Pedro Taques de Almeida

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Pedro Taques de Almeida

Birthdate:
Death: Died
Immediate Family:

Son of Pedro Taques and Ana de Proença
Husband of Potência Leite and Potência Leite
Father of Pedro Taques de Almeida, (morreu criança)
Brother of Lourenço Castanho Taques, o Velho; Maria Pompeu Taques; Guilherme Pompeu de Almeida and Antônio Pompeu de Almeida

Managed by: Nádia Moller Costa da Silva
Last Updated:

About Pedro Taques de Almeida

Pedro Taques de Almeida ou Pedro Taques foi chefe do partido dos Pires contra o partido dos Camargos na guerra que perturbou São Paulo na metade do século XVI. Foi assassinado em setembro (outros dizem que em 26 de outubro de 1644)nas imediações ou no adro da igreja matriz, hoje Sé, da vila de São Paulo e deixou testamento. Casara com Potência Leite, filha de Pedro Dias Pais Leme e de Maria Leite, tendo apenas um filho, Pedro, morto cedo.

«Morto à falsa fé por frivola rivalidade entre os dois, como dirá outro Pedro Taques, o genealogista. Já em 1639 tinham-se chocado com armas em pleno dia e pelas ruas principais, com os sequazes dos dois bandos pelejando em pleno dia».

Origem familiar

Seu avô, Francisco Taques Pompeu, era natural do Brabante, dos estados de Flandres, da nobre família e passou a Portugal por causa do comércio, fazendo assento na vila de Setúbal, onde casou com Inês Rodrigues, da mesma vila, sendo moradores na freguesia de S. Julião. Teve dois filhos, Francisca Taques e Pedro Taques.

1 - Francisca foi casada com Reinaldo João, fidalgo da Alemanha, pagem do real estandarte de el-rei D. Sebastião. Achando-se em Setúbal teve este alemão diferenças com Fernão Velho, fidalgo da casa real, que tirou-lhe a vida, apesar do decreto real que à vítima assegurava a vida. O Este crime foi cometido publicamente, de dia, em Setúbal, pelo qual foi preso Fernão Velho e, depois de processado, degolado em cadafalso em Lisboa, esquartejado seu cadáver, e suas casas entulhadas de sal para eterna memória do caso. Por essa infelicidade não tiveram geração.

2 - Pedro Taques passou ao Brasil no caráter de secretário do governo, na comitiva de D. Francisco de Sousa, 7º governador geral em 1591. Esteve na Bahia até 1598, e veio com D. Francisco de Sousa a São Paulo visitar as minas de ouro e ferro descobertas por Afonso Sardinha. Em São Paulo se casou com Ana de Proença, paulista, filha de Antônio de Proença, moço da câmara do infante D. Luís, e de Maria Castanho. Deixando o cargo de secretário em 1602 com a retirada para o reino de D. Francisco de Sousa, serviu os honrosos cargos da república em São Paulo (por exemplo, foi almotacel em 1603), até que em 1609, quando voltou do reino o dito D. Francisco de Sousa, recebeu dele a mercê do ofício de juiz dos órfãos da vila com caráter vitalício por provisão de 6 de junho de 1609. Ficou no cargo até 1612 e morreu muito idoso em 26 de outubro de 1644.

Tiveram Pedro Taques e Ana de Proença seis filhos:

1 - Pedro Taques de Almeida, objeto deste verbete. 2 - Guilherme Pompeu de Almeida, o maior potentado de São Paulo 3 - Lourenço Castanho Taques, famoso bandeirante 4 - Sebastiana Taques 5 - Mariana Pompeu 6 - Antônio Pompeu de Almeida.

A disputa e o assassinato

Escreveu seu parente Pedro Taques em sua obra «Nobiliarquia Paulistana» que "em 1640, tendo se levantado uma disputa entre Fernando de Camargo (o Tigre) e Pedro Taques, desembainharam as espadas e adagas no largo da matriz da vila de São Paulo (hoje largo da Sé) e se travou renhido combate, em que tomou parte numeroso concurso de um e outro partido, os quais, em vez de atalharem a pendência, começaram a ofender-se uns aos outros.

Travado o combate na porta da igreja, percorreram as ruas sempre combatendo, até chegarem novamente ao ponto de partida, e isto com tanta felicidade que, tendo morrido no conflito muitas pessoas, feridas por escopetas, entretanto escaparam os principais contendores. Passado tempo, quando já convalescidos das feridas os dois contendores, existia um temor de novo combate para o qual se desafiavam os dois partidos formados de parentes e aliados, os quais nesse tempo se declararam inimigos, sem mais causa para tanto desacerto, vingança e ódio que o indesculpável estímulo de uma cega paixão. Em 1641, estando Pedro Taques em conversação com um amigo, e tendo as costas para a porta travessa da matriz de S. Paulo, veio a falsa fé Fernando de Camargo, e correu a adaga pelas costas de Pedro Taques, que para logo perdeu a vida, a rigor do golpe, dirigido mais pela vileza do animo do que pela tirania do ódio».

Segue o genealogista em sua explicação, fazendo uma ressalva: «Cumpre observar que este crime, se foi cometido por Fernando de Camargo (o Tigre) não foi planejado por uma só cabeça, pois que no inventário do capitão Pedro Leme do Prado, morto em 1658 em Jundiaí, se encontra uma escritura de perdão, na qual figuram como partes, de um lado Ana de Proença, mãe de Pedro Taques, representada por seu filho o Capitão Guilherme Pompeu de Almeida, e do outro Maria Gonçalves, viúva do capitão Pedro Leme do Prado, representada por seu filho o padre Pedro Leme do Prado; nessa escritura Ana de Proença concede o perdão a Maria Gonçalves da morte praticada pelo dito capitão Pedro Leme na pessoa de Pedro Taques. Isto vem provar que ou o crime não foi praticado por Fernando de Camargo (o Tigre), ou, se foi este o autor dessa morte, foi votada em uma conspiração em que figuravam o capitão Pedro Leme e provavelmente outros membros do partido dos Camargos, sendo, nesta hipótese, Fernando de Camargo (o Tigre) o sorteado para essa execução; em vez de fazer uma emboscada, protegido pela sombra da noite, preferiu executar a ordem em pleno dia, no largo da Sé.»

Um homônimo, no início do século XVIII

Haverá outro PEDRO TAQUES DE ALMEIDA, que em 20 de março de 1701 escreveu uma carta ao governador geral D. João de Lencastre em que afirma: «Dizem os homens que tem andado este sertão que é e será mais fácil conduzir gado dos currais desta cidade da Bahia para as Minas do que levá-los destas capitanias de São Paulo.» Estava-se preocupando o governador com o abastecimento das Minas, dada a grande fome que assolara os mineiros nos anos anteriores a ponto de forçar sua evacuação. Diz também que o Quinto era de 12 arrobas, das quais sete arrecadadas em São Paulo e cinco em Taubaté. Comenta que Borba Gato, agraciado por Artur de Sá e Menezes com o título de tenente-general como recompensa a seu serviço ao Rei, fizera pesquisas e novas descobertas de prata».

Eram erros grosseiros, porém, como logo se veria: Borba Gato confundira o ouro paladiado das proximidades de Sabará com prata. A carta diz que «o tenente-general Manuel Borba Gato trouxe agora ao general Artur de Sá e Menezes umas folhetas limitadas, que parece foram douradas, que me certifica o dito general era prata achada entre ouro das quebradas, em que alguns serros daquele território afocinham, porque raspando o dourado mostra prata, e neste mesmo sítio se descobriu ouro, que os mineiros puseram-lhe o nome de prateado, porque é mais prata que ouro, razão por que não o lavram, por não ter valor; e sem mineiros será dificil descobrir-se prata.» Deduz-se por esta carta que os mineiros se tornavam exigentes e não mais se davam ao incômodo de lavrar sítio onde a prova não desse de meia oitava para cima, havendo ribeiros onde eram frequentes bateadas de meia libra. Cada negro lavrava por dia umas 40 - 50 batéias de terra.

Distribuidas as datas nos primeiros anos, os paulistas andavam felizes, tirando ouro facil das lavagens, batéias peneirando o cascalho dos rios, ou trabalhando com picaretas e almocafres nos filões superficiais. Esta fase pioneira logo acabaria.

Seu filho foi João de Góis e Almeida, sertanista.

Fonte: WP