Luís Filipe Maria Carlos Amélio Fernando Victor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gota (1887 - 1908) MP

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Birthdate:
Birthplace: Santa Maria de Belém, Lisboa, Portugal
Death: Died in Lisbon, Lisbon, Portugal
Cause of death: Assassinated by revolutionaries Alfredo Costa and Manuel Buiça
Occupation: Prince Royal of Portugal, Duke of Barcelos
Managed by: Noah Tutak
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About Luís Filipe Maria Carlos Amélio Fernando Victor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gota

O auto de nascimento regista o dia 21 de Março de 1887 como aquele em que foi dado à luz,no Palácio de Belém, em Lisboa, o primeiro filho de Dona Amélia, Duquesa de Bragança e futura Rainha de Portugal. Seu pai, o Duque de Bragança, subiria ao trono com o título de Rei Dom Carlos. O nome completo do Príncipe da Beira, título atribuído ao filho primogénito, era Luiz Filipe Maria Carlos Amelio Fernando Victor Manoel António Lourenço Miguel Raphael Gabriel Xavier Francisco d’Assis Bento de Bragança, Orleans, Saboya e Saxe Coburgo Gotha. Todas as fontes indicam que a atitude da então Princesa Amélia, face aos seus filhos (Dom Manuel nasceria em 1889) era sempre extremamente atenciosa e carinhosa. Foi, sem dúvida, uma mãe que desfrutava a função maternal com grande prazer e que se ocupava muito directamente dos seus filhos, quer na primeira infância quer durante os anos da adolescência, desejando que em adultos fosses apreciados pelo seu carácter e não pelo seu nascimento. Garantiu assim a ambos um desenvolvimento emocional equilibrado. Escrevendo a sua irmã que se encontrava em Paris, Dona Amélia descreveu o seu bebé como sendo ‘um amor’ e muito inteligente.

A educação do Príncipe Real foi muito cuidadosa e nela se empenhou D. Amélia no quotidiano. Segundo um servidor do paço, citado pela revista Brasil-Portugal, a Rainha queria que seus filhos se levantassem às 6. Os seus preceptores, todos do sexo masculino, deslocavam-se ao Palácio para aí instruírem os ilustres alunos. Os príncipes estudavam até ao meio dia, almoçavam, recebiam de novo os seus professores e cerca das 15 horas saíam em passeio, geralmente a pé. Ao fim da tarde faziam os deveres escolares e jantavam por volta das 19.30.

A partir dos 13 anos de idade, o principal educador de Dom Luiz Filipe foi Mouzinho de Albuquerque, uma figura militar lendária, algo exaltada, com uma perspectiva muito pessimista da situação política que o país vivia. Numa carta aberta dirigida ao seu pupilo declarava que entendia como seu principal dever fazer dele um soldado. Em 1901 Mouzinho acompanhou o Príncipe a visitar o norte do país, com o intuito declarado de o levar a conhecer o seu povo. O escritor Rocha Martins, no seu estilo exuberante, refere assim o herdeiro: “um gentil adolescente, branco, mimoso, de cabelo cortado à militar, sorridente e tomado de todas as curiosidades” e que teria sido acolhido com o maior carinho no Porto, passando por Leixões. Deslocou-se ainda a Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo, Penafiel, Grijó, Granja, Braga (incluindo o Bom Jesus), Ponte de Lima, Ponte da Barca, Monção e Caminha. A visita foi muito comentada e também criticada em alguma imprensa, pois os jornais republicanos, que tinham toda a liberdade em escreverem o que bem entendessem, encontravam defeito em toda e qualquer actividade realizada pelos membros da família real, realizando assim uma propaganda persistente e permanente que acirrava a opinião pública contra o regime monárquico.

Durante a adolescência, o Príncipe esteve, em várias ocasiões, integrado nas visitas oficiais que diversos monarcas ou dignitários estrangeiros realizaram a Portugal. Eduardo VII de Inglaterra visitou Portugal em Abril de 1902, Afonso XIII de Espanha em 1903, o Presidente da República francês Loubet e a Rainha Alexandra de Inglaterra estiveram no país em 1905. Nesse mesmo ano o imperador da Alemanha Guilherme II passou por Lisboa, em visita privada. Em 1902 Dom Luiz Filipe foi a Londres para representar seu pai na coroação do Rei Eduardo VII, mas esta foi adiada devido a doença do monarca. Também esteve em Madrid em 1906 para assistir ao casamento do Rei D. Afonso XIII com a princesa Victoria de Battenberg, que ficou marcado pelo violento atentado à bomba contra os noivos, por parte de um anarquista. Morreram 20 pessoas e houve cerca de 100 feridos.

O Príncipe Real prestou juramento à constituição política em 20 de Maio de 1901, em conformidade com a Carta Constitucional.

Entre Fevereiro e Maio de 1903 a Rainha D. Amélia achou por bem levar os filhos a fazer um cruzeiro no Mediterrâneo, não só pelo prazer da viagem mas também com intuitos educativos. Dom Luiz Filipe tinha sempre a sua máquina fotográfica à mão e os clichés foram colados num Álbum, relatando esta feliz excursão. O iate Amélia tocou em Cádiz, Gibraltar, Oran, Argel, Tunis, Malta, Alexandria. Também visitaram o Cairo e Jerusalém e diversos portos de Itália. O evento político de maior destaque protagonizado pelo Príncipe foi a viagem que empreendeu a África entre 1 de Julho e 27 de Setembro de 1907. Visitou S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, as colónias inglesas da Rodésia e da África do Sul (estas últimas para fomentar as boas relações com a velha aliada) e já no regresso, Cabo Verde. Esta viagem ocorreu num momento particularmente significativo das querelas internacionais que, anos antes, tinham eclodido, relacionadas com a tutela portuguesa no imenso território de uma África então cobiçada e considerada necessária ao progresso europeu. Era ainda necessário refutar as acusações de esclavagismo em S. Tomé e Príncipe e em Angola, as quais, segundo o governo português, eram motivadas por rivalidades comerciais. Até aquela data jamais algum membro da família real se tinha deslocado às colónias portuguesas em África.

A imprensa republicana foi muito crítica face a esta viagem, enquanto outros periódicos favoráveis à dinastia dos Braganças, davam conta de todos os pormenores das visitas, sublinhando a autenticidade do caracter do Príncipe e a boa recepção de que era alvo em todo o lado. Evidentemente que os muitos problemas que existiam nos territórios que à data se apelidavam quer de ‘Colónias’ quer de ‘Ultramar’, foram de alguma forma torneados ou ignorados publicamente. Por exemplo, na ilha do Príncipe, poucos dias antes da chegada, tinha rebentado uma revolta grave pelo que o África, nome do navio que transportava a delegação oficial, não se deslocou aí. Também havia revoltas no sul de Angola, que preocupavam o governo.

O regresso foi de novo comentado sob dois pontos de vista opostos. Com virulência da parte dos republicanos e com palavras admirativas da parte dos monárquicos.

Poucos meses depois, a 1 de Fevereiro de 1908, Dom Luiz Filipe era assassinado, juntamente com seu pai, o Rei D. Carlos, no Terreiro do Paço, em Lisboa, na carruagem em que seguia juntamente com sua mãe, a Rainha D. Amélia e seu irmão, Dom Manuel. Este descreveu a cena num relato doloroso e detalhado de que se citam as seguintes palavras: “Quando vi o tal homem das barbas que tinha uma cara de meter medo, apontar sobre a carruagem, percebi bem, infelizmente o que era. Meu Deus que horror. O que então se passou. Só Deus, minha Mãe e eu sabemos; porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenceou poucos segundos, porque instantes depois também era varado pelas balas. Que saudades meu Deus!” Qualquer acto deste cariz violento poderá ter muitas explicações mas jamais qualquer justificação.

Os traços de carácter e a cuidadosa educação que tinha desfrutado, permitem sugerir que o Príncipe Real, Dom Luiz Filipe de Bragança, poderia ter vindo a servir o país de forma hábil e correcta, modernizando as instituições e o estilo da monarquia.

A instabilidade política, a não realização das grandes esperanças depositadas no regime republicano, que se instaurou em 5 de Outubro de 1910, levou, por sua vez, à implantação de uma Ditadura que perdurou 48 anos.

Ana Vicente António Pedro Vicente Publicada por Real Associação do Médio Tejo, in. http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.pt/2012/02/sar-o-principe-luiz-filipe-de-braganca.html

  • en.wikipedia.org - Luís Filipe de Bragança.... ;
  • Luís Filipe, Prince Royal of Portugal, Regent of Portugal (1907; Portuguese pronunciation: [luˈiʃ fɨˈlip(ɨ)]; Dom Luís Filipe Maria Carlos Amélio Francisco Víctor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha; 21 March 1887 – 1 February 1908) was the eldest son of King Carlos I of Portugal. He was born in 1887 while his father was still Prince Royal of Portugal, and received the usual style of the heirs to the heir of the Portuguese crown: he was then at birth 4th Prince of Beira, with the subsidiary title of 14th Duke of Barcelos, private to the heir of the Dukedom of Braganza; and after his grandfather king Dom Luís I died, he became Prince Royal of Portugal, with the subsidiary titles of 21st Duke of Braganza, 20th Marquis of Vila Viçosa, 28th count of Barcelos, 25th count of Ourém, 23rd count of Arraiolos, 22nd count of Neiva; he was later creted Knight Commander of the Order of the Immaculate Conception of Vila Viçosa, Knight of the Order of the Garter, and Knight of the Order of the Golden Fleece.

Early life

  • Dom Luís was born in Lisbon, the elder son of Carlos, Prince Royal of Portugal, (later King Carlos I of Portugal) and the Princess Amélie d'Orléans. Dom Luís Filipe was granted when born the titles of Prince of Beira and Duke of Barcelos, traditionally held by the heir apparent of the Prince Royal of Portugal (Príncipe Real).
  • Two years later, Dom Luís Filipe inherited all his father's royal princely titles when Charles became king, being himself restyled Prince Royal, and inheriting at the same time the Dukedom of Braganza (21st Duke), the biggest private fortune in Portugal at that time, who was at the disposal of the heir to the Portuguese crown. In English, he is sometimes, but inaccurately, called Crown Prince of Portugal.
  • In 1907 the Prince Royal acted as regent of the Kingdom while his father was outside the country. The same year he made a very successful official visit to the Portuguese colonies in Africa, being the first royal ever to go there.
  • Dom Luís was the pupil to the African War Hero Mouzinho de Albuquerque, and like all the Braganza, showed many aptitudes to the arts, besides his military education. Negotiations were being held when he was assassinated for him to marry his cousin Princess Patricia of Connaught, granddaughter to Queen Victoria of the United Kingdom and Prince Albert of Saxe-Coburg and Gotha, the daughter of British Prince Arthur, Duke of Connaught and Strathearn and Princess Louise Margaret of Prussia. She was sister to Princess Margaret of Connaught, wife Gustaf VI Adolf of Sweden.

Lisbon Regicide

  • On 1 February 1908 Dom Luís Filipe and his family were returning to Lisbon from Vila Viçosa Palace, in Alentejo, private head to the House of Braganza. Alfredo Costa and Manuel Buiça, two members of a revolutionary society called the Carbonária, shot at all the royal family, hitting Luís Filipe, his father king Carlos, and his younger brother Infante Manuel, Duke of Beja. Carlos I died immediately, while Dom Luís lived for another twenty minutes. Manuel survived the attack, having only been shot in the arm, while his mother Amelia was unharmed. Manuel would succeed Carlos as Manuel II. Some genealogists used to refer to Dom Luís as king Luís II. However, although he survived his father for twenty minutes, he cannot be considered a king because the Portuguese monarchy lacked the rule of automatic succession. That rule did not apply in Portugal, where the heirs apparent had always needed to be acclaimed by Parliament before legally becoming sovereigns.
  • Dom Luís is buried next to his father and forefathers in the Royal Pantheon of the Braganza Dynasty in Lisbon. His younger brother, Manuel II of Portugal, and his mother, Queen Amélie of Orléans, are buried opposite.
  • On 5 October 1910, the monarchy under the reign of his surviving younger brother, Manuel II, was overthrown in a military coup and the Portuguese First Republic was established. That would have been very difficult to do at the time if Luís Filipe had not died, as he inherited his father's stronger popularity among the Portuguese Army officers, who despised the lack of military sensibility of his younger brother.
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Luís Filipe de Bragança, Príncipe Real de Portugal's Timeline