Mariano Ribeiro da Silva, Comendador , Tenente Coronel

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About Mariano Ribeiro da Silva, Comendador , Tenente Coronel

TESTAMENTARIA


Ano do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, de 1866, aos 1º de junho do dito ano, neta cidade da Oliveira, Comarca do Rio das Mortes, em meu cartório autuo uma petiçã, despachada pelo Doutor Juiz da Provedoria, Dr. Gabriel Caetano Guimarães...Dona Mariana Cândida de Castro e o Capitão Carlos Ribeiro da Silva Castro, testamenteiros do finado Comendador Mariano Ribeiro da Silva, prestação das contas testamentárias do mesmo, na forma de sua petição, que segue com procuração e mais documentos de que faço esta autuação. Eu Manoel Moreira da Cruz, primeiro tabelião e escrivão da procuradoria, que escrevi e assino.


Fl-5- Eu abaixo assinado, Mariano Ribeiro da Silva, achando-me em meu perfeito juízo, determino o meu testamento e disposição de ultima vontade . Sou católico Romano, filho legitimo do Capitão Jose Ribeiro de Oliveira e Silva e Dona Antonia Clara Felisberta de Castro, já falecidos, fui nascido e batizado na Capela de São Francisco de Paula. Bispado de Mariana sou casado com Dona Mariana Cândida de Castro, de quem tenho dez filhos, a saber : Felisberto=Carlos=Antonio=Jose=Gabriel=Misael=Eulina casada com João Custodio Ferreira=Cândida já falecida, que foi casada com Jose Ribeiro da Silva Castro=Maria, casada com Felisberto Ribeiro da Silva Junior e Messias, casada com Francisco Ferreira Rodrigues Junior. Depois do Meu falecimento, meu corpo será encomendado pelo Reverendo Pároco e acompanhado. FI-6 – pelos Sarcedotes que forem convidados pelo meu testamenteiro, ao qual dirão missa de corpo presente. O meu testamenteiro mandara dizer duas missas por minha alma, pelo Reverendo pároco da Freguesia ou Capela onde eu for sepultado, pelos quais lhe dara vinte mil reis de esmola, assim mais duas missas pelo Vigário Jose Mendes dos Santos, Vigário da Freguesia de S. Thiago, duas mais pelo Vigário da Freguesia de Santa Rita, Crispiniano (...), pelos quais dara de esmola a quantia de dez mil reis por cada missa. Nomeio por meus testamenteiros, a minha mulher, Dona mariana Cândida de Castro, conjuntamente com meu filho Carlos, em segundo lugar meu filho Felisberto e em terceiro ao meu filho Antonio e em quarto, a meu genro, Francisco Ferreira Rodrigues Junior e a qualquer que tomar conta deste meu testamento, lhe deixo o premio de quatrocentos mil reis. Fl-7- O meu testamenteiro dara a todos os meus escravos que tiverem de dez anos para cima, a quantia de três mil reis de esmola a cada um no dia de meu enterro, independente de meu testamenteiro (?) esta verba para prestação de contas. O meu testamenteiro fará repartir com todo (?) na porta da Matriz, digo Igreja, no ato de meu enterro, a quantia de cinco mil reis pelos pobres. O meu testamenteiro mandara dizer dez missas pelas almas de todos aqueles com quem tenha tido negócios e mais assim dez missas pela alma de meus pais, filhos, irmãos e escravos já falecidos. De minha terça se tirara a quantia de hum conto de reis em dinheiro que será entrege ao meu testamenteiro e este o fará a premio, em mão de quem ele será fiador e principal pagador, para no caso de cair algum filho meu em pobreza, dando-lhe todos os anos a premio daquela quantia para sua subsistência. Fl-8- E dentro de seis anos, se nenhum deles precisar desta subsistência, será repertido aquele conto de reis e seus prêmios, entre todos os meus filhos. Deixo de esmolas a meus netos, que são meus afilhados, a quantia de duzentos mil reis a cada um e são os seguintes: Mariano, filho de minha filha Eulina, Rodolpho, filho de minha filha Cândida, Mariana, filha de minha filha Maria, Olimpio, filho de meu filho Antonio, Adolfo, filho de meu filho Carlos. Deixo a meu afilhado Francisco, filho de minha filha Messias, um Crioulinho por nome de Mariano, filho da escrava Marinha, não tendo este meu afilhado a quantia de duzentos mil reis dadas aos outros afilhados, deixo a minha afilhada Nasbina, filha de meu filho Misael, a quantia de duzentos mil reis. Deixo a minha afilhada Guilhermina, filha de meu filho Jose, a quantia de duzentos mil reis, deixo a minha neta Cândida, filha de minha filha Cândida, duzentos mil reis. Fl-9- Deixo a meu afilhado Francisco, filho de meu compadre Thomas de Abreu Monteiro, duzentos mil reis, deixo aos filhos de meu cunhado, Antonio Jose de Castro, que são meus afilhados, sendo Ermelinda e Cornélio, a quantia de duzentos mil reis a cada um, cumprida todas as minhas disposições, deixo o restante de minha terça a todos os meus filhos em igual parte e nesta forma tendo concluído o meu testamento e imposição de ultima vontade, sendo o meu testamenteiro obrigado a cumprir as minhas imposições no praso de dois anos e quer que este valha como escritura publica, que tenha toda a validade sendo este escrito por Antonio da Silva Campos, em minha presença e redigido por mim, ao qual assino por minha própria letra e firma, depois de ter sido lido por mim. Cidade de São João Del Rei, 24 de desmembro de 1863 Mariano Ribeiro da Silva.

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