Pardal Mallet

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João Carlos de Medeiros Pardal Mallet

Birthdate:
Birthplace: Bagé, Rio Grande do Sul, Brazil
Death: Died in Caxambu, Minas Gerais, Brazil
Cause of death: Tuberculose
Immediate Family:

Son of João Nepomuceno de Medeiros Mallet and Mariana Leopoldina De Carvalho Pardal
Brother of Ana Pardal Mallet and Emília Pardal Mallet

Occupation: jornalista e romancista
Managed by: Carla Assenheimer (C)
Last Updated:

About Pardal Mallet

Foi jornalista e romancista brasileiro, patrono da cadeira número 30 da Academia Brasileira de Letras.

Biografia


Era filho do general João Nepomuceno de Medeiros Mallet e neto do marechal Emílio Mallet, patrono da artilharia do Exército, ambos participantes da Guerra do Paraguai.


Pardal Mallet foi um menino precoce, aprendendo a ler sozinho. Antes de completar dez anos, já ensaiava alguns escritos. Foi aluno exemplar, com certa inclinação para idiomas estrangeiros tendo aprendido na infância inglês e francês. Concluiu os estudos iniciais na sua terra natal mudando posteriormente para o Rio para ingressar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.


Em 1884, interrompeu o curso porque um seu professor, o Visconde de Saboia, o ameaçou reprovar, caso não abandonasse suas ideias republicanas manifestadas em artigos publicados em jornais cariocas. Convicto de suas opiniões, abandonou definitivamente a faculdade para dedicar-se à literatura e ao jornalismo.


Mudou-se, ao que se consta, para São Paulo onde se matriculou na Faculdade de Direito de São Paulo e posteriormente se dirigiu para o Recife em cuja faculdade concluiu o curso. Na ocasião de receber o diploma, negou-se a prestar juramento, alegando ser republicano e nada dever aos mestres, que segundo ele, "jamais lhes ouvira a palavra". A situação desagradável foi contornada graças a Joaquim Nabuco, que o defendeu.


Durante sua estada em Pernambuco publicou os romances Hóspede e Meu Álbum, ambos de 1887. No ano seguinte sai o romance Lar.


De volta ao Rio de Janeiro, passou a frequentar as rodas boêmias tendo como companheiros Olavo Bilac, Raul Pompeia, Coelho Neto, Luís Murat, José do Patrocínio, Artur Azevedo, Émile Rouéde, Aluísio Azevedo e Paula Ney.


Fervoroso adepto das ideias republicanas, tornou-se redator-chefe, em 1888, do jornal A Cidade do Rio, de José do Patrocínio, mas no ano seguinte rompeu com o amigo e protetor alegando divergências políticas. Em 1889 teve sério litígio com Olavo Bilac, terminando a questão num duelo em que saiu ferido na barriga.[1] Entretanto, depois se reconciliaram.


Com o advento da República, fez dura oposição ao governo do Marechal Floriano, fazendo parte da Revolta da Armada, acabando preso e desterrado em Tabatinga, no Amazonas em 1893. Decretada a anistia, voltou para o Rio de Janeiro. Antes dos 30 anos, morreu de tuberculose em Caxambu, onde tentara se recuperar inutilmente.


Hóspede e Lar foram reeditados em um só volume pela Academia Brasileira de Letras em 2008.


Obras

  • 1887 Meu Álbum, contos
  • 1887 Hóspede, romance
  • 1888 Lar, romance, Rio de Janeiro, Typ. Central
  • 1889 A pandilha, costumes gaúchos
  • 1890 O Esqueleto, romance, (com Olavo Bilac)
  • 1894 Pelo divórcio, panfleto

Fonte: Wikipédia

Pardal Mallet (João Carlos de Medeiros Pardal Mallet), jornalista e romancista, nasceu em Bagé, RS, em 9 de dezembro de 1864, e faleceu em Caxambu, MG, em 24 de novembro de 1894. É o patrono da cadeira n. 30, por escolha do fundador Pedro Rabelo.

Neto e filho de grandes marechais, de sangue nobre e bravo, reuniu em si misturas de raças díspares, de países e continentes diversos, irlandês, francês, português e brasileiro. Veio ao mundo na época da Guerra do Paraguai, e em toda a sua breve vida viveu na atmosfera de uma família tradicional, cercado do carinho dos pais e das irmãs, mas povoada de reminiscências de guerras. Aprendeu na infância três línguas, francês, inglês e português.

Após os estudos preparatórios na terra natal, veio para o Rio de Janeiro para estudar Medicina. Deixou o curso no 4º ano porque o visconde de Saboia o ameaçava de reprovação se não abandonasse as ideias republicanas que expressava em artigos na imprensa carioca. Ele mantém seus pontos de vista e decide estudar Direito. Inicia o curso em São Paulo e vai concluí-lo em Recife, em plena efervescência da Escola do Recife. Em Pernambuco, manteve-se no jornalismo e publicou um livro de contos, Meu álbum, e um romance, O hóspede. O dia da colação de grau foi um ponto alto em sua vida: republicano arraigado, recusou-se a fazer o juramento legal. Não se sujeitaria às palavras que garantiam o respeito ao regime monárquico. Perante a Congregação declarou que não desejaria ser perjuro no primeiro passo da mocidade. Só com a intervenção de Joaquim Nabuco o diretor da Faculdade concedeu-lhe o grau a que tinha direito.

Voltando ao Rio, em 1888, não exerceu a advocacia. Participou dos movimentos abolicionista e republicano. O jornalismo foi a sua grande paixão espiritual. Foi periodista na Gazeta da Tarde, colaborou em quase todas as folhas cariocas, na Gazeta de Notícias, no Diário de Notícias, escrevendo muitas vezes sob pseudônimos: Armand de Saint Victor, Vítor Leal e Souvarine. Secretariou a Cidade do Rio, de José do Patrocínio. Rompendo com o grande abolicionista, que era antirrepublicano, fundou o jornal A Rua, dirigindo-o ao lado de Luís Murat, Olavo Bilac e Raul Pompeia. Temperamento exaltado, tentou restabelecer, no Brasil, o costume do duelo. Chegou a ter um com o seu maior amigo, Olavo Bilac, que se realizou, sem testemunhas, com floretes. Ficou ferido, mas logo a seguir os dois se reconciliaram no local.

Com Paula Nei, a princípio, e depois com Coelho Neto, Pardal Mallet teve grande êxito no panfleto O Meio, publicação periódica de preocupação social, política, literária e artística. A ele se deve a expressão popular “na ponta”, registrada no n. 12 do panfleto: “O Meio cada vez mais... na ponta.” Fundou o jornal O Combate, saindo o primeiro número em 12 de janeiro de 1892. No artigo de fundo, que lhe serve de programa, Pardal Mallet se declara socialista moderno, científico e construtor. Ali defendeu suas ideias e combateu o governo de Floriano Peixoto, até ser agredido por florianistas exaltados. O governo mandou fechar O Combate e Pardal Mallet foi desterrado para Tabatinga (AM). A agressão que sofreu dos florianistas contribuiu para a debilitação de sua saúde. Voltou para o Rio, onde passou breve temporada no palacete da família, seguindo depois para a casa de veraneio em Caxambu (MG), onde ele esperava curar-se da tuberculose, mas lá veio a falecer, antes de completar 30 anos.

A coragem com que enfrentava os fatos, a sua oposição ao governo de Floriano Peixoto, tido como um dos mais enérgicos presidentes brasileiros, demonstram a força da presença de Pardal Mallet no seu tempo. Três anos após sua morte, ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras, o poeta e jornalista Pedro Rabelo escolheu-o como patrono da cadeira por ele fundada. Foi, portanto, a acolhida pela Academia de um escritor que fora contemporâneo dos fundadores e bem mais jovem que a maioria deles.

O escritor panfletista revelou-se também no opúsculo Pelo divórcio!, publicado em 1894, quando as ideias conservadoras no meio brasileiro repeliam qualquer inovação neste sentido. A significação de sua obra na literatura brasileira é modesta, inclinando-se para um misto de realismo e romantismo. Ele próprio não dava valia aos seus romances, que eram, para seu juízo, secundários. Não apresentam faces criadoras, nem páginas excepcionais. Hóspede e Lar descrevem cenas e costumes da vida carioca e A pandilha apresenta costumes gaúchos e evocações da sua terra natal.

http://www.academia.org.br/academicos/pardal-mallet/biografia

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Pardal Mallet's Timeline

1864
December 9, 1864
Bagé, Rio Grande do Sul, Brazil
1894
November 24, 1894
Age 29
Caxambu, Minas Gerais, Brazil