Pedro de Mendonça, alcaide-mór de Mourão

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About Pedro de Mendonça, alcaide-mór de Mourão

Pedro de Mendonça Furtado, ou Pedro de Mendoça Furtado (1592 - 1652) como era uso na sua época , foi o 5.º alcaide-mor de Mourão, alcaide-mor e comendador de Santiago do Cacém, comendador de São Vicente de Vila Franca de Xira, senhor do Morgado dos Pantoja e da Casa dos Almada-Abranches (mestres-sala do Rei), lugar-tenente do príncipe D. Afonso (futuro rei D. Afonso VI de Portugal), comendador-mor da Ordem de Santiago e guarda-mor de D. João IV .

Foi um dos principais "40 Conjurados, que ajudou a convencer o Duque de Bragança a aceitar a Coroa de Portugal " contra o domínio filipino.

A sua presença consta no 1.º "Auto do Levantamento e Juramento d' El-Rei Dom João IV" (de fidelidade) realizado no dia 15 de Dezembro de 1640, já com as funções de guarda-mor e assim como no seguinte, solenemente confirmando-o, em 28 de Janeiro de 16415 .

Filho de: Francisco de Mendoça Furtado, 4.º senhor e alcaide-mor de Mourão, comendador de São Pedro de Pinhel, governador e capitão general de Mazagão, filho de de Diogo de Mendoça, 3.º senhor e alcaide-mor de Mourão e de sua mulher D. Maior Manuel de Vilhena.

E de D. Joana de Noronha, filha de D. Pedro de Abranches, mestre-sala de D. João III, embaixador a Carlos V, comendador de Ansiães, casado com D. Brites de Noronha, filha herdeira de Pedro Pantoja, comendador de Santiago do Cacém, alcaide-mor e comendador de Tavira, chefe dos Pantoja, e de sua mulher D. Margarida de Mendonça.

Casou 1º vez com: D. Catarina de Menezes, filha herdeira de D. João Telo de Menezes, senhor do Morgado da Quinta de Oliveira, comendador de Santa Maria de Ancede e de sua mulher D. Catarina de Menezes. Teve:

Francisco de Mendoça Furtado (1620-depois de 1673). 6.º e ultimo alcaide-mor de Mourão, na sua família, alcaide-mor de Santiago de Cacém, comendador de São Vicente de Vila Franca de Xira e de São Pedro de Pinhel, governador e capitão general de Mazagão, governador das Armas de Castelo Branco. Foi cabeça da conspiração de 1673, que visava repôr D. Afonso VI no trono usurpado por seu irmão o Infante D. Pedro, foi sentenciado à morte e confiscados os seus bens. Conseguiu, no entanto, fugir para Espanha onde viveu até ao seu falecimento, usando o título marquês de la Torre de Almendralejo, com que, em 1668, havia sido agraciado pela Rainha Viúva, Regente de Castela, e exercendo o cargo de Regidor de Fregenal de la Sierra. Casou com D. Isabel de Melo, filha de Francisco de Melo, monteiro-mor do Reino e de D. Luísa de Mendonça. Sem geração.

No entanto teve uma filha de D. Maria de Melo, filha de de D. Paulo de Moura e de D. Brites de Melo, de seu nome D. Maior de Mendoça que casou com João de Almada e Melo, Alcaide-Mor de Palmela, Comissário da Cavalaria da Beira, com geração.

Casou 2º vez com: D. Antónia de Mendoça e Albuquerque, filha e sucessora de D. Jerónimo Manoel, "o Bacalhau", Comendador de São Miguel de Traviscoso e de São Martinho da Amoreira, capitão-mor da Armada da Índia, porteiro-mor do Rei Filipe I, e de sua mulher D. Maria de Mendoça e Albuquerque, 4.ª senhora do Morgado dos Albuquerque (de Afonso de Albuquerque), depois chamado da Bacalhoa (Azeitão). Teve:

D. Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque (1627-1677), 1º conde de Lavradio (1670), senhor donatário de Lavradio, 8.º senhor do Morgado e Palácio da Bacalhoa, governador (1661) e vice-rei da Índia (1671-1677), dos Conselhos de Estado e da Guerra, etc. Faleceu solteiro e sem geração.

D. Jerónimo de Mendoça Furtado e Albuquerque (1630-1692), governador e capitão general de Pernambuco, cavaleiro da Ordem de Malta, combatente das guerras da Restauração, tendo-se distinguido heroicamente no combate de Cavalaria de Arronches (1653) e na batalha do Ameixial (1663), tendo, respectivamente, sido agraciado com uma comenda e recebido o governo de Pernambuco. Foi julgado cúmplice de seu meio-irmão Francisco, acima, por não o ter denunciado como chefe da conspiração de 1673. Por ter recusado sair de Portugal e insistir publica e corajosamente na sua inocência, fez recair sobre si a ira do Infante Regente D. Pedro, que nunca perdoara aos "irmãos Mendonça", como se lhes referia o Padre António Vieira", a sua altivez, o seu poder político e financeiro e, sobretudo, a sua indefectível lealdade ao Rei legítimo, destronado e humilhado.

Por todos estas razões, Jerónimo de Mendoça foi enviado para a Índia, onde morreu. Entretanto, foram-lhe confiscados os bens livres e foi impedido de suceder a seu irmão Luis nos bens da Coroa e vinculados.

O título de Conde de Lavradio reverteu, assim, para a Coroa. De D. Ana Henriques, filha de Gil Vaz Lobo e de D. Briolanja Henriques, teve geração.

D. Mariana Josefa de Mendonça, veio a suceder no Morgado da Bacalhoa, por impedimento de seu irmão Jerónimo, casada com Pedro Guedes de Miranda, 10.º senhor de Murça e estribeiro-mor.

D. Nuno, Cónego da Sé de Évora.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Mendon%C3%A7a_Furtado

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