Francisco de Moura Corte-Real (de Moura y Corte Real) (1610 - 1675)

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About Francisco de Moura Corte-Real (de Moura y Corte Real)

III Marques e Castelo Rodrigo, Conde de Lumiares, Caballerizo mayor de la Reyna Doña Maiana, Gobernador de Flandes del Consejo de Estado, Gentil-Hombre de la Cámara, Embaxador extraordinario á Alemania el año 51.

Don Francifco de Moura Corte-Real, tercer Marques de Caftel-Rodrigo, Conde de Lumiares, Grande de Caftilla, Embaxador Extraordinario en Alemania, Gentil-hombre de la Camara, Governador de Flandes, Cavallerizo mayor de la Reyna Doña Mariana, cafó con Doña Ana Maria de Moncada y Aragon, hija de Dopn Antonio de Moncada y Aragon, Principe de Paternó, Duque de Montalto. Historia de la Muy Ilustre Casa de Sousa, España, 1770 Marqueses de Castel-Rodrigo, Oy Príncipe Pío. Pág. 425

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http://en.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Moura_Cortereal,_Marquis_of_Castelo_Rodrigo

Francisco de Moura y Melo, 3rd Marquis of Castel Rodrigo, (in full, Spanish: Don Francisco de Moura y Melo, tercer marqués de Castel Rodrigo, segundo conde de Lumiares (en Portugal), primer duca di Nocera (en Nápoles), señor de Terranova, capitán general hereditario de las Islas Terceras, comendador de la Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, gentilhombre del rey Felipe IV y miembro de su Consejo de Estado, capitán general y gobernador de Flandes y Borgoña, presidente del Consejo supremo de Flandes, caballerizo mayor de la reina María de Austria), (1610 – 26 November 1675) was a Spanish political figure.


Francisco de Moura was the son of Emmanuel de Moura, who had been Governor of the Habsburg Netherlands between 1644 and 1647, and of Leonor de Melo. He was Gentleman of the Chamber of King Philip IV, later member of his council of state and his ambassador to Vienna in 1651.


He was named Duke of Nocera on 10 August 1656, and served as Viceroy of Sardinia between 1657 and 1661, and Governor of the Habsburg Netherlands between 1664 and 1668. Under his administration the Spanish Netherlands suffered a French invasion during the War of Devolution. By now, Spain was so weak that it could put up very little resistance to the French assault. The French even spoke of "une promenade militaire." Moura was later appointed as Caballerizo mayor+ to the King and died in Madrid in December of 1675.

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D. Francisco destacava-se na Corte espanhola e, em 1647, sendo gentil homem da câmara de Filipe IV, comprou um terreno nos arredores de Madrid onde haveria de construir a mais esplendorosa casa de campo daqueles tempos: La Florida. Por essa altura era incluído numa compilação de retratos de homens ilustres retratados em gravuras abertas, por Antony van der Does, em Antuérpia, na casa de Petro de Iode, figurando ao lado de seu pai, então Governador da Bélgica. Nessa época, como se depreende da legenda da gravura, desenhado por Gaspar Von Holander D. Francisco era Conde de Lumiares e camareiro real. Conhece-se uma outra gravura, mais próxima deste retrato, tirada com base neste exemplar, onde D. Francisco acumula já todos os títulos de que era herdeiro: Marquês de Castelo Rodrigo, Conde de Lumiares, Senhor da Terceira e do Faial, Comendador da Ordem de Cristo e Capitão General da Bélgica. São estas insígnias que se acumulam em símbolo no retrato pintado: o hábito de Cristo ao peito, a faixa vermelha cruzada complementada pelo bastão de comando que representa o seu governo nas terras da Bélgica, e o brasão dos Corte Real que lhe concede a nobreza dos títulos portugueses. Nenhuma destas glórias terrenas foi suficiente para fazer perdurar a memória deste grande homem. O seu belo Palácio da Florida foi arrasado por completo, só sobrando hoje uma alusão toponímica que dá o nome de Príncipe Pio a uma estação de comboio, lá para os lados do rio Manzanares, perto do Palácio Real de Madrid. Este «Príncipe Pio», de Sabóia, foi o herdeiro do palácio, casado com a filha do marquês, ainda que contra a vontade de seu pai. A Quinta de Queluz na qual D. Manuel de Corte Real tanto empenho teve na decoração dos jardins, encomendando obras de arte em Itália passou após a Restauração de Portugal para a Casa do Infantado, convertendo-se em morada de Verão da família real portuguesa, e dela restam apenas vestígios raros da ocupação do século XVII. O Palácio dos Corte Real em Lisboa, tão majestoso que ameaçava em grandeza o vizinho Paço da Ribeira, desapareceu no Terramoto de 1755. As obras do mausoléu familiar nunca tiveram fim e encontram-se hoje sob a Assembleia da República, conservando-se apenas um belíssimo frontal de altar na capela do Museu Nacional de Arte Antiga, atribuível a Borromini. O Marquês morreu em 1675 convicto da sua sepultura em São Bento, como deixou claro no seu testamento, mas Portugal nunca receberia os seus restos mortais que repousam em terras espanholas. Em verdade, tal como o sítio da Florida parece nunca ter existido «como se tivesse sido produto de um sonho», a vida do 3° Marquês de Castelo Rodrigo só pode ser recordada por este retrato memorial. Anísio Franco [“Retrato de um Sonhador”. In Arte Ibérica. N.º 33, Março 2000].

http://www.museuquintadascruzes.com/pt-PT/Coleccoes/pintura/ImageDetail.aspx?id=163