Jerônima de Mesquita (1880 - 1972)

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Birthdate:
Birthplace: Leopoldina, Minas Gerais, Brazil
Death: Died in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Cause of death: acidente vascular cerebral e cardiopatia hipertensiva
Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About Jerônima de Mesquita

Nasce no dia 30 de abril de 1880 na sede da fazenda Paraíso, situada à margem direita do rio Pirapetinga e distante onze quilômetros e meio do centro da cidade de Leopoldina (MG), município ao qual pertence. Antes do falecimento do pai em 23/09/1895, sua família alternava residência anualmente entre a Rua Haddock Lobo, 176, Tijuca, Rio de Janeiro – então Capital Federal – e a referida fazenda Paraíso, provavelmente em viagens de trem pela então "Companhia Estrada de Ferro Leopoldina" e por charrete. Ou seja: viagem de trem da gare da Quinta da Boa Vista até a gare de Providência, em Minas Gerais (280,250km) e depois por charretes para a fazenda Paraíso (13,600km), e vice-versa. A apenas 1,530km da estação ferroviária de Providência ficava a sede antiga da fazenda Trimonte (já demolida), da viúva Maria Rosa de Siqueira Domingues, prima da segunda baronesa de Bonfim – Maria José de Siqueira Mesquita, mãe da Jerônima.

Jerônima se casa na cidade do Rio de Janeiro, com seu primo Manoel Miguel Mesquita, no dia 10/11/1896, 1 ano, 1 mês e 18 dias após o falecimento do seu pai. E o casal passa a residir na Rua Conde de Bonfim, 133 – Tijuca. Em 16/08/1897, nasce Mário Mesquita, seu filho único. Todavia, seu casamento não dá certo e eles então resolvem se separar amigavelmente. Em 11/01/1900, após 3 anos, 2 meses e 1 dia de casados, é decretada a separação consensual deles – separação então denominada “divórcio” – e que no dia 16/08/1900 é confirmada pela Corte de Apelação. Com a separação, Mário Mesquita, então com 2 anos, 4 meses e 26 dias de vida, fica sob a guarda da mãe. Depois de algum tempo, Jerônima Mesquita passa a morar na Europa, principalmente na França e Suíça. Em 1914 na França, Jerônima Mesquita traduziu do "Éclaireurs de France" para o idioma português, o código e promessa do Escotismo, assim como diversos textos de Robert Stephenson Smyth Baden Powell (Londres – Inglaterra, 22/02/1857 – Quênia, 08/01/1941), seu criador no ano de 1907. Depois mandou imprimir por conta própria alguns milhares de folhetos com os preciosos ensinamentos e os remeteu para o doutor Ascânio Cerqueira, na cidade de São Paulo, incentivando-o a fundar na Cidade uma associação do Escotismo, tão necessária para a formação de bons cidadãos. Entretanto é bom registrarmos que embora o Escotismo já houvesse sido trazido para o Brasil pelo suboficial Amélio Azevedo Marques e outros praças da gloriosa Marinha Brasileira que se encontravam na Inglaterra e de terem fundado oficialmente no dia 14/06/1910, na cidade do Rio de Janeiro, o "Centro de Boys Scouts do Brasil", foi constatado que em 1914 esta entidade já não existia mais. Entrementes, o doutor Ascânio Cerqueira, em poucos meses, conseguiu grande apoio da sociedade paulistana e foi então, criada em 29/11/1914 a “ABE – Associação Brasileira de Escoteiros”, tendo como um de seus fundadores e primeiro diretor o próprio doutor Ascânio Cerqueira. A partir daí, pelo fácil entendimento do Escotismo vertido para o idioma português, o sucesso foi notável e ele rapidamente foi se espalhando pelo Brasil. Assim, já nos idos de 11/06/1917, o presidente Wenceslau Braz Pereira Gomes sancionou o Decreto do Poder Legislativo de nº 3.297, que no seu Artigo 1º, diz: “São considerados de utilidade pública, para todos os efeitos, as associações brasileiras de escoteiros com sede no país.” No início da década de 1920, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais – na própria terra natal de Jerônima Mesquita – já havia sido criada também uma associação de escoteiros, muito bem organizada por sinal, como se pode deduzir pela fotografia da corporação mostrada abaixo. Jerônima Mesquita por sua preciosa colaboração à causa do escotismo e pela vida repleta de boas ações foi condecorada com o honroso “Tapir de Prata”, pelos Escoteiros do Brasil.

Jerônima Mesquita prestou relevantes serviços, como voluntária, na Cruz Vermelha Francesa durante a Primeira Grande Guerra Mundial; passando a trabalhar depois na Cruz Vermelha Suíça. Já no Brasil, Jerônima Mesquita, por decreto do dia 25/01/1917, dá a emancipação ao filho único Mário Mesquita, que contava então 19 anos, 5 meses e 9 dias de idade. Jerônima Mesquita tinha 1,65m de estatura, cabelos pretos e olhos castanhos. Aos 37 anos de idade, embarca no navio Vestris do porto do Rio de Janeiro com destino a Nova Iorque, onde desembarca em 16/05/1917 e segue para a residência do senhor Álvaro Gil de Almeida, em Somerville, no Estado de Massachusetts, onde se hospeda durante sua estadia nos Estados Unidos da América para tratar de assuntos referentes aos estudos do filho. No dia 24/04/1919, seu filho Mário Mesquita, 1,75m de estatura, olhos e cabelos pretos, em viagem pelo navio Vauban, desembarca em Nova Iorque nos Estados Unidos da América e se dirige para a cidade de Hanover, no Estado de New Hampshire, onde estava matriculado para curso de Medicina no Dartmouth College (famoso estabelecimento fundado em 1769). Em 1920 visita a mãe no Rio de Janeiro e no dia 27/09/1920, retorna aos Estados Unidos pelo navio Callao. Participa da equipe de futebol masculino (soccer man) do colégio e em 1921 passa a desempenhar a função de capitão do time. Em 1923, após visitar a mãe, retorna em 12/06/1923, pelo navio Vandick. Sua residência era em Hanover, New Hampshire. Após se formar como médico hemoterapeuta volta para o Brasil e se casa com a doutora Vera Leite Ribeiro. Doutor Mário Mesquita foi chefe do IFF – Instituto Fernandes Figueira, vinculado ao Departamento Nacional da Criança do Ministério da Saúde. Jerônima Mesquita foi fundadora do Movimento Bandeirante do Brasil, no dia 30/05/1919 – ao lado do professor Jônatas Serrano – e que na data de 13/08/1919, houve a realização solene da promessa das onze primeiras “Girl Guides Brasileiras”, traduzida fielmente do Código da "Girl-Guide Association", organização que também fora criada na Inglaterra por Robert Stephenson Smyth Baden Powell, tais como: lealdade a Deus e à Pátria, ajuda ao próximo em todas as ocasiões e obediência ao código bandeirante. Os mandamentos do Código, são: 1) O sentimento de honra da bandeirante é sagrado e sua palavra merece toda confiança. 2) A bandeirante é leal e sincera. 3) A bandeirante ajuda o próximo em todas as ocasiões. 4) A bandeirante estima todos e é irmã para as outras bandeirantes. 5) A bandeirante é cortês e delicada. 6) A bandeirante vê Deus na Criação, protege as plantas e os animais. 7) A bandeirante obedece as ordens. 8) A bandeirante enfrenta alegremente todas as dificuldades. 9) A bandeirante é econômica. 10) A bandeirante é pura em pensamento, palavras e ações. A corporação pouco tempo depois teve o seu nome mudado para “Bandeirantes”, atual “FBB – Federação das Bandeirantes do Brasil.” Jerônima Mesquita foi condecorada pela Entidade, com a “Estrela de Honra”. Foi fundadora e participante da associação Damas da Cruz Verde cuja finalidade era combater diversas doenças graves que grassavam no Brasil no primeiro quartel do século XX. Jerônima Mesquita, de coração piedoso, percebendo o desamparo em que se encontravam um grande número de gestantes pobres em nosso país e abandonadas à própria sorte, reuniu pessoas influentes e amantes da assistência social, incentivando-as, para juntas criarem a Pró-Matre na cidade do Rio de Janeiro, entidade que até hoje continua prestando serviços em muitas cidades do país. Em 1932, Jerônima Mesquita, que já era sufragista, foi pioneira ao lado da senhora Bertha Maria Júlia Lutz (São Paulo, 02/08/1894 – Rio de Janeiro, 16/09/1976), na vitoriosa luta para que todas as mulheres acima dos 18 anos de idade pudessem também votar.

Participou no Brasil da associação dos “Pequenos Jornaleiros”, organização que dava assistência a crianças órfãs e carentes. Em 1947, Jerônima Mesquita ao lado de um grupo de mulheres dinâmicas e resolutas, fundou o CNMB – Conselho Nacional da Mulher do Brasil. O Dia da Mulher Brasileira foi instituído pela Lei número 6.791, de 09/06/1980, que foi sancionada pelo presidente João Batista de Oliveira Figueiredo. A data escolhida foi o dia 30 de abril, em homenagem à data do seu nascimento ocorrida no ano de 1880 e coincidentemente no ano do primeiro centenário do seu nascimento. Não podemos deixar de registrar que na América do Sul surgiram também mulheres que lutaram muito pelos seus espaços, tendo para isto que transpor pesadas barreiras para obtê-los. Principalmente na República Argentina: a começar pela doutora Cecília Grierson (22/11/1859–10/04/1934), médica ginecologista, formada pela “Facultad de Ciencias Medicas de la Universidad de Buenos Aires”, que graduando-se no dia 02/07/1889, tornou-se a primeira médica da América do Sul. Outra mulher que também muito batalhou foi Alvina Van Praet Sala, que liderando muitas colegas, fundou em 25/09/1900, o “Consejo Nacional de la Mujer” da República Argentina, que passou a presidir; Alvina Van Praet Sala nascera em Buenos Aires no ano de 1849, conforme consta no censo argentino de 1895.

Fonte: http://luizfernandohissedecastro.blogspot.com.br/2010/02/jeronima-mesquita_19.html

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Jerônima de Mesquita's Timeline

1880
April 30, 1880
Leopoldina, Minas Gerais, Brazil
1897
August 16, 1897
Age 17
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
1972
December 11, 1972
Age 92
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
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