João de Almeida, 2º conde de Abrantes

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About João de Almeida, 2º conde de Abrantes

.....Saiu do lugar outra vez…

D. João de Almeida,(1445-1512) segundo conde de Abrantes, foi guarda-mor do rei D. João II de Portugal, do seu Conselho e vedor da Fazenda.

Nas cartas - « que um rei de Portugal antigo escreveu ao de França, encomendando-lhe um fidalgo (D. Pedro de Almeida) que ia estudar a Paris, e dizia tirada de latim em que estava em um livro estrangeiro. Carta del Rei de Portugal ao de França, em que se diz:

«Entre as virtudes e excelências dos Príncipes me parece muito digna de louvor a de terem particular cuidado a lembrança dos vassalos beneméritos em seu serviço para com favores e mercês os ajudarem, e por esta razão me parece que devia encomendar a Vossa Majestade a D. Pedro de Almeida que por ocasião de seus estudos vai a essa Corte de Paris, posto que claramente conheço que sem recomendação minha, vai assaz encomendado pela liberalidade e brandura com que Vossa Majestade honra e recebe os homens tão ilustres como êle é; além do que, tem êle tantas partes e entendimento que não achará melhor terceiro que a si mesmo. Deixo seu pai D João de Almeida conde de Abrantes, que com suas singulares virtudes e claros feitos adquiriu e conservou até a morte muito estreita privança e amizade com meus antecessores e comigo, de sorte que ponho em duvida com importe mais a seu filho a minha carta, que a fama e lembrança de seu pai. De qualquer modo o encomendo muito a Vossa Majestade e de minhas coisas não ofereço de novo nada, pois pela irmandade de meus antepassados e minha, em toda ocasiao deve Vossa Majestade usar delas como se foram comuns a ambos.»

A carta se lê em Francisco Rodrigues Lobo, «A Corte na Aldeia».

Casou com D. Inês de Noronha e tiveram juntos 12 filhos

D. Lopo de Almeida, 3º conde de Abrantes, fundador do convento de Santo António de Abrançalha (c. 1526), depois transferido para Abrantes. O título não foi renovado em seus descendentes.

D. Pedro

D. Bernardim', avô de dois governadores de Angola (Francisco de Almeida & Jerónimo de Almeida.

D. António

D. Cristóvão

D. Tristão, frade Franciscano (frei Bernardino).

D. Duarte

D. Joana de Noronha, casada com D. Diogo Lobo da Silveira, 2° Barão de Alvito.

D. Isabel, casada com D. Francisco de Lima, 3° visconde de Vila Nova de Cerveira.

D. Leonor, casada com D. Álvaro de Castro, senhor do Paul de Boquilobo, governador da Casa do Cível, vedor da Fazenda dos reis D. João e D. Manuel; de quem têve :

A - D. Inês de Castro (c. 1494 – d. 1565), casada com D. Garcia de Noronha, 3.º vice-rei da Índia.

B - D. João de Castro, nascido em 1500 e morto em Goa em 1548, vulto glorioso da história, governador e capitão general, 14.º governador e 4.º vice-rei da Índia.

D. Brites, prioreza no convento do Salvador, de Lisboa.

D. Maria, freira em Odivelas

D. João teve mais 4 filhos de outras 2 mulheres

D. Luís de Almeida

D. Beatriz de Almeida

D. Garcia de Almeida

D. Estevão de Almeida

O Túmulo de D. João e de D. Inês existente no museu D. Lopo de Almeida, é do início do sec. XVI em Calcário. É um "Magnifíco túmulo parietal de desenho profundamente original que lembra o portal da Igreja de S. João Baptista em Tomar. Apresenta profusa decoração dentro do gosto gótico final já tocada pelo naturalismo do chamado estilo Manuelino, destacando-se, além dos elaborados cairéis no intradorso do arco da edícula, dois medalhões de delicada expressão caligráfica que lembram motivos análogos, no Pórtico das Capelas Imperfeitas da Batalha, um com o trigrama HS (o nome de Jesus) e, outro com HM( Avé Maria). A arca feral encontra-se coberta por uma opulenta colcha de pedra lavrada com bordados e franjas. O facial apresenta o epitáfio, algo detriorado, alusivo a D. João, falecido em 1512, e a sua mulher, D. Inês, além da heráldica dos Almeidas e dos Noronhas. Aos pés do tumúlo encontra-se a lápide brasonada de D. Dinis de Almeida, filho do 3º. conde de Abrantes, falecido em 1584."

in, http://abrantescidade.blogspot.pt/2009/01/d.html


Durante o seu pontificado, de mais de 60 anos - foi eleito com apenas 25 - dotou a Sé de Coimbra de grandes obras arquitectónicas, e de paramentos e objectos desagrados valiosos. Magnificente e faustoso ao gosto dos homens da Renascença, deixou fama de amigo dos pobres e de zelar pela disciplina eclesiástica. Escreveu as "Constituições do Bispado" em 1521 que representa um valioso documento para o estudo da sua época. Data do bispado: 23.06.1483-25.07.1543. Tomou posse do Bispado de Coimbra em 23.06.1483. Foi sagrado somente cinco anos depois (1488). Foi nomeado Inquisidor do Reino por Paulo III de 1536-1541. Dotou a Sé de grandes obras. Fundou a Misericórdia em 1500. 2.º Conde de Arganil. Cargos e Profissões 37.º Bispo de Coimbra.

O contexto familiar de D. Jorge de Almeida comprova toda uma miríade de influências e relações que certamente influenciaram a sua mundividência e gosto,tornando-o num incontestável“ verdadeiro príncipe do renascimento”, nas palavras de Vítor Serrão. O seu próprio percurso em Itália desde, pelo menos 1469, foi pautado de exemplos que iriam determinar a sua imagem e posição futuras, tendo privado com Lourenço de Médicis (conforme provam as 5 cartas agora publicadas) a quem escreveu ainda enquanto estudante em Pisa ou o título de Apotolice sedis prothonotharius queostentou precocemente e que seria prenunciador dos muitos outros com que viria a seragraciado ao longo da sua extensa vida conforme se confirma nas palavras de Pedro Álvares Nogueira ao discursar acerca deste “mancebo de uinte E dous annos de grandespartes de grandes esperanças q daua mostras de uir a ser hum grande prelado Como nauerdade o foi (…), Tendo estudado em Pisa e Peruggia e após uma longa permanência na Cúria Romana, este antístite, que será inquisidor-mor do reino a partir de 1536, sempre demonstrou uma extrema erudição que perpetuou na obra escrita elaborada ao longo da sua vida e de onde se destacam as “Constituyçoões do Bpado de Coimbra pollo muyto reuerendo e magnífico senhor o señor dom Jorge dalmeyda bpo de Coimbra Conde Darganil”, impressas em Braga, na Oficina de Pedro Gonçalves Alcoforado, no ano de1521. Consta terem sido as primeiras Constituições deste bispado que se publicaram, Peça fundamental no equilíbrio das forças culturais e políticas da cidade, protegia os seus homens e erigia à sua volta redes de dependência e patrocinato, vivendocomo um grande e poderoso senhor nos seus territórios

Teve igualmente um papel preponderante junto ao monarca, em diversos encargos diplomáticos e religiosos, tendo-se deslocado expressamente a Évora, em finais de 1497, para presenciar o primeiro matrimónio de D. Manuel. Do mesmo modo foi este mesmo prelado que, juntamente como rei esteve presente no ritual da abertura e segunda tumulação de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, efectuado no mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Este bispo designadopor António de Vasconcelos como Sacerdos Magnus, terá ainda baptizado o Infante D.Henrique em 1512.Bispo residente em Coimbra - um dos raros exemplos de entre as nove dioceses portuguesas , era apreciador da prática da caça tendo mesmo alcançado de D. Manuel a instituição de uma coutada privada nas terras do senhorio do bispado, em Coja, para melhor apreciar os seus gostos cinegéticos”, e foi a figura marcante do Renascimento conimbricense, numa altura de mudanças e em que se começava a vislumbrar uma nova cultura visual

Não obstante a experiência em Itália e os ilustres contactos que manteve, sempre se apresentou enquanto sujeito de carácter singular com uma preponderante “proximidade às correntes humanistas do renascimento que a sua actuação à frente da diocese de Coimbra e a sua abertura mecenática não deixam de traduzir”

Finado em 1543, a inscrição na sua lápide que repousa ainda hoje na Sé Velha de Coimbra irá replicar a fórmula itálica do seu nome, já utilizada por Sisto IV nos idosanos da sua infância. Aquele que foi o antístite que durante mais tempo governou umadiocese em toda a história da igreja portuguesa, e que com 10 anos era já designado por “Giorgio de Almeyda clerico Egitaniensis diocesis”

“falleceo dia de San-tiago de1543. de idade de 85. annos. Manifesta-se do epitaphio de sua sepultura, que está nacapella do Sanctíssimo Sacramento da Sè da ditta cidade, que he o seguinte: Divini numinis oietate Episcopus Comes Georgius de Almeida hic situs, (…)

in, Heráldica eclesiástica -Brasões de Armas de Bispos-Condes Dissertação de Mestrado apresentada àFaculdade de Letras da Universidade de Coimbra 2010.

Dele diziam, in, Paiva, José Pedro,Os bispos de Portugal e do Império: 1495-1777“ Foi possível identificar cerca de100 pessoas, entre as quais perto de 30 capelães, para além de camareiros, cantores, cavaleiros,contadores, cozinheiros, criados, escudeiros, físico, azemel, guarda-roupa, hortelão dos paços, moços daestrebaria, moços de câmara, porteiro, secretário e vedor. Este D. Jorge de Almeida tinha exército, com oqual chegou a desafiar o prior de Santa Cruz de Coimbra e raramente conferia ordens, pregava ou crismava, tendo bispos coadjutores que por si o faziam.” p. 122. Do mesmo modo António de Vasconcelos diz: “com a numerosa comitiva de estado, constituída pelo pessoal da sua tríplice casa, eclesiástica, civil e militar, correspondente às diversas dignidades que possuía; pois, se a mão esquerda se apoiava ao báculoprelatício de Coimbra, a cabeça era-lhe cingida pela corôa margarífica de conde de Arganil, e a dextra empunhava quer a vara da jurisdição civil e criminal, quer a espada do comando militar, como senhor de Côja e alcaide-mór de Avô.” in Silva, Fernando d’Abranches Correia da, “A comenda de São Miguel de Coja…” Nº 25, p. 277.