João de Menezes, 1º conde de Tarouca

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About João de Menezes, 1º conde de Tarouca

Filho de D. Duarte de Meneses, 2° conde de Viana do Minho e de Isabel de Castro, filha de Fernando de Castro, governador da Casa do Infante D. Henrique.

D. João de Meneses, O Trigo (c. 1460 - 12 de julho de 1522) foi Prior do Crato, 1° Conde de Tarouca, Comendador de Sesimbra (Ordem de Santiago), Alferes-mor e Mordomo-mor de D. Manuel I, Mordomo-mor de D. João III, Capitão de Arzila e de Tânger.

Casou com Joana de Vilhena, e foi pai de D. Duarte, capitão de Tânger, e governador da Índia, e de D. Henrique, que também governou Tânger.

Irmão de Henrique de Meneses, 3° conde de Viana do Minho, 1° conde de Valença, 1° conde de Loulé, alferes-mor de D. Afonso V, 2° capitão de Alcácer e capitão de Arzila ; de D. Garcia de Meneses, bispo da Guarda e Évora, capitão-mor de uma armada contra o turco, que morreu na cisterna do castelo de Palmela; e D. Fernando de Meneses o narizes, fronteiro de Arzila.

Fidalgo culto e letrado, rico de teres e haveres, relevo do orgulho pátrio, filho de D. Duarte de Menezes, 3.º Conde de Viana do Alentejo e 2.º Conde de Viana da Foz do Lima. Foi capitão de Arzila (1481), governador de Tânger (1486), comendador de Sesimbra, governador da Casa do Príncipe (1489), mordomo-mor da Casa Real (1492), 1.º Conde de Tarouca (1499), Prior do Crato, (1508), conselheiro do Conselho de El-Rei (1509), e alferes-mor do Reino (1521).

Arzila 27 de Fevereiro de 1480, recebe de D. Afonso V carta de Mandado de Entrega da vila e castelo de Arzila, tal como os tinha Lopo de Azevedo, capitão, tornando-se capitão-mor. Em 27 de Abril de 1481, é nomeado por carta de mercê, capitão e regedor em solido, de Arzila e seus termos, sucedendo a seu irmão Henrique de Meneses.

Capitão de Tânger Em 6 de Outubro de 1486, carta del rei dando atribuição oficial da capitania (capitão, regedor e governador) de Tânger. Já vinha dito em 28 de Agosto, noutra carta, para Álvaro de Faria. Governaria uma primeira vez até 1489, mas parece entretanto que seu governo de Tânger seja a maior parte do tempo simplesmente honorífico, já que nos documentos, e notavelmente na História de Tânger durante la dominacion portuguesa, de D. Fernando de Menezes[1] , não aparece nesses anos. O capitão de facto, de Tânger, a partir de 1487 sendo provavelmente Fernão Martins Mascarenhas, Comendador de Aljustrel, de cujos feitos "tampouco encontramos particulares noticias"; sucedendo a este, segundo o mesmo D. Fernando de Menezes, Manuel Pessanha, "de cujos sucessos temos que dizer que correram a mesma sorte..."

Em Novembro de 1497 D. João, acompanha D. Manuel I na viagem de Castelo de Vide até Valença de Alcantara, para ir buscar a sua noiva, a infanta D. Isabel. Em Março de 1498, acompanha o rei D. Manuel e a rainha D. Maria a Castela, a convite de D. Fernando e D. Isabel, Reis Católicos de Espanha

Pela sua ausência, foi substituído no governo da cidade de Tânger em 9 de Junho de 1489, por Lopo Vaz de Azevedo. Apesar disso, em 15 de Dezembro de 1489 aínda é nomeado capitão e governador de Tânger e Almirante [2] .

Veneza

"Em 1499-1500, a república veneziana encontrava-se a braços com outro problema, sendo que o primeiro é a descoberta da Índia por Vasco da Gama ] premente, para o qual, chegou a solicitar a ajuda portuguesa: tratava-se de montar uma força cristã para resistir às forças navais otomanas do sultão Bayezid II (r. 1481-1512), que andavam a atacar as possessões venezianas do Adriático e do Egeu. O embaixador veneziano em Espanha (Domenico Pisani) foi enviado à corte de D. Manuel em Janeiro de 1501, para solicitar a ajuda naval portuguesa.(...) [D. Manuel] afirmou a sua própria vontade em ajudar na guerra contra os otomanos (...). Por fim, preparou-se uma frota de trinta e cinco caravelas sob o comando de D. João de Meneses, conde de Tarouca. " A 15 de Junho de 1501, D. João de Meneses comanda essa armada para socorrer os venezianos, contra o Turco. Em fins de Julho "dia de São Jacó", faz-se uma surtida naval mal orientada contra o forte marroquino de Mers el-Quebir, como parte das diligências dessa frota. "Foram escorraçados no meio de grandes perdas e afronta, e perdemos aí muitos cristãos "

D. João tornou porém a ser provido na capitania de Tânger, de propriedade por carta de 18 de Janeiro de 1501[5] , quando vagou pela exoneração dada ao almirante Lopo Vaz de Azevedo. Parece, segundo D. Fernando de Menezes[1] , que deixou essa capitania algum tempo a seu filho D. Henrique, a quem sucedeu Rodrigo de Castro, o de Monsanto, cujos feitos, Pedro de Mariz[6] situa entre 1501 e 1503. Será pois aproximadamente a partir de 1504 que D. João de Meneses, ocupará efectivamente o posto.

Deixou a capitania de Tânger a seu filho D. Duarte em 1508, que já governava em seu nome desde 1507

Conde de Tarouca

É feito primeiro conde de Tarouca em 24 de Abril de 1499, por carta de D. Manuel I, Almirante de Portugal, por carta de 9 de Junho de 1489 é nomeado governador da casa do príncipe, servindo também junto a ele os ofícios de mordomo mor, vedor da fazenda, e escrivão da puridade.

Depois de viúvo foi ele nomeado prior do Crato por bula de 15 de Junho de 1508, que só chegou a Portugal a 11 de Dezembro. Finalmente, nos últimos tempos da sua longa vida, foi feito alferes mor, por carta de 31 de Maio de 1521. O conde prior mordomo mor, como geralmente é nomeado, ainda tomou parte na cerimónia do auto de levantamento de D. João III a 19 de Dezembro de 1521; porém no ano seguinte morreu, em 12 de julho de 1522.

Fontes: Brasões da sala de Sintra, de Anselmo Braamcamp Freire, (2a edição), Coimbra, imprensa da Universidade, 1921.

in, https://www.wikiwand.com/pt/Jo%C3%A3o_de_Meneses,_1.%C2%B0_Conde_de_Tarouca

ver também a sucessão dos títulos Tarouca e Penalva, in, https://www.wikiwand.com/pt/Conde_de_Tarouca