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HISTÓRIAS DA FAMÍLIA

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Autor: PAULO ROBERTO RODRIGUES

DEVANEIOS

Numa destas noites, durante uma das muitas fases de insonia estive rememorando um fato antigo.

Há mais de 45 anos resolvemos eu e duas primas fazer um passeio ao litoral.

Eu, ainda menino, e elas bem mais velhas, combinamos tudo, dia, hora e o que levar.

No dia combinado, lanche pronto la fomos bem cedo para a Estação da Luz pegar o trem...

Embarcamos e enquanto aguardávamos a partida fomos conversando e comendo, conclusão quando o trem partiu o lanche já havia acabado.

Durante a viagem, na descida da serra, (esta viagem aconteceu uma semana antes de quebrar o cabo de aço que controlava a descida da composição, posteriormente foi feito o sistema de cremalheira) uma das primas precisou ir ao banheiro, foi e logo voltou chamando a outra para ir junto. Devido ao chacoalhar do trem ela precisava das duas mãos para se equilibrar na posição correta do minúsculo compartatimento e precisava que a outra lhe tampasse o nariz por causa do cheiro.

A viagem inteira foi só risadas.

Chegando à praia, tiramos a roupa e ficamos com trajes de banho, que já estavamos vestidos por baixo, e fomos aproveitar o dia.

Uma certa hora, estávamos deitados na areia, olho para uma das primas e vejo que está com os pés levantados, intrigado pergunto porque e ela responde:

É PARA BRONZEAR A SOLA DO PÉ”,

Até hoje não entendi o porque de bronzear a sola do pé se está sempre escondida. Mas tudo bem, não discuti.

Passamos o dia na praia e à tarde voltamos para casa.

Apesar do tempo decorrido, ainda lembro desta viagem, e com saudades.

Não vou dizer o nome das primas, mas estão sempre circulando no facebook. Elas que se entreguem. __________________________________________________________________________________________________________________________________

Autor: MARCUS VINICIUS TOLEDO CÉSAR

O BURRICO .Ter, 12 de Janeiro de 2010 13:47 4 Comentários Humor – Contos .Toca do Bugio, Iguape, S.P., um dia de verão.

Lá estava ele, tristonho, cabisbaixo, e, não fosse o balançar do rabo e o chacoalhar das enormes orelhas, absolutamente inerte. Uma corda não muito longa ligava-o a um coqueiro alto, que sombra nenhuma fazia. O sol brilhava forte, castigando sem piedade o pequeno quadrúpede, que não desfrutava de água nem pasto para amenizar aquele desconforto. Quem se dava ao trabalho de notá-lo, via a imagem de um ser apático, porque não dizer moribundo, que sofria as agruras de uma existência marcada pelo sofrimento. O calor era intenso e o burrico ali ficava esquecido e sem ânimo aparente sequer para dar uma “zurradinha”.

Eis que um mortal um pouco mais sensível, ou intrometido mesmo, entre muitos que ali estavam bem próximo do animal, percebendo após algumas horas a difícil situação do burrico, passou a indagar-se como poderia o dono da cavalgadura ser tão cruel, a ponto de deixá-lo ali, sem água, pasto e uma sombrinha para protegê-lo. Que absurdo! Logo ali onde não faltavam sombra e água fresca, e muito menos um capim verdinho tão apreciado por todos os burros, asnos, jegues, cavalos e alguns cidadãos.

Para aquele homem, o lazer com a família passou a ter outra motivação. Livrar o burrico da terrível situação que se encontrava era tarefa obrigatória, e mesmo sabendo que o dono do animal devia estar por perto, cabendo a ele cuidar do bicho, não sossegou até que, resoluto, convicto, se levantou e, dentre quase uma centena de pessoas que se divertiam na lanchonete existente no local, partiu em direção ao eqüino para praticar a boa ação. Seu intento, claro, era desatar o quadrúpede do coqueiro e conduzi-lo até um bosque onde encontraria sombra e pasto. Ali, amarraria novamente o animal em qualquer árvore, para depois voltar feliz e satisfeito para junto da sua família, onde orgulhoso poderia aproveitar a ocasião para demonstrar aos filhos a importância daquele gesto, ensinando-lhes através do exemplo que as pessoas devem ser solidárias, inclusive com os animais.

É verdadeiro também que aquele benfeitor não descartava, e muito menos desprezava, a hipótese de todas aquelas pessoas, assistindo aquela nobre ação, refletissem um pouco encabuladas por não terem agido da mesma forma, que lá estava um homem de bom coração, exemplar, corajoso, formidável, espetacular, maravilhoso, etc.; etc. Afinal, qual de nós, bípedes racionais, não têm mesmo que lá escondida no fundo d’alma uma vaidadezinha a nos perturbar de quando em quando?

Pois bem, voltando à narrativa, nosso herói iniciou seu gesto humanitário, indo até o coqueiro para soltar o laço que prendia o tal burrico. Para ali chegar, teve que passar pelo animal, que permaneceu absolutamente imóvel, demonstrando completa indiferença a tudo e a todos, em especial àquele que se preocupava com o seu bem-estar. Para dificultar um pouco, por azar ou imperícia com cordas, o bom moço custou um bocado para livrar as amarras da árvore, mas, se ele soubesse o que estaria por acontecer, jamais desejaria desatar aquele nó.

Foi sem dúvida uma dessas armadilhas que a vida nos prega. Sim, pois aquele triste, indiferente e caquético animal, que sofria ao sol e de tanto calor, sede e fome mal podia se mover, tinha a percepção que muitos humanos não têm e sabia exatamente tudo, tim-tim por tim-tim, do que se passava ao seu redor. Tanto isto é verdade que nem bem o desajeitado salvador livrou a corda do coqueiro, o maligno quadrúpede saiu em desembalada carreira, obrigando aquele sensível, estúpido e intrometido cavalheiro, a dar um bizarro passeio, segurando a ponta da corda e sendo puxado, correndo como um louco atrás do esperto burrico. Para deixá-lo em situação ainda mais ridícula e humilhante, não poderia a cavalgadura – a que puxava a corda e não a que era puxada – escolher melhor itinerário para sua carreira. Isto mesmo, só pode ter sido por pura pirraça, o animal arrastou nosso herói bem diante da lanchonete, onde havia dezenas de pessoas que evidentemente assistiram toda a cena.

Claro que o bom moço tentou conter o burrico a fim de evitar tamanha vergonha, mas o moribundo velhaco tinha a força de vinte homens e a tração quádrupla venceu com folga a dupla, que impotente, restou somente acompanhar o galope empreendido.

O vexame não poderia ser pior, o circo estava armado e o espetáculo fez valer o dia de todos que ali desfrutavam um dia de verão. Nosso herói ao ser conduzido diante de toda aquela gente pelo diabólico burrico, teve de enfrentar sonoras gargalhadas, inclusive dos filhos e mulher.

Após muito esforço e conseguindo prender o lépido animal, voltou nosso envergonhado e cansado herói, triste e cabisbaixo, escutando atrás de si o burrico a sorrir, ou melhor, zurrar.

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As chuteiras novas.

Autora: Eliana Tonelli Rammi

Esse fato se passou entre Dante Tonelli meu tio e Walter Tonelli, meu pai. Os dois eram jovens e adoravam jogar futebol. Qualquer oportunidade, qualquer tempo livre, lá iam os dois bater uma bola no campinho. Mas os recursos financeiros para uniforme, chuteiras, meias era quase inexistente. Trabalhavam e ajudavam nas despesas da casa. Mas Dante conseguiu comprar um par de chuteiras novas e sabendo o quanto aquele sonho havia sido difícil de realizar viu-se cheio de preocupações em mantê-las intactas. Saíram os dois para o jogo e Tio Dante preocupado em não estragá-las andava à frente do papai e a cada dez passos levantava os pés e pedia: Walter conte as travas. Papai a principio contava e dizia ao irmão :

-Quatro na frente e três atras, Dante.

E assim seguiram para o campo de futebol. Porem Dante não parava de pedir nova contagem e papai foi ficando cansado daquilo mas a cada pedido do irmão informava o numero de travas. Num certo momento da caminhada, Tio Dante resolveu olhar para trás para ver se papai realmente estava contando as travas e ficou muito bravo ao ver que o irmão sem sequer olhar mais para seus pés repetia mecanicamente:

-Quatro e três, sete! Dante. Quatro e três, sete!