Francisco Manuel de Melo Breyner, 4º conde de Ficalho (1837 - 1903)

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Birthplace: Santos-o-Velho, Lisbon, Lisbon, Portugal
Death: Died in Mercês, Lisbon, Portugal
Managed by: Carina Teixeira Thibiéroz
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About Francisco Manuel de Melo Breyner, 4º conde de Ficalho

Francisco Manuel de Melo Breyner (Serpa, 27 de Julho de 1837 – Lisboa, 19 de Abril de 1903), foi um botânico português e o 4º conde de Ficalho.


Sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, dedicou-se ao estudo da botânica, tendo escrito diversas obras sobre esta temática. Fundou o Jardim Botânico, inaugurado em 1878, com a colaboração do professor Andrade Corvo.


Foi 16.º Governador Civil do Distrito do Funchal de 16 de Janeiro de 1868 a 25 de Janeiro de 1868 e 20.º Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.


Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa a 30 de Setembro de 1862 e Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada.

Aditamento:

Ficalho (Francisco Manuel de Melo, 3.° conde de).

n. 27 de Julho de 1837. f. 19 de Abril de 1903.


Fidalgo da Casa Real e seu mordomo-mor, gentil-homem da câmara do rei D. Luís I, e do Senhor D. Carlos I; conselheiro de Estado efectivo, par do reino, lente catedrático da cadeira de Botânica da Escola Politécnica de Lisboa, lente e director do Instituto Agrícola da mesma cidade, hoje Instituto da Agronomia e Veterinária; sócio efectivo da Academia Real das Ciências e da Sociedade de Geografia, adido de legação; alferes dos extintos batalhões nacionais, escritor, etc.

N. a 27 de Julho de 1837, fal. a 19 de Abril de 1903. Era filho do marquês de Ficalho, António de Melo Breyner Teles da Silva, e de sua mulher, D. Maria Luísa Braamcamp, de Almeida Castelo Branco. Com quanto sue cedesse a seu pai no marquesado, não usou nunca o título de marquês.

Matriculou-se na Escola Politécnica em 1855, e foi um dos estudantes mais distintos e premiados, concluindo brilhantemente o curso em 15 de Julho de 1860. No concurso aberto neste ano para o preenchimento da vaga de lente substituto da cadeira de Botânica, da mesma escola, deu tão exuberantes provas do seu grande valor intelectual e dos seus profundos conhecimentos científicos sobre a especialidade daquela cadeira, que, por decreto de 2 de Janeiro de 1864 era nomeado para aquele lugar. Por morte de Andrade Corvo ficou regendo a referida cadeira, sendo investido na sua posse por decreto de 27 de Janeiro de 1890. O conde de Ficalho casou em 1862, com D. Josefa de Meneses de Brito do Rio, dama de honor da rainha senhora D. Maria Pia, filha de D. Pedro Pimentel de Meneses Brito do Rio, comendador da ordem de N. Sr.ª da Conceição, senhor de vínculos na ilha Terceira; e de sua mulher, D. Maria Kruz. O conde de Ficalho foi elevado a par do reino por carta régia de 29 de Dezembro de 1881, da que prestou juramento e tomou posse na sessão da respectiva câmara de 4 de Fevereiro de 1882. A data da concessão do título de conde é de 16 de Junho de 1862. Exerceu diversas comissões diplomáticas, e foi quem representou Portugal, como embaixador extraordinário, nas cerimónias da coroação do czar da Rússia em Junho de 1896. O seu nome foi por vezes lembrado em diferentes situações politicas para ministro dos estrangeiros, mas nunca fez parte de ministério algum. Era grã-cruz da ordem de Carlos III, de Espanha, e cavaleiro das seguintes ordens: Leopoldo da Bélgica, Leão dos Países Baixos, Águia Vermelha da Prússia, Legião de Honra de França, S. Maurício e S. Lázaro de Itália e Ernesto Pio de Saxe-Coburgo.

Os seus trabalhos literários e históricos são muito apreciados. Colaborou em diversas publicações literárias e científicas. No antigo jornal O Reporter escreveu um curioso artigo, intitulado: Quadro de costumes e paizagens alemtejanas. Muito dedicado à história do país, era principalmente a Índia que lhe merecia mais atenção. Quando faleceu, andava trabalhando numa obra, que parece ter ficado por concluir, acerca dos portugueses na Índia; desta obra destacou uma monografia, com o título de Viagens de Pero da Covilhã, que publicou em 1898, a qual constitui um livro muito curioso e interessante da nossa história indiana nos séculos XV e XVI. Escreveu mais: Flóra dos Luziadas, por ocasião das festas do tricentenário de Camões, em 1880; Plantas uteis da Africa portugueza, Lisboa, 1884; obra de muito valor para o estudo da flora medicinal; Garcia da Orta e o seu tempo, Lisboa, 1886; comentário aos Colloquios desse homem de ciência; Colloquios dos simples e drogas da India por Garcia da Orta, edição anotada, 2 vol., 1891-1895. Os seus últimos trabalhos literários foram publicados na revista A Tradição, de Serpa, sob os títulos: Serpa sob o dominio dos sarracenos e Influencias mosarabes na linguagem dos pastores alemtejanos. Na 21.ª série do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, N.º 5, de Maio de 1903, está publicado o elogio do conde de Ficalho, escrito pelo Sr. conde de Arnoso. Neste elogio se mencionam os inéditos deixados pelo ilustre professor. in:http://www.arqnet.pt/dicionario/ficalho3c.html

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