Pedro Vaz de Barros (b. - 1676)

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Nicknames: "Vaz Guaçu"
Death: Died
Managed by: HPR
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About Pedro Vaz de Barros

Genealogia Paulistana, (Luiz Gonzaga da Silva Leme) Vol. III, Tit. Pedroso Barros Cap. 4.º, pagina 481

Pág. 481

A seu respeito escreveu Pedro Taques:

"Nesta sua capela teve Pedro Vaz de Barros sua maior assistência. Foi a sua casa e fazenda uma povoação tal que bem podia ser vila, e ainda hoje as casas que foram de sua residência servem de padrão que lhe acusam a maior magnificência, como obra daquele tempo. Teve muito grande tratamento, correspondente aos grossos cabedais que possuía, entre cujos móveis teve uma copa de prata de muitas arrobas. A sua casa era diariamente freqüentada de grande concurso de hóspedes, parentes, amigos e estranhos, que todos concorriam gostosos a fazer-lhe uma obsequiosa assistência. Todos eram agasalhados com grandeza daquela mesa, na qual com muita profusão havia pão e vinho da própria lavoura, e as iguarias eram vitelas, carneiros e porcos, além das caças terrestres e voláteis, das quais os seus caçadores atualmente conduziam com fartura, e por isso de tudo havia com abundância, e com tanta prevenção que, a qualquer hora da tarde que chegavam novos hospedes, estava a mesa pronta, como se para estes fora conservada. Foi cognominado - Grande - chamando-se-lhe assim pelo idioma brasílico: - Pedro Vaz Guassú".

A ele dirigiu o rei uma carta pedindo seu auxilio a frei Pedro de Sousa que em 1682(1) fora incumbido de examinar as minas de ouro, prata e cobre no termo da vila de Sorocaba. Continua Taques:

"o seu nome foi respeitado em todo o Brasil com veneração. Governando a cidade da Bahia Alexandre de Sousa Freire, escreveu este a Pedro Vaz de Barros em 1669, expondo-lhe os danos e hostilidades que experimentavam os moradores do recôncavo da Bahia dos bárbaros índios que, em repetidos assaltos, iam acabando aos ditos moradores, pedindo-lhe quisesse ir de socorro para conquistar os reinos dos ditos bárbaros, e fazer nisto particular serviço a S. Majestade, e resgatar a Bahia da infecção destes índios. Teve efeito este socorro no mês de Maio de 1671, em que na vila de Santos se embarcou a recruta desta gente que, chegando à salvamento à Bahia, penetraram o sertão, onde conseguiram tão feliz vitória contra os bárbaros que o governador geral se antecipou a dar conta dela em 1673 aos oficiais da câmara de S. Paulo, para que aplaudissem a glória dos seus naturais, que inteiramente tinham destruído os principais reinos e aldeias, que havia muitos anos, infeccionavam aquele estado.

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(1) Esta data não combina com a da morte em 1676.

Pág. 482

Destruídos os inimigos, morreram dos prisioneiros acima de oitocentos homens no mesmo sertão de uma quase peste, e só chegaram a cidade mil e quinhentos, os quais foram repartidos pelos soldados e cabos de guerra, (da qual tinha sido encarregado com caráter de governador Estevão Ribeiro Bayão Parente) na forma do assento que antes desta guerra se havia tomado sobre o cativeiro destes inimigos, com presidência do Governador geral do mesmo Estado, depois de ouvidos os teólogos que na matéria deram o seu voto. (Tal era a moral e direito das gentes daquele tempo. Mas sem o interesse do serviço dos índios não teriam feito os paulistas tão dilatadas e pasmosas jornadas pelo sertão, que ocasionaram os descobrimentos que hoje estão povoados) Pedro Vaz de Barros tinha mais de mil e duzentos índios e índias, alem da sua família, na sua fazenda de S. Roque."

Pedro Vaz de Barros não foi casado, mas teve os 9 f.ºs bastardos que seguem havidos de diversas mulheres, como consta do inventário do capitão Pedro Vaz de Barros em 1676. 1-1 Braz Leme de Barros (f.º da mameluca Justina)

1-2 Joanna Vaz de Barros (f.ª da mameluca Justina)

1-3 Maria Vaz de Barros (f.ª da mameluca Justina)

1-4 Izabel, f.ª de Catharina

1-5 Lourença, f.ª de Theresa

1-6 Margarida, f.ª de Rufina

1-7 Marianna. f.ª de Maria

1-8 Pachoa de Barros (f.ª de Barbara do Amaral)

1-9 Leonor (f.ª de Barbara do Amaral)