Rafael Tobias de Aguiar (1793 - 1857)

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Birthdate:
Birthplace: Sorocaba, São Paulo, Brasil
Death: Died in Santos, São Paulo, Brazil
Managed by: Manoel Dias de Toledo
Last Updated:

About Rafael Tobias de Aguiar

(1) Brigadeiro Raphael Tobias de Aguiar nascido em 1793 em Sorocaba foi o grande chefe e o ídolo do partido liberal no seu tempo(1). Foi casado com Domitila de Castro Canto e Mello,marquesa de Santos. † em 1857 em S. Paulo.

Moço inteligente e de fortuna foi mandado a estudar em São Paulo onde fez seu curso de latim, retórica e filosofia, tendo por companheiros — Diogo de Feijó, Paula Souza, Antonio Joaquim de Mello (mais tarde bispo de S. Paulo) e outros. 

Chegado à maioridade foi nomeado eleitor de comarca em 1821 para eleger os deputados às cortes constituintes de Lisboa e foi mais tarde, nas legislaturas de 1826 a 1837 eleito conselheiro do governo; neste cargo mostrou tanta inteligência e um caráter tão incorruptível que para logo se tornou um dos mais influentes e prestigiosos membros dessa corporação. Foi deputado geral na 2.ª e 3.ª legislatura de 1830 a 1837, tomando parte ativa na conversão em lei do projeto do ato adicional. Foi nomeado presidente da província de S. Paulo de 1831 a 1835 e de 1840 a 1841. Teve assento na assembléia provincial em 4 legislaturas, tendo sido presidente da mesma em duas. Teve assento na câmara dos deputados na 6.ª, 7.ª e 10.ª legislaturas e foi o mais votado para senador na lista tríplice, na vaga deixada pelo visconde de S. Leopoldo. Foi condecorado por seus serviços com a comenda da ordem de Cristo, com a dignitaria da imperial ordem da Rosa e teve também o posto de brigadeiro.

O projeto de reforma do código do processo e da criação do conselho de estado encontrou viva oposição do partido liberal que em S. Paulo era chefiado pelo brigadeiro Raphael Tobias, e não podendo impedir sua aprovação que teve lugar em 1841, esgotados todos os recursos de oposição, foi resolvido apelar para a sorte das armas, para o que planejou-se a revolução que devia arrebentar em Minas e S. Paulo. Foi o brigadeiro Raphael Tobias aclamado presidente da província de S. Paulo pelos revoltosos em Sorocaba em Março de 1842; porém, teve de fugir para o Rio Grande do Sul, visto sua força, composta na maior parte de paisanos, não poder medir-se com as disciplinadas do governo; derrotada nos primeiros encontros na Venda Grande em Campinas, dispersou-se a força revoltosa procurando cada um fugir as perseguições e punição que lhe eram destinadas. Foi preso o brigadeiro Tobias e metido na fortaleza da Lage até 1844, ano em que foi concedida a anistia geral aos implicados nessa revolta. Depois disso, recebido com grande júbilo em Sorocaba, continuou à frente do seu partido e foi eleito deputado geral novamente, figurando no seu posto de chefe até 1857, época em que, em viagem para o Rio de Janeiro, faleceu, exalando seu último suspiro em frente à fortaleza da Lage. (Azevedo Marques — Apontamentos Históricos.)

(2) Rafael Tobias de Aguiar nasceu em Sorocaba no dia 4 de outubro de 1794, filho do Coronel Antônio Francisco de Aguiar, negociante e administrador do Registro de Tropas em Sorocaba, e de Gertrudes Eufrosina de Aguirre. Em 1798 foi inscrito pelo pai no Quadro de Regimento de Cavalaria da Vila. Aos treze anos veio para São Paulo para dar continuidade aos estudos de primeiras letras iniciados com os monges beneditinos, onde fez cursos de Latim, Retórica e Filosofia.

Com a morte do pai, em 1818, retornou a Sorocaba e o sucedeu na administração dos bens da família enquanto proprietário, fazendeiro e comerciante, acumulando, também, funções públicas no Registro de Animais, na Real Fábrica de Ferro de Ipanema, tornando-se destacado arrematador de impostos, o que o ligava às maiores fortunas locais. Entrou na política em 1821 quando foi nomeado eleitor de comarca para eleger os deputados às cortes constituintes de Lisboa. Nessa época, o voto era indireto e a condição de votar e ser votado – eleitor e candidato - estava vinculada à posse de determinada quantia de riquezas. Em 1822 armou combatentes para integrarem o Batalhão dos Paulistas em defesa ao Príncipe D. Pedro durante a campanha de Independência.

Em 1824 foi eleito membro do Conselho da Província de São Paulo. Foi, também, nomeado pelo imperador para o Conselho de Estado, composto por membros vitalícios, criado por D. Pedro I após a dissolução da Assembléia Constituinte, que deveria ter elaborado a primeira constituição. Passou a residir definitivamente em São Paulo em 1830. Assumiu sucessivas vezes o cargo de deputado à Assembléia Geral Legislativa de São Paulo e o de Presidente da Província por dois mandatos, o de 1831/35 e 1840/41.No mandato de 1835 defendeu frente a Assembléia Legislativa Provincial a continuidade das obras do Jardim Publico,visando o embelezamento da cidade, que era tão desprovida de infra-estrutura como calçamentos.Já em 1841 o brigadeiro averiguou a impossibilidade de adaptar a estrada do Velho Caminho do Mar aos veículos,dessa forma abriu uma nova “picada”, a “estrada da Maioridade”. Foi condecorado por seus serviços com a comenda da ordem de Cristo, dignitário da imperial ordem da Rosa e o posto de brigadeiro.

Na sua trajetória política, Rafael Tobias de Aguiar, partidário de idéias liberais, apresentava-se sempre contrário à centralização do poder. Em 17 de maio de 1842, os liberais paulistas proclamaram em Sorocaba, capital revoltosa paulista, Rafael Tobias de Aguiar como novo presidente interino, o qual assumiu a liderança da Revolução Liberal. Esta desencadeada pelo fato de que em 1841 foi elaborada uma lei que retomava o projeto centralizador defendido pelos conservadores.

Em 14 de junho do mesmo ano casou-se com Domitila no oratório particular de sua mãe. Embora seja um casamento tardio, considerando sua idade de 47 anos, era comum que o filho homem da elite estivesse financeiramente estabelecido para selar tal compromisso. Em termos da elite, significava o futuro da família e de seu patrimônio. No dia 20 de junho, após choques com a tropa legalista chefiada pelo brigadeiro Caxias, que entrou vitorioso em Sorocaba, Rafael Tobias de Aguiar fugiu para o Rio Grande do Sul, onde foi preso em novembro. No mês seguinte, doente, foi levado para o Rio de Janeiro, onde ficou preso na Fortaleza da Laje até 1844, ano da concessão de anistia geral aos implicados na revolta.

Continuou a militar na política até os 63 anos, quando faleceu a bordo do navio Piratininga na baía de Guanabara. Seu corpo, embalsamado e trazido por Domitila para São Paulo, foi sepultado em 26 de outubro de 1857 no jazigo da Ordem Terceira da Igreja de São Francisco.

Fonte: Museu da Cidade de São Paulo

Conhecido como "Brigadeiro Tobias de Aguiar", foi um dos chefes da Revolução Liberal de 1842, em São Paulo.

Filho de Antônio Francisco de Aguiar e de Gertrudes Eufrosina Aires, nasceu numa família de fazendeiros, e iniciou seus estudos em São Paulo.

Entrou na vida pública em 1821, representante da comarca de Itu para a escolha dos deputados brasileiros às Cortes Gerais e Constituintes de Lisboa. Um dos líderes liberais da primeira metade do século XIX, elegeu-se conselheiro do governo provincial em 1827 e deputado provincial e geral em numerosas legislaturas, até ser escolhido presidente da Província de São Paulo por duas vezes, de 17 de novembro de 1831 a 11 de maio de 1835 e de 6 de agosto de 1840 a 15 de julho de 1841. Entre seus amigos figurava outro liberal famoso, o Padre Diogo Antônio Feijó, de quem foi colega de escola.

Em virtude de sua administração, quando aplicou até mesmo seu salário em escolas, obras públicas e de caridade, recebeu o posto de Brigadeiro Honorário do império.

Em 1842, comandou a Revolução Liberal juntamente com o padre Diogo Antônio Feijó para combater a ascensão dos conservadores durante o início do reinado de Dom Pedro II.

Em 17 de maio de 1842, é proclamado pelos rebeldes presidente interino em Sorocaba, que foi declarada capital provisória da Província pelos revolucionários. Foi ele quem se encarregou de reunir a chamada Coluna Libertadora, com 1.500 homens, com a qual tentou invadir São Paulo para depor o presidente da Província, o Barão de Monte Alegre.

Antes da batalha, casou-se com Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos[1], ex-amante de Dom Pedro I e com quem já tinha seis filhos. De seu relacionamento anterior com D. Pedro I tinha tido cinco filhos, dos quais duas filhas ainda eram vivas.

Foi derrotado pelas forças imperiais e tentou a fuga para o Rio Grande do Sul, para juntar-se ao rebelados da Guerra dos Farrapos. Levou para o Rio Grande do Sul o primeiro cavalo malhado de que se tem notícia e, por essa razão, até hoje esse pelo de equino é ali chamado de Tobiano.[2] Foi preso em Palmeira das Missões e levado para a Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro. Foi anistiado e saiu da prisão em 1844, retornou a São Paulo, onde foi recebido perto da capital por uma grande massa popular.

É considerado o patrono da Polícia Militar do Estado de São Paulo e seu nome figura no primeiro batalhão de Choque a ROTA.

Rafael Tobias de Aguiar foi o chefe mais popular do partido liberal paulista e considerado entre os vultos mais notáveis da história pátria. Ele faleceu em viagem da cidade de Santos para a capital do Império, a bordo do vapor Piratininga, no dia 7 de outubro de 1857, vítima de uma dolorosa moléstia.[3]

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Rafael Tobias de Aguiar's Timeline

1793
October 4, 1793
Sorocaba, São Paulo, Brasil
1835
June 17, 1835
Age 41
Sao Paulo, São Paulo, Brazil
1838
1838
Age 44
São Paulo, Brazil
1840
1840
Age 46
São Paulo, São Paulo, Brasil
1842
June 14, 1842
Age 48
Sorocaba, São Paulo, Brazil
1857
October 7, 1857
Age 64
Santos, São Paulo, Brazil
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