Carlos Honório Benedicto Ottoni

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Carlos Honório Benedicto Ottoni

Birthdate:
Birthplace: Serro, Minas Gerais, Brasil
Death: July 19, 1919 (73)
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Place of Burial: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Immediate Family:

Son of Ernesto Benedicto Ottoni and Florinda Ottoni
Husband of Francisca de Almeida
Father of Maria Hernestina de Almeida Ottoni; Francisca de Almeida Ottoni; Rita Honorina de Almeida Ottoni; Maria Honorina de Almeida Ottoni; Carlos Benedicto Ottoni and 1 other
Brother of Maria Ernestina Benedicto Ottoni; Henrique Christiano Benedicto Ottoni and Julia Ottoni

Occupation: Desembargador
Managed by: Carla Assenheimer (C)
Last Updated:

About Carlos Honório Benedicto Ottoni

Carlos Honório Benedito Otoni nasceu na cidade do Serro (MG) em 20 de janeiro de 1846, filho de Ernesto Benedito Otoni. Provinha de tradicional família de políticos mineiros na qual se destacaram seus tios Teófilo Benedito Otoni, deputado geral (1838- 1841, 1845-1848 e 1861-1863) e senador (1864-1869) por Minas Gerais, líder da Revolução Liberal de 1842, colonizador do Vale do Mucuri e fundador da vila de Filadélfia, que receberia seu nome; Cristiano Benedito Otoni, deputado geral por Minas Gerais (1848 e 1861-1864), senador pelo Espírito Santo (1879-1889) e senador por Minas Gerais (1891-1896), e o padre Honório Benedito Otoni, deputado geral por Minas Gerais (1880-1883). Cursou o preparatório no Colégio Marinho no Rio de Janeiro, então capital do Império, e o superior na Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual se bacharelou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1866. Durante esse período na capital paulista, colaborou em diversos jornais e revistas e foi redator do periódico acadêmico Sete de Abril. Retornando a Minas Gerais, em 1867 foi nomeado promotor público em Minas Novas, cargo que exerceu até o ano seguinte. Em seguida, em 1869 passou a advogar e, no ano seguinte, foi nomeado juiz municipal em Diamantina, cargo que exerceu durante cinco anos. Promovido a juiz de Direito, a partir de 1877 passou a servir nas comarcas de Itapiraçaba, atual Januária, Entre-Rios, atual Entre-Rios de Minas, Pitangui e Sabará, todas em Minas Gerais. Em 1880 foi nomeado chefe de polícia de Minas Gerais, cargo que exerceu até o início de 1884, quando foi nomeado 1º vice-presidente da província. Por carta imperial de 24 de maio do mesmo ano, foi nomeado presidente da província do Ceará. Exerceu o cargo de 12 de julho de 1884 até 19 de fevereiro de 1885, quando foi substituído por Sinval Odorico de Moura. Voltou a ser nomeado chefe de polícia de Minas Gerais, exercendo esse cargo até 1889, quando foi nomeado juiz de feitos da Fazenda Nacional em Niterói, então capital da Província do Rio de Janeiro. Após o fim do Império e a proclamação da República em 15 de novembro de 1889, foi promulgada a primeira Constituição republicana em 24 de fevereiro de 1891. Pouco depois, Carlos Honorato Benedito Otoni foi promovido a desembargador do Tribunal da Relação do Estado do Rio de Janeiro, cargo que exerceu até se aposentar em 1895. De volta a Minas Gerais, passou a advogar em Ouro Preto e, em 1898, ingressou no corpo docente da Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais (FLDMG), na qual, como lente substituto, assumiu as cadeiras de Ciências das Finanças e de Contabilidade do Estado e Economia Política. Filiado ao Partido Republicano Mineiro (PRM), em 1900 foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Assumindo, em maio desse ano, sua cadeira na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro, agora Distrito Federal, foi reeleito para um novo mandato em 1903. Permaneceu no Legislativo Federal até dezembro de 1905, quando se encerrou a legislatura. Em 1907 foi nomeado o primeiro juiz federal de Belo Horizonte. Foi ainda escritor, desembargador da Relação de Petrópolis (RJ), juiz secional em Minas Gerais e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG). Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, então capital da República, em 21 de julho de 1919. Era casado com Francisca de Almeida Otoni. Publicou: O 16 de julho e a imprensa (ensaios políticos, 1870); Ensaios políticos (1871); A República (cartas políticas, 1871); Repertório da lei do recrutamento (1875); Estudos medianos (1876); Nulidade do processo criminal (1876); Mineiros distintos (perfis biográficos, 1884); A eleição do Ceará (1885); Discurso nas exéquias de Martinho Campos (1887); Apontamentos de magistratura (1891); Carta política aos srs. eleitores do 1º Distrito de Minas (1905); Nortistas ilustres (1907); A memória de Teófilo Otoni (1907); Direito eleitoral (1910); Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores: Relatório (1910) e Viagem ao Rio São Francisco. Além disso, fez incursões na poesia.

por Ioneide Piffano Brion de Souza

Fonte: http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/OTONI,%20Carlos%20Hon%C3%B3rio%20Benedito.pdf


Carlos Honório Benedito Ottoni (Serro, 20 de janeiro de 1846 — Rio de Janeiro, 21 de julho de 1919) foi um político, magistrado, professor e escritor brasileiro.

presidente da província do Ceará, nomeado por carta imperial de 24 de maio de 1884, de 12 de julho de 1884 a 19 de fevereiro de 1885.

Foi deputado federal por Minas Gerais (1901-1902 e 1903-1905), o primeiro juiz federal de Belo Horizonte (1907), desembargador da Relação de Petrópolis, chefe de polícia e vice-governador de Minas Gerais (1884), no Império.

Publicou: "Nortistas Ilustres"(1907), "A Memória de Teófilo Otoni" (1907), "Direito Eleitoral" (1910), "Brasil. Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores. Relatório" (1910) e "Perfis Biográficos de Mineiros Distintos", tendo feito incursões na poesia.

Fonte: WP

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