Afonso d'Escragnolle Taunay

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Afonso d'Escragnolle Taunay

Birthdate: (81)
Birthplace: Florianopolis, Santa Catarina, Brazil
Death: circa March 20, 1958 (73-89)
São Paulo, São Paulo, Brazil
Immediate Family:

Son of Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, 1º visconde de Taunay and Cristina Teixeira Leite, viscondessa de Taunay
Husband of Sara de Sousa Queirós
Father of Ana Queirós Taunay; Paulo Feliciano De Escragnolle Taunay; Augusto d'Escragnolle Taunay and Clarisse d'Escragnolle Taunay
Brother of Raul d'Escragnolle Taunay; Ana Alice d'Escragnolle Taunay and Gabriela d'Escragnolle Taunay

Managed by: Carla Assenheimer (C)
Last Updated:

About Afonso d'Escragnolle Taunay

Afonso d'Escragnolle Taunay (Nossa Senhora do Desterro, 11 de julho de 1876 — São Paulo, 20 de março de 1958) foi um biógrafo, historiador, ensaísta, lexicógrafo, tradutor, romancista, heráldico e professor brasileiro.Ocupou a Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras, onde foi eleito em 7 de novembro de 1929.

Biografia

Oriundo de duas importantes famílias do Estado do Rio de Janeiro, Afonso Taunay nasceu no Palácio sede do Governo, conhecido como Palácio Rosado, em virtude da cor utilizada na parte externa da casa, na antiga Vila do Desterro, atual Florianópolis. Filho do então presidente da província de Santa Catarina, o carioca Alfredo d'Escragnolle Taunay, e da fluminense Cristina Teixeira Leite, respectivamente, visconde e viscondessa de Taunay. Neto pelo lado materno do barão de Vassouras, bisneto do barão de Itambé e sobrinho-bisneto do barão de Aiuruoca. Pelo lado paterno era sobrinho-neto do barão d'Escragnolle, bisneto do conde d'Escragnolle, neto do pintor, professor e diretor da Academia Imperial de Belas Artes Félix Emílio Taunay e bisneto de outro conceituado pintor Nicolas-Antoine Taunay. Apesar de ter nascido em Santa Catarina, passou toda a infância e juventude no Rio de Janeiro, entre a então Capital Federal e Vassouras.

Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1900. Foi professor na Escola Politécnica de São Paulo no período de 1904 a 1910.

Tinha biblioteca de obras versando quase exclusivamente sobre História, principalmente brasileira, no total de 2.000 volumes.[5] Tirando os seus livros de estudo e consulta, não tinha apego aos demais. Pelo contrário, gostava de distribuir os volumes seus, os muitos que recebia e até aqueles que foram de seu pai. Gostava de literatura francesa, desde a mocidade.

Escrevia de manhã, à tarde e à noite, sempre do próprio punho e com letra pouco legível.

Ocupou diversos cargos na administração estadual: foi diretor do Museu Paulista (conhecido como Museu do Ipiranga), entre 1917 e 1945. Reorganizou a biblioteca e o arquivo do Ministério das Relações Exteriores em 1930. De 1934 a 1937 foi professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Taunay exerceu funções públicas mais de 47 anos, como lente da Escola Politécnica de São Paulo e nos últimos 29 anos como Diretor do Museu Paulista e seu anexo, o Museu Republicano Convenção de Itú.

Sua atuação no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, na Academia Paulista de Letras, na Academia Portuguesa de História e como correspondente de Institutos Históricos estaduais, possibilitou a Afonso Taunay grande dedicação aos estudos historiográficos, especialmente ao bandeirismo paulista, ao período colonial brasileiro e à literatura, ciência e arte do Brasil. Teve destaque também como lexicógrafo especializando-se sobretudo na terminologia científica.

Foi o segundo ocupante da Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 7 de novembro de 1929, na sucessão de Luis Murat, foi recebido em 6 de maio de 1930 pelo acadêmico Roquette-Pinto. Recebeu os acadêmicos Oliveira Viana e Rodolfo Garcia.

Escreveu também diversos estudos de genealogia. Distraia-se com levantar a história de cada família, fosse de conhecidos ou estranhos: muitas vezes - ao ser apresentado a alguém - acontecia referir fatos sobre a origem do apresentado, nomes, datas e a cidade de onde provinham os ascendentes com riqueza da dados.

E além de prestar ao Estado, por tão longo tempo, foi credor da sociedade em geral por trabalhos como homem de letras e cultor da História da Pátria. Dedicou grande parte da sua vida a pesquisas dos fatos da história de São Paulo e dos paulistas, e a do Brasil. Como resultado de tais pesquisas, publicou diversas obras de literatura histórica em vastas modalidades, obra essa que veio enriquecer o nosso patrimônio cultural.

Alguns desses trabalhos estão como contribuições para os Anais e a Revista do Museu Paulista, História do Café do Brasil, Biografia de Bartolomeu de Gustão, História da Vida e da Cidade de São Paulo, e sobretudo a notabilíssima obra História Geral das Bandeiras Paulistas.[5] E com gesto bem significativo de sua dedicação e amizade a Mosteiro de São Paulo, a pedido de Abade D. Miguel Kruse, Taunay aceitou escrever história da Abadia de São Paulo. Este trabalho, fruto de um longo e estafante esforço de pesquisas, foi publicado em 1927, e até hoje é uma das melhores obras de referência ao passado histórico sobre o assunto.

Casou-se com Sara de Souza Queiroz (Sara de Souza d'Escragnolle Taunay, após o casamento), filha de Vitalina Pompeu de Camargo e Antônio de Souza Queiroz, neta dos Barões de Souza Queiroz, com a qual teve cinco filhos: Ana d'Escragnole Taunay, casada com Francisco Pedro Berrettini; Paulo d'Escragnolle Taunay, casado com Kitty Taunay; Maria Egídia d'Escragnolle Taunay; Augusto d'Escragnolle Taunay, casado com Angélica(Lili) Ulhôa Cintra e Clarisse d'Escragnolle Taunay, casada com Pedro Alcântara Taques Horta.

Museu Paulista

Taunay dedicou a sua vida em diversos cargos públicos. Mas à direção do Museu Paulista, que exerceu até a aposentadoria compulsória, aos 70 anos de idade, foi a sua grande paixão.

Ele abandonou até a cátedra superior para não deixar a sua direção, quando da vigência da lei que impedia as acumulações. Estimava sobremaneira, o Museu Histórico de Itu por ele organizado.

História Geral das Bandeiras Paulistas[editar | editar código-fonte] A História Geral das Bandeiras Paulistas, uma das principais obras do Taunay, teve o início da publicação em em 1924, completando-a em 1936, versão em sete volumes, fazendo parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

Academia Brasileira de Letras

Ocupou a cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras, (da qual seu pai, o Visconde de Taunay foi um dos fundadores) eleito em 7 de novembro de 1929. Foi recebido em 6 de maio de 1930 pelo acadêmico Edgar Roquette-Pinto.

Fonte: WP

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Afonso d'Escragnolle Taunay's Timeline

1876
July 11, 1876
Florianopolis, Santa Catarina, Brazil
1907
October 16, 1907
Age 31
São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil
1909
November 28, 1909
Age 33
Paris, Paris, Île-de-France, France
1912
July 19, 1912
Age 36
São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil
1915
January 21, 1915
Age 38
1958
March 20, 1958
Age 81
São Paulo, São Paulo, Brazil