Martim Gonçalves da Câmara, Reitor da Uniersidade de Coimbra

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Martim Gonçalves da Câmara, Reitor da Uniersidade de Coimbra

Birthdate:
Birthplace: Reino de Portugal
Death: 1613 (82-84)
Reino de Portugal
Immediate Family:

Son of João Gonçalves da Câmara and Leonor de Vilhena
Brother of Simão Gonçalves da Câmara, 1º conde da Calheta; Luís Gonçalves da Câmara, Padre; Isabel da Câmara; Rui Gonçalves da Câmara, capitão de Barlor; Fernão Gonçalves da Câmara and 6 others

Occupation: 1º reitor em Coimbra
Managed by: Eduardo Cardoso Mascarenhas de L...
Last Updated:

About Martim Gonçalves da Câmara, Reitor da Uniersidade de Coimbra

Martim Gonçalves da Câmara (1529-1613) foi um sacerdote e estadista português.

Era irmão de Simão Gonçalves da Câmara e do 1º conde da Calheta (?).

Estudou em Coimbra, onde ensinou e foi nomeado reitor da Universidade (1563). 1563-64 – Martim Gonçalves da Câmara, padre jesuíta. Foi nomeado pela regente D. Catarina. https://www.uc.pt/en/sobrenos/reitores_xiii_xvi

Foi desembargador do paço, conselheiro de Estado e escrivão da puridade.

Conduziu os negócios do reino durante sete anos e abandonou o paço (1576) acusado, falsamente, de se opor a que D. Sebastião se casasse.


Com o crescimento de D. Sebastião e a aproximação da sua aclamação como rei, Alcáçova Carneiro, responsável por grande parte da estratégia de D. Catarina, falhou a nomeação para conselheiro do novo rei, perdendo a carruagem do poder.

Nesta época, em meados de 1568, já D. Sebastião fazia «coisas estranhas» e o seu confessor, Luís Gonçalves da Câmara, era quem governava.

O crescente poderio da família Câmara irritava grande parte da Corte. Em 1569, no primeiro ano do governo de D. Sebastião (tendo o rei quinze anos) reuniu em Almeirim, o Conselho de Estado, tribunais e oficiais da Chancelaria régia.

O rei foi incentivado a fazer escolhas e restabeleceu o cargo de escrivão da puridade — uma espécie de primeiro-ministro — nomeando o irmão do seu confessor, ou seja, o antigo reitor da Universidade de Coimbra, Martim Gonçalves da Câmara. Este Martim Gonçalves da Câmara era um homem já muito influente, com administração de uma grande parte dos assuntos de justiça, que na época implicava também controlar a nomeação de muitos dos servidores do rei, além de fazer parte do grupo restrito dos membros do Conselho Geral do Santo Ofício, a Inquisição.


Martim Gonçalves da Câmara e o seu irmão, o confessor do rei, Luís Gonçalves da Câmara, construíram uma poderosa aliança.

Foram os Câmaras a afastar do rei D. Sebastião o cosmógrafo-mor e matemático, Pedro Nunes, e parecem ter instilado no rei a aversão ao casamento.

Talvez tenham também soprado ao ouvido do jovem monarca a necessidade de D. Sebastião se encontrar livre para a preparação da Jornada em África.

Segundo um famoso documento da época, o Memorial de Pero Roíz Soares, o escrivão da puridade, Martim Gonçalves da Câmara, rapidamente se tornou uma sombra de D. Sebastião, chegando a rasgar documentos assinados pelo rei.

Certo escrivão, ao apresentar uns papéis para D. Sebastião assinar, quando o rei seguia em viagem atravessando a fronteira do Algarve com o Alentejo, confidenciou que «dali por diante olhasse sua Alteza como punha os pés, pois entrava no Reino de Martim Gonçalves». Farto da omnipotência do ministro, D. Sebastião acabou por discutir com Martim Gonçalves da Câmara, que terá saído do Paço, batendo portas com estrondo e abandonando a corte, mas as coisas ficaram de tal forma que só a menção do nome de Martim Gonçalves da Câmara enfurecia o rei.

https://observador.pt/especiais/as-personagens-malditas-da-historia...

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