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| Birthdate: | |
| Birthplace: | Rio Pardo, Rio Grande do Sul, Brazil |
| Death: | Died in Lisbon, Lisbon, Portugal |
| Managed by: | Carla Assenheimer (C) |
| Last Updated: | |
Manuel José de Araújo Porto-Alegre, primeiro e único barão de Santo Ângelo (Rio Pardo, 29 de novembro de 1806 — Lisboa, 30 de dezembro de 1879), foi um escritor do romantismo, político e jornalista (fundador de várias Revistas, dentre elas a "Revista Guanabara", divulgadora do gênero literário romântico e "Lanterna Mágica", publicação de humor político) , pintor, caricaturista, arquiteto, crítico e historiador de arte, professor e diplomata brasileiro.
Filho de Francisco José de Araújo e de Francisca Antonia Viana. Seu nome de batismo era Manuel José de Araújo, modificado para Pitangueira por espírito nativista, quando da Independência e, mais tarde, chegando à forma definitiva: Manuel de Araújo Porto-Alegre[3]
Porto-Alegre estudou pintura inicialmente com o francês François Thér e com os cenógrafos Manuel José Gentil e João de Deus.[4] Mudou para o Rio de Janeiro em janeiro de 1827, para matricular-se na Escola Militar do Rio de Janeiro. Estando, porém, a escola fechada, em férias, e como tinha noções de pintura e desenho (tendo sido, inclusive, pintor de cenários de teatro), matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes, na qual foi aluno de Jean Baptiste Debret.
Em 25 de julho de 1831, graças a uma subscrição de Evaristo da Veiga, Porto-Alegre viaja para Paris, em companhia de seu mestre e amigo Debret, que deixava definitivamente o Brasil. Na Europa, estuda na Escola de Belas Artes de Paris e viaja pela Itália, onde estuda com o arqueólogo Antonio Nibby. Viaja para a Inglaterra, Países Baixos e Bélgica com o poeta Gonçalves de Magalhães. Volta para o Rio de Janeiro em maio de 1837 e passa a desenvolver atividades variadas como professor de desenho, poeta e, inclusive, crítico e historiador de arte, área na qual também é considerado como fundador da disciplina no Brasil.
Em 1840 foi nomeado pintor da Câmara Imperial e foi responsável pelos trabalhos de decoração para a coroação do imperador D. Pedro II e seu casamento com D. Teresa Cristina. Como arquiteto executou diversos projetos no Rio de Janeiro, dos quais destacam-se as obras no Paço Imperial, o plano arquitetônico da antiga sede do Banco do Brasil, da Escola de Medicina e do prédio da Alfândega.
Manuel de Araújo Porto-Alegre foi vereador no Rio de Janeiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e nomeado diretor da Imperial Academia de Belas Artes em 1854, cargo que ocupou até 1857. [4] Como diretor da Academia promoveu a ampliação da área construída, anexando o Conservatório de Música e a Pinacoteca, além de estabelecer uma série de reformas no seu currículo e seus métodos de ensino.
Em 1857 iniciou sua carreira diplomática, primeiramente na Prússia, em Berlim, depois em Dresden (1860) e Lisboa, onde chegou em 1866 e permaneceu até sua morte. Em Lisboa recebeu o imperador do Brasil D. Pedro II, quando este saiu em viagem de férias pelo mundo.
Em 1865, exercendo função diplomática em Dresden, Alemanha, Porto-Alegre escreveu uma carta a seu amigo Joaquim Manuel de Macedo, que era professor dos filhos da princesa Isabel de Bragança, na qual ele se declara espírita e fala de suas psicografias recebidas do Plano Espiritual, revelando que a princesa Isabel, católica, lhe perguntou "quem é meu espírito protetor?". A carta se encontra arquivada no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e contém 12 páginas manuscritas, correspondência esta que foi publicada na íntegra, com análise circunstanciada, no livro "Barão de Santo Ângelo, O Espírita da Corte" (Editora Lorenz), de autoria do jornalista Paulo Roberto Viola.
Em 1874, Porto-Alegre foi agraciado pelo imperador do Brasil D. Pedro II com o título nobiliárquico de barão de Santo Ângelo, com brasão de armas. O brasão utiliza as mesmas armas do ramo nobre português da família Araújo, da qual Porto-Alegre descendia. Todos os descendentes do barão de Santo Ângelo não utilizam mais o sobrenome Araújo, vindo a adotar Porto-Alegre como sobrenome.
Seus restos mortais foram trazidos ao Brasil em 1922. Patrono da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, Araújo Porto-Alegre ganhou nome de rua na cidade do Rio de Janeiro, justamente a rua onde fica a sede da histórica Associação Brasileira de Imprensa.
Porto-Alegre foi o primeiro artista a publicar uma caricatura no Brasil, em 1837. Entre 1837 e 1839, de volta de sua viagem à Europa, Manuel de Araújo Porto-Alegre produziu uma série de litografias satíricas que eram vendidas em unidades separadas nas ruas do Rio de Janeiro. A primeira, intitulada A campainha e o cujo, circulou em 14 de dezembro de 1837, vendida por 160 réis, mas não fora assinada (sua autoria só seria reconhecida posteriormente) e apresentava Justiniano José da Rocha, diretor do jornal Correio Oficial, ligado ao governo, recebendo um saco de dinheiro.
Nesse mesmo ano, o artista escreveria a peça Prólogo dramático, podendo, pois, ser considerado, sem grande margem de erro, o primeiro dramaturgo brasileiro, já que tanto o Barroco como o Arcadismo, além da fase inicial do próprio Romantismo, foram, na literatura, movimentos eminentemente poéticos. Ajudou Gonçalves de Magalhães na criação da revista Niterói, em 1836, e fundou com Joaquim Manuel de Macedo e Gonçalves Dias a revista Guanabara', em 1849, que abrigaram os grupos iniciais do Romantismo no Brasil.
Porto-Alegre lançou ainda, em 1844, a revista Lanterna Mágica, primeira publicação de humor político da imprensa brasileira, que circulou por onze edições, incorporando a charge e a caricatura, que deixaram assim de ser vendidas separadamente. A publicação, que tinha o subtítulo Periódico plástico-filosófico, apresentava dois personagens que criticavam as situações do momento, Laverno e Belchior, à semelhança dos tipos Robert Macaire e Bertrand, criados pelo caricaturista francês Honoré Daumier e que tinha em Rafael Mendes de Carvalho seu principal desenhista.
Também deixou outras obras, entre elas, Colombo, Brazilianas (onde escreveu com o pseudônimo Tibúrcio do Amarante) e a Estátua Amazônica.
Fonte: Wikipédia
| 1806 |
November 29, 1806
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Rio Pardo, Rio Grande do Sul, Brazil
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| 1842 |
July 24, 1842
Age 35
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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
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| 1844 |
1844
Age 37
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Lisbon, Lisboa, Portugal
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| 1879 |
December 29, 1879
Age 73
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Lisbon, Lisbon, Portugal
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