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Origens e história da família Freire - França, Portugal e Brasil - Templários e Ordem do Cristo

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RESUMO Informações históricas dão indícios de que a família Freire se originou após a ida de nobres franceses ligados à ordem dos Templários (frères) e seus grupos, no séc. XI, para a região onde hoje se situa o norte de Portugal. Lá se estabeleceram e auxiliaram D. Afonso VI nas lutas de desocupação das regiões da Galícia (atualmente na Espanha) e do condado Portucalense (hoje Portugal), até então dominadas pelos mouros desde o séc. VIII. Membros da família se vincularam à Ordem de Cristo, organização criada em 1319 e que sucedeu os Templários na região e, dentre outras ações, financiou missões da expansão marítima portuguesa até o Brasil. Este projeto visa a rastrear a história da família Freire, desde suas origens na França, entre os Templários franceses, sua participação no estabelecimento do Estado Português, seus vínculos com a Ordem de Cristo, sua participação na colonização do Brasil, até os dias de hoje.

ETIMOLOGIA Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa freire é um substantivo masculino (1160) que significa religioso, membro de antigas ordens religiosas e militares; frei. Etimologicamente: do francês antigo fraire, este do provençal antigo fraire, proveniente do espanhol antigo fraire, com assimilação; cp. frade e fráter; f. hist. 1160 freire top., 1199 frayres, s. XV freire.

ORIGENS FRANCESAS - DESCENDÊNCIA DA CASA DE BORGONHA As fundações originais da Casa de Borgonha são envolvidas por uma aura mística e misteriosa ao lhe ser atribuída a descendência dos primitivos Reis Visigodos, sendo estes, por sua vez, pretensos descendentes da lendária Linhagem Bíblica no Ocidente (originada do matrimônio apócrifo entre o Mestre Jesus e Maria Madalena). Esta casa teve origem em Otão Guilherme (1026), casado com a nobre Ermentruda, tendo como descendentes: • Renato, filho, casado com Alice (filha de Ricardo II, Duque da Normandia); • Filhos de Renato e Alice: Guilherme (o Grande); Gui (Conde de Brienne e Vernon); Fulque; e Sibila (mulher de Henrique, Duque de Borgonha, que não chegou a governar o Ducado, e mãe de Henrique, posteriormente Conde de Portugal); • Filhos de Guilherme, o Grande: Renato; Estêvão (conde de Varais e Mâcon); Hugo (Arcebispo de Besançon em 1088 – 1101); Raimundo (Conde da Galiza, genro de Afonso VI, rei de Leão e Castela); Gui (Arcebispo de Viena e, posteriormente, papa Calixto II, autor do célebre Codex Calixtinus compostelano); Matilde (mulher de Edes I, Duque de Borgonha e irmão do Conde D. Henrique de Portugal); Gisela (mulher de Humberto II, Conde da Saboia, e de Rainério, Marquês de Monferrato, em segundas núpcias) e Clemência (mulher de Roberto II, Conde de Flandres, e de Godofredo, Duque de Brabante, em segundas núpcias). Por volta de 1900, D. Raimundo se casou com D. Urraca, filha de Afonso VI, rei de Leão e Castela, iniciando a ligação consanguínea da Casa de Borgonha à Leonesa, hispânica. Como dote de casamento, D. Raimundo recebeu, por volta de 1092 – 1093, o Condado da Galiza, e de imediato deu início aos planos de estendê-lo mais para o sul, o que é ratificado por notícias de investidas militares suas a Coimbra, Santarém e Sintra. Em 1094, D. Henrique, irmão de Edes I, veio para a Península Ibérica dar auxílio militar à reconquista cristã de suas regiões norte e central. Tamanho foi o êxito alcançado que, antes de fevereiro de 1095, D. Afonso VI lhe concedeu matrimônio com sua filha bastarda, D. Teresa. É muito provável que tenha sido D. Raimundo que convocou D. Henrique para lhe suceder no trono da Galiza, já que, por sua vez, tinha a ambição maior de suceder a Afonso VI e assumir o trono de Leão e Castela e toda a parte cristã, até os territórios estremenhos e andaluzes em posse do Islã (Adrião, V. M.; Portugal Templário; 2011). Dessa maneira, pode-se interpretar mítica e politicamente a pretensão derradeira e suprema da Casa de Borgonha em unir o coração de Europa (França, englobando o Ducado borgonhês de Luxemburgo) à sua cabeça (Hispânia), sob a égide de Raimundo, que dela seria o I. Nesta antevisão mitosófica, pode-se assumir temporalmente Raimundo como o paradigmático Raimondin, Roi du Monde (Rei do Mundo) ou Melki-Tsedek (Melquizedeque), “Rei de Salém e Sacerdote do Altíssimo”, ao qual os mais insignes da Casa de Borgonha prestavam o tributo ou dízimo, neste contexto a “décima parte” das suas conquistas, da sua Cruzada continental.

ORIGENS PORTUGUESAS Em Portugal a família Freire tem suas origens na família Freire de Andrade. Entre os cavaleiros franceses que, vindos da França, acompanharam D. Raimundo e D. Henrique, estavam soldados que constituíram os Freire, família da antiga Galiza, que se reuniu à dos Andrade quase no princípio, ligando-se depois, por novos laços matrimoniais, tão repetidas vezes que é difícil distinguir uma da outra. Estas uniões fizeram uma só família, a dos Freire de Andrade, que passou a Portugal na idade média. Uns usam os dois sobrenomes reunidos, outros só o de Andrade ou só de Freire, sendo a este, conforme parece, que pertenciam as armas (brasão de nobreza) com a banda, abocada pelas cabeças de serpente (Enciclopédia Portuguesa e Brasileira). Afonso I, rei de Portugal em 1065, forma na cidade de Évora, uma ordem de cavalaria com o nome "Ordem dos Cavaleiros Freire de Évora" que tinha por objetivo combater os mouros. Esta ordem sofreu, posteriormente, uma unificação com a Ordem dos Cavaleiros de Calatrava, criada em 1158 na Espanha e introduzida em Portugal em 1166, que por sua vez, teve seus bens transferidos para a Ordem dos Cavaleiros de Avís que deu origem a uma das dinastias de reis de Portugal" (Enciclopédia Mirador Internacional, volume 9, página 4457). No ritual de iniciação dos magos, faz-se o seguinte juramento:"Venho diante de Deus, diante de vós e diante dos Freires"... (Paulo Coelho; O diário de um Mago; 1990). Este juramento indica que o ritual de iniciação ocorreu no Castillo de Los Templários (castelo este que pertenceu à Ordem dos Freires) na cidade de Ponferrada, Galícia. De acordo com pesquisa do Museu de Ciências Naturais (Horto de Dois Irmãos, Recife - PE), D. João Ribeiro Gaio, bispo de Málaca (na idade média), fez os seguintes versos de homenagem aos Freire: "Nas de Galiza montanhas Tem os Freire solar Monifroes se usavam chamar Vindos da França a Espanha Aos mouros guerrear" "A banda que através fende Sobre esmeralda luzente Com cabeças de serpente Freire de Andrade comprehende De Galiza descendente "Em que lá tenha logar Para se mais nomear E nos reinos de Castela Os que cá tem Bobadela Não será para calar"

FAMÍLIA FREIRE NO BRASIL Pernambuco: para onde passou Francisco de Brito Freire, nascido na Vila de Coruche na província de Alentejo, 4º filho de Antonio Fróes de Andrade Fronteiro em Tagere e D. Catharina Freire, filha de Manoel de Andrade Freire, Comendador da Ordem de Cristo, e sua mulher D. Beatriz Freire. Francisco foi o 3º governador geral de Pernambuco, tomando posse em 05/03/1664 e governando até 30/07/1666; morreu em Lisboa em 08/11/1692 aos 70 anos e foi sepultado em Coruche. Ele foi casado com D. Maria de Menezes filha de João de Menezes.

Rio Grande do Sul: para onde passou João Pedro Freire, nascido por volta de 1704, na Freguesia de São João Batista de Lumiar, Concelho de Olivais, Patriarcado de Lisboa, Portugal.

São Paulo: grupo procedente de Lisboa. Manuel Freire, natural de Portugal, 41 anos de idade, chegou ao Brasil em 30/04/1885 à bordo do vapor Laplata, com destino a capital do estado de São Paulo (Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 209 - 30.04.1885). Joaquim José Nunes Freire, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 49 anos de idade chegou ao Brasil em 17/10/1884 com destino à capital do estado de São Paulo. No documento original, o nome do imigrante está abreviado (Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, Livro 002, pág. 097- 17/10/1884). Luiz Freire, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 49 anos de idade, chegou ao Brasil em 21.10.1884, a bordo do vapor Trento, com destino a Santos, estado de São Paulo (Hospedaria dos Imigrantes - São Paulo, livro 002, pág. 099 - 21.10.1884).

Rio de Janeiro: entre as mais antigas, registra-se a de Antônio Freire [c.1600 - 1678, RJ], que deixou descendência do seu casamento, casou em 1630, com Violante de Lima [c.1610 - 1681, RJ], filha de João Gomes Ribeiro (Rheingantz, II, 191). Rheingantz registra mais 21 famílias com este sobrenome, nos séculos XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro.

Bahia: Alexandre de Souza Freire foi o Governador Geral do Brasil, no período de 13 de junho de 1667 até 8 de maio de 1671, quando naquela época a sede do governo era na Bahia, ainda no tempo de D.Pedro II, rei de Portugal. Filho de Luis Freire de Souza (Comendador de Alfaiates) e pai de João de Sousa Freire. Na Bahia muitas famílias se estabeleceram, entre elas a de Manuel Velho Freire que, no estado da Índia e nas guerras de Pernambuco [séc. XVII], onde militou, operou ações consideradas heróicas e distintas. Deixou geração do seu casamento com Catarina das Neves, que foi bisneta de Fernando Vaz Cernache, natural da Cidade do Porto, governador da Capitania do Espírito Santo, com patente de capitão-mor, e senhor de uma légua de terra, na dita capitania, que lhe foi dada por Carta de Sesmaria. Entre os descendentes do casal, registram-se: I - o neto, Inácio Freire de Almeida Lima, natural do termo da Vila de Santo Amaro da Purificação. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas; II - o neto, Antônio de Lima Freire, natural do termo da Vila de Santo Amaro da Purificação. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas; e III - o neto, Isidoro Freire de Almeida Lima, natural do termo da Vila de Santo Amaro da Purificação, da Bahia. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas.

Cristãos Novos: sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. Na Bahia, entre outras, registra-se a família de Manuel Lopes Freire, de Salvador, homem do mar, que saiu no auto-de-fé de 1688 (Wolff, Dic., I, 81).

Linha natural: em São Paulo, por exemplo, cabe registrar Francisco José Freire, natural de Mogi das Cruzes, filho de Francisca Bueno, casado em 1806, em Itajubá (MG), com Ana Francisca da Assunção, filha de João Lobo (Monsenhor Lefort - Itajubá). Nobreza Titular: família estabelecida em Sergipe, procedente do tenente-coronel Luís Francisco Freire, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1815, com Adriana Francisca Freire. Foram pais de Felisberto de Oliveira Freire [12.05.1819, SE - 20.01.1889], agraciado com o título nobiliárquico de Barão de Laranjeiras [29.02.1872]. Casado com Maria Cândida de Souza Bastos [- 20.08.1905], baronesa de Laranjeiras, filha do capitão Francisco Manuel de Souza Bastos e de Joaquina Perpétua do Amor Divino.

CAMPO DO BRITO – SERGIPE

Em 1601, as terras de Campo do Brito foram doadas em sesmarias de 30 léguas ao Capitão Antônio Rodrigues, que depois da invasão holandesa, por sua vez, as cedeu ao Irmão Amaro, da Companhia de Jesus. Antes da emancipação, ocorrida em 29 de outubro de 1912, Campo do Brito pertencia a Itabaiana. Apesar de ser um povoado de destaque do município, não recebia a importância correspondente. Assim, os britenses começaram a desejar a independência, mas faltava um líder para enfrentar a resistência dos itabaianenses.

Em 30 de janeiro de 1845, o povoado passou à categoria de freguesia, quando foi fundada a paróquia de Nossa Senhora da Boa Hora, ficando independente da de Santo Antônio das Almas, de Itabaiana. Passaram vários párocos por lá, sem destaque relevante. Até que em 28 de agosto de 1888 foi nomeado como vigário o padre Francisco Freire de Menezes, popularmente conhecido como Padre Freire. Ele promoveu importantes mudanças no povoado. Construiu a matriz e várias capelas nos povoados pertencentes à sua paróquia. Percebendo a liderança do padre, a população começou a apelar para que ele ingressasse na política e defendesse a emancipação do município.

A princípio, o padre resistiu à idéia, mas a insistência foi tanta que ele acabou cedendo. Consciente da dificuldade que teria para enfrentar os segmentos dominantes de Itabaiana, ele trouxe familiares do antigo engenho Maxixe, em Riachão do Dantas, de propriedade dos seus pais (José Freire de Menezes, de nacionalidade portuguesa, e Maria Madalena de Menezes) para reforçar os esforços de emancipação. A oportunidade surgiu em 1910, quando o General José Siqueira de Menezes, candidato ao Governo do Estado, foi a Campo do Brito para obter votos dos britenses. O Padre Freire prometeu apoio em troca da emancipação, caso ele fosse eleito. O Padre Freire foi eleito Deputado Estadual e apresentou, imediatamente, o projeto de lei para emancipação da freguesia. Assim, Campo do Brito passou à categoria de Município, passando a ser sede dos povoados de Macambira, Ribeira, Pedra Mole e Pinhão. Após a emancipação, assumiu como intendente provisório o coronel João Pinto, mas nas primeiras eleições o Padre Freire foi o primeiro prefeito eleito da cidade.

MARCHA EVOLUCIONAL – ITINERÁRIO DE YO Em Simbologia Tradicional o círculo representa o Espírito; o quadrado expressa a matéria, em seus quatro elementos. Em analogia à geografia populacional, o círculo está para a população, assim como o quadrado está para o local em que o povo habita (povoado, cidade, etc.). Em um sentido mais amplo, pelo princípio da analogia, tem-se o arquétipo (círculo), que se traduz Ideia Prima, sendo a Solução, e o Protótipo (quadrado) traduzível como Mística, perfaz a Combinação, Tradição ou "Movimento Cíclico" do pensamento humano ordenado sob uma Ordem natural e deífica até conseguir a Solução, o retorno à Origem, ou retornar pelo processo evolutivo à Perfeição do Arquétipo. Nisto se consubstancia a Formula Mentis Lusitana, base do Pensamento e Filosofia Portuguesa (Vitor Manuel Adrião; Portugal Templário; 2011). A "Combinação" tradicional se apresenta pelos vários movimentos da Sabedoria Arcana que têm surgido ao longo dos tempos acompanhando a Marcha Evolucional da Civilização do Oriente para o Ocidente, neste se encontrando em Portugal, exatamente em Sintra, como ponto de encontro dos dois hemisférios geográficos do Conhecimento Tradicional e "alavanca de Arquimedes" vital à sua projeção no 5º Continente, a América do Sul, em que o Brasil se perfila destacado como continuador, no porvir, da Obra Divina começada em Portugal e que nele terá o desfecho cíclico, por via de um mesmo Pensamento e Língua Lusitana, tanto no plano do Sagrado, como no do profano, dando assim a "Solução" ao futuro imediato do mundo, a "Solução", enfim, à evolução global dele. Em obra reservada com o sugestivo nome de Livro do Graal, conta-se que, após várias peripécias, o mesmo Santo Graal, em última instância sinônimo de Teosofia como Sabedoria Divina, a partir do ano de 985 d.C. peregrinou do Extremo Oriente ao Oriente Médio e daí ao Ocidente, e neste itinerou por sete catedrais em países distintos antes de tomar o rumo definitivo do El Dorado que é o Novo Mundo, o 5º Continente, propriamente a América do Sul, o Brasil a quem Pedro de Mariz, no século XVII nos seus Diálogos de Vária História, consignava a Nova Lusitânia, bojo da Utopia do V Império Ibero-Ameríndio, cujo advento, já no século XII, os Templários haviam começado a perseguir o sonho valoroso da Concórdia Universal dos povos do Oriente e do Ocidente, que é dizer a Nova Renascença psicossocial da Humanidade, em suma, a Sinarquia. Com referência às 7 Catedrais Graalísticas do Ocidente, cada uma com 12 Sacerdotes Perfeitos, ao todo 84, a Tradição Iniciática diz serem: • Abadia de Westminster (Londre, Inglaterra); • Santa Maria Magiore (Roma, Itália); • Catedral do Precioso Sangue (Bruges, Bélgica); • Sé Patriarcal de Lisboa (Lisboa, Portugal); • Catedral de Washington (Washington D.C., EUA); • Catedral do México (Cidade do México, México), e • Catedral de Salvador (Bahia, Brasil).