Domingos Luís, o Carvoeiro

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Domingos Luís, o Carvoeiro

Also Known As: "Domingos Luiz"
Birthdate: (75)
Birthplace: Santa Maria da Carvoeira, Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal
Death: 1615 (74)
Sao Paulo, São Paulo, Brazil
Immediate Family:

Son of Lourenço Luís and Leonor Domingues
Husband of Branca Cabral and Ana Camacho
Father of Leonor Domingues; Inês Camacho; Antonio Lourenço; Domingas Luís; Miguel Luís and 2 others

Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About Domingos Luís, o Carvoeiro

  • Genealogia Paulistana
  • Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919)
  • Volume I - Pág. 48 a 91
  • Tit. Carvoeiros
(http://buratto.org/paulistana/Carv_1.htm)

Teve princípio esta família em Domingos Luiz (o Carvoeiro de alcunha) natural de Marinhota, freguesia de Santa Maria da Carvoeira, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, falecido em 1615 com testamento em S. Paulo, filho de Lourenço Luiz e de D. Leonôr Domingues, naturais de Portugal. Foi o fundador da capela de N. Senhora da Luz no sítio do Guarepe, que antes fora por eles ereta no sítio chamado Piranga e que em 1603 foi mudada para a mencionada paragem, onde hoje existe o recolhimento da Luz, sendo instituído seu administrador o f.º Antonio Lourenço com os encargos de beneficiar, conservar e celebrar as festividades e ofícios religiosos na mesma capela. Foi 1.º casado com Anna Camacho, que faleceu com testamento de mão comum em 1613 em S. Paulo, f.ª de Jeronimo Dias Cortes e de D... Camacho, por esta neta de Bartholomeu Camacho e de Catharina Ramalho, por esta bisneta de João Ramalho e de Izabel Dias, por esta terneta do regulo Tebiriçá(1); segunda vez casou-se Domingos Luiz com D. Branca Cabral, viúva de Simão da Costa, f.ª do governador Pedro Alvares Cabral, natural da Ilha de S. Miguel, e de sua mulher Suzana Moreira. Tit. Garcias Velhos, Cap. 2.º § 3.º n.º 2-3. Sem geração desta; porém, teve (C. O. S. Paulo) da 1.ª os seguintes f.ºs:

  1. Ignez Camacho
  2. Leonôr Domingues
  3. Domingas Luiz
  4. Bernarda Luiz
  5. Domingos Luiz, o moço
  6. Antonio Lourenço
  7. Miguel Luiz

"Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, e fundador da Capela de N. S. da Luz em São Paulo." Observação feita pelo Prof. Benedito de Souza Brito em sua obra Patriarcado de Romualdo de Souza Brito (1981)

"Domingos Luiz , o Carvoeiro , natural de Portugal , teve importância relevante na História da cidade de São Paulo .Junto com sua esposa edificou , no século XVI a Capela de Nossa Senhora da Luz , onde inicialmente ficou abrigada a imagem de Nossa Senhora do Carvoeiro , considerada esta o início da Arte Sacra do Brasil. A imagem está exposta hoje ,no Museu de Arte Sacra de São Paulo . Ele foi , provavelmente , o primeiro engenheiro da Capitania de São Vicente , o que vale dizer , do Brasil " Plinio Luiz Nunes Dias

A Igreja e Convento da Luz

O fundador dessa Igreja foi Domingos Luiz, o carvoeiro do século XVI. E ainda que sua tradição tenha sido ofuscada pela grandiosidade do Beato Frei Galvão, ainda resta, naquele convento, a imagem da Nossa Senhora da Luz, que assistiu à história daquela igreja desde o quinhentismo. A primitiva e extinta capela que houve nas bandas do atual bairro da Luz nasceu primeiramente no Ipiranga. Não se sabe quando. Meados do XVI. O certo é que foi logo em seguida trasladada ao Guarepe (ou Guaré) antigo nome indígena que seria substituído pelo de Nossa Senhora da Luz, para quem Domingos Luiz e sua mulher Ana Camacho construíram uma Igreja. Domingos Luiz aparece já nas atas quinhentistas. Capitão dos índios no ano de 1563 e almotacel em 1576 (Atas da Câmara da cidade de São Paulo, vol. I., pp. 19 e 89). Nasceu na Freguezia de Santa Maria da Carvoeira, em Portugal, como informa o autor de "Os paulistas e a Igreja" (Vol. 1, p.37). Quer o Monsenhor Paulo Florêncio Camargo (A igreja na história de São Paulo, Vol. I, p.163) que a Igreja da Luz no Ipiranga inaugurou-se em 1579, com escritura de 1580, transferindo-se em 1603 para o Guaré. Acontece que a escritura ou "carta de data de terra" pode ter sido posterior à existência da Igreja. De fato, Leonardo Arroyo (Igrejas de São Paulo, p.26) citou documentos que comprovam a existência da Igreja da Luz em Guaré já em fins dos quinhentos. Quanto ao termo Guaré (ou Guarepe), Monsenhor Camargo (op.cit., p.192) afirma que era sinônimo de Piratininga. Este topônimo só seria nome genérico de São Paulo a partir de 1600, salvo em alguns documentos. De fato, Pero Magalhães Gandavo, em texto anterior a 1573 (Tratado da Terra do Brasil, p.40) diz: "Pela terra dentro dez legoas edificarão os mesmos padres huma povoação entre os índios que se chama - o campo, na qual vivem muitos moradores, a maior parte deles são mamalucos filhos de portugueses e de indias da terra". Este "campo" é São Paulo do Campo, como aparece nas atas quinhentistas. Mas é preciso reconhecer que, embora este seja o termo mais usado, "São Paulo de Piratininga" aparece nas cartas dos jesuítas e até nas Atas (vol. I., p.57): "vylla de são paullo de piratininga". Mas a história da Igreja da Luz tem seu mais belo capítulo na época do Frei Antônio de Sant'ana Galvão, um paulista destinado à santidade, e da elevação do Convento da Luz. História que se inicia no século XVIII. Sabe-se que o Santo quis ser jesuíta. Estudou no seu colégio em Salvador. Mas em 1759 o Marquês de Pombal expulsou os seguidores de Santo Inácio. Fez ainda mais. Proibiu, em 1764, que as demais ordens religiosas recebessem noviços. Foi quase um decreto de morte para os franciscanos e os beneditinos paulistas, cuja restauração só se conheceu no início do século XX. Frei Galvão tornou-se, assim, um frade menor: um franciscano. Foi porteiro do Convento do Largo de São Francisco, em São Paulo. Sua bondade, seu caráter e a fama de sua santidade começaram a se alastrar. Mas foi do relacionamento espiritual com Helena Maria do Sacramento que surgiu a grande tarefa da vida de Frei Galvão. Esta irmã, residente no antigo Recolhimento de Santa Tereza, teve visões que a levaram a pedir ao Frei Galvão a construção do atual Convento da Luz. Apesar das dificuldades interpostas, devido à política pombalina, o Frei Galvão conseguiu autorização para construir o convento. Era então governador de São Paulo, o Morgado de Mateus, por acaso um irmão terceiro de São Francisco. Apesar da tentativa de fechamento do convento pelo seu sucessor, a obra do Frei Galvão foi reconhecida pelo Marquês de Lavradio, Vice-Rei no Brasil. O convento foi dedicado à Ordem da Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria (Concepcionistas). Esta ordem foi criada pela portuguesa Santa Beatriz da Silva, em Toledo (Espanha) em 1484. Visava honrar a conceição imaculada de Maria, cuja veracidade dogmática não era reconhecida por Roma. Somente o Papa Pio IX o fez em 1854 (Cf. Maristela, Vida do beato Frei Antônio de Sant'Ana Galvão, p.68). O Convento da Luz foi fundado em 1784. Foi sendo ampliado e reformado no decorrer de sua história. A mais importante ampliação deu-se sob os auspícios do Conde Prates, síndico do convento entre 1905 e 1923. Foi tombado em 1943. No ano de 1970, depois de nova reforma, reparos e adaptações, a maior parte do convento foi transformada no Museu de Arte Sacra. As irmãs concepcionistas dedicam-se com amor à causa da canonização de Frei Galvão. E também às suas famosas pílulas que ajudam aos doentes de corpo e alma. Tanta é a devoção, tanta é a esperança dos que caem, genuflexos, diante do túmulo do nosso beato Frei Galvão, que não será possível recusar-lhe a santidade.

Lincoln Secco


Domingos era chamado de "o Carvoeiro" por ter nascido na freguesia de Santa Maria da Carvoeira. Veio para o Brasil, instalando-se na vila de São Paulo, onde foi "influente cidadão". Em 1563, foi nomeado Capitão dos índios, e em 1565, Procurador do Conselho. Em 1579, foi o fundador da capela de Nossa Senhora da Luz no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Esta capela foi, mais tarde, transferida para o Sítio do Guará (ou Guarepe), dando origem ao bairro da Luz, na cidade de São Paulo. Em 1594, era proprietário dos primeiros sobrados cobertos de telhas construídos na vila de São Paulo. Possuía terras no sítio do Ipiranga. Em 1596 e em 1607, foi Vereador na vila de São Paulo. Domingos era cavaleiro professo da Ordem de Cristo.


http://buratto.org/paulistana/Carv_1.htm

§ 1º I- DOMINGOS LUÍS, n. por 1540 na freguesia de Santa Maria da Carvoeira, Portugal (sem informação da comarca) fº de Lourenço Luís e de s/m. Leonor Domingues (elementos, creio, de seu testamento, transcritos por Pedro Taques e Silva Leme) veio para S. Vicente no 3º quartel do século. Casou cerca de 1566 c. ANA CAMACHO, n. por 1550, fª de povoadores da Capitania, segundo as cartas de sesmarias de seus descendentes e parentes. Era tia de Sebastião Fernandes Camacho “filho e neto de povoadores e conquistadores da Capitania” (“Sesm.”, I, 433, 471, 489 etc.) que exerceu em S. Paulo os cargos de juiz de órfãos interino em 1628, juiz ordinário em 1628 e 1643, provedor da Misericórdia em 1621 e 1627, etc. (título Camachos). Nas atas da câmara aparece de 1579 em diante com a alcunha de “Carvoeiro” (ACCSP, I, 133). Vivia em sua fazenda no lugar do Ipiranga onde erigiu, em 1580, uma ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Luz (Tombos da Sé, Livro 1º, ACMSP). A 23 de maio de 1584, com sete moradores, recebeu da câmara o encargo da abertura de um caminho para o referido lugar (ACCSP, I, 237) e no mesmo ano, a 2 de julho, em companhia do genro Francisco Teixeira Cid, teve carta de chãos junto a vila, no caminho de “Inguaquara”, acima de Salvador Pires (“Cartas de Datas”, I, 28 e 30). 156 Povoadores de S. Paulo – Domingos Luís – O Carvoeiro A 23 de abril de 1585, assinou na câmara um termo de ajuntamento, sendo a 4 de agosto nomeado almotacel, primeiro cargo da governança que exercia, conforme vem declarado na ata; são idênticas suas assinaturas nesses assentos – dgo luis+carvoeiro e dgo luis - (Atas da Câmara, Livro 5º, 1585-1587, AHMSP). Em maio de 1592, figurou ao lado dos camaristas e de cinqüenta e dois moradores num auto e apelação dirigidos ao governador e ouvidor geral sobre a questão da remessa da produção de farinha à Provedoria de S. Vicente; assinou dgo luis (ACCSP, I, 266, 272 e 443). Não traz esse auto assinatura do Cap. Domingos Luís Grou, ausente desde 1587 na bandeira contra os índios revoltosos de Mogi (Atas da Câmara, Livro 7º, 1590- 1595, ACMSP). Em 1594, possuía na vila casas de sobrado, fronteiras às casas térreas de taipa de pilão pertencentes a Gaspar Vaz (“Cartas de Datas”, I, 68). A 19 de maio de 1596, numa pauta de onze pessoas principais da governança, elegeu-se vereador de barrete e assinou os termos seqüentes do mesmo modo (Atas da Câmara, Livro 8º, 1596-1600, AHMSP); por estarem incompletas as atas no período de 1554 a 1599, ignoram-se outros cargos que teria exercido. Associado a Luís Álvares, fez um contrato na câmara, a 30 de maio de 1598, para prosseguir as obras da igreja matriz, edificada em taipas de pilão; obrigaram-se os dois empreiteiros a iniciar os trabalhos logo após a conclusão das casas de Antônio Vaz e de outras que Domingos Luís construía para si (ACCSP, II, 42). Ambos disporiam por esses anos de grande leva de administrados do gentio. Nos dias 16 de janeiro, 5 e 6 de fevereiro e 24 de junho de 1600, assinou termos na câmara sobre questões da governança e apenas figurou nas listas dos vereadores em 1602, 1608 e 1610. Em 1603, segundo os autores, transferiu a capela de Nossa Senhora para o lugar de Guarepe, instituindo seu administrador o filho Antô- nio Lourenço (Tombos da Sé, Livro 1º, ACMSP). Eleito vereador mais velho do pelouro, em 1607, não pode permanecer no cargo por ser sogro de José de Camargo, nomeado juiz de órfãos a 17 de março desse ano pelo governador geral do Brasil Diogo Botelho (ACCSP, II, 179 e 191). A 21 de novembro de 1609, com Bernardo de Quadros e Gonçalo Madeira, aceitou a incumbência da câmara de reunir a finta para o Revista da ASBRAP nº 9 157 término da igreja matriz e, no ano seguinte, serviu o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia (id, 250 e 259). Pouco depois da morte da mulher, em 1613, C.c. Branca Cabral, viúva de Simão da Costa (falecido em 1611) filha do Cap. Pedro Álvares Cabral, natural dos Açores, e de s/m. Susana Moreira, sem geração. Faleceu em 1615 e foi inventariado em S. Paulo, segundo o inventário de seu filho Domingos Luís (INV. E TEST., III, 114). Haviam feito Domingos Luís, o velho, e sua 1ª mulher testamento conjunto (inventário e testamento inexistentes no DAESP, constando dos índices antigos apenas o inventário de Ana Camacho, em 1613). Tiveram sete filhos, quatro com descendência amplamente descrita por Silva Leme:

http://www.asbrap.org.br/documentos/revistas/rev9_art9.pdf

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Domingos Luís, o Carvoeiro's Timeline

1540
1540
Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal
1550
1550
Age 10
São Paulo, São Paulo, State of São Paulo, Brazil
1572
1572
Age 32
1584
1584
Age 44
São Paulo, State of São Paulo, Brazil
1590
1590
Age 50
Sao Paulo, São Paulo, Brazil
1615
1615
Age 75
Sao Paulo, São Paulo, Brazil
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