Friedrich Wilhelm von Hoonholtz

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Friedrich Wilhelm von Hoonholtz

Also Known As: "Friedrich Wilhelm von Hohnhorst"
Birthdate:
Birthplace: Prússia
Death: Died in Itaguaí, Rio de Janeiro, Brazil
Immediate Family:

Husband of Johanne Cristine van Engel Alt
Father of Carlos Guilherme von Hoonholtz; José Paulino von Hoonholtz; Guilhermina Eulália von Hoonholtz; Frederico José von Hoonholtz and Antônio Luís von Hoonholtz, Barão de Tefé

Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About Friedrich Wilhelm von Hoonholtz

Frederico Guilherme von Hoonholtz (em alemão: Friedrich Wilhelm von Hoonholtz; Prússia, c. 1795 - Itaguaí, 31 de dezembro de 1837), foi um nobre, militar e engenheiro prussiano que mudou-se para o Império do Brasil.

Um dos seus primos foi o barão von Schneeburg, que também se mudaria para o Brasil, mas este posteriormente retornaria à Europa.

Biografia

Estudava engenharia na Universidade de Leipzig, quando teve que abandonar o curso para participar das Guerras Napoleônicas, tendo participado das batalhas de Leipzig e Waterloo, na patente de capitão. Durante a guerra, em 1813, seu pai faleceu e o castelo da família foi destruído. Terminada a guerra, retornou aos estudos de engenharia e se graduou. Foi recrutado pelo major Schäffer para vir ao Brasil como mercenário a serviço de D. Pedro I, transferindo-se para o recém-proclamado Império do Brasil em 1824, no posto de alferes.

No navio que o transportava conheceu a jovem Johanne Cristine van Engel Alt, bisneta do almirante batavo van Engel, que vinha ao Brasil acompanhada de seu meio-irmão e de seu pai, o médico Dr. Peter Alt, recrutado como cirurgião no 27.º Batalhão de Caçadores, do Corpo de Estrangeiros, mesmo regimento no qual Frederico Guilherme von Hoonholtz estava alistado. Três meses depois de chegarem ao Rio de Janeiro, casaram-se na capela do 27.º Batalhão de Caçadores.

Como militar, participou da Guerra da Cisplatina (1825-1828), com o 27.º Batalhão de Caçadores, sendo parte do Estado-Maior do Exército, juntamente a seu sogro, o Dr. Peter Alt. Foi ferido por lança e sofreu inúmeras queimaduras no incêndio do campo da batalha do Passo do Rosário, em 20 de fevereiro de 1827.

Desmobilizado depois de mais de três anos de serviço militar no Exército Brasileiro, volta ao Rio de Janeiro com a família. Em julho de 1830, enquanto cavalgava na praia do Botafogo em direção ao morro do Pasmado, encontra D. Pedro I, que também cavalgava acompanhado de dois oficiais. O então imperador do Brasil saía do Forte da Praia Vermelha e, após algumas conversas, convida-o para visitar a Fazenda Imperial de Santa Cruz. Em seguida, propõe a Frederico Guilherme que coordene a instalação de amplos quartéis para cerca de dez mil homens na região, tirando o grosso do exército do centro urbano da Corte brasileira, de forma que as tropas passariam a permanecer sob controles mais eficazes do imperador. Para realizar o seu projeto, von Hoonholtz muda-se para Itaguaí, onde se fixou com a família perto da região conhecida como Sítio da Grimaneza, considerada a região mais bonita de Itaguaí. Porém, o projeto, que já estava em andamento, é cancelado com a abdicação de Dom Pedro I e seu retorno à Portugal.

Frederico Guilherme von Hoonholtz se dedica então ao comércio de café e transporte de mercadorias,4 construindo juntamente com Antônio Vicente Danemberg o primeiro porto marítimo de Itaguaí e um canal de escoamento de produtos primários e mercadorias. Em 1837, retorna de uma viagem de negócios ao Rio de Janeiro com febre forte, falecendo poucos dias depois.

Após sua morte, a dragagem do canal de Itaguaí é concedida a um concorrente, o empresário e político Francisco José Cardoso, o que leva a família von Hoonholtz a se desfazer de suas propriedades e mudar-se, novamente, para o Rio.

A condessa D. Joana Cristina posteriormente se mudaria para Paris, França, junto a seu filho, barão de Tefé, a nora, baronesa Maria Luísa Dodsworth von Hoonholtz, e os netos que eram filhos do barão, residindo à Avenue Kleber, no refinado 16.º arrondissement. D. Joana Cristina viria a falecer na capital francesa, em 1889.

Descendência

O casal von Hoonholtz teve os seguintes filhos:

  • Carlos Guilherme von Hoonholtz – foi o primogênito, nasceu em Porto Alegre em 19 de dezembro de 1826.10 Faleceu na Amazônia, em 1874, contaminado por beribéri, durante expedição junto com seu irmão Antônio Luís, que buscava a nascente do Rio Javari, expedição da qual era o agrimensor.
  • José Paulino von Hoonholtz, o Juca – nasceu em São Gabriel, em 11 de abril de 1828.4 Estabeleceu-se em Manaus, onde era deputado provincial do Amazonas em 1871. Posteriormente, mudou-se para Santo Ângelo, onde manteve um cinema, assim como sua sobrinha Nair de Teffé von Hoonholtz, proprietária do antigo Cinema Rian, no Rio de Janeiro. Foi avô do político e jurista Darcy von Hoonholtz, deputado estadual à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
  • Guilhermina Eulália von Hoonholtz - nasceu em Desterro em 12 de fevereiro de 1830.4
  • Frederico José von Hoonholtz, o Fritz - nasceu em Itaguaí em 14 de abril de 1832.4
  • Antônio Luís von Hoonholtz, o Bubchen – nasceu em Itaguaí em 9 de maio de 1837. Herói da Guerra do Paraguai, foi almirante da marinha brasileira, diplomata e veador da última imperatriz do Brasil, tendo recebido do Império o título nobiliárquico de barão de Tefé com honras de grandeza. Casou-se com Maria Luísa Dodsworth, irmã do 2.° barão de Javari1 e tia da condessa de Frontin, D. Maria Leocádia Dodsworth de Frontin, esposa do conde Paulo de Frontin. Foi pai de Nair de Tefé von Hoonholtz, de Oscar de Tefé von Hoonholtz, de Álvaro de Tefé von Hoonholtz e de Otávio de Tefé von Hoonholtz, além de avô de Manuel de Tefé von Hoonholtz e bisavô de Anthony Steffen.

Título nobiliárquico de conde von Hoonholtz

Em algumas obras brasileiras Frederico Guilherme von Hoonholtz é citado como conde, na maioria das vezes sem muitas explicações com relação à origem do título; outras obras brasileiras não mencionam o título. No livro Barão de Teffé, militar e cientista, biografia do Almirante Antônio Luís von Hoonholtz, a obra brasileira mais completa sobre Friedrich Wilhelm von Hoonholtz pois dedica um capítulo inteiro ao biografado, não há menção ao título nobiliárquico, mas ao fato de Frederico Guilherme pertencer à uma família nobre, que fazia parte da aristocracia prussiana e da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos.

Na mesma obra, Barão de Teffé, militar e cientista, biografia do Almirante Antônio Luís von Hoonholtz, é mencionado que nos documentos compulsados durante a pesquisa, por vezes o sobrenome de Frederico Guilherme é mencionado como von Hohnhorst, e não von Hoonholtz.35 Frederico Guilherme é mencionado com o mesmo sobrenome - von Hohnhorst - pelo seu companheiro de viagem as terras brasileiras, Carl Schlichthorst.

Von Hohnhorst é uma antiga família nobre alemã da Baixa Saxônia, remontando ao século XIII. No atual estado alemão da Baixa Saxônia, há um cidade de nome Hohnhorst.

Fonte: WP

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Friedrich Wilhelm von Hoonholtz's Timeline

1795
1795
Prússia
1826
December 19, 1826
Age 31
Porto Alegre, State of Rio Grande do Sul, Brazil
1828
April 11, 1828
Age 33
São Gabriel, Rio Grande do Sul, Brazil
1830
February 12, 1830
Age 35
Florianópolis, State of Santa Catarina, Brazil
1832
April 14, 1832
Age 37
Itaguaí, Rio de Janeiro, Brazil
1837
May 9, 1837
Age 42
Itaguaí, Rio de Janeiro, Brazil
December 31, 1837
Age 42
Itaguaí, Rio de Janeiro, Brazil
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