Paulo Roberto Falcão MP

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Birthdate: (60)
Birthplace: Abelardo Luz, Santa Catarina, Brazil
Occupation: Futebolista, Treinador de Futebol, Comentarista
Managed by: Carla Assenheimer (C)
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Immediate Family

    • Cristina
      wife
    • Antônia
      daughter
    • Rosane
      wife
    • Paulo
      son
    • Bento
      father
    • Azize
      mother

About Paulo Roberto Falcão

É ex-futebolista, comentarista esportivo, jornalista e técnico brasileiro, que atuava como volante. Atualmente é técnico do Bahia.


Um livro sobre Falcão já foi lançado. Histórias da Bola, traz depoimentos do ex-futebolista ao jornalista Nilson Souza. Ele conta episódios de sua vida como jogador de futebol. A primeira edição foi lançada em 1996.

Carreira


Estreou como jogador profissional no Internacional de Porto Alegre na década de 1970, jogava no meio de campo, tecnicamente, era um meia direita, mas jogava avançado e rapidamente destacou se pela grande quantidade de gols que marcava, comandando o Internacional na campanha das conquistas do campeonato brasileiro de 75, 76 e 79, além de ter ganho cinco estaduais (1973, 1974, 1975, 1976 e 1978). Jogador de técnica brilhante e de estilo clássico e elegante, é considerado até hoje um dos maiores ídolos da história do clube.


Estreou na Seleção Brasileira no dia 21 de fevereiro de 1976, em um jogo entre Brasil e um combinado dos times de Brasília. Em um ano avassalador, quando ganhou a bola de ouro, dada ao melhor jogador do Brasileirão daquele ano, era quase certo que seria convocado para jogar na Copa do Mundo de 1978, na Argentina, principalmente por fazer parte de listas antigas, foi em uma destas listas, que Falcão se apresentou dois dias atrasado por problemas médicos, ao chegar lá, o técnico brasileiro teria dito que ele precisaria entrar em forma, para depois falar com ele, e após o jogo contra a Colômbia, Falcão relatou que teria acontecido uma discussão pesada, o que acarretou na sua exclusão da seleção do técnico Cláudio Coutinho, que preferiu levar Chicão, do São Paulo.


No início da década de 1980 transferiu-se para a AS Roma, na Itália. Ajudou o time a conquistar o scudetto fato que não ocorria desde 1942; também comandou o time, ocasião em que ganhou a alcunha de "Rei de Roma" (e, na própria Itália, de Divino ou "o oitavo rei de Roma") foi comprado pela soma de um milhão e meio de dólares, em 10 de agosto, e permaneceu no clube até 1985. Apesar do excelente retrospecto nas equipes brasileiras, o jogador era quase desconhecido na Europa (nos últimos meses haviam sido anunciados para a Roma nomes de jogadores brasileiros muito mais conhecidos até então, como Zico ou Rivelino). Estreou com a camisa de Roma num amistoso contra o seu antigo time, disputado em 29 de agosto do mesmo ano, em que a Roma e o Internacional empataram em dois gols. Estreou no campeonato italiano em 19 de setembro, em jogo que a Roma venceu o Como por 1 a 0. Disputou um total de 107 jogos, e marcou 22 gols. Os motivos para abandonar a equipe giallorossa foram atribuídos a divergências com o então presidente, Dino Viola. Deve-se salientar, no entanto, que a sua remuneração foi a mais alta paga até então para um jogador de futebol em Itália: mais de mil milhões de liras por ano.


Em 1982 fez parte, ao lado de Zico, Sócrates, Júnior e Toninho Cerezo, sob o comando de Telê Santana, da talentosa seleção brasileira que perdeu para a Itália na Copa de 1982, em célebre partida válida pelas quartas-de-final disputada no Estádio de Sarrià, em Barcelona, Espanha.


Falcão encerrou sua carreira como jogador, jogando pelo São Paulo Futebol Clube em 1986 e conquistou o título paulista.


Em 1990, comentou, ao lado de João Saldanha, a Copa do Mundo da Itália pela Rede Manchete. Pouco depois do evento, recebeu um convite para treinar a Seleção Brasileira de Futebol, era o inicio de sua carreira como treinador, obteve o vice campeonato da Copa America. Mesmo encarando-se aquele como um trabalho de transição após o fiasco da Copa de 1990, no qual não importariam tanto os títulos ou mesmo os resultados em si, mas sim a formação de uma nova equipe apta a disputar a Copa de 1994, Falcão sofreu com a pressão após desempenhos considerados inexpressivos, combinada a uma forte cobrança por parte da imprensa, o que fez com que se afastasse do comando do time nacional ainda em 1991, sem completar um ano de trabalho. A estruturação de um padrão de jogo ofensivo (que buscava se diferenciar do pragmatismo adotado pelo antecessor Sebastião Lazaroni) não foi seguida pelo sucessor Carlos Alberto Parreira, mas a posteriori reconheceram-se os méritos de Falcão na formação do time que conquistaria o tetracampeonato, pois foi o primeiro a convocar jogadores, como Cafu, Márcio Santos e Mauro Silva, que seriam importantes na história daquele título mundial.


Como treinador do América do México, conquistou a Copa Interamericana em 1991 e a Copa dos Campeões da CONCACAF em 1992. Em 1993 assumiu pela primeira vez o comando do Internacional, time que o projetou como jogador profissional e onde é um dos maiores idolos da torcida. Também esteve no comando da Seleção Japonesa de Futebol entre 1994 e 1995.


Falcão atuou por um grande período (14 anos, de 1996 a 2010) como comentarista esportivo da Rede Globo de televisão. Foi comentarista anteriormente na Rede Manchete, e teve também um programa semanal de entrevistas na Rádio Gaúcha.


Em abril de 2011, largou seus trabalhos na televisão e no rádio, e voltou a ser técnico de futebol, voltando a comandar o Internacional. Foi eliminado em casa pelo Peñarol nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América, mas levou o time a mais um título gaúcho, o seu primeiro como técnico do clube, superando o rival Grêmio após uma disputa por pênaltis. No dia 18 de julho, após apenas três meses no comando do Internacional, foi demitido pelo então presidente do clube, Giovanni Luigi, um dia após a derrota por 3 a 0 para o São Paulo, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio.


Em fevereiro de 2012, Falcão foi anunciado como novo treinador do Esporte Clube Bahia, substituindo Joel Santana que havia acertado com o Flamengo. Sua estreia no comando do Bahia aconteceu exatamente no maior clássico da equipe, o Ba-Vi, onde Falcão reencontrou seu ex-companheiro de Seleção Brasileira, Toninho Cerezo, treinador do arquirrival Vitória. O clássico acabou empatado sem gols, porém a postura ofensiva apresentada pelo tricolor baiano na partida acabou por agradar a maior parte dos torcedores e da imprensa, obtendo, inclusive, uma grande série invicta e o melhor ataque do Brasil no início do comando.

Vida pessoal


Seu primeiro casamento foi com Rosane Leal Damazio, antiga esposa de Paulo Bonamigo. Com Falcão, ela teve um filho, Paulo, nascido em 1993. O casamento durou de 1991 a 1997. Rosane ainda acusou Falcão de ter sequestrado seu filho, que estava sob a guarda dela nos Estados Unidos, o que foi negado pelo pai. No mesmo ano, porém, ele retomou a guarda da criança.


O treinador de futebol ainda enfrentou um processo por suposto assédio sexual. Dalva Sandra Pereira, telefonista da RBS, o denunciou sob acusação de tê-la forçado a praticar sexo diversas vezes. Quando jogava na Roma, Falcão teve um filho com Maria Flávia Frontani, Giuseppe, cuja paternidade não reconheceu até a justiça italiana obrigá-lo,em 1999.


Em 2003, Falcão se casou com a jornalista Cristina Ranzolin, apresentadora do Jornal do Almoço, e que por dois anos apresentou o Jornal Hoje.

Fonte:Wikipédia

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