José da Silva de Oliveira Rolim, Padre (c.1747 - 1835)

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Birthdate:
Birthplace: Arraial do Tijuco, Diamantina, Minas gerais, Brasil
Death: Died
Managed by: Nivea Nunes Dias
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About José da Silva de Oliveira Rolim, Padre

COSTA ROLIM

          O capitão mor José da Costa Rolim nasceu na freguesia da Sé da cidade de Évora (Portugal) e foi casado com Josefa Joaquina de Araújo, da freguesia de N. Sra. da Vitória de Sergipe del Rei (SE).
          Pais de:

1.1 Ana Joaquina da Rosa, natural de Sergipe e casada com o sargento mor José da Silva de Oliveira, da freguesia de São Tiago de Oliveira, arcebispado de Braga (Portugal), filho de Domingos da Silva e Domingas da Cruz de Oliveira.

          Ele foi Familiar do Santo Ofício. Eram moradores no arraial do Tijuco.
          O distinto casal deixou:

2.1 José da Silva de Oliveira Rolim, batizado a 29 de dezembro de 1747 ba capela de Santo Antônio do Tijuco, freguesia de N. Sra. da Conceição da vila do Príncipe, comarca de Serro Frio (MG). Foi habilitado em 1763 para seguir carreira religiosa. 2.2 Plácido da Silva de Oliveira, nascido a 27 de novembro de 1748 e batizado no dia 30 de dezembro na capela do Tijuco. 2.3 Alberto da Silva de Oliveira. 2.4 pe. dr. Carlos José da Silva de Oliveira, batizado na capela do Tijuco a 12 de janeiro de 1750.

http://www.marcopolo.pro.br/genealogia/paginas/semg_letraC.htm

Biografia José da Silva e Oliveira Rolim (Arraial do Tijuco, 1747 – Vila de Diamantina, 21 de dezembro de1835), foi um dos conspiradores da Inconfidência Mineira. Primogênito de José da Silva e Oliveira Rolim, brasileiro, sargento mór e primeiro caixa administrador da Junta Administrativa da Intendência dos Diamantes e de dona Anna Joaquina da Roza, com os irmãos (pela ordem) Carlos da Silva e Oliveira Rolim (padre e bacharel), Plácido da Silva e Oliveira Rolim (bacharel) e Alberto da Silva e Oliveira Rolim (caçula 6 anos mais novo). Seu pai criou e alforriou uma mulata, de nome Francisca, que usou seu sobrenome (Silva). Foi amaziado com Quitéria Rita, 11ª filha daquela mulata, conhecida como Chica da Silva, e do antigo contratador João Fernandes de Oliveira, e com ela teve 4 filhos (relacionados em seu testamento): Thadeo José da Silva, Domingos José Augusto, Maria Vicência da Silva e Oliveira e Maria da Silva dos Prazeres (recolhida – freira no Macaúbas). Envolvido em negócios ilegais e sem dívidas com a Coroa, é considerado o mais rico participante da Inconfidência. Estas práticas ilegais (notadamente contra a Coroa Portuguesa) eram comuns na Demarcação Diamantina, mesmo sob as rígidas leis do Regimento Diamantino (conhecido como Livro da Capa Verde). Era contrabandista de diamantes e traficante de escravos (para as extrações); aproveitando-se da posição social do pai estava praticamente imune às denúncias (mas não às condenações), era também agiota (segundo os Autos de Devassa tinha “créditos a receber”, no valor de mais de 2:500$000). Bom cavaleiro e atirador, dizia-se que havia matado alguns desafetos e inimigos. Procurou a carreira eclesiástica para se ver livre de um processo criminal, como testemunhou Joaquim Silvério dos Reis. Tornou-se padre, diz-se, por conta de problemas com mulheres casadas, não pertencendo a nenhuma ordem religiosa regular (padre secular). Estudou no Seminário Menor de Mariana (juntamente com seu irmão Plácido) onde teve como professor o cônego Luis Vieira da Silva (futuro conjurado) e depois no Seminário Maior, em São Paulo. Seu envolvimento com mulheres levou o governador da Capitania de São Paulo (Lobo de Saldanha) a tentar expulsá-lo, mas foi foi acobertado pelo bispo D. Manoel da Ressureição, até sua ordenação (Documentos interessantes para a história e costumes de São Paulo – Arquivo do Estado, ed. Salesiana, 1903 – data inicial: 8 de março de 1780). Isto mostra que os religiosos eram praticamente regidos por uma legislação e jurisdição à parte do poder dos representantes da Coroa. Os processos nos Autos de Devassa também eram separados. Em 1786, acompanhado de seu irmão, o advogado Plácido, invadiu os aposentos e destruiu documentos do desembargador Antonio Diniz da Cruz e Silva, enviado de Lisboa para investigar autoridades portuguesas (da Coroa); descoberta a autoria, foram expulsos da Capitania, em 27 de junho daquele ano, por ordem do Governador Luís da Cunha Menezes; tiveram 11 dias para deixar Minas Gerais, mas só partiram em agosto, chegando a Bahia em dezembro. As autoridades investigadas foram declaradas inocentes. Menos de um ano depois, os irmãos retornaram ao Tijuco, sendo que o padre ficou escondido cerca de dez meses na Fazenda das Almas (de seu pai, em Itambé do Mato Dentro); seu irmão ficou no arraial mas só saia à noite. Em janeiro de 1788, o padre Rolim foi para o Rio de Janeiro, passando antes por Vila Rica; chegou ao litoral em março, onde conheceu Tiradentes e José Álvares Maciel, que acabara de chegar de Coimbra... conversaram “inconfidências”. Rolim chegou à Vila Rica (vindo do Rio de Janeiro) na mesma época (2º semestre de 1788) que o novo governador D. Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro – Visconde de Barbacena, lá ficando por cerca de 6 meses. Retornou ao Tijuco, em 21 de fevereiro de 1789, para organizar a revolta. A primeira denúncia (de Joaquim Silvério dos Reis) foi em 15 de março daquele ano; a ela se seguiram mais dez (de pessoas diferentes) entre os dias 15 de abril e 30 de junho. A prisão de Tiradentes ocorreu no Rio de Janeiro, em 7 de maio. A ordem de prisão do padre Rolim chegou no dia 28 de maio, à hora do Angelus (18:00h), trazida pelo tenente Fernando de Vasconcelos Parada e Souza, que deu buscas em “suas casas”, mas ele já havia fugido. É quase certeza que ainda estivesse no arraial, escondido nas casas de amigos poderosos, onde os soldados não poderiam dar busca senão com uma Ordem Régia; para não despertar suspeitas se deslocava de uma para a outra à noite, protegido pela escuridão. Para substituir o capitão Manuel Brandão foi designado pelo Governador o tenente Antonio José Dias Coelho, tido como violento, cruel e eficiente. Possivelmente para preservar os amigos de achaques daquele tenente, fugiu finalmente do Tijuco, em direção a Fazenda das Almas, vestido de soldado (dragão) da Cavalaria e com uma peruca, no dia 12 de junho, mas não, como dizem alguns, junto à tropa que acompanhava o capitão Manuel Brandão para Vila Rica (onde prestaria contas ao Governador pela fuga de Rolim). Nesta escapada estava em companhia do cabo (dos Pedestres da Extração) Manuel da Fonseca Mendonça (ou Fernandes?), homem de confiança do Intendente. Note-se que apesar das ordens de prisão, a devassa contra os conjurados em Vila Rica só se efetivaria naquele mesmo 12 de junho. Por causa destas fugas, há um retrato falado (anexo a carta do Governador, de 15 de julho de 1789, para o ministro Melo e Castro): É de estatura alta ou mais que ordinária, magro e muito direito. Tem o rosto comprido, claro tirando a macilento, seco, com um sinal de golpe ou cicatriz em uma das faces (que parece ser a direita), e feio. A testa alta, os olhos pardos com sobrancelhas alguma coisa arqueadas, nariz mediano e algum tanto arrebitado; beiços grossos e a boca comprida; dentes grandes, acavalgados uns sobre os outros principalmente da parte esquerda, e amarelos. O cabelo é castanho escuro com alguns brancos e, da mesma sorte, a barba com algumas pintas brancas. Tem as canelas finas e os pés pequenos e secos. É de 35 para 40 anos, tido como bom cavaleiro, e não tem boa pronúncia quando fala. Acoitado numa tapera próxima a Fazenda das Almas, com barba e cabelos compridos, foi cercado pelos soldados, no dia 3 de outubro, e após tiroteio conseguiu fugir novamente, para ser preso dois dias depois pelo sargento mór Domingos Rodrigues de Abreu e mais três civis (futuros soldados). Segundo o historiador Kenneth Maxwell, entre os conjurados haveriam 6 “ativistas” ou responsáveis por colocar a “revolução em andamento”: coronel Inácio José de Alvarenga Peixoto (sofreu 2 interrogatórios); Dr. José Álvares Maciel (4 interrogatórios); tenente coronel Francisco de Paula Freire de Andrada (5 interrogatórios); padre Carlos Correia de Toledo e Melo (vigário da vila de São José – atual São João Del Rei - com 7 interrogatórios), alferes Joaquim José da Silva Xavier (11 interrogatórios) e padre Rolim (15 interrogatórios, de 19 de outubro de 1789 até 8 de julho de 1791). A sentença contra os conjurados (29 réus) foi pronunciada em 18 de abril de 1792. O defensor foi o advogado da Santa Casa de Misericórdia José de Oliveira Fagundes, que conseguiu a absolvição de dois envolvidos com o padre Rolim: o velho “Conversa” e o escravo Alexandre (vide adiante). Os demais conjurados receberam penas de morte por enforcamento, confisco de bens e, inicialmente, só alguns tiveram a morte comutada em degredo na África, sentença estendida depois a praticamente todos os conjurados, menos Tiradentes. A sentença do padre Rolim menciona o apelido que Tiradentes lhe dera: Herói do Serro. Os réus eclesiásticos iriam para Portugal, onde ficariam aprisionados em local determinado pela rainha D. Maria I. Rolim embarca na fragata Golfinho, em 24 de junho de 1792 e em 6 de julho é encarcerado no Forte de São Julião da Barra, em Lisboa, mas em 1796 é transferido para o claustro do Mosteiro de São Bento da Saúde, na mesma cidade, continuando ainda a ser “preso de Estado” (preso político). Em 17 de fevereiro de 1798, e por pouco mais de um mes, o célebre poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, ficou preso neste mesmo mosteiro; consta que ambos tiveram “bom comportamento” durante a prisão e ganharam mais espaço. Não se sabe a razão, mas o embaixador de Napoleão, o general Jean Lannes (em 1808, duque de Montebello), intercedeu a favor do padre Rolim perante o regente D. João VI, em 1802, que determinou a sua soltura em 22 de julho; no dia 10 de novembro, lhe é concedido o passaporte. Chega ao Tijuco em janeiro de 1803, completamente pobre (até seus escravos de confiança haviam sido confiscados e leiloados) mas ajudado pelos parentes. Seis meses depois, apresenta uma petição à Coroa pela restituição de todos os seus bens, inclusive os eclesiásticos e testamentários, mas só terá uma decisão favorável em 3 de agosto de 1822, com a restituição do valor do leilão de sua residência: 1:000$000. Hoje, este edifício abriga o Museu do Diamante (rua Direita, 14). Ele alegava que o valor da casa deveria ser o dobro, como quando da formação do seu patrimônio eclesiástico em 1779. Só recebeu o dinheiro em 7 de março de 1825. Nestes anos de penúria foi amparado pelo filho Domingos Augusto. Roberto Wagner de Almeida, biógrafo do padre Rolim, tem duas expressões muito boas para o conjurado: “O padre pôs pólvora no lugar da poesia...Um amante inveterado do perigo,vivendo entre a cruz e a espada,porém sem ambiguidade preferia o gume que fere ao madeiro que perdoa”. A parte XLV do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, é sobre o padre, um resumo poético de sua vida. Eis um trecho: Sete pecados consigo sorridente carregava. Se setenta e sete houvera, do mesmo modo os levara. Por escândalos de amores, sacerdote se ordenara. Só Deus sabia os limites entre seu corpo e sua alma! Sobre seu funeral, diz-se que foi enterrado com paramentos maçônicos no túmulo 2 (ao pé do altar) da Igreja do Carmo, mas está escrito em seu testamento (com a data de 2 de outubro de 1835) que desejava ter “sepultura ecclesiástica, com vestes sacerdotais”. Quitéria Rita Fernandes de Oliveira morreu como freira no clausto do Retiro das Macaúbas, em 19 de março de 1855. Ela havia entrado na instituição em 11 de outubro de 1786 (2 meses após a ida de Rolim para a Bahia, decorrente do banimento), acompanhada da filha Mariana Vicência; apesar de amaziada e com uma criança conseguiu ser aceita nas Macaúbas por intermédio de Simão Pires Sardinha (meio irmão e filho mais velho de Chica da Silva), protegido do governador Cunha Menezes. Sua filha Mariana casou-se, “divorciou-se” e, diz-se, “morreu na miséria” em 13 outubro de 1859, embora em seu testamento diga ter, em Ouro Preto, “a herança de meu pai” de 1:384$000 “depositados no cofre”. Num dos interrogatórios, quando perguntado sobre o que tratava em suas conversas com Tiradentes, o padre Rolim afirmava que estava intermediando o casamento dele com a sua sobrinha Ana, versão desmentida pelo pai da menina, o sargento mór Alberto da Silva e Oliveira Rolim (irmão mais novo), que a havia prometido ao capitão José Teodoro de Sá. Atualmente, a sua casa em Diamantina (Rua Direita, 14) Alguns amigos do Padre Rolim: João Francisco das Chagas, alcunha “Conversa” (velho cego); Bento Dias (mercador); Dr. José Soares Pereira da Silva (escrivão da Intendência – Adm. Diamantina) e Antonio José Pinheiro de Lacerda (parente do escrivão); padre Miguel Moreira; mulata Maria da Costa (amante do irmão Plácido); intendente Barroso Pereira; capitão Manuel da Silva Brandão (assumiu em 20 de março de 1789 o Destacamento Diamantino); intendente Luiz Beltrão de Gouveia e Almeida; Antonio Afonso (capataz da fazenda das Almas); Antonio Lopes de Almeida; capitão Antonio Vieira da Cruz (parente em Vila Rica), tenente coronel Domingos de Abreu Vieira (da Cavalaria Auxiliar de Vila Rica, que o alojou em sua casa) e compadre de Tiradentes (padrinho de sua filha ilegítima). Escravos: Alexandre da Silva, pardo (secretário e ajudante), Francisco Crioulo (Fazenda das Almas), Manuel (“Mandu”) e Joaquim Nagô (consta como malê). Aliás, Alexandre ficou preso com o padre Rolim, na Fortaleza da Ilha das Cobras (Rio de Janeiro) até abril de 1792, quando foi posto a leilão e arrematado por Antonio Ribeiro de Avelar, por 153$600. Acredita-se que Avelar tenha mandado-o de volta ao Tijuco. Bibliografia: ALMEIDA, Roberto Wagner. Entre a cruz e a espada: a saga do valente e devasso padre Rolim. São Paulo: Paz e Terra. 2002. AUTOS de Devassa da Inconfidência Mineira. 2. ed. Brasília: Câmara dos Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1982. 6 v.

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José da Silva de Oliveira Rolim, Padre's Timeline

1747
1747
Diamantina, Minas gerais, Brasil
1835
December 21, 1835
Age 88
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