Francisco Mascarenhas, 1º conde de Santa Cruz, vice-rei da Índia

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Francisco Mascarenhas, 1º conde de Santa Cruz, vice-rei da Índia

Birthdate:
Death: Died
Immediate Family:

Son of João Mascarenhas, 2º senhor de Lavre e Estepa and Margarida Coutinho
Husband of Leonor de Ataíde
Father of Martinho Mascarenhas, 2º conde de Santa Cruz and Fernando Mascarenhas
Brother of Violante Henriques; Vasco Mascarenhas; Fernão Martins Mascarenhas; Catarina da Silva; Leonor Mascarenhas and 1 other

Occupation: 1º conde de Santa Cruz, governador da Índia
Managed by: Private User
Last Updated:

About Francisco Mascarenhas, 1º conde de Santa Cruz, vice-rei da Índia

Francisco de Mascarenhas, (c. 1530 - 4 de Setembro de 1608) primeiro conde de Vila da Horta e de Santa Cruz, foi o 13.º vice-rei da Índia, capitão donatário nas ilhas de Flores e Corvo.

Recebeu o título de Conde de Vila da Horta de D. Filipe I, cerca de 1585. Como D. Francisco de Mascarenhas perdeu a capitania da ilha do Faial numa demanda que manteve com a família Corte Real, Filipe I substituiu o título pelo de conde de Santa Cruz, concedendo ao titular a capitania do donatário nas ilhas de Flores e Corvo.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Mascarenhas)

Dom Francisco de Mascarenhas, (c. 1530 - 4 de setembro de 1608) primeiro conde de Vila da Horta e de Santa Cruz, foi o 13.º vice-rei da Índia, Capitão do donatário nas ilhas de Flores e Corvo.

Recebeu o título de Conde de Vila da Horta de D. Filipe I, cerca de 1585, a favor de D. Francisco de Mascarenhas. Como D. Francisco de Mascarenhas perdeu a capitania da ilha do Faial numa demanda que manteve com a família Corte Real, Filipe I substituiu o título pelo de conde de Santa Cruz, concedendo ao titular a capitania do donatário nas ilhas de Flores e Corvo.´

Biografia:

Foi o quarto filho de D. João Mascarenhas, 2º senhor de Lavre e Estepa, alcaide­-mor de Montemor-­o­-Novo e comendador de Mértola, na Ordem de Cristo, e de D. Margarida Coutinho, terceira filha de D. Vasco Coutinho, 1º conde de Redondo.

Desde cedo exerceu importantes cargos, como o de capitão dos ginetes e o de capitão dos cavaleiros, escudeiros e criados da Casa Real. Igualmente membro do Conselho Real, serviu durante largos anos na Índia para onde partiu pela primeira vez em 1554 na armada em que seguia o seu tio, D. Pedro Mascarenhas como vice­-rei, tendo sido nomeado em 1562, capitão do mar e governador de Chaul, e em seguida indigitado para governador de Sofala, em 1564, após participação no socorro de Cananor daquele ano.

Em 1567, participou na expedição de Mangalor. Durante o primeiro vice­-reinado de D. Luís de Ataíde, resistiu com 1600 homens ao cerco montado pelo sultão de Ahmadnagar, no âmbito da crise de 1565­/75.

Regressado ao Reino, em 1578, acompanhou D. Sebastião, na jornada de Alcácer Quibir, estando presente na fatídica reunião anterior à batalha, ao lado do duque de Aveiro e do conde de Vimioso. Aprisionado pelos muçulmanos, logrou alcançar a liberdade, regressando de novo ao Reino, onde defendeu acerrimamente, durante o curto reinado do cardeal-­rei, os direitos de D. Filipe I à coroa portuguesa.

Nomeado vice­-rei por carta de 22 de Fevereiro de 1581, foi encarregado pelo Prudente de o fazer jurar como rei em todo o Estado da Índia, razão pela qual o soberano lhe concedeu o título de conde de Vila da Horta que apenas deveria passar a utilizar assim que chegasse à Índia, bem como inúmeras mercês e tenças que na altura recebeu para si e para a sua família.

Além de levar uma carta régia que transformava o 3º conde de Atouguia em marquês de Santarém foi também portador de alvarás régios assinados em branco que deveria utilizar para aliciar os capitães e fidalgos da Índia, caso estes não aceitassem pacificamente a União Dinástica.

Partindo de Lisboa a 11 de Abril de 1581, aportou em Moçambique a 18 de Agosto, ali fazendo jurar D. Filipe I como rei de Portugal, passando de imediato a ostentar o título condal. A 24 de Setembro entrou em Goa, onde constatou que o governador Fernão Teles de Meneses já havia feito jurar D. Filipe I por rei, facto que o desanimou, pois tinha sido o encargo dessa missão, uma das razões primordiais da sua nomeação para vice-­rei, a par da anterior carreira na Índia. A sua primeira decisão governativa, após reunião em Conselho, consubstanciou­-se no tradicional despacho das armadas. Começou por despachar Matias de Albuquerque com duas galés, vinte fustas e 700 homens para os mares do Malabar. Já para a armada do Sul, e após ter despachado embaixador para a corte mongol, destacou Diogo Lopes Coutinho. Na armada de Matias de Albuquerque, seguiram André Furtado de Mendonça, e ainda D. Jerónimo de Azevedo, além de D. Gil Eanes Mascarenhas, fidalgo de destaque, e de Francisco Fernandes. Esta armada que se dedicou a destruir vários portos de piratas malabares, semeou a destruição no Malabar, apresando vários navios inimigos e causando sérios danos aos reinos da região[1].

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