Dona Beja

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Ana Jacinta de São José

Also Known As: "D. Beja"
Birthdate:
Birthplace: Formiga, Minas Gerais, Brazil
Death: circa 1874 (69-78)
Estrela do Sul, Minas Gerais, Brazil
Immediate Family:

Daughter of NN and Maria Bernarda dos Santos
Partner of Joaquim Ignacio Silveira da Motta; Manuel Fernando Sampaio; João José Carneiro de Mendonça and Francisco José da Silva
Mother of Joana de Deus de São José and Tereza Tomázia de Jesus
Sister of Antonio Rodrigues

Managed by: Ana Toledo
Last Updated:

About Dona Beja

Ana Jacinta de São José

, known as

Dona Beja

(Ant, 1800 - Luggage 1873) was an influential figure in the nineteenth century Araxá region in Minas Gerais.

She came to Araxá with his grandparents in 1805. As it grew, the beauty of Ana cause the envy of other women. Throughout his life, Dona Beija, as it became known, has angered women and men happy. Passionate farmer Manoel Fernando Sampaio, Ana Jacinta became his girlfriend. The boyfriend gave her the nickname "The Kiss", comparing it with the sweetness and beauty of the flower "kiss." In 1815, the beautiful young woman is kidnapped by the Ombudsman Imperadpr, Inácio Joaquim Silveira da Motta, who is fascinated by her beauty. For two years, Kiss of the Ombudsman as a lover lived in the village of Prince Paracatu. Thereafter, he returned to Portugal and Ana Jacinta returns Araxá it receives the news that his ex-love Antonio had married another. Upon reaching Araxá, he found a hostile environment. The local conservative society does not look like a victim, but as a seductive woman of questionable conduct. However, the women of the city, considered it a great risk to the ethical values of time and thus became an unwanted person and marginalized by society. To get revenge on Antonio, he had married another, Ana Jacinta decided to prostitution and become the lover of all men who married women who convicted him. Aided by his friends, built a magnificent house, intending to establish a luxury brothel, known as the "House of Jatoba." Dona Beija, as it became known, lie every night with a different man if you are paid well, but the condition of being able to decide who to sleep. She became famous, attracting men from the remotest regions, to know its charms: these covered the money, jewels and precious stones. Legend has it that there is a "source of the donkey," miracle water, which gave the youth, health and beauty of Dona Beija bathed and where all that Dona Beija dias.Conta Antonio and never forgot that he was His great love always. One night, moved by drunkenness invaded "the Jatoba Farm" and D. Kiss ended up choosing her, slept with him, became pregnant and gave birth to a girl. Dona Beija, who ordered to kill Antonio, in order to avenge his family was against the love story between her son and Dona Beija. She, because of this, went to court, but would be released with the help of his faithful friends. Kiss decided from Araxá with her daughter in mid-1853, a procession of wagons and cut to transform your life, going through the luggage (now Southern Star). She went to live in a big house with slave quarters in the back where they were slaves. Dona Beija mining also came to play and earn big money from the diamonds found. Shortly before his death, Dona Beija allowed to shoot. Sick, stood up, leaning on a chair. On December 20, 1873, the legend says he died of tuberculosis due to intoxication with metals used in gold mining. She was buried in a coffin adorned with zinc, which is suspected to have been found in June 2011, during excavations for the construction of a fountain in the city of South Star, on Church Square, where the former city cemetery.

A Vida Em Flor de Dona Beja - Vasconcelos, Agripa (8531901871) Gênero: Romance, Literatura Nacional Subgênero: Romance Nacional Autor: Vasconcelos, Agripa Editora: VILLA RICCA ___________________________________________________________________________

Ana Jacinta de São José, conhecida como Dona Beja (Formiga, 2 de janeiro de 1800 — Bagagem, 20 de dezembro de 1873) foi uma personalidade influente no século XIX na região de Araxá, Minas Gerais. Ela chegou a Araxá com sua mãe e avô em 1805. Seu pai nunca foi conhecido. À medida que se tornava moça, a beleza de Ana ia causando inveja nas outras mulheres. Durante toda a vida, Dona Beja, como ficou conhecida, irritou as mulheres e encantou os homens. Conheceu o fazendeiro Manoel Fernando Sampaio (Antonio?), seu colega de catecismo antes de ser levada à força para Paracatu, com quem acabou tendo um longo relacionamento anos depois. Foi do avô que recebeu o apelido “Beja” por este compará-la à doçura e à beleza da flor “beijo”.

Em 1815, a bela jovem é raptada pelo ouvidor do Imperador, Joaquim Inácio Silveira da Motta, que fica fascinado por sua beleza. Seu avô acabou morto pelos dragões do ouvidor ao tentar evitar o rapto da neta. Por dois anos, Beja viveu como amante do ouvidor na Vila do Paracatu do Príncipe. Depois disso, ele retorna para o Rio de Janeiro a pedido de Dom João VI e Ana Jacinta decide retornar a Araxá.

WP

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Trajetória de Vida Em 1805, uma família de vinda de Pains chegou para se estabelecer em São Domingos do Araxá. Essa família era composta de tio, avó, mãe e uma bela criança. Essa criança era Ana Jacinta de São José, que se tornou uma moça de beleza rara, que despertava a inveja das mulheres e chamava a atenção dos homens. Apaixonada pelo fazendeiro Manoel Fernando Sampaio, Ana Jacinta tornou-se sua noiva. O casamento seria uma conseqüência normal para o compromisso. Beja, esse foi o apelido carinhoso que o noivo lhe deu por compará-la à doçura e à beleza da flor “beijo”. Mas o destino de Beja foi bem diferente.

Um dia Beja foi raptada. O novo Ouvidor do Rei, Dr. Joaquim Inácio Silveira da Motta, ficou fascinado com sua beleza e não teve escrúpulos de mandar raptá-la. Por dois anos Beja viveu como amante do Ouvidor na Vila do Paracatu do Príncipe. Ao retornar a São Domingos do Araxá, Beja encontrou um ambiente hostil. A conservadora sociedade local não via Beja como vítima, mas como uma mulher sedutora de comportamento duvidoso. Agora, além da inveja, era sinônimo de ameaça de sedução aos maridos, noivos e namorados. Era uma outra pessoa. Rica e poderosa, exercia fascínio sobre todos os homens e torna-se, assim, a maior personalidade da região.

“Seu poder e sua beleza foram associados às virtudes afrodisíacas das águas de Araxá. Nada pode ser negado à veracidade da história e à correlação de Beja-Araxá, porque ela ressurgiu no novo século como emblema da cidade, associada às águas locais, atraindo turistas à região.“ (Lourdes Zema).

Beja construiu duas casas. Na casa da cidade era recatada e suas visitas não reclamavam favores sexuais. Fora da cidade, ficava a chácara onde passava a maior parte do tempo. “Essa casa possuía vastos salões para festas e recepções, era em estilo colonial, cercada de árvores...Era imensa a legião de admiradores vindos das cidades próximas, até de cidades de São Paulo, e nesta casa, ela recebia os homens para festas em troca de presentes. D.Beja impõe regras e se coloca em posição superior: é ela quem define a relação com os homens, é ela quem escolhe seus parceiros sexuais.” (Lourdes Zema). A pequena Vila de São Domingos do Araxá passa a ser visitada por pessoas influentes da região.

Beja teve duas filhas: Tereza Tomázia de Jesus, com seu antigo noivo, Manuel Fernando, que foi seu amante durante muitos anos e, pelo o que se conta, teria sido assassinado a mando de Beja, vingando, assim, a surra que um ano antes Manuel Fernando havia mandado lhe dar. Beja levou vários meses se recuperando da surra. Joana de Deus de São José foi sua segunda filha. Dessa vez, o pai foi João Carneiro de Mendonça, outro amante de Beja.

Após os 35 anos, Beja se retira da vida pública para se dedicar às filhas. Escolhe para viver a localidade de Bagagem, hoje, Estrela do Sul, onde estava acontecendo uma corrida pelos diamantes. Beja, então, se dedica à atividade do garimpo. A mulher sedutora passa a viver uma vida recatada, voltada à religião e à caridade.

Foi a aceita pela comunidade de Bagagem e participou da vida diária da cidade. Mandou construir uma ponte, que inclusive tem seu nome, e financiou a virada do Rio Bagagem para colher o cascalho do leito do rio, onde presumia ter maior depósito de diamantes.

O Caso do Triângulo Mineiro As terras onde se encontram Araxá, entre a região do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, começaram a ser ocupadas já no princípio do século 18, após a Guerra dos Emboabas e a Sedição de Vila Rica. Era uma alternativa para os que optaram em deixar a região das minas.

Pelos documentos, vê-se que os governadores da Capitânia das Minas incluíam essas terras na jurisdição da Capitânia. Na década de 70 do século 18, devido à interferência do governo de Goiás e com o apoio da população, as terras passam para Goiás. “Extraviadores de ouro e dos direitos reais no comércio preferiam um poder mais distante e frouxo, viam na subordinação a autoridades que não as mineiras.” ( F. Iglesias).

Em abril de 1816, as terras são desmembradas de Goiás e incorporadas ao território mineiro através de um alvará, dando ao mapa o contorno característico e inconfundível. O motivo alegado era que Araxá e Desemboque estavam a mais de 150 léguas da capital de Goiás. O cientista alemão Eschwege contestou o fato, alegando que as terras deveriam ser incorporadas à Capitania de São Paulo, por estarem mais próximas da sua capital do que de Ouro Preto. Nesse período, era de interesse dos proprietários de terras estarem ligados à Capitania de Minas, inclusive, já haviam articulado um pedido à Corte.

Tradicionalmente, por razões sentimentais, liga-se o fato à figura de Beja. O Ouvidor, Dr. Motta, temeroso do seu julgamento pelo rapto da adolescente Ana Jacinta na Capitania de Goiás, onde tinha como inimigo político o governador, pediu a D.João V a transferência das terras para a Capitania de Minas, onde seu julgamento seria mais fácil. “Analisado historicamente, o fato não tem comprovação, já que, em Paracatu do Príncipe, o ouvidor nada teria a temer das autoridades goianas, pois a localidade sempre pertencera a Minas.“ ( Enciclopédia dos Municípios Mineiros).

http://www.descubraminas.com.br/Turismo/DestinoPagina.aspx?cod_destino=41&cod_pgi=2487


Patrimônio Histórico Araxá (lugar alto onde se avista o sol primeiro)

Filha de um cometa — assim eram chamados os caixeiros-viajantes — a menina Ana Jacintha de São José chegou a Araxá com os avós em 1805. À medida que se tornava moça, a beleza de Ana ia causando inveja nas outras mulheres. Durante toda a vida, Dona Beija, como ficou conhecida, irritou as mulheres e encantou os homens.

Ela tornou-se personagem histórica no Triângulo Mineiro. Suas peças podem ser vistas num museu em Araxá e sua história desperta a curiosidade na cidade de Estrela do Sul. O escritor Pedro Divino Rosa conta no livro “Dona Beija”, que a menina Ana nunca estudou mas “a falta das letras não diminuiu sua inteligência”.

Apaixonada pelo fazendeiro Manoel Fernando Sampaio, Ana Jacintha tornou-se sua noiva. O noivo lhe deu o apelido de “Beija” por compará-la à doçura e à beleza da flor “beijo”.

Em 1815, a bela jovem foi raptada pelo ouvidor do Rei, Joaquim Inácio Silveira da Motta, que ficou fascinado com sua beleza.

Por dois anos, Beija viveu como amante do ouvidor na Vila do Paracatu do Príncipe.

Ao retornar a Araxá, ela encontrou um ambiente hostil. A conservadora sociedade local não a via como vítima, mas como uma mulher sedutora de comportamento duvidoso.

Para o escritor Pedro Divino Rosa, a notícia da morte do único homem que Beija realmente amara, transformou sua vida. “Beija caiu em prantos, vestiu-se de luto e trancou-se na casa. Por um ano só saiu à rua para ir à igreja. Ele tinha sido o único homem que a aceitou como ela era, que desafiou todos os costumes da época e assumiu publicamente o romance.”

A morte do amante levou Beija a fechar a Chácara Jatobá, onde recebia os homens e passou a viver na segunda casa, onde cuidava de suas duas filhas.

Roupas e sapatos de Beija podem ser vistos no Museu

O Museu Histórico de Araxá Dona Beija atrai turistas o ano inteiro em um casarão construído no início do século 19, seguindo as características arquitetônicas do período colonial mineiro. Ao longo do tempo, esse casarão serviu de residência no andar superior e, no andar térreo, para um estabelecimento comercial.

Foi criado por Assis Chateaubriand, em 1965, ano em que Araxá comemorou o seu centenário como cidade. Recebeu esse nome em homenagem ao personagem mitológico de Ana Jacintha de São José.

No início era um Museu de Arte e de História. Hoje retrata a história de Araxá, incluindo referências sobre os índios araxás, os colonizadores, os tropeiros e criadores de gado, a descoberta das águas, o universo doméstico e produtivo no século 19, o turismo e Dona Beija.

O acervo é formado por objetos arqueológicos, utensílios domésticos, móveis do século 19, imagens sacras, telas de conhecidos artistas brasileiros e araxaenses, documentos históricos e figurinos. O museu dispõe de uma sala de exposição permanente, no andar térreo, batizada como “Lugar de Memória”. Neste espaço são lembrados vários cidadãos que fizeram a história da cidade por meio de referências pessoais e objetos que identificam suas atuações.

Tem ainda uma sala de multimeios, uma cafeteria e uma loja de produtos artesanais. O prédio do Museu é tombado como patrimônio histórico da cidade.

Garimpo em Estrela do Sul Em meados de 1853, segundo Pedro Divino Rosa, um cortejo formado por carroças bem talhadas apareceu na subida do Córrego da Onça, povoado de Bagagem (hoje Estrela do Sul). “Uma mulher aparentando riqueza e muito bela comandava o comboio. Era Ana Jachinta de São José que chegava em terras bagageiras”.

Ela passou a morar numa casa grande com uma senzala nos fundos onde ficavam os escravos. “Dona Beija também chegou a tocar garimpo e ganhou muito dinheiro com os diamantes que encontrou”, disse o escritor.

Pouco antes de morrer, dona Beija deixou-se fotografar. Doente, se pôs de pé, apoiada numa cadeira. Em 20 de dezembro de 1873, ela foi enterrada sem caixão, envolta em tecidos de linha, conforme pedira em seu testamento.

Rapto levou o Triângulo a ser mineiro Para o escritor Pedro Divino Rosa, o rapto da adolescente Ana Jacintha de São José acabou passando para a história como um dos motivos que levaram ao desmembramento do Sertão da Farinha Podre, hoje Triângulo Mineiro, da capitania de Goiás e a sua anexação ao território mineiro.

“O nome Farinha Podre foi batizado assim em referência aos sacos de farinha que os bandeirantes que desbravavam a região deixavam pendurados nos troncos das árvores”, disse o pesquisador. Segundo ele, quando voltavam ao lugar marcado o produto estava apodrecido.

Pedro Divino Rosa conta em seu livro “Dona Beija” que, em 1814, os moradores desta região fizeram um abaixo-assinado a Dom João VI pedindo que a região voltasse para Minas Gerais. Naquela ocasião, o ouvidor Joaquim Ignácio de Oliveira da Motta acabou apoiando os goianos contra o movimento do povo que queria ser mineiro. Seus opositores fizeram então um levantamento da vida do ouvidor e descobriram suas falcatruas, entre elas, a do rapto de uma menina virgem em Araxá.

“Por ter raptado a menor e mandado matar o avô de sua refém, o ouvidor foi denunciado ao governo de Goiás por seus inimigos políticos e corria o risco de perder o posto e ainda ser julgado por seus próprios adversários”, afirmou o escritor.

Segundo ele, para escapar do julgamento, Joaquim Ignácio decidiu apressar a aspiração do povo na região e, em 1816, por um alvará real assinado por Dom João VI, o território conhecido como Sertão da Farinha Podre voltava em definitivo para a capitania mineira.

“Também não houve julgamento”, disse Pedro Divino Rosa. “Um tempo depois Joaquim Ignácio voltaria impune à corte e ainda com o título de benemérito da região. Posteriormente, retornou a Portugal, onde morreu com mais de 80 anos.” Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/ http://www.geocities.ws/geneabotelho/Site/pafg08.htm#243

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Dona Beja's Timeline

1800
1800
Formiga, Minas Gerais, Brazil
1819
1819
1838
1838
1874
1874
Age 74
Estrela do Sul, Minas Gerais, Brazil