Madragana (Mourana) Ben Aloandro, Mor Afonso

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Madragana (Mourana) Ben Aloandro, Mor Afonso

Also Known As: "Madragana ou Mor Afonso", "(Mourana", "batizada Mor Afonso)"
Birthdate:
Birthplace: Faro, Algarve, Portugal
Death: (Date and location unknown)
Immediate Family:

Daughter of Aloandro ibn Baqr, alcaide de Faro and NN
Partner of Afonso III o Restaurador, rei de Portugal
Mother of Martim Afonso Chichorro, governador de Chaves and Urraca Afonso de Portugal

Occupation: Hija del último gobernador militar de Faro, Algarve. También llamada Mourana. Después de bautizada se le llamó Mor Afonso.
Managed by: Eduardo C. Ferreyra Semería
Last Updated:

About Madragana (Mourana) Ben Aloandro, Mor Afonso

Madragana Ben Aloandro, depois de batizada conhecida como Mor Afonso (Faro, Algarve, 1230 -?) foi amante do rei D. Afonso III de Portugal depois de este ter dado por completa a Reconquista do território que forma Portugal tomando a cidade de Faro em 1249.

A cidade de Faro fazia parte do Reino Muçulmano do Algarve (Gharb al-Ândalus) e era pai de Madragana, Aloandro Ben Bakr, que era alcaide (Cádi, قاضى) e governador militar do Castelo de Faro.

Por via das relações de Madragana com o rei Afonso III de Portugal, de quem teve 5 filhos resultou uma numerosa família que se tornou antecessora de quase todas as famílias reais e aristocráticas da Europa.

Depois de a paixão do rei desaparecer Madragana foi casada com Fernão Rei, de quem teve uma filha devidamente documentada e chamada Sancha Fernandes.

Pelas relações com o rei Afonso III de Portugal, rei católico e por ter filhos com este, foi batizada tendo na altura recebido um novo nome, desta feita cristão, passado assim a chamar-se Maior Afonso, ou Mor Afonso (sendo que o termo Mor era uma abreviatura de Maior, nome bastante comum entre as mulheres do Portugal medieval). O nome Afonso foi-lhe atribuído e significa "A filha de Afonso", o que segundo alguns historiadores pudera querer dizer que depois de amante real D. Afonso III foi seu padrinho de baptismo, transformando-a assim numa filha espiritual.

Existe alguma controvérsia sobre o facto de ele ser de origem moura, pois existem historiadores que afirmam o contrário, Duarte Nunes de Leão, cronista real do Reino de Portugal durante o século XVI, assegura que Madragana era de origem muçulmana. Este facto no entanto é negado no século XVIII por António Caetano de Sousa, na sua obra História Genealógica da Casa Real Portuguesa. Deve no entanto ser dito que António Caetano estava a ser pago pelo rei D. João V de Portugal para escrever a referida história genealógica da casa real portuguesa pelo que esta informação, por ser pouco conveniente pode ter sido omitida, pondo assim a família Sousa a descender de Mor Afonso, que pertencia à linhagem real e se encontrava ligada a às famílias aristocráticas mais importantes da corte. [editar]Relações familiares

Foi filha de Aloandro Ben Bakr ou Aloandro Ben Bekar ou Ben Bakr, vulgarmente conhecido como Aloandro ou Aldroando Gil depois de se proceder ao seu baptismo. Aloandro e Bekar são as únicas formas portuguesas conhecida do seu nome no árabe original. Igualmente pelo lado paterno é descendente do Rei David de Israel, personagem referida na Bíblia.

Segundo os dados existentes foi um moçárabe podendo no entanto ter sido mouro de nascimento, ou judeu muçulmano ou mesmo um judeu cristão uma vez que os documentos são algo omissos relativamente a esta informação.

Considera-se que Aloandro foi filho de Bakr Ben Yahia e portanto neto de Yahia Ben Bakr, ambos governadores de Faro. Madragana é chamada nas antigas crónicas de Mourana ou Mourana Gil. Madragana foi com o rei D. Afonso III de Portugal mãe de:

  1. Martim Afonso Chichorro (1250 - 1313), casado com Inês Lourenço de Valadares (ou de Sousa) (1250 -?), filha de Lourenço Soares de Valadares (1230 -?) e de Maria Mendes de Sousa (c. 1230 -), de quem descendem as famílias Sousa e Sousa do Prado entre outras famílias.
  2. Urraca Afonso de Portugal (c. 1260 -?), que foi casada por duas vezes, a primeira em 1265 com Pedro Anes Gago de Riba Vizela (1240 - 1286) (seu primo, já que ambos descendiam de uma filha do rei D. Afonso I de Portugal e de sua amante Elvira Guálter, e de D. Sancho Nunes de Celanova (1070 - 1130) e da infanta Sancha Henriques, irmã desses mesmo rei), e cuja descendência se encontra extinta. D. Urraca foi casada segunda vez com D. João Mendes de Briteiros (c. 1250 -?), sendo que deste matrimónio existe una numerosa descendência, encontrando-se entre elas os Figueiredo, Loureiro, Bandeira, Cota, entre outras.

De Urraca Afonso descendem grande parte da aristocracia e grande parte das famílias reais europeias, seja por entremeio da Casa de Sousa por via dos condes de Miranda do Corvo, ou dos marqueses de Arronches e dos duques de Lafões, da família real portuguesa. Entre os seus descendentes mais ilustres encontra-se D. Rui de Sousa, que corria o ano de 1494 negociou, escreveu e assinou o Tratado de Tordesilhas, em nome do rei, João II de Portugal. D. Rui foi acompanhado à corte castelhana pelo seu filho, D. João de Sousa, que também assinou o referido tratado.

Igualmente notáveis foram D. Martímn Afonso de Sousa, Senhor de Mortágua, que participo una Batalha de Aljubarrota em 1385 e D. Martim Afonso de Sousa, que exerceu o cargo de Governador do Brasil e de Governador da Índia portuguesa durante o século XVI.

Algumas das família reais europeias que descendem de D. Urraca vão buscar a sua linhagem a Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, bisavó da rainha Vitória I de Inglaterra por via dos casamentos dos membros da família real inglesa com outras casa reais europeias.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Madragana_Ben_Aloandro)

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Madragana Ben Aloandro, later Maior Afonso - (Portugal, Algarve, Faro, c. 1230 - ?) was a famous algarvian mistress to Dom Afonso III of Portugal, the Brave, in the 13th century, when he ended the Reconquista in Portugal by taking Faro in 1249. Faro was at that time the last part of the Kingdom of the Algarve still in Muslim hands, and there her father was the Alcaide (title derived from the Andalusi Arabic al-qadi ( قاضي,), meaning "the judge" or from al caïd, Arab word for the chief, or Military Governor of the Castle (al caïda, Arab word for the castle or the base [1]). Madragana happened to be genearch to most of the royal families, Portuguese and European aristocracies, and even many common people.

She was christened in time [2], receiving her new Christian name as Maior Afonso, or Mor Afonso, Mor being short for Maior, a common female name in medieval Portuguese (Maior meaning "the bigger", and not "the moor", even if she really was a Moor). Afonso was given her in baptism as her new patronymic, meaning "the daughter of" Afonso - and that suggests that her elderly royal lover was also her godfather, that she took his spiritual fatherhood when christening. Her father's name was Aloandro Ben Bekar or Ben Bakr (also known in Portuguese as Aloandro or Aldroando Gil after his christening). Aloandro and Bekar are the only known Portuguese forms of his original Arab name. Some suppose him a Mozarab: but he could be an Arab or at least a Muslim Jew, a Christian Jew or a Muslim Moor, as documents lack information on that respect.

Aloandro is said now by some authors to had been son of Bakr Ben Yahia and grandson of Yahia Ben Bakr, of Sephardi Jewish origin. Madragana was also called in ancient Portuguese chronicles Mouroana [3], Mouroana Gil and Madraganil - all of which are Christian names.

There is, however, some controversy regarding the fact that she might have been a Moor even though it seems from the facts above that she was not one, at least not entirely. Duarte Nunes de Leão, a Portuguese royal chronicler of the 16th century, tells us that Madragana was a Moor. That is denied by António Caetano de Sousa, in the 18th century, in the História Genealógica da Casa Real Portuguesa. But António Caetano was paid by King Dom João V of Portugal to write the genealogical history of the Portuguese Royal House, and the Sousa family, issue of Maior Afonso, was of royal malehood line, linked with the more important aristocratic families in Court at the time, and they would then consider that drop of moor blood as non exequator.

When passion with the King vaned, she was married to Fernão Rei, and they had documented issue, at least one daughter of her, Sancha Fernandes, married and perpetuated the Rei family. Note that Rei means King, in Portuguese, and so Fernão Rei is supposed to have been originally a servant of the king (Fernão do Rei - Ferdinand of the King), his issue bearing Rei afterwards as a surname to glory with.

Madragana beared two of several other legitimated bastard royal children:

(Dom) Martim Afonso Chichorro (circa 1250 - after 1313), married to Dona Inês Lourenço de Sousa (or Dona Inês Lourenço de Valadares) (circa 1250 - ?), they had issue (the Sousa Lords of Prado family, etc).

Dona Urraca Afonso (circa 1260 - ?), she married twice: 1st in 1265 to Pedro Anes Gago de Riba Vizela (circa 1240 - 1286) (twice her cousin, descendant both from a daughter of King Dom Afonso I of Portugal by his mistress Elvira Guálter, and from Dom Sancho Nunes de Celanova and his wife infanta Dona Sancha Henriques de Portugal, sister of that King), they had issue now extinct; 2nd circa 1275 to Dom João Mendes de Briteiros (circa 1250 - ?), they had large issue (in female line families as Figueiredo, Loureiro, Bandeira, Cota, etc).

One could say of Maior Afonso that she is a great-grandmother to almost all European aristocracy and royal families, by the noble House of Sousa - afterwards Counts of Miranda, Marquesses of Arronches and Dukes of Lafões - and the Portuguese Royal Family. But certainly her most ilustrious descendant in universal History was the ambassador Dom Rui de Sousa, 1st Lord of Sagres and Beringel, a Portuguese Fidalgo who in 1494 skillfuly negotiated, wrote and signed the Treaty of Tordesillas, on behalf of his master, John II of Portugal, the Perfect Prince. Dom Rui was accompanied at the Castilian court by his son, Dom João de Sousa, who also signed the treaty.

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Madragana Ben Aloandro, más tarde Mor Afonso (Faro, Algarve, c. 1230 -?) fue una amante de Alfonso III de Portugal desde que éste completó la Reconquista de Portugal tomando Faro en 1249. Faro había sido parte del reino musulmán del Algarve, y allí el padre de Madragana, Aloandro Ben Bakr, era el alcaide (cadí, قاضى) o gobernador militar del castillo. Madragana ha resultado ser antecesora de la mayoría de las familias reales y aristocráticas europeas.

Fue bautizada y recibió un nuevo nombre cristiano, Maior Afonso, o Mor Afonso (Mor era una abreviatura para Maior, un nombre femenino común en el portugués medieval). El nombre Afonso le fue dado significando "la hija de Afonso", lo que sugiere que su amante real fue también su padrino, que ella era su hija espiritual al bautizarse.

Hay una cierta controversia con respecto al hecho de que haya sido mora, ya que parece que no lo era. Duarte Nunes de Leão, cronista real portugués del siglo XVI, asegura que Madragana era mora. Esto es negado en el siglo XVIII por Antonio Caetano de Sousa, en su obra História Genealógica da Casa Real Portuguesa. Pero Antonio Caetano estaba a sueldo del rey Dom João V para escribir la historia genealógica de la casa real portuguesa, y la familia de Sousa, descendiente de Mor Afonso, pertenecía a la línea real y estaba ligada a las familias aristocráticas más importantes de la corte, por lo que es posible que considerara no conveniente airear esa parte de sangre mora.

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