Otto Karpfen, Otto Maria Carpeaux

Is your surname Karpfen?

Research the Karpfen family

Otto Karpfen, Otto Maria Carpeaux's Geni Profile

Share your family tree and photos with the people you know and love

  • Build your family tree online
  • Share photos and videos
  • Smart Matching™ technology
  • Free!

Otto Karpfen, Otto Maria Carpeaux

Also Known As: "Otto Maria Carpeaux"
Birthdate:
Birthplace: Vienna, Vienna, Austria
Death: February 03, 1978 (77)
Rio de Janeiro, State of Rio de Janeiro, Brazil
Immediate Family:

Son of Dr. Jur. Max Karpfen and Gisela Schmelz
Husband of Hélene Silberherz Karpfen

Managed by: Lúcia Pilla
Last Updated:

About Otto Karpfen, Otto Maria Carpeaux

Otto Maria Carpeaux (Viena, 9 de março de 1900 – Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978), nascido Otto Karpfen, foi um ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco naturalizado brasileiro.

Foi filho único de Max Karpfen, um profissional liberal judeu, e de Gisela Schmelz Karpfen, católica. Nascido na capital do Império Austro-Húngaro, em 9 de março de 1900, onde cursou o ginasial, Otto Maria Carpeaux (então Otto Karpfen) ingressou na faculdade de direito por sugestão familiar, abandonando-a um ano depois. Entre os anos de 1920 e 1930 estudou no Instituto de Química da Universidade de Viena, mas nunca exerceu a profissão.1 Nessa época frequentava os círculos literários de Viena e conferências públicas de Karl Kraus.1 Também estudou filosofia (doutorou-se em 1925), matemática (em Leipzig), sociologia (em Paris), literatura comparada (em Nápoles) e política (em Berlim); além de dedicar-se à música.

Dedicou-se intensamente à literatura e ao jornalismo político, carreiras que deixou em Viena com passagens como redator da revista semanal Berichte zur Kultur und Zeitgeschichte articulistas do jornal Neue Freie Presse. Em março de 1930 casou-se com Helena Carpeaux que o acompanhou por toda a vida. Abandonou o judaísmo em 1933, converteu-se à religião católica e acrescentou Maria e Fidelis ao seu nome, este último por pouco tempo. Tornou-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, Engelbert Dollfuss e Kurt Schuschnigg, respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao Reich alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio.

Em princípios de 1938, foge com a mulher para Antuérpia (Bélgica), onde ainda trabalha como jornalista na Gaset van Antwerpen, maior jornal belga de língua holandesa.

Diante da escalada nazista, Carpeaux se sente inseguro e foge com a mulher, em fins de 1939, para o Brasil. Durante a viagem de navio, estoura a guerra na Europa. Recusando qualquer ligação com o que estava acontecendo no Reich, muda seu sobrenome germânico Karpfen para o francês Carpeaux.

Ao desembarcar, nada conhecia da literatura brasileira, nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no Paraná, designado para o trabalho no campo. O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para São Paulo. Inicialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa da venda de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, flamengo, catalão, galego, provençal, latim e servo-croata, em um ano aprendeu e dominou o português, com muita facilidade devido ao conhecimento do latim e de outras línguas derivadas do latim.

Em 1940, tentou ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. É então que escreve uma carta a Álvaro Lins a respeito de um artigo sobre Eça de Queiroz. A resposta veio em forma de um convite, em 1941, para escrever um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Seu artigo é publicado e assim ganhou um emprego. Iniciava uma publicação regular. Até 1942, Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução. Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre o público brasileiro e tornou-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano de 1942, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda nesse ano, publica o livro de ensaios Cinzas do Purgatório.

Entre 1942 e 1944 Carpeaux foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1943, publica Origens e Fins. De 1944 a 1949 foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Em 1947 publica sua monumental História da Literatura Ocidental – o mais importante livro do gênero em língua portuguesa – no qual analisa a obra de mais de oito mil escritores, partindo de Homero até mestres modernistas, este último sendo o estudo de sua predileção.2 Em 1950, torna-se redator-editor do Correio da Manhã. Em 1951, publica Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira, obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo com suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente.

Em 1953, publicou Respostas e Perguntas e Retratos e Leituras. Em 1958, publicou Presenças, e em 1960, Livros na Mesa.

Carpeaux foi forte opositor do Regime Militar, redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos. Contudo, escreveu editoriais em Jornais de 1964 pró-golpe (Basta! e Fora! foram os títulos deles), Nesse período foi também, ao lado de Antônio Houaiss, co-editor da Grande Enciclopédia Delta-Larousse.

Em 3 de fevereiro de 1978, morre no Rio de Janeiro de ataque cardíaco.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Otto_Maria_Carpeaux)

view all

Otto Karpfen, Otto Maria Carpeaux's Timeline

1900
March 9, 1900
Vienna, Vienna, Austria
1978
February 3, 1978
Age 77
Rio de Janeiro, State of Rio de Janeiro, Brazil