa de Lorvão, que o aqui mandou trasladar na Era do Nascimento de nosso Senhor Jesu Christo de mil & quatrocentos & setenta & nove anos, XXV dias de janeiro». Este Dom Fernando de Eça era filho primogénito do infante Dom João (filho de Dom Pedro e Dona Inez de Castro) e de sua primeira mulher Dona Maria Telles (irmã da rainha Dona Leonor Telles), que já era viúva de Álvaro Dias de Souza, 17º senhor da Casa de Souza, e que foi morta pelo segundo marido, o dito infante Dom João. Este, em Espanha foi conde de Valência e em Portugal senhor de juro e herdade da terra e julgado de Lafões e das vilas, com suas jurisdições e rendas, de Seia, Porto de Mós, Gulfar, Sátão, Penalva do Castelo, Rio de Moinhos, Besteiros, Sever do Vouga, Fonte Arcada, Benviver, Moimenta, Armamar, Tenha, Riba de Vizela, Figueiredo, Aguiar da Beira, Cerquiz, Oliveira do Conde e Oliveira do Bairro, por carta de seu pai de 1360, e senhor de Gouveia, por mercê de seu meio-irmão o rei Dom Fernando de 22.4.1372. Sendo um dos herdeiros da coroa de Portugal, viveu na corte de seu meio-irmão o rei Dom Fernando e era muito amigo do outro seu meio-irmão Dom João, mestre da Ordem de Aviz, que viria a ser rei. A 11.4.1455, com sua 3ª mulher D. Isabel de Avallos, D.Fernando de Eça teve de Dom Afonso V uma tença anual de 10.000 reais de prata.

Pedro Gomes de Abreu casou cerca de 25.10.1487, data em que a noiva recebeu de Dom João II, para casarem, o padroado de 25.000 reais de tença, com Dona Mécia da Cunha(8), nascida cerca de 1466, 12ª senhora e 9ª morgada de Tábua, 4ª morgada de Paços, etc. O senhorio e morgadio de Tábua (Oliveira do Hospital) perdeu-o depois, em demanda, para seu primo Dom Luiz da Cunha. Era filha sucessora Álvaro da Cunha, vassalo de Dom João II, que sucedeu como 11º senhor e 8º morgado de Tábua, 3º morgado de Paços, etc., e de sua mulher e prima D. Inez de Góis(9), senhora da quintã da Louzã, neta paterna de Martim Vasques da Cunha(10), vassalo do rei Dom Afonso V e do seu Conselho, 10º senhor e 7º morgado de Tábua, 2º morgado de Paços, etc., e de sua mulher D. Maria de Andrade, filha de Álvaro Machado.

Fontes: Mello e Souza. Descendência legítima na comarca de Viseu» Edição digital (corrigida e aditada) do ensaio publicado na revista «Armas e Troféus», órgão oficial do Instituto Português de Heráldica, VIII Série - Tomo II - 1998, e editado em separata. Matéria tratada com maior desenvolvimento em «Ascendências Visienses. Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVII», Porto 2005. Por Manuel Abranches de Soveral.

7. «História Genealógica da Casa Real» de Dom António Caetano de Souza. 8. Vide «Ascendências Visienses», ib.