Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá

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Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá

Also Known As: "Barão ou Visconde de Mauá"
Birthdate: (75)
Birthplace: Arroio Grande, Rio Grande do Sul, Brazil
Death: Died in Petrópolis, Rio de Janeiro, Brazil
Immediate Family:

Son of João Evangelista de Souza and Mariana de Jesus Batista de Carvalho
Husband of Maria Joaquina de Souza Machado
Father of Lisia Evangelista de Souza; Irineu Evangelista de Souza, Filho; Henrique Irineu de Souza; Artur Evangelista de Souza; Maria Carolina Evangelista de Souza and 5 others
Brother of Guilhermina Evangelista de Sousa

Managed by: Diego de Moraes Moreira (C)
Last Updated:

About Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá

Irineu Evangelista de Sousa, barão e visconde com grandeza de Mauá, (Arroio Grande, 28 de dezembro de 1813 – Petrópolis, 21 de outubro de 1889 ) foi um comerciante, armador, industrial e banqueiro brasileiro.

Ao longo de sua vida foi merecedor, por contribuição à industrialização do Brasil no período do Império (1822-1889), dos títulos nobiliárquicos primeiro de barão (1854) e depois de Visconde de Mauá (1874). Foi pioneiro em várias áreas da economia do Brasil.

Dentre as suas maiores realizações encontra-se a implantação do primeiro estaleiro no país, a construção da primeira ferrovia brasileira, a estrada de ferro Mauá, no atual estado do Rio de Janeiro, o início da exploração do rio Amazonas e afluentes, bem como o Guaíba e afluentes, no Rio Grande do Sul, com barcos a vapor, a instalação da iluminação pública a gás na cidade do Rio de Janeiro, a criação do primeiro Banco do Brasil, e a instalação do cabo submarino telegráfico entre a América do Sul e a Europa.

Primeiro como barão, título recebido após construir a primeira estrada de ferro da América do Sul, e vinte anos depois, Visconde de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa é o principal representante dos primórdios do capitalismo na América do Sul, ao incorporar e adotar, no Brasil, ainda no período do Império brasileiro(1822-1889), em suas empresas, os recursos e maquinários aplicados na Europa e nos Estados Unidos no período da Revolução Industrial do século XIX.

É considerado, pelos registros históricos, como o primeiro grande industrial brasileiro. Foi um dos grandes opositores da escravatura e do tráfico de escravos, entendendo que somente a partir de um comércio livre e trabalhadores libertos e com rendimentos poderia o Brasil alcançar situação de prosperidade. Todavia, somente com a Lei Áurea, de 1888, foi abolida a escravatura no Brasil, assinada pela princesa regente Isabel.

Nascido em uma família de proprietários de pequena estância de criação de gado no Rio Grande do Sul, na fronteira com a República do Uruguai, Irineu Evangelista de Sousa ascendeu socialmente pelos seus próprios méritos, estudos e iniciativa, sendo considerado um dos empreendedores mais importantes do Brasil, no século XIX, estando à frente de grandes iniciativas e obras estruturadoras relacionadas ao progresso econômico no Segundo Reinado.

De início incompreendido e contestado por uma sociedade rural e escravocrata, hoje é considerado o símbolo dos empreendedores capitalistas brasileiros do século XIX. Foi precursor, no Brasil, do liberalismo econômico, defensor da abolição da escravatura, da valorização da mão-de-obra e do investimento em tecnologia. No auge da sua carreira (1860), controlava dezessete empresas localizadas em seis países (Brasil, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Estados Unidos).

No balanço consolidado das suas empresas em 1867, os seus ativos foram estimados em 155 mil contos de réis (155 milhões de Libras Esterlinas), enquanto o orçamento do Império, no mesmo ano, contabilizava 97 mil contos de réis ( 97 milhões de Libras Esterlinas). Sua biografia ficou conhecida, principalmente, pela exposição de motivos que apresentou aos credores e ao público ao ter a falência do seu banco, a Casa Mauá & Cia., decretada em 1878.

Fonte: wikipedia.pt

CADEIRA N.º 16 – VISCONDE DE MAUÁ Nasceu em um rincão de Arroio Grande no Sul do Rio Grande do Sul, a 28 Dezembro de 1813, em modesta casa de um só cômodo, com alicerce de pedras, paredes de taipa e teto de capim seco. Descendente de açorianos, seu pai o criou nas lides da campanha gaúcha até aos cinco anos. Com o assassinato do progenitor, ficou aos cuidados da jovem viúva, sua mãe Dona Mariana. Sob orientação materna, o menino Irineu aprendeu as letras, os números, e a fazer contas, diferenciando-se assim dos garotos de sua idade que só trabalhavam no campo. Foi a primeira mudança de rumo da sua vida. Ao completar nove anos, um seu tio, capitão de navio costeiro, obteve permissão de Dona Mariana para levá-lo embarcado para o Rio de Janeiro, o que marcou a segunda mudança de vida. O tio, conhecido de um dos maiores negociantes do Rio, Pereira de Almeida (mais tarde, Barão de Ubá), deixou-o aos cuidados do comerciante e o menino Irineu iniciou-se fazendo pequenos trabalhos no armazém. Observador, inteligente e curioso, o ajudante de armazém ou caixeiro começava uma meteórica carreira comercial e ascendendo já aos quinze anos era o empregado de confiança do patrão. Aos dezesseis passa a gerir os grandes negócios como guarda-livros. Retirando-se Pereira de Almeida do Rio, o rapaz Irineu foi trabalhar com o escocês Richard Carruthers. Com Carruthers o jovem aprendeu o inglês e as regras da economia inglesa, muito diferente das normas comerciais que aprendera. Tornou-se perito em contabilidade manejada habilmente o complicado câmbio de libras em mil-réis e vice-versa, bem como as complexas aplicações do capital nos negócios de alto vulto. Nesta ocasião ingressou na maçonaria, aumentando enormemente o seu círculo de conhecimentos. Ao se retirar dos negócios, ou se aposentar como se diz hoje, o seu patrão e amigo Carruthers, promove o moço Irineu, que tinha 22 anos, como sócio. Aos vinte e seis anos Irineu vai à Europa, onde observa o mundo britânico dos grandes negócios e dos grandes empreendimentos industriais. Em 1841, com 27 anos se casa com uma prima de 15 anos. Teve dezoito filhos, mas nem todos vingaram. Com trinta anos, Irineu encerra a fase comercial de sua vida, vende tudo que tinha acumulado e muito rico, lança-se nos empreendimentos industriais. É um novo rumo na sua vida inteiramente diferente do que tinha sido comerciante e como gerenciador de capitais. Torna-se um empresário, calculista, lúcido e dinâmico. Ele passa a criar coisas que não existiam, que se faziam necessárias, mas onde ninguém tinha tido sucesso ou nem sequer imaginado. Assim, monta uma fundição e um estaleiro em Niterói, realiza canalização de água na Tijuca, por exemplo. Seus métodos estão muito adiantados para a época e a cada sucesso, aumenta o número de cortesãos e palacianos invejosos ou prejudicados pelas mudanças. Apesar de ser um vulto independente, embora tenha recebido um ou outro apoio do governo imperial, Irineu alcança uma posição tão proeminente no cenário nacional, que acontece um fato inédito para os tratados internacionais. O acordo firmado entre o Brasil, o Uruguai na guerra contra as pretensões argentinas é assinado pelo governo do Brasil, pelo governo do Uruguai e por um particular, Irineu Evangelista de Souza! E este que garante os navios, os canhões e as despesas dos exércitos, com seu crédito pessoal e, com suas empresas. Além de fundar Bancos, como o Banco do Comércio e Indústria, mais tarde chamado Banco do Brasil, com crédito internacional, e que mais tarde as manobras palacianas encamparam e tornaram do governo, ou como o Banco Mauá & Cia, no Uruguai, espalhando uma rede de agências, inclusive em Londres, Irineu está sempre à frente das principais iniciativas a favor do progresso do Segundo Império. Suas empresas trazem a primeira iluminação à gás para o Rio de Janeiro, a primeira companhia de navegação do rio Amazonas, a primeira estrada de ferro na Raiz da Serra em demanda de Petrópolis, o assentamento do primeiro cabo submarino de telégrafos.

E muitas outras iniciativas, algumas fadadas ao fracasso porque o número de oponentes no governo aumentava sem cessar. Sua fortuna poderia ser caracterizada como uma das maiores do mundo, mas só o próprio Irineu é que poderia estimá-la. Era um monarquista leal, e jamais agiu contra Pedro II. Este não via com bons olhos aquele verdadeiro imperador financeiro que pretenderia ensinar ao real imperador os melhores rumos para o progresso de seu Império. Ambos tinham pontos de semelhança, começaram jovens, gostavam de novidades, mas como diz o povo, dois bicudos não se beijam. As intrigas palacianas e a politicagem pessoal sempre que podiam embaraçavam o Empresário e dificultavam as intenções do Regente. Assim, sem nenhuma homenagem palaciana, á contragosto quase, Pedro II concedeu o título de Barão de Mauá em 1854, quando da inauguração da primeira estrada de ferro do País, e o título de Visconde de Mauá em 1874, por ocasião da inauguração do telégrafo por cabo submarino. Mauá não teve uma vida sem tropeços, pois os seus adversários políticos e palacianos nunca descansaram e procuravam incessantemente dificultar sua vida e seus empreendimentos. Tal reação era previsível e por várias vezes ele precisou de todo o seu engenho e conhecimentos para não ser derrotado. Na verdade, a História obedecia a uma lei inexorável da Física: a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário. Assim foi com Mauá: os Estaleiros, a Iluminação à gás, a Navegação Amazônica, os Bancos, as Financiadoras, as Fábricas de velas e sabão, a Mineração do ouro Maranhense, a Companhia de Transporte Fluminense, o Dique Flutuante, a Ferrovia Santos-Jundiaí, a Companhia Agrícola Pastoril e muitas ações geraram reações de oposição crescentes e formidáveis. Sem apoio do Império, um só homem não poderia vencer as ações e as reações. O inevitável aconteceu: o declínio do império econômico financeiro passou a se tornar mais forte a partir de 1863 e o Conde de Mauá estava então com 50 anos. Suas batalhas foram cobertas de sucesso ou fracasso e muitas vezes ele salvou por um triz o seu mundo de empreendimentos. Em altos e baixos, conseguiu aos 53 anos de idade, fazer o pagamento de seus acionistas, embora isto não lhe fosse obrigatório por lei nem pelos costumes. Em 1870, três anos após inaugurar trecho de ferrovia Santos-Jundiaí, Mauá conseguiu recompor seu império às custas de seus bens pessoais. Em 1874, aos 61 anos, Mauá sofreu grave acidente pessoal, ao ser atropelado por um carroção em Petrópolis e esteve por um mês entre a vida e a morte. No mesmo ano Pedro II concedeu-lhe o título de Visconde de Mauá. Mas apenas um ano depois, apesar dos ingentes esforços de obter auxílios e prazos, Mauá teve que pedir Moratória, distribuindo a famosa Exposição aos credores de Mauá & Cia. Seguiu-se longa demanda judicial, pressurosamente aproveitada pelos seus antagonistas declarados ou ocultos e, em 1877, Mauá teve o desgosto de ver decretado inexoravelmente à falência. Sem esmorecimento, o princípio adotado por Mauá de pagar o que era devido e de não ter nunca o seu nome manchado, levou-o ao sacrifício de seus bens pessoais, até saldar o último vintém. Por isso, em 1884, Mauá teve a definitiva recompensa pela sua honestidade Por isso, em 1884, Mauá teve a definitiva recompensa pela sua honestidade a toda prova: a Carta de Reabilitação do Comerciante matriculado Visconde de Mauá, lido em cerimônia no Tribunal de Comércio do Rio. Ele começava a sentir os efeitos da doença que iria abater o maior vulto empresarial do Brasil. Ainda resistiria cinco anos à diabete. Mauá também foi deputado pelo Rio Grande do Sul de 1856, 1885-60, 1861-64, 1864-66 e 1872-75 e renunciou em 1873 para atender às empresas em perigo pela crise financeira de 1864. Mauá, com setenta e um anos volta a ser apenas um homem rico. Fazia eventual corretagem no Rio e esporadicamente ia ao Uruguai, acompanhar a direção de suas estâncias. Não mais lhe interessavam as ações do governo e recusou todos os convites de Pedro II para conversas informais. Como considerava que a libertação dos escravos deveria ter sido feita trinta anos antes, não deu a menor importância para o ato imperial de 1888. Mauá faleceu no Rio no dia 21 de outubro de 1889, com setenta e dois anos de idade. O Império Brasileiro sobreviveu-lhe três semanas, quando sobreveio a Proclamação da República. O filho e herdeiro do Visconde, o Comendador Henrique Irineu de Souza teve oportunidade de continuar um sonho de Mauá que era o de trazer imigrantes para o Brasil, aproveitando o corte das migrações para os Estados Unidos durante a Guerra de Secessão. O comendador obteve, em 1889, por contrato a permissão de instalar dois núcleos coloniais em suas terras: o núcleo Itatiaia(no vale do Rio Campo Belo). Tais núcleos chegaram a ter 185 colonos, dentre austríacos, tchecos, alemães, italianos, espanhóis, portugueses, mas no final de 1890, a experiência foi dada como fracassada, tendo sido apontada como principal causa à falta de estradas para escoamento dos gêneros produzidos. Em 1908, o governo federal compra as terras e tenta colonizar os antigos núcleos. De 1926 a 1924 forma-se um mercado fundiário na região e o leite e o queijo predominaram, panorama que só veio mudar em 1970-1980, quando se abre espaço para pousadas, veraneio, pensões e hotéis-fazenda. Cabe mencionar as terras de sua propriedade aqui na nossa região: o núcleo Visconde de Mauá (no vale do Rio Preto) e o núcleo Itatiaia (no vale do Rio Campo Belo). http://academiaitatiaiensedehistoria.blogspot.com.br/2008/10/patronos-da-academia-itatiaiense-de.html

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Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá's Timeline

1813
December 28, 1813
Arroio Grande, Rio Grande do Sul, Brazil
1842
1842
Age 28
Brazil
1843
1843
Age 29
Brazil
1852
1852
Age 38
Brazil
1853
1853
Age 39
1854
1854
Age 40
1856
1856
Age 42
1860
1860
Age 46
Brazil
1862
1862
Age 48
Brazil
1865
1865
Age 51
Brazil