José Joaquim Salema de Andrade Rapozo Peçanha

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José Joaquim Salema de Andrade Rapozo Peçanha

Birthdate:
Death:
Immediate Family:

Husband of D. Maria Perpétua Rosa de Aboim Guerreiro
Father of D. Mariana Rita Salema de Andrade Vilalobos Guerreiro de Aboim and José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim

Managed by: Eduardo Cardoso Mascarenhas de L...
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About José Joaquim Salema de Andrade Rapozo Peçanha

Em 1633, o fidalgo Manuel Raposo Pessanha redigiu um tombo de todos os bens que possuía, vinculados ou livres. Entre eles, a fl. 2 “Huãs Cazas em a cabeceira da Rua dereitta”, onde ele próprio morava, sendo esta a mais antiga referência a um edifício na localização actual do Palácio.

Manuel Raposo Pessanha viveu vários anos em Castro Verde, ao serviço da Casa Ducal de Aveiro, tendo morrido depois de 1651.

Sucedeu-lhe o seu filho João Ascenso Raposo Pessanha (?-Santiago do Cacém, 07-02-1702), que ocupou as funções de capitão-mor de Santiago do Cacem, provedor da Misericórdia, por diversas vezes vereador e foi 2.º morgado dos Raposos.

O 3.º morgado, Manuel Raposo Pessanha, igualmente filho do anterior, foi provedor da Misericórdia em 1689 e vereador em 1688; morreu solteiro e sem geração em 03-05-1693.

O 4.º morgado, André Ascenso Raposo (?-Santiago do Cacém, 19-02-1740), irmão do antecedente, foi vereador entre os anos de 1700 e 1713, capitão-mor de Santiago do Cacém e provedor da Misericórdia. O 5.º morgado, André Ascenso Salema (?-Santiago do Cacém, 01-04-1773), filho do antecedente, foi capitão-mor de Santiago do Cacem e provedor da Misericórdia.

José Joaquim Salema de Andrade Raposo Pessanha (Santiago do Cacém, 1757-?), 6.º morgado, sargento-mor de Ordenanças e depois capitão-mor da vila de Santiago do Cacém, deu início à construção do Palácio da Carreira.

José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim (Santiago do Cacém, 02-09-1782- Santiago do Cacém, 09-04-1862), 7.º morgado, deixou o morgadio ao seu sobrinho-neto, o 3º conde de Avillez, Jorge Salema de Avillez Juzarte de Sousa Tavares (Santiago do Cacém, 31-01-1842- Santiago do Cacém, 04-12-1901).

Quando o conde tomou posse do edifício situado ao topo da Rua Direita, em agosto de 1862, este é dado como estando arruinado, no entanto parece ter sido uma ampla residência nobre, com catorze divisões no piso superior e uma água-furtada, o que pressupõe a existência de um sótão, mais sete divisões de serviço no piso térreo, onde se incluíam as cavalariças. O edifício tinha ainda três quintais anexos, alguns com árvores de fruto. O conde e a sua esposa, D. Maria Carolina de Sousa Feio (Beja, 12-08-1844-Santiago do Cacém, 03-11-1926), transformaram a casa nobre herdada nos bens do morgadio e localizada ao topo da Rua Direita no Palácio que hoje conhecemos, sendo este já assinalado num documento datado de 1877.

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Edifício mandado construir entre 1785 e 1808, possivelmente pelo 6º morgado do vínculo dos Raposos, o fidalgo José Joaquim Salema de Andrade Raposo Pessanha (1757-?) e terminado pelo seu filho José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim (1782-1862), 7º morgado dos Raposos.

Ambos ocuparam o cargo de capitão-mor da vila de Santiago do Cacém e, este último, evidenciou-se precisamente no ano de 1808, em que liderou a revolta contra os invasores franceses, tendo sido eleito para presidir à Junta de Governo de Santiago do Cacém.

Apesar de a conclusão da construção do edifício datar do ano da luta contra os invasores franceses, a decoração das várias salas e salões do palácio terá decorrido entre 1790 e a segunda metade do século XIX.

Com a morte do 7º morgado dos Raposos, José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, o palácio passou por herança para o seu sobrinho-neto, José Maria Salema de Avillez (1844-1890), irmão do 3º conde de Avillez.

Este vendeu o edifício a D. Maria Augusta de Campos, que por sua vez o vendeu também, na década 1870, ao Dr. Luís Maria da Silva (1842-1893), mantendo-se até hoje na posse dos seus descendentes. O filho deste último, Dr. João Gualberto da Cruz e Silva (1881-1948), que residiu no palácio, foi um distinto arqueólogo, a quem se deve o retomar das escavações sistemáticas em Miróbriga (mais de um século depois das primeiras campanhas de escavação da cidade romana) e que, com as suas colecções de arqueologia e numismática, fundou o Museu Municipal de Santiago do Cacém.

in, http://www.patrimonius.net/detalhes.php?i=227

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José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim nasceu em 1782, em Santiago do Cacém, sendo batizado no oratório da casa de seus pais, na mesma localidade, em 2/9/1782. Foi sua madrinha D. Madalena Vicência de Mascarenhas, filha do 3.º marquês de Fronteira e viúva de Luís Guedes de Miranda Henriques, senhor de Murça e 8.º morgado do vínculo instituído pelos Pantoja em Santiago do Cacém.

Seu pai, José Joaquim Salema de Andrade, então capitão-mor de Santiago do Cacém, era o 6.º morgado do vínculo dos Raposos e sua mãe, D. Maria Perpétua Rosa de Aboim Guerreiro, era filha do capitão-mor de Mértola, João Camacho Guerreiro de Aboim, senhor da Casa de Espargosa. Os dois vínculos acabariam por ser herdados por José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim.

A família Salema de Andrade possuía as terras da Carreira junto ao secular arruamento do mesmo nome que, no início do século XX, receberia o nome “Rua Condes de Avillez” e onde o 6.º morgado dos Raposos mandaria construir, 3 anos depois do nascimento do filho, o Palácio da Carreira, o mais belo edifício neoclássico do Centro Histórico de Santiago do Cacém.

Esta casa seria herdada, ainda em construção, por José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, que concluiu a obra em 1808.

Neste último ano, José Joaquim de Aboim ocupava o cargo de capitão-mor de Santiago do Cacém (tal como o seu pai e o seu avô antes dele), tendo sido eleito, pelos três estados (clero, nobreza e povo), como presidente da Junta de Governo de Santiago do Cacém, que organizou a resistência contra os invasores franceses entre a margem sul do Rio Sado e Sines.

Ocupou diversos cargos públicos na vila de Santiago do Cacém, incluindo a presidência da Câmara, que exerceu várias vezes.

Distinguiu-se durante as lutas pela implantação do liberalismo, tendo perfilhado, depois da Guerra Civil de 1832-34, os ideais setembristas, da ala mais à esquerda no espectro político liberal.

Estava alinhado neste partido durante a Guerra Civil Patuleia (1846-1847), tendo sido, junto com o seu sobrinho conde de Avillez, um dos mais ilustres membros deste movimento em Santiago do Cacém, alvo da vigilância constante das forças cartistas e cabralistas.

José Joaquim de Aboim foi um homem de grande cultura e sensibilidade artística, senhor de uma imensa fortuna fundiária. Faleceu solteiro, no seu Palácio da Carreira, em 9/4/1862.

http://www.atlas.cimal.pt/drupal/?q=pt-pt/node/277

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