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Os Doze de Inglaterra

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  • Martim Lopes Azevedo (c.1400 - d.)
    16º senhor do couto de Azevedo 7º donatário da Vila de Souto Fidalgo da Casa Real Um dos doze nomeados para o desafio das damas de Inglaterra;Capitão da armada de Ceuta Fo...
  • João Fernandes Pacheco, senhor de Ferreira de Aves (1351 - d.)
    João Fernandes Pacheco, casado com Inês Teles de Menezes era filho de Diogo Lopes Pacheco (um dos assassinos de Inês de Castro). Ela era da família Teles de Menezes, a qual ...
  • Soeiro da Costa, alcaide-mór de Lagos (c.1390 - 1472)
    Soeiro da Costa (Lagos, Algarve, c. 1390 — idem, 1472), navegador português, foi um dos Doze de Inglaterra. Não há prova de sua filiação; mas foi, segundo os...
  • Rui Gomes da Silva, 1º alcaide de Campo Maior (c.1360 - d.)
    D. Rui Gomes da Silva (c. 1360 - ?), 1.º Alcaide de Campo Maior, foi um nobre português do século XIV, que prosperou na corte com a subida ao trono de D. João I de Portugal,...

Os Doze de Inglaterra (Wikipédia) é o nome atribuído a uma história semi-lendária/semi-factual que é contada por Fernão Veloso e Luís Vaz de Camões, no canto VI do Lusíadas, que terá acontecido no reinado de D. João I de Portugal e de Eduardo III de Inglaterra, que demonstra uma história típica da conduta da Honra e comportamento de acordo com o Ideal cavaleiresco da Idade Média.

É uma história cavalheiresca passada na Europa medieval, que conta que doze damas inglesas foram ofendidas por doze nobres, também ingleses que alegavam que elas não eram dignas do nome “damas” visto as vidas que levavam e desafiavam quem quer que fosse para as defender com a força da espada.

As damas em questão viram-se na necessidade de pedir ajuda a amigos e parentes, tendo todos eles recusado a ajuda. Já não sabendo mais o que fazer decidiram pedir ajuda e conselho ao Duque de Lencastre, João de Gante, que tinha combatido pelos portugueses contra o reino de Castela e conhecia bem os portugueses. Assim este indicou-lhe doze Cavaleiros lusitanos capazes de defender a honra das referidas Damas.

Os nomes desses cavaleiros - na verdade treze, em número - são conhecidos, e são, todos, personagens historicamente atestados, saber:

  1. Álvaro Gonçalves Coutinho, dito “O Grão Magriço” (o grande magriço) ou simplesmente “O Magriço”
  2. Álvaro Vaz de Almada (depois Conde de Avranches)
  3. João Fernandes Pacheco
  4. Lopo Fernandes Pacheco
  5. Álvaro Mendes Cerveira
  6. Rui Mendes Cerveira, também irmãos, provenientes do Prazo da Pena
  7. João Pereira Agostim
  8. Soeiro da Costa, alcaide-mór de Lagos
  9. Luís Gonçalves Malafaia
  10. Martim Lopes de Azevedo
  11. Pedro da Costa Homem, senhor da Lageosa
  12. Rui Gomes da Silva
  13. Vasco Anes da Costa, dito “Corte Real”

Logo que tiveram conhecimento do possível apoio, cada uma das Damas escreveu a cada um dos doze cavaleiros portugueses e até ao rei D. João I de Portugal. Junto com as cartas chegou também o pedido do Duque de Lencastre. Mediante o escrito nas cartas toda a corte se sentiu ofendida, e visto que o povo português era um povo cavalheiro e defensor da honra, logo se deu a partida dos Doze para Inglaterra.

Onze dos Cavaleiros terão seguido por mar, entre eles D. Álvaro Vaz de Almada. Mas um deles, querendo demonstrar mais valentia que de todos, Álvaro Gonçalves Coutinho, conhecido como "O Magriço", decidiu seguir no seu cavalo por terra para "conhecer terras e águas estranhas, várias gentes e leis e várias manhas", garantindo no entanto que estaria presente no local e na data certa.

Acontece que, quando chegou o dia do tornéio "o Magriço" não estava presente para desespero dos seus companheiros que se viam reduzidos a onze cavaleiros contra os doze cavaleiros de Inglaterra.

As damas estavam já vestidas de preto, visto que toda uma hora se estava a perder. Mas no último momento e para alegria dos seus companheiros "o Magriço" apareceu e o combate foi travado com glória para os portugueses que ganharam o confronto.

Depois de terminadas as contendas foram recebidos pelo duque de Lencastre no seu palácio que lhes ofereceu muitas festas e horas como prova de apreço e gratidão.