Lourenço Castanho Taques, o Moço (c.1637 - 1708)

‹ Back to Castanho Taques surname

View Lourenço Castanho Taques, o Moço's complete profile:

  • See if you are related to Lourenço Castanho Taques, o Moço
  • Request to view Lourenço Castanho Taques, o Moço's family tree

Share

Related Projects

Birthdate:
Death: Died in São Paulo, Brasil
Managed by: Paulo H Jobim
Last Updated:

About Lourenço Castanho Taques, o Moço

Lourenço Castanho Taques, o Moço.

Filho de Lourenço Castanho Taques e bandeirante como o pai. Partiu de São Paulo em 1675 ou 1676 sua bandeira que, seguindo itinerário de Fernão Dias, atacou e aniquilou os índios cataguá no sítio por isso chamado Conquista, vencendo-os e perseguindo-os até o rio Araxá. Passou dai ao rio Paracatu, estabelecendo ali um posto, onde demorou dois anos.

Inclinara-se ao descobrimento do ouro, pois Fernão Dias Paes saíra em busca das esmeraldas, de modo que lembrou da tradição dos índios, de que haveria abundante ouro em Goiás, para onde, por Mogi ou por Araraquara, haviam partido de São Paulo anteriormente Antônio Pedroso de Alvarenga (que descobriu as nascentes do rio Araguaia e do rio Parnaíba) e Pascoal Pais de Araújo que arrebanhara índios e fundara fazendas no sertão de Pernambuco.

Era sertanista adjunto à grande bandeira de Sebastião Pais de Barros ao rio Tocantins de 1670 a 1674; tendo à disposição caminho aberto até a Ibituruna, adentrou o Reino dos índios cataguá e os enfrentou, como se dizia: dobrando a Mantiqueira, bateu-os na Conquista, e os perseguiu invadindo o distrito do Araxá - assim os índios chamavam as bandas orientais dos pontos onde moravam. Por ali foi ter à serra do rio Paracatu (» rio bom») cujo arraial teria iniciado; uma serra, inclusive, ai guarda seu nome.

Voltou a São Paulo e morreu em 7 de março de 1677, deixando um filho, do mesmo nome, no cargo hereditário de juiz ordinário.

Diz-se que, estimulado pela Carta Régia de 23 de fevereiro de 1674, resolvera também empreender bandeira, e trouxe a São Paulo, antes de sua morte, a notícia certa da existência das minas de ouro. Depois, como aniquilou os índios cataguás, reconheceu-se a região dividida em três zonas distintas segundo sua cobertura vegetal:

A primeira seria desde a Mantiqueira à serra da Borda do Campo, país dos cataguá, bacia do rio Grande, coberta de campos e matos alternados;

A segunda, região dos campos, vasto côncavo das serras da Borda à Itatiaia («itatiaia» é nome comum a todas as serras de vertentes por um e outro lado, suando os rios), campos com falhas de mato enfezado, a zona mais bela ou ´´das congonhas´´.

A terceira, zona do sertão de Caeté, matos sem mistura de campos, rios enormes, serranias impenetráveis, riquezas minerais, feras e monstros, Ouro Preto.

Este nome «cataguá» servirá até cerca de 1710 para designar as minas dos Cataguazes, ou de Ouro Preto, Carmo, etc. como se verifica em Antonil. Deixou de ser completamente usado em 1721, quando Minas passou a capitania independente.

Sua glória, como se disse durante muitos anos, foi ter aniquilado os indios cataguá, o que determinou a conquista definitiva do território central das atuais Minas Gerais.

O filho, homônimo

Seu filho com o mesmo nome recebeu carta do rei em 20 de outubro de 1698, pois esteve em diligências e prestava serviços ao governador Artur de Sá e Menezes, que se empenhava pelos sertões dos cataguas e caeté já conhecidos. Nessa época o Rei escreveu 25 cartas a diversos potentados paulistas, agradecendo o auxilio a Artur de Sá e Menezes. As outras cartas se dirigiram a: Gaspar de Godói Colaço, sertanista; Salvador Jorge Velho, que descobrira as minas de Nossa Senhora da Conceição em Curitiba, agradecendo seus serviços; Tomé de Lara; Antônio de Godói Moreira e seu genro Bento do Amaral da Silva; João Toledo de Souza; ao sorocabano Martim Garcia Lombria; a Lourenço Franco; a Gregório Teles; a Tomás da Costa Barbosa; a Diogo Bueno; a Frei Frutuoso, monge beneditino; a Pedro Pedroso de Oliveira; a Garcia Rodrigues Pais e seu filho Pedro Dias Pais; a Antônio Lopes Cardoso; a Domingos da Silva Bueno; a João de Crasto; a Manoel Lopes de Medeiros; a Antônio Rodrigues de Medeiros apelidado o Tripuí; a Isidro Tinoco de Sá; a Manoel da Fonseca Bueno; a Domingos de Amores.

Fonte: WP