Joaquim Vicente dos Reis (c.1747 - 1813)

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Birthplace: Freguesia de Santa Caterina do Monte Synai , Lisboa, Portugal
Death: Died in Brazil
Managed by: Nivea Nunes Dias
Last Updated:

About Joaquim Vicente dos Reis

De Solar do Colégio a Arquivo Público Solar do Colégio

Traçar-lhe o perfil arquitetônico é reviver os períodos coloniais. É rememorar intensamente a existência dos religiosos que o erigiram, mestrando artífices indígenas, quando ainda em toda a redondeza os insubmissos goitacás começavam a tartamudear a língua portuguesa. Ciclo Jesuíta É denominado “Solar do Colégio” porque o estabelecimento era sede de uma grande fazenda que pertencia ao Colégio Jesuíta (Colégio de Santo Inácio) da Cidade do Rio de Janeiro. A passagem dos Jesuítas para a antiga Capitania de São Tomé (mais tarde Capitania da Paraíba do Sul) e seu êxito na tarefa de pacificação dos índios, torna essa região, até então esquecida, famosa entre os habitantes do Rio de Janeiro. E como era uma região rica em campinas nativas, propícias à criação de gado, nasce a cobiça pela terra goytacá. A Capitania voltou ao domínio da Coroa Portuguesa em 1619. Como estava abandonada, 7 (sete) colonos requerem, em 1627, as terras situadas entre os rios Macaé e o Cabo de São Tomé. Esses colonos ficaram conhecidos como os “Sete Capitães”, sendo a maioria deles senhores de engenho na cidade do Rio de Janeiro e arredores. E haviam prestado serviços de guerra à Coroa Portuguesa nas lutas contra os franceses e seus aliados indígenas em fins do século XVI. Os jesuítas tornaram-se oficialmente proprietários de terras na Capitania, em 1648 quando as terras foram redivididas pelo Governador da Cidade do Rio de Janeiro, General Salvador Corrêa de Sá e Benevides. A área total destinada aos Jesuítas nesta época, a Fazenda Nossa Senhora da Conceição e Santo Inácio, possuía cerca de 26km2 de extensão. Situava-se na área compreendida entre o Rio Paraíba e a Lagoa Feia indo até o mar, na Barra do Furado, o melhor porto natural da região. A construção da sede se deu entre 1650 e 1690, de acordo com registros em livros da Ordem. O Solar do Colégio foi construído em local privilegiado, constitui o centro geográfico de uma planície e apresenta uma elevação em relação aos arredores, protegido dos brejos na época das chuvas. A fachada principal está voltada para leste propiciando boa ventilação natural e recebe os raios solares matinais, é composta por: solar, torre e capela, formando um só corpo linear. Todo o conjunto apresenta telhado em duas águas, apresentando o beiral tipo “beira-seveira”. Sob a administração dos Jesuítas, pelos vastos capinzais, nasciam manadas numerosas. Foram também os padres os mais importantes na limpeza e abertura de canais, rios e valas saneadoras. A 07 de outubro de 1730 o Colégio foi cenário de pomposas festividades, chegara do Rio o ouvidor-geral, Dr. Manoel da Costa Mimoso, dentre as festividades, as mais notáveis foram as grandiosas Cavalhadas, corridas num protocolo estritamente rigoroso, nenhuma as igualou até hoje, na planície de afamados cavaleiros. Quando os Jesuítas foram expulsos de Portugal e suas colônias em 1759, a Fazenda contava com 1.435 escravos, 9.000 cabeças de gado vacum e 1.000 cavalar. Sua extensão territorial havia sido consideravelmente aumentada devido a aquisições e doações. Ciclo dos Fidalgos Em 1781, a Fazenda de Nossa Senhora da Conceição e Santo Inácio foi vendida pelo fisco (em leilão) a Joaquim Vicente dos Reis e seus sócios João Francisco Vianna e Manuel José de Carvalho, pela quantia de 187 contos 953 mil réis. Por falecimento de seus sócios, Joaquim Vicente dos Reis tornou-se único proprietário da Fazenda. Ele era coronel da Milícia, Cavaleiro da Ordem de Santiago da Espada e Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo. O Colégio era a maior fazenda da Baixada. Homem de grande visão, soube desenvolver consideravelmente a sua propriedade, era caritativo, ampliou e completou a antiga Fazenda Jesuíta, entre benemerências outras, edifica na fazenda um hospital para a pobreza de Campos, ali mantendo cirurgiões e enfermeiros à sua custa. Faleceu em 09 de abril de 1813. Por volta do ano de 1819, o viajante Auguste Saint Hillaire (autor de “Viagem pelo distrito dos diamantes e do litoral do Brasil”) fez curiosa descrição, onde relata o tamanho da propriedade (9 léguas quadradas) estendendo-se até o Rio Macaé. Sobre a habitação, cita que era dividida pela igreja em duas partes, uma destinada à família e a outra com engenho de açúcar e habitação para escravos com 360 passos de comprimento por 250 de largura. Cita ainda uma olaria e um edifício inteiramente isolado onde tratavam dos doentes. O coronel Sebastião Gomes Barroso, genro e herdeiro de Joaquim Vicente dos Reis era o proprietário da Fazenda do Colégio por ocasião da visita de Saint Hilaire. Por seu falecimento, a propriedade coube a seu filho, Tenente-Coronel Francisco de Paula Barroso, que era Cavaleiro da Ordem de Cristo e Oficial da Ordem da Rosa, agraciado com o título por D. Pedro II, que em 14 de julho de 1875, visitou a fazenda, seguido da Imperatriz, do Conde D’Eu e de comitiva. Entra no Colégio, passando sob uma rua de trezentos metros de palmeiras e de arcarias embandeiradas. Nesse dia, o velho órgão musicou ainda sob as mãos do Professor Filipe Claudel. Das janelas do Solar, o Imperador não se cansava de enaltecer o panorama. Com a administração do Coronel Francisco de Paula Barroso, a propriedade adquiriu características de avançada usina de açúcar. Manteve o hospital com médicos, prestando assistência ao pessoal da Fazenda e das vizinhanças. Com sua morte, em 1892, por haver muitos herdeiros, tem início o processo de desagregação econômico-financeira da Fazenda do Colégio. O último ocupante do Solar foi João Baptista Vianna Barroso, neto do coronel Francisco de Paula Barroso. Nasceu no Solar no dia 04 de setembro de 1880, permanecendo entre suas paredes até quando veio a falecer nos idos de 1970. No frontão da igreja, há duas datas, 1803 e 1934, são relativas às reformas porque passou. Em 1926 uma tempestade destruiu o coro e o órgão. Em seu interior estão sepultados membros da família Barroso e a heroína campista Benta Pereira, contam tradições que é sob o altar do Espírito Santo.