Martim Afonso Tibiriçá, Cacique Guaianá

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Martim Afonso Tibiriçá, Cacique Guaianá

Nicknames: "Cacique Tiviriçá"
Birthdate:
Birthplace: São Paulo, Brazil
Death: Died in São Paulo, Sao Paulo, Brazil
Place of Burial: Brazil
Immediate Family:

Son of Amyipagûana Guayaná and NN
Husband of Potyra Índia Tapuia
Father of Isabel "Bartira" Mbicy Dias Tibiriçá; Beatriz, Índia Tapuia; Ítalo; Ará; Toruí and 3 others
Brother of Piqueroby Cacique dos Hururahy; Ararai Ururay-pe; Tapiro and Caiuby Ururay-pe

Occupation: Cacique Tupiniquim, Morubixaba (Chief warrior of tribe)
Managed by: Nivea Nunes Dias
Last Updated:

About Martim Afonso Tibiriçá, Cacique Guaianá

Tibiriçá (ou Martim Afonso Tibiriçá). Cacique guaianá, chefe de grande parte de nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na Aldeia de Inhapuambuçu. Foi batizado pelos Padres Leonardo Nunes e José de Anchieta com o nome de Martim Afonso Tibiriçá, em homenagem ao fundador de São Vicente (Martim Afonso de Sousa). Colaborou na fundação de São Paulo, ali se estabelecendo no local onde hoje se encontra a Abadia de São Bento. Em 9-JUL-1562 participou da defesa de São Paulo contra ataque de tupis, guaianás e carijós chefiados por seu sobrinho Jagoanharo. O casamento de uma de suas filhas (Terebé) com o jesuíta Pedro Dias teve a concordância do Geral da Ordem dos Jesuítas (Santo Inácio de Loiola, então residente em Roma), tendo em vista o interesse da Igreja em um bom relacionamento dos índios com os portugueses. Outra de suas filhas, Bartira, casou-se c. João Ramalho e uma terceira, batizada com o nome de Beatriz Dias, foi mulher de Lopo Dias. Tibiriçá fal. em S. Paulo (SP) em 25-DEZ-1562, em idade avançada, tendo seu corpo sido sepultado na Igreja do Colégio da Companhia de Jesus.

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Tibiriçá foi o primeiro índio a ser catequizado pelo padre José de Anchieta. Foi convertido e batizado pelos jesuítas José de Anchieta e Leonardo Nunes. Seu nome de batismo cristão foi Martim Affonso, em homenagem ao fundador de São Vicente. Sua data de nascimento é calculada em 1440. Seus restos mortais encontram-se na cripta da Catedral da Sé, na cidade de São Paulo."Maioral" ou "Vigilância da Terra", na língua Tupi, Cacique guaianás ou tupi, sendo divergentes nesse ponto as opiniões dos historiadores. Chefe de uma parte da nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na aldeia de Inhampuambuçu. Irmão de Piquerobi e de Caiubi, índios que salientaram durante a colonização do Brasil, o primeiro como inimigo e o segundo como grande colaborador dos jesuítas. --------------------

" Chefe da aldeia Inhapuambuçu, foi batizado com o nome de Martim Afonso Tibiriçá.
Repeliu com grande intrepidez, o ataque dos Tupiniquins que confederados com outras tribos, deram formidável assalto a nascente povoação de São Paulo em 10.07.1562"

Informação retirada da obra " Patriarcado de Romualdo de Sousa Brito " do Prof. Benedito de Sousa Brito. _____________

Quando Martim Affonso de Souza chegou á capitania de S. Vicente em 1532 os Guayanazes constituiam formidavel confederação de tribus autonomas, espalhadas pelo territorio do actual Estado de S. Paulo. Tres dessas tribus salientaram-se entre as demais: a de Geribatiba governada por Cayubi, a de Ururay dirigida por Piqueroby e a de Piratininga assistida e celebrisada pelo valoroso e heroico Tibiriçá ou Tevereça.

Depois que os jesuitas fundaram o collegio de São Paulo em 1554, Tibiriça mudou sua residencia para fixar-se nas immediações do actual S. Bento. Muitos parentes e amigos o acompanharam nesta proveitosa resolução. Seriam visinhos dos padres jesuitas, os maiores protetores da raça indigena! As salutares lições da doutrina chistan, tão piedosamente pregadas por José de Anchieta e Leonardo Nunes calaram profundamente no espirito de Tibiriça. As aguas baptismaes correram sobre sua fronte e lhe deram o caracter christão dignificando-lhe o nativo pendor. Foi-lhe imposto o nome de Martim Affonso em homenagem ao donatario de S. Vicente. Exemplo digno de imitação, ainda em nossos dias, neste grande regulo! Amigo sinsero e devotado dos jesuitas, defendeu-os em todos assaltos das tribus revoltadas. Vassalo fiel, respeitava e honrava o representante regio vendo na legitima autoridade o poder emanado de Deus. Depois de uma vida de heroismo e piedade em prol da Patria nascente e da Religião divina, morre este chefe magnifico a 25 de Dezembro de 1562. Recebeu todos os sacramentos administrados pelo jesuita Padre Fernão Luiz, com grande ediificação de todos. Alma sensivel, lamentava-se não ter seguido com mais perfeição a santidade da doutrina que abraçara e defendera. Recommendou á sua familia, na angustiosa hora da despedida, seguisse sempre a doutrina e conselhos dos padres jesuitas, seus paes espirituaes. Sua morte foi muito sentida e seu enterro um dos mais solemnes do S. Paulo primitivo.

0 Padre Anchieta, em carta escripta de S. Paulo a 16 de Abril de 1563, exprime-se assim, a respeito desse acontecimento: "Foi enterrado em nossa igreja com muita honra, acompanhando-o todos os christãos portuguezes com a cêra de sua confraria. Ficou toda a Capitania com grande sentimento de sua morte pela falta que sentem, porque este era que sustentava os outros, conhecendo-se-lhes muito obrigados pelo trabalho que tomou de detender a terra, mais que todos cremos que lhe devemos nós, os da Companhia e por isso determinou dar-lhe em conta nao só de bemfeitor, mas ainda de fundador e conservador da Casa de Piratininga e de nossas vidas."

Muitas filhas de Tibiriça casaram-se com portuguezes. Assim Mbicy ou Bartira, depois Isabel, casara-se com João Ramalho. Beatriz casara-se com Lopo Dias, como affirma Silva Leme na "Addenda da Genealogia Paulista", pagina 67.

Informação retirada do livro "Notas para a Historia de Parnahyba" (Publ. 1935) escrito pelo Padre Paulo Florêncio da Silveira Camargo, Vigário de Santana de Parnaíba no começo do século passado.

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Martim Afonso Tibiriçá, Cacique Guaianá's Timeline

1440
1440
São Paulo, Brazil
1500
1500
Age 60
Brazil
1562
December 25, 1562
Age 123
São Paulo, Sao Paulo, Brazil
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