Maria Rosa de Almeida

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About Maria Rosa de Almeida

Os escrúpulos do marquês do Lavradio devem ser analisados a partir de uma medida do conde de Oeiras, contida no alvará de 5 de outubro de 1768, tornado público cerca de dois meses antes da referida correspondência entre o marquês e o Secretário de Estado.

O alvará desferia um golpe na "seita dos puritanos", que congregava representantes de antigas Casas fidalgas.

A existência oficial do "puritanismo" estava consignada no Compromisso da Confraria do Santíssimo Sacramento de Santa Engrácia, de 1663, que apontava as distinções adoptadas pelos "puritanos" para excluir de suas alianças as Casas suspeitas de "contaminação" por sangue judeu, árabe ou negro.

No bojo das medidas para promover os investimentos em Portugal e modificar certos códigos de comportamento da antiga nobreza, incompatíveis com a modernização pretendida por Pombal, estava o fim da distinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos, incidindo sobre o "puritanismo".

Porém, Francisco Falcon discute os limites ideológicos da medida contra os "puritanos", atribuindo-a mais a um ato político, um meio de golpear a fidalguia, que ao reconhecimento moral da indistinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos.

Por determinação do alvará, as famílias puritanas com filhos em condições de casar tinham um prazo de quatro meses para o ajuste dos casamentos com membros de famílias alijadas de seus círculos de aliados. Fora prescrito que a letra da Lei seria levada, individualmente, ao conhecimento dos fidalgos identificados com a "seita".

Assim, foram chamados à presença do conde de Oeiras para a leitura do alvará, entre outros fidalgos, o conde de Vilar Maior, sogro de D. Maria Rosa de Almeida.

Entre as Casas alijadas do círculo dos "puritanos", a de Lavradio foi a que mais concedeu filhas em matrimônio com os sucessores dos que se intitulavam "limpos de sangue".

Na carta de 15 de dezembro de 1768, fica claro que o conde de Vilar Maior realmente cumpriu o prazo estipulado pelo alvará para agenciar o casamento de seu filho.

Quanto mais pela suspeita bastante curiosa contida na correspondência, acerca das possíveis relações entre Lavradio e o conde de Oeiras envolvendo D. Maria Rosa: "Esta filha devo dizer a V.Ex.ª que me deve todo o amor, ela mereceu sempre a V.Ex.ª, desde os seus primeiros anos, muito carinho e favor, desejo não seja infeliz, suplico a V.Ex.ª por ela a sua piedade e a sua protecção.

in, Mediações entre a fidalguia portuguesa e o Marquês de Pombal: o exemplo da Casa de Lavradio, http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882004000200013&script=sci_arttext

Filhos:

Manuel Teles da Silva * 24.02.1772

Luis Teles da Silva Caminha e Menezes, 5º marquês de Alegrete * 21.04.1775 + D. Francisca Maria do Carmo de Noronha + a irmã D. Margarida de Almeida Portugal

Mariana Teles da Silva * 12.01.1778

Eugénia Teles da Silva * 22.05.1779

José Teles da Silva * 16.03.1781 , Dom Prior da Colegiada de Nª Sª da Oliveira de Guimarães, Lente de Cânones da Universidade de Coimbra.

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Maria Rosa de Almeida's Timeline

1753
August 27, 1753
Lisbon, Lisbon, Portugal
1775
April 21, 1775
Age 21
Lisboa, Lisboa, Portugal
1783
1783
Age 29
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