Luís de Almeida Soares Portugal de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas, 2º Marquês do Lavradio, 5º conde de Avintes, 11.º Vice-rei (1729 - 1790) MP

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Luís de Almeida Soares Portugal, 2º Marquês do Lavradio's Geni Profile

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Nicknames: "Luiz d'Almeida", "Portugal", "Soares", "Alarcão", "Eça", "Mello", "Pereira", "Aguilar", "Fiel de Lugo", "Mascarenhas", "Silva", "Mendonça e Lencastre"
Birthplace: Dois Portos, Torres Vedras, Lisbon, Portugal
Death: Died in Lisbon, Lisbon, Portugal
Managed by: Eduardo Cardoso Mascarenhas de Lemos
Last Updated:

About Luís de Almeida Soares Portugal de Alarcão d'Eça e Melo Silva Mascarenhas, 2º Marquês do Lavradio, 5º conde de Avintes, 11.º Vice-rei

D. Luís de Almeida Portugal Soares Alarcão Eça e Melo Silva e Mascarenhas, da varonia dos Almeidas, 5º conde de Avintes e 2º marquês do Lavradio, nasceu a 26 de Junho de 1729 na Quinta da Conceição, situada no reguengo da Ribaldeira, (julgado da Ridaldeira pertencente ao morgado que em 21 de julho de 1475 o havia instituído seu 11° avô o Conde Ruy Gomes de Alvarenga), chanceler-mor do Reino (perto de Runa), em Lisboa, pertencente ao morgado instituído em 1475 por um antepassado remoto, o conde Rui Gomes de Alvarenga. Foi baptizado em 26 de Julho (batizado na ermida de Nossa Senhora da Conceição, edificada por seu bisavô o segundo Conde d'Avintes na referida quinta) oficiara na cerimonia o seu tio avô o Cardeal D. Thomaz d'Almeida, primeiro Patriarca de Lisboa tendo sido padrinhos os seus avós paternos, o 3º conde de Avintes, D. Luís de Almeida, e a condessa D. Joana Antônia de Lima.

Aos dez ou doze anos, há controvérsias, assentou praça no Regimento de Infantaria de Elvas, tendo sido armado cavaleiro em 1746 por iniciativa de seu tio materno, o duque de Aveiro, que seria acusado de participar da tentativa de assassinato de D. José I, em 1758.

A formação preliminar do 2º marquês do Lavradio foi orientada pelo tio-avô, o cardeal D. Tomás de Almeida, primeiro Patriarca de Lisboa, que entregou a educação do sobrinho aos cuidados de um abade francês, cujo nome foi omitido na biografia de Lavradio. Curiosamente, a presença do referido abade em Portugal deveu-se a uma indicação de D. Luís da Cunha, célebre por sua experiência política e cultural no estrangeiro. Filho do 2º conde de Avintes, D. Tomás de Almeida ocupou os cargos de bispo do Porto e de Lamego e de desembargador da Casa da Suplicação. Foi o bispo quem realizou, na Sé de Elvas, o casamento de D. José I com D. Mariana de Áustria.4

Por iniciativa do pai, D. Luís de Almeida Portugal seguiu para Madrid, em 1749, e depois para Paris, a fim de completar seus estudos, de cuja natureza, lamentavelmente, não há informações precisas. Sabe-se que em Paris estudou as artes militares, com possíveis noções de fortificação, pois entrou em contacto com M. de Valeré, engenheiro-militar que esteve em Portugal e executou as obras dos fortes de La Lippe e da Graça, em Elvas, recebendo em remuneração dos serviços a patente de tenente-general e o cargo de conselheiro da guerra. Sobre a passagem por Madrid, as informações são ainda mais vagas, tendo o biógrafo registado apenas que a estada do herdeiro da Casa de Avintes fora facilitada pelos parentes de sua avó materna, D. Teresa de Moscoso Osório, condessa e, depois de viúva, marquesa de Santa Cruz, filha do 9º conde de Monteagudo e 5º marquês de Almazán, da nobreza espanhola. Em 1761, D. Luís de Almeida alcançou o posto de coronel-comandante do Regimento de Cascais, no qual chegou a Brigadeiro em recompensa pela actuação na Campanha Peninsular de 1762, episódio da Guerra dos Sete Anos.5

A titulação da Casa de Avintes está relacionada ao contexto da consolidação da dinastia de Bragança; esta promoveu muitos nobres à titulação pela fidelidade empenhada em favor da nova Casa reinante. O título de 1º conde de Avintes foi concedido em 1664, a D. Luís de Almeida, que foi mestre-de-campo de Infantaria, governador das Armas das Províncias do Algarve e do Rio de Janeiro (entre 1652 e 1658), e último administrador português da praça de Tânger, na África. Esta, depois de 1640, passou a ser administrada por vários Grandes da nobreza,6 e em 1662 fez parte do dote da infanta D. Catarina, dada em casamento ao rei Carlos II, aliado dos Bragança. O 2º conde de Avintes, D. António de Almeida, lutou na famosa Batalha do Ameixial, na Guerra da Restauração, foi governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, em 1705, durante a Guerra de Sucessão de Espanha, e membro do Conselho de Estado e do Conselho da Guerra. Casou-se com D. Maria Antónia de Bourbon, filha do 3º conde dos Arcos, e dessa união nasceram D. Tomás de Almeida e D. Lourenço de Almeida; este último serviu na Índia e foi governador de Pernambuco e de Minas Gerais.7

O título de 1º marquês do Lavradio foi dado a D. António de Almeida Soares Portugal, 4º conde de Avintes, em remuneração pelos serviços prestados no governo de Angola, de 1749 a 1753. Em 1760 foi nomeado vice-rei do Estado do Brasil, falecendo poucos meses após ter assumido o cargo. O 2º marquês do Lavradio casou-se em 1752 com D. Mariana Teresa Rita de Távora, filha do 5º conde de São Vicente, aparentado dos marqueses de Távora, acusados da tentativa de regicídio de D. José I.

De acordo com a concepção linhista que regulava o ethos da nobreza, a participação dos titulares das Casas nobiliárquicas no Real Serviço não dependia apenas de suas experiências pessoais. Estas eram importantes para respaldar a indicação para determinada comissão, mas os préstimos dos antepassados, considerando-se a posição dos cargos que ocuparam na hierarquia administrativa ou militar; os feitos em momentos mais ou menos delicados da conjuntura política de Portugal; o exercício do governo colonial ou das províncias militares do Reino; missões diplomáticas e outras possibilidades de serviço formavam uma espécie de património simbólico da linhagem, utilizado pela geração que ostentava a titulação e estava na posse dos bens da Casa. Possuir uma folha de relevantes serviços prestados à monarquia era um factor de prestígio embutido na linhagem, pois os préstimos serviam para impulsionar a carreira das sucessivas gerações.8

Nesse sentido, pode-se dizer que o cardeal D. Tomás de Almeida, filho secundogênito de D. António de Almeida, 2º conde de Avintes, cumpriu a missão de engrandecer sua Casa, que não se restringia ao primogénito. Os serviços do primeiro Patriarca de Lisboa foram "doados" após sua morte ao sobrinho, o 4º conde de Avintes, contribuindo para que sua Casa fosse elevada ao marquesado de Lavradio.9 O governo de uma província militar tal como foi exercido pelo 2º conde de Avintes, em Trás-os-Montes, no delicado episódio da Guerra da Sucessão de Espanha, exemplifica o momento em que, segundo Nuno Gonçalo Monteiro, a "elite restrita da grande nobreza" monopolizava os postos mais altos e os comandos militares em Portugal.10

A folha de serviços do 2º conde de Avintes não se limitou aos postos militares. Ocupou cargos em duas importantes instâncias da administração central do Reino: o Conselho de Estado e o Conselho da Guerra. O primeiro foi criado em 1562 como órgão consultivo do Rei, que o presidia. Com o surgimento das Secretarias de Estado, a partir de 1736, o Conselho teve suas funções reduzidas até que parou de se reunir. O Conselho da Guerra, criado logo após a Restauração, ainda em 1640, tinha o objectivo de zelar pela gestão e conservação do aparato militar, a organização de tropas e o julgamento de questões militares.11

A "trajectória" do 4º conde de Avintes e 1º marquês do Lavradio, pai do representante da Casa tratado particularmente neste artigo, é reveladora de conexões importantes na circulação de um nobre no Real Serviço. Antes de vir para o Brasil na qualidade de vice-rei, o 4º conde de Avintes havia passado pelo governo de Angola, o que reforça a interpretação de que havia uma ligação entre o desempenho desse cargo e a indicação para vice-rei do Estado do Brasil, proposta por Maria de Fátima Silva Gouvêa.12 Angola era excepção entre as praças africanas no que concerne à selectividade dos seus governadores, e some-se a isso o fato comummente aceito pela historiografia de que o governo do Brasil cresceu em prestígio e importância no século XVIII, em contraposição ao da Índia, que não tinha mais o mesmo peso na balança dos interesses portugueses, como nos dois séculos anteriores.13

-------------------- Dom Luiz Maria de Almeida Soares e Portugal , o 2º MARQUÊS do LAVRADIO, nascido 27/6/1729 na Quinta da Conceição, situada no reguengo da Ribaldeira, Dois Portos, Torres Vedras, e falecido 2/5/1790 no Rio de Janeiro,(que foi tambem GOVERNADOR da BAHIA e VICE- REI do BRASIL),teve geração ilegítima com a viúva Mariana da Fonseca Costa e Araújo,nascida no Rio de Janeiro 13/9/1746, (filha de Antonio de Araújo Pereira e Úrsula da Fonseca Costa). O Marquês e a viúva tiveram entre outros,Lourenço Maria de Almeida Portugal nascido no Rio de Janeiro em 30/6/1776 e falecido em 12/5/1844.

" Familia Almeida Portugal. Dicionário das Famílias Brasileiras

 Dom Luiz Maria de Almeida Soares e Portugal , o 2º MARQUÊS do LAVRADIO (que foi tambem GOVERNADOR da BAHIA e VICE- REI do BRASIL),nascido 27/6/1729 em Lisboa e falecido 2/5/1790 no Rio de Janeiro. Teve geração ilegítima com a viúva Mariana da Fonseca Costa e Araújo,nascida no Rio de Janeiro 13/9/1746 no Livro de N.6 da Candelária , folha 205 v. Era filha de Antonio de Araújo Pereira e Úrsula da Fonseca Costa e neta do SGTO.-MÓR João Francisco da Costa , este ancestral direto do Duque de Caxias.O Marquês e a Viúva tiveram entre outros,Lourenço Maria de Almeida Portugal nascido no Rio de Janeiro em 30/6/1776 e falecido em 12/5/1844.Foi sepultado na Igreja de Santo Antonio.Ele foi entregue aos cuidados do SGTO.-MÓR Pedro Nolasco Pereira da Cunha que viria a ser mais tarde o seu sogro, conforme papéis de legitimação no Arquivo Nacional ( caixa 127)
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Luís de Almeida Soares Portugal, 2º Marquês do Lavradio's Timeline

1729
June 27, 1729
Torres Vedras, Lisbon, Portugal
1752
October 29, 1752
Age 23
Lisboa, Lisboa, Portugal
1753
August 27, 1753
Age 24
Lisbon, Lisbon, Portugal
1754
September 22, 1754
Age 25
Lisboa, Portugal
1756
October 1, 1756
Age 27
Lisboa, Lisboa, Portugal
1761
July 26, 1761
Age 32
Lisbon, Lisbon, Portugal
1767
February 12, 1767
Age 37
Lisbon, Lisbon, Portugal
1776
June 30, 1776
Age 47
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
1790
May 2, 1790
Age 60
Lisbon, Lisbon, Portugal
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