Francisco de Paula Vicente de Azevedo, Barão de Bocaina

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Francisco de Paula Vicente de Azevedo, Barão de Bocaina

Birthdate:
Birthplace: Lorena, Lorena, São Paulo, São Paulo, Brazil
Death: Died
Immediate Family:

Son of José Vicente de Azevedo and Angelina Moreira de Castro Lima
Husband of Julieta Ernestina Pinto Pacca and Rosa Bueno Lopes de Oliveira
Brother of José Vicente de Azevedo, Conde Romano; Pedro Vicente de Azevedo Sobrinho and Maria Vicentina de Azevedo

Managed by: Clovis Bueno de Azevedo
Last Updated:

About Francisco de Paula Vicente de Azevedo, Barão de Bocaina

(1)Francisco de Paula Vicente de Azevedo, primeiro e único barão de Bocaina (Lorena, 8 de outubro de 1856 — São Paulo, 17 de outubro de 1938), foi um fazendeiro e funcionário público brasileiro.

Filho de José Vicente de Azevedo e de Angelina Moreira de Castro Lima, irmã de Joaquim José Moreira Lima, conde de Moreira Lima, e de Antônio Moreira de Castro Lima, barão de Castro Lima, e filha de Carlota Moreira de Castro Lima, viscondessa de Castro Lima.

Casou-se com Rosa Bueno Lopes de Oliveira, com a qual teve quatro filhos: Francisco de Paula Vicente de Azevedo, casado com Cecília Galvão Vicente de Azevedo; Lavínia Vicente de Azevedo, solteira e religiosa; José Armando Vicente de Azevedo, solteiro; e o médico dr.Geraldo Vicente de Azevedo, casado com Maria de Lourdes Danso Vicente de Azevedo.

Foi comendador da Imperial Ordem da Rosa em 27 de maio de 1884 e agraciado com o título de barão por decreto de 7 de maio de 1887.

Fundou o Engenho Central de Lorena, foi diretor da Estrada de Ferro São Paulo-Rio de Janeiro e do Banco Comercial de São Paulo.Em 1901, doou ao Governo da República os terrenos para as construções da Fábrica de Pólvora de Piquete, hoje Fábrica Presidente Vargas, e do Sanatório Militar em Lavrinhas.

Fonte:WP

(2) Emancipada em 15 de junho de 1891, a pequena e humilde Vila Vieira do Piquete que se propunha um progresso baseado no café e na agricultura, teria a total estagnação como futuro, senão uma vida modorrenta se nela não tivesse sido instalada, no início do século 20, a Fábrica de Pólvora sem Fumaça. Aí, realmente, Piquete nasceu. Toda a cidade passou a viver em sua função e mesmo os que nenhum vínculo possuíam com ela se beneficiavam desse estabelecimento militar. O responsável pela instalação da Fábrica de Pólvora sem Fumaça no município e considerado o propulsionador do grande desenvolvimento da região, foi Francisco de Paula Vicente de Azevedo, o Barão de Bocaina. Neste ano comemora-se o sesquicentenário de seu nascimento, ocorrido em Lorena, a 8 de outubro de 1856. Francisco de Paula Vicente de Azevedo perdeu o pai, o Cel. José Vicente de Azevedo em 1869, assassinado numa emboscada. Aos 13 anos, era o mais velho dos quatro filhos. Dona Angelina Moreira Vicente de Azevedo, sua mãe, viúva aos 33 anos assumiu sozinha a direção da família. Como primogênito, Francisco de Paula começou a ajudar a mãe tão logo a idade permitiu. Não cursou o ensino superior. Casou-se aos vinte anos, mas sua esposa faleceu dois anos depois. O futuro Barão da Bocaina iniciou sua vida pública ainda muito jovem, em Lorena como Coletor das Rendas Gerais, cargo que exerceu entre 1876 e 1879. Promovido para exercer a mesma função na capital da Província, preferiu ficar em sua cidade, deixar a carreira e ingressar na política. Assumiu então, a chefia do Partido Conservador, tendo sido eleito vereador à Câmara Municipal. Assumindo a Presidência, permaneceu nesse cargo até a proclamação da República. Dedicou-se ao comércio, à indústria e à lavoura. Foi fundador do Engenho Central de Lorena, o primeiro empreendimento do gênero no Vale do Paraíba paulista, tendo sido, "por serviços prestados à indústria", agraciado, em 27 de maio de 1884, com a Comenda da Imperial Ordem da Rosa. Possuidor de grandes extensões de terra em Lorena, Piquete, Guaratinguetá, Cunha, Pindamonhangaba e Itajubá, foi um dos precursores da substituição da mão-de-obra escrava. Promoveu o estabelecimento de várias colônias para a colocação de imigrantes, entre as quais Canas (em Lorena), Quiririm (em Taubaté) e Sabaúna (em Mogi das Cruzes). Em 7 de maio de 1887, por decreto do Imperador D. Pedro II, foi agraciado com o título de "Barão da Bocaina". Em 1891 casou-se, pela segunda vez, com dona Rosa Lopes de Oliveira. Por essa época, fez longa viagem à Europa. Ao retornar, introduziu a correspondência expressa, até então desconhecida no país. Tendo observado a semelhança de clima e condições da Suíça com os Campos do Jordão, no alto da Mantiqueira, onde era proprietário, fundou ali a primeira estação climática da região: São Francisco dos Campos. Lá construiu igreja, escola, hotel, grandes parques ajardinados e mais de cinqüenta casas. Iniciou nessa região, o cultivo de frutas européias; numa de suas fazendas, plantou, por exemplo, 35mil pés de marmelo. Mudando-se para São Paulo, foi um dos diretores da Estrada de Ferro Central do Brasil e do Banco Comercial de São Paulo. O chamado "Encilhamento", crise econômica de 1892, trouxe-lhe enormes prejuízos financeiros, obrigando-o a retomar para o Vale do Paraíba; foi morar em São Francisco dos Campos, onde residiu até o fim de 1904. O maior empreendimento do Barão da Bocaina, no entanto, foi promover a vinda do Ministro da Guerra do governo Campos Salles, Marechal Mallet, a Piquete e região, em janeiro de 1902, para escolher os terrenos que seriam por ele doados para a construção de um sanatório militar e de uma fábrica de pólvora sem fumaça. Dessa viagem resultou, de imediato, a construção do ramal férreo Lorena-Bemfica. Alterava-se, a partir de então, o rumo da história de Piquete. Em função dessas obras militares na região e do desenvolvimento e progresso delas advindas, as câmaras municipais de Lorena e Piquete deram seu nome a duas importantes ruas desses municípios, em novembro de 1902, por ocasião da inauguração do primeiro trecho do ramal Lorena-Benfica. Reconhecia-se a importância de seu trabalho por essas cidades. Em 1905, a convite do Conselheiro Rodrigues Alves incumbiu-se de reorganizar os serviços de arrecadação de rendas federais. Em 1921, no governo Epitácio Pessoa, muito trabalhou pela eletrificação da Central do Brasil e pelo estabelecimento de uma grande siderúrgica à margem dessa estrada. Anos mais tarde, a partir das idéias do Barão de Bocaina, foi construída, em Volta Redonda, uma das maiores empresas desse ramo no mundo. Homem visionário e de ação, inúmeros outros assuntos atraíram sua multiforme atividade. O Barão da Bocaina faleceu em São Paulo, aos 82 anos de idade, em 17de outubro de 1932. Deixou um legado de exemplo de homem público e empreendedor que, pelos grandes serviços prestados ao país e pelo espírito progressista, foi proclamado o "Mauá Paulista".

"Gente da Cidade" - Jornal "O Estafeta"
Piquete, SP - Setembro de 2006
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Francisco de Paula Vicente de Azevedo, Barão de Bocaina's Timeline

1856
October 8, 1856
Lorena, Lorena, São Paulo, São Paulo, Brazil
1938
October 17, 1938
Age 82
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