Simão de Toledo Piza

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Simão de Toledo Piza

Birthdate:
Birthplace: Angra Do Heroismo, Azores, Portugal
Death: Died in São Paulo, São Paulo, Brasil
Immediate Family:

Son of Juan Castelhanos de Piza and Grácia da Fonseca Rodovalho
Husband of Maria Pedroso
Father of Sebastião; João de Toledo Castelhanos; Ana Ribeiro Rodovalho; Gracia da Fonseca Rodovalho and Ana de Toledo
Brother of Amélia de Toledo Piza; Serafina de Toledo Piza; Gabriel de Toledo Piza and Inácio de Toledo Piza

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About Simão de Toledo Piza

natural de Angra da ilha Terceira(1), que casou em 1640 em S. Paulo com Maria Pedroso. No posto de Capitão tomou parte na batalha naval de Lepanto em 1571 sob o comando de dom João da Áustria, contra os turcos, batalha que foi um terrível duelo entre o islamismo do turco que invadia a Europa e o cristianismo defendido pelas nações européias

Dom Simão de Toledo Piza, cidadão de S. Paulo, aí ocupou importantes cargos, tais como o de juiz ordinário e de órfãos por muitos anos, o de ouvidor e corregedor da mesma capitania, o de capitão-mor e o de governador.

Foi dom Simão de Toledo Piza pessoa de respeito e autoridade em S. Paulo e teve sempre o 1.º voto no governo da república; adquiriu por seus méritos a propriedade do ofício de juiz de órfãos dessa vila, que exerceu com acerto e critério por 19 anos, até 1661, foi ouvidor da capitania, cargo que tomou posse em 1666

Em seu testamento em 1668, vemos que sofreu um revés de fortuna; disse ele: 'declaro que vindo de Madri despachado com os alvarás, que se acham na provedoria da fazenda, por secretos juízos do meu destino, fui preso no castelo, de onde fugi e vim dar a esta vila de S. Paulo, onde casei e sempre cuidei em me não dar a conhecer, consentindo que o morgado, que por morte de minha mãe passava a mim, o tenha desfrutado, e se ache de posse dele meu primo dom Pedro de Lombreiros, cônego da sé de Angra, cujas cartas estão no meu contador com os mais papéis meus, e de meu pai e irmãos. Meu f.º João de Toledo, habilitando-se por meu f.º, irá a minha pátria para tomar posse do morgado, que lhe pertence; cobrar da fazenda real o que consta das provisões que lá se acham em processo, e também a minha legítima materna, que ficou em casas de sobrado

Alegando os seus serviços a S. Majestade assim nas armadas, como nos presídios, o que mostrava pelas certidões de fés de oficio, obteve uma sesmaria de uma légua de terra para suas lavouras.

Faleceu com testamento em 1668 em S. Paulo

-------------------- Primeiro Provedor e Contador da Fazenda Real da Capitania de São Vicente e de São Paulo -------------------- Ascendentes e descendentes em http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=1052173

Exerceu o cargo de juiz de órfãos da vila de S.Paulo de meados de 1643 até 24 de junho de 1661, como se vê à pág. 121 de IT 20, no inventário de Antonio Pedroso. Foi substituído por Antonio Raposo da Silveira, por força de ato de 15 de agosto de 1660 do Marquês de Cascais, no qual esse jutifica-se dizendo que d.Smião havia "desafiado o ouvidor seu superior". Embora se diga que esse mandato tenha sido ininterrupto, em 1649, 1651e 1652 Antonio de Madureira Moraes assina vários inventários como juiz de órfãos de São Paulo. d. Simão volta a aparecer em 1654 até 1660 como juiz de órfãos.

Segundo Taunay (História Seiscentista da Vila de S.Paulo, Tomo 3, pág. 22), d.Simão obteve o juizado em 1643 e foi deposto por fazer oposição ao governador Salvador Corrêa de Sá e Benevides, que, por sua vez, sustentava um desafeto seu, o ouvidor-geral da repartição do sul, Sebastião Cardoso de Sampaio. Seus opositores, relata Taunay, argumentavam que, no fim da vida, d.Simão tornara-se negligente. O momento político era delicado por causa da guerra entre Pires e Camargos. Na ata da Câmara de 8 de março de 1660, os oficiais preocupavam-se com as heranças do órfãos porque muitos moradores que haviam assumidos créditos junto a esses inventários haviam se mudado para as novas vilas, onde o juiz de órfãos não tinha jurisdição. O ouvidor Pedro de Mustre Portugal mandou que se fizesse um cofre e que se depositasse nele o dinheiro dos órfãos. D.Simão fez registrar nas Atas da Câmara seu protesto contra a deposição de um cargo que lhe era vitalício dizendo que servira "com muita satisfação e inteira 'entreguidãoþ ". Diz Taunay que, com sua saída do cargo, "pioraram as condições dos bens dor órfãos", como diz a ata de 16 de maio de 1664. Nesse ano, d.Simão era juiz ordinário na vila, cargo para o qual fôra eleito. Por fim, acabou reabilitado pouco antes de morrer, por certidão que lhe passou a Câmara de S.Paulo em 3 de julho de 1666. Resultado: acabou tomando posse, em 16 de julho de 1666, como procurador-geral e ouvidor da Capitania. Ao fim, Taunay transcreve trecho que retrata-o como "muito zeloso do serviço de sua magestade e do bem comum, quieto, pacífico e fora de todas as discussões que hão secedido sem nunca se achar nelas, mas antes sendo um dos que principalmente tratavam da paz".

O final do século 16 foi turbulento nos Açores, principalmente na Terceira. Em 1588, cinco anos após a violenta batalha entre portugueses e espanhóis, irrompeu uma epidemia na ilha, concomitantemente a um surto de fome. Em 1591 a ilha foi abalada por um terremoto. Em 1596, mais um ano de fome. Em 21 de fevereiro de 1598, as tropas espanholas acantonadas na ilha se amotinaram, o que deve ter atingido diretamente o sargento-mór Simão de Toledo Piza. O ano seguinte foi marcado por nova epidemia e fome em todo o arquipélago. Por esses anos tumultuados nasceu d.Simão de Toledo Piza.

A aclamação do rei d. João 4o., restaurando a monarquia portuguesa, ocorreu na Ilha Terceira a partir de de março de 1641, no dia 24 na vila da Praia e no dia 27 em Angra. As tropas espanholas estacionadas no Castelo de Angra só deporiam armas em 1642. Por essas datas, vê-se que d. Simão de Toledo Piza, apesar do pai espanhol e da carreira militar nas Armas de Espanha, foi preso ainda durante o domínio espanhol e fugiu com destino ao Brasil antes da restauração portuguesa. Em 1640 ele não só já estava em São Paulo, como se casava na vila, indicando que lá estava já havia algum tempo. Segundo Paulo Setúbal, em "Os Irmãos Leme", d. Simão possuía um "correr de casas" na rua da Fundição que vendeu ao reino e que ficou depois conhecido como o Paço da Governança. No mesmo livro, o auto diz que as casas, "as mais grandiosas da vila", eram alugadas ao governo por cinco mil réis mensais.

Antes de fugir para o Brasil, foi, segundo Pedro Taques, capitão de infataria em Madrid. Voltou à Ilha Terceira como governador do castelo de S.Felipe. Por motivo não explicado, foi preso, fugiu para São Paulo. Casou com Maria Pedroso (com testamento transcrito) em 12/02/1640 na matriz de SP.

Assim explicam o episódio Pedro Taques e o próprio d. Simão: "Dom Simão que seguindo o mesmo serviço (militar) ficou na ilha Terceira; mais tarde chegando este ao posto de capitão passou a corte de Madrid, d'onde sahiu despachado entretanto, pelas declarações feitas em seu testamento em 1668, vemos que soffreu um revez de fortuna; disse elle: "declaro que vindo de Madrid despachado com os alvarás, que se acham na provedoria da fazenda, por secretos juízos do meu destino, fui preso no castello, d'onde fugi e vim dar a esta villa de São Paulo, onde casei e sempre cuidei em me não dar a conhecer, consentido que o morgado, que por morte de minha mãe passava a mim, o tenha desfructado, e se ache de posse d'elle meu primo Pedro de Lombreiros, conego da sé de Angra, cujas cartas estão no meu contador com os mais papeis meus, e de meu pai e irmãos.Meu f.o João de Toledo, habilitando-se por meu f.o, irá a minha pátria para tomar posse do morgado, que lhe pertence; cobrar da fazenda real o que consta das provisões que lá se acham em processo, e tambem a minha legitima materna, que ficou em casas de sobrado". Foi dom Simão de Toledo Piza pessoa de respeito e autoridade em São Paulo e teve sempre o 1,o voto no governo da república; adquiriu por seus meritos a propiedade do officio de juiz de orphãos d'esta villa, que exerceu com acerto e criterio por 19 annos, até 1661, anno em que lhe succedeu n'esse officio Antonio Raposo da Silveira, comos temos tratado no V.3,o pag. 5; foi ouvidor da capitania, cargo que tomou posse em 1666; em todas as ocasiões de rebate acudiu com sua pessoa a gente de serviço, a sua custa, á villa de santos, e quando da Bahia se pediram mantimentos, elle, alem do que se sua casa dava, instava com os mais moradores a que fizessem o mesmo. Allegando os seus serviços s S. Magestade assim nas armadas, como nos presidios, o que mostrava pela certidões e fés de officio, obteve uma sesmaria de uma légua de terra para suas lavouras".

Morreu em SP em 1668, com testamento (a conferir).

Obteve uma sesmaria de duas léguas em quadra em 1642, pelos lados do rio Jundiaí, em sociedade com o sogro e dois outros contraparentes, onde tinha lavouras. Os sócios eram Sebastião Fernandes Corrêa, seu sogro, que meses antes havia sido nomeado o primeiro provedor e contador da Fazenda Real da Capitania de São Vicente, além de Francisco de Barros e Antonio Pedroso de Freitas. Este último era irmão de Ana Ribeiro de Alvarenga, mulher de Sebastião Fernandes Corrêa. Eram portanto cunhados. Já Francisco de Barros (Freire) era casado com Catarina de Freitas, irmã também de Ana Ribeiro de Alvarenga. Era, portanto, concunhado de Sebastião Fernandes Corrêa.

Segue transcrita os termos da doação:

Traslado da carta e data de sesmaria dada a Sebastião Fernandes Corrêa e a seus genros.

João Luiz Mafra cavalleiro fidalgo da casa de Sua Magestade capitão-mor e ouvidor nesta capitania de São Vicente e nella alcaide-mor e sesmeiro loco-tenente e procurador bastante do senhor conde de Monsanto donatário desta dita capitania por Sua Magestade etc. Aos que a presente minha carta de data de terras de sesmaria virem e o conhecimento della com direito pertencer faço a saber que por parte de Sebastião Fernandes Corrêa e seu genro dom Simão de Toledo Piza e seu cunhado Antonio Pedroso de Freitas e seu cunhado Francisco de Barros todos moradores na villa de São Paulo me fizeram petição atrás dizendo nella entre outras cousas que elles eram genros filhos e netos de povoadores e tinham mulheres e filhos que sustentar e não tinham terras para lavrar para sustento delles que estavam nas cabeceiras de Petronilha Antunes cortando a ponta de terra de Hibiturucaia partindo de uma banda com terras de Amador Bueno e da outra banda com umas o.. as de Pero Madeira e confronta da banda de Amador Bueno com umas taperas que foram de um indio chamado Marafana rio arriba chamado Jundiahi que seriam duas léguas pouco mais ou menos e seriam em quadra pedindo-me em nome do dito senhor conde donatario desta dita capitania lhes desse as ditas duas léguas de terras em quadra para elles supplicantes pelas confrontações que pediam e sendo dadas corresse a uma das bandas ou por diante onde por dar estivesse no que receberiam mercê como da dita petição atrás melhor se mostra a qual petição sendo-me apresentada e vista por mim e as razões que allega tomando informação da causa .............................................. dou aos supplicantes as terras que pedem........ .... dou como procurador que sou do senhor conde donatário não sendo e sendo correrão para trás ou adiante onde dadas não forem e o escrivãio passe carta ...... se entenderá para qualquer das partes ou bandas que dadas não estiverem. Santos quatro de julho de mil eseiscentos e quarenta e dois annos. Mafra. Como do dito meu despacho atrás melhor se mostra em cuja virtude e cumprimento se passou a presente pela qual dou e hei por bem aos ditos supplicantes de hoje para sempre as ditas duas léguas de terras em quadra que em sua petição pedem assim e da maneira e pelas confrontações que nella fazem menção para elles e suas mulheres e filhos herdeiros ascendentes e descendentes forras de tributo somente dízimo a Deus dos fructos que nellas colherem e por os hei por empossados das ditas terras e sendo que nas ditas confrontações se não encha toda a quantidade das ditas duas leguas de terras ................................com o que falta para a dita quantidade atrás ou adiante..........para uma das ilhargas e bandas onde por dar estiver e lhþas dou com todas suas entradas e sahidas logradouros e serventias onde por dar estiver digo e esta se registrará no livro do registo ............ desta capitania .....................................................................conde donatario e pelos poderes que delle tenho ........... nesta villa de Santos sob meu signal e sinete de minhas armas ...... do mez de julho de mil e seiscentos o quarenta e dois annos e eu Domingos da Motta tabellião publico desta villa de Santos e seu termo escrivão das datas de sesmarias de toda esta dita capitania de São Vicente que o escrevi. João Luiz Mafra.

Sello.

0 qual traslado de carta de data de terras de sesmaria como atrás apparece eu Antonio Velho de Mello escrivão da fazenda de Sua Magestade nestas capitanias de Saio Vicente e Nossa Senhora da Conceição o fiz trasladar da propria que tornei à parte a que me reporto e vae na verdade sem cousa que duvida faça e o corri e concertei com o official de justiça .............nesta Villa de Santos em os doze dias do mez de julho do anno presente de mil e seicentos e quarenta e dois annos.

Antonio Velho de Mello

Concertado por mim escrivão Antonio Velho de Mello

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Simão de Toledo Piza's Timeline

1612
November 4, 1612
Angra Do Heroismo, Azores, Portugal
November 4, 1612
Ilha Terceira, Açores, Portugal
1640
November 25, 1640
Age 28
São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brazil
1640
Age 27
São Paulo, Sao Paulo, Brazil
1642
1642
Age 29
São Paulo, São Paulo, Brasil
1643
1643
Age 30
Sao Paulo, São Paulo, Brazil
1644
November 21, 1644
Age 32
1668
1668
Age 55
São Paulo, São Paulo, Brasil
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